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Definição, divisão e evolução histórica do Direito Civil

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Evolução Histórica do Direito Civil
Origem do Dir. Civil: Direito Romano (“Ius Civile”) – Primeiro a regular as relações do Direito Privado; mais tarde, também o “Ius Gentium”.
Na Idade Média, destaque para o Direito Canônico e para o Corpus Juris Civilis.
Com o advento do Cristianismo, agregam-se alguns valores morais e éticos ao Direito.
Na Idade Moderna, inicia-se como Ciência.
No século XIX, a idéia do Direito Civil era codificá-lo (“quem se diz
„contratual‟, se diz „justo‟”).
Código Civil Napoleônico (1808): grande obra da Idade Contemporânea.
Código Civil Alemão (BGB): mais abrangente, permite a interpretação das cláusulas contratuais (Savigny x Thibault).
O Estado passou a intervir (pós 1ª G. M.), utilizando seu poder para assegurar o seu próprio interesse.
No mundo inteiro, a Constituição e o sistema social passaram a iluminar o Direito Civil.
Portugal recebeu influências do Direito Romano e do Direito francês.
Houve as ordenações Afonsinas, Manoelinas e Filipinas, sendo que estas foram adotadas pelo Brasil até 1916.
Em 1855, Teixeira de Freitas fez uma Consolidação das leis civis – reunião das leis já vigentes, só que de uma maneira mais lógica. Ele influenciou, inclusive, o Código Civil Argentino. (Teixeira de Freitas fez o esboço do Código Civil, o qual não foi aprovado no Brasil, mas foi transformado em Código Civil na Argentina pelo jurista Vélez Sarsfield – durante todo o Império, não houve um Código Civil no Brasil).
Em 1899, no governo de Campos Salles, Clóvis Bevilaqua é contratado para fazer um Código Civil. Este só foi promulgado em 1916, e passou a vigorar em 01/01/1917. Tal Código foi sendo alterado até que houvesse necessidade de um novo Código Civil, mais atual.
Em 1941, houve a tentativa de um novo Código no campo das Obrigações.
A partir dos anos 60/70, surge um movimento (v. Caio Mário, Orlando Gomes, Miguel Reale) para organizar o novo Código. Este tramitou durante 30 anos, entre 1972 e 2002, passando a vigorar em 01/01/2003. Devido ao longo tempo de trâmite, o Código Civil de 2002 já se encontra defasado, pois não há referências sobre Internet, computação, bioética e outros pontos relevantes nos dias de hoje.
Observações:
“Vacatio Legis” é o período que precede a vigência de uma Lei para que se possa ter o conhecimento da mesma e do ordenamento que está por vir. Aconteceu, por exemplo, com os Códigos Civis de 1916, que só passou a vigorar em 1917, e com o de 2002, que só passou a vigorar em 2003.
Consolidação: reunião das leis que já estão vigentes, para unificar leis de mesmo assunto, organizando-as.
Código: é uma obra pensada unicamente
Definição de Direito Civil
“É o conjunto de princípios e normas que regulam as relações jurídicas comuns de natureza privada”. (Clóvis Bevilaqua)
“É o direito que regula a pessoa, na sua existência e atividade, a família e o patrimônio”. (Francisco Amaral)
OBS: “O tempo só respeita as obras de que foi colaborador” (Rui Barbosa). Indica que o Anacronismo é desagregador.
Divisão do Direito Civil
O “Movimento Pandectista” era um movimento alemão doutrinário e baseado no “Digesto” Romano. Criou a divisão do Código Civil em Parte Geral (Fundamentos) e em Parte Especial, sendo esta divisão seguida pelo modelo brasileiro.
-A Parte Geral divide-se em: • Estática (Pessoas e Bens – Livros I e II)
Dinâmica (Fatos Jurídicos – Livro III).
-A Parte Especial divide-se em: • Direito das Obrigações
Direito das Empresas
Direito Reais (das Coisas)
Direito de Família
Direito das Sucessões

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