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60 Dicas de Direito Penal para o Concurso de Delegado do Mato Grosso do Sul

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Dalmo F. Arraes Jr 
Advogado, Empresário e 
Criador do Saber mais Direito 
 
 
Aulão 
Operação Delta Mato Grosso do Sul 
 
 
 
 
 
 
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60 DICAS DE DIREITO PENAL 
 
 
Dica 01 
 
 A pena da LESÃO CORPORAL será aumentada de 1/3 a 2/3 se essa 
lesão tiver sido praticada contra integrantes dos órgãos de segurança 
pública (ou contra seus familiares), desde que o delito tenha relação 
com a função exercida. 
 
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de 
outrem: 
Pena - detenção, de três meses a um ano. 
(...) 
Aumento de pena 
(...) 
§ 12. Se a lesão for praticada contra autoridade ou agente 
descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, 
integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de 
Segurança Pública, no exercício da função ou em 
decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou 
parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa 
condição, a pena é aumentada de um a dois terços. 
 
 
 
 
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Dica 02 
 
A Lei 12.978/2014 acrescentou mais um inciso ao art. 1º da Lei 
8.072/90 prevendo que também é considerado como crime hediondo 
o favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração 
sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável, delito previsto no 
art. 218-B, caput, e §§ 1º e 2º do Código Penal. 
 
Dica 03 
 
Em 2014, foi publicada a Lei n. 12.993/2014 que alterou o Estatuto 
do Desarmamento para permitir que agentes e guardas prisionais 
tenham porte de arma de fogo, desde que atendam aos seguintes 
requisitos: 
 
1º) Deverão integrar o quadro efetivo do Estado (DF) ou União. 
2º) Deverão estar submetidos a regime de dedicação exclusiva. 
3º) Deverão estar sujeitos a cursos de formação funcional. 
4º) Deverão estar subordinados a mecanismos de fiscalização e de 
controle interno. 
 
Armas próprias ou fornecidas pelo ente público em serviço ou fora dele. 
 
Dica 04 
 
A Lei n. 13.106/2015: 
 
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• Passou a prever, expressamente, que é crime vender, fornecer, 
servir, ministrar ou entregar bebida alcoólica a criança ou a 
adolescente. 
• Revogou a contravenção penal prevista no art. 63, I, do Decreto - lei 
3.688/41, considerando que esta conduta agora é punida no art. 243 
do ECA. 
• Fixou multa administrativa de R$ 3 mil a R$ 10 mil para quem vender 
bebidas alcoólicas para crianças ou adolescentes (essa multa é 
independente da sanção criminal) 
 
Dica 05 
 
A Lei n. 13.104/2015 alterou o Código Penal para tratar sobre o 
feminicídio: 
 
Feminicídio é o homicídio doloso praticado contra a mulher por “razões 
da condição de sexo feminino”, ou seja, desprezando, menosprezando, 
desconsiderando a dignidade da vítima enquanto mulher, como se as 
pessoas do sexo feminino tivessem menos direitos do que as do sexo 
masculino. 
 
Homicídio qualificado 
§ 2° Se o homicídio é cometido: 
(...) 
Feminicídio 
VI – contra a mulher por razões da condição de sexo 
feminino: 
Pena - reclusão, de doze a trinta anos. 
 
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§ 2º -A Considera-se que há “razões de condição de sexo 
feminino” quando o crime envolve: 
I - violência doméstica e familiar; 
II - menosprezo ou discriminação à condição de mulher. 
 
(...) 
 
§ 7º A pena do feminicídio é aumentada de 1/3 (um terço) 
até a metade se o crime for praticado: 
I – durante a gestação ou nos 3 (três) meses posteriores 
ao parto; 
II – contra pessoa menor de 14 (quatorze) anos, maior de 
60 (sessenta) anos ou com deficiência; 
III – na presença de descendente ou de ascendente da 
vítima. 
 
 
Dica 06 
 
A Lei 13.228/2015 acrescentou um parágrafo ao art. 171, com a 
seguinte redação: 
Estelionato contra idoso 
§ 4º Aplica-se a pena em dobro se o crime for cometido 
contra idoso. 
 
Dica 07 
 
A existência de inquéritos policiais ou de ações penais sem trânsito em 
julgado não podem ser considerados como maus antecedentes para 
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fins de dosimetria da pena. STF. Plenário. RE 591054/SC, Rel. Min. 
Marco Aurélio, julgado em 17/12/2014 (repercussão geral) (Info 772). 
 
Dica 08 
 
A circunstância judicial "conduta social", prevista no art. 59 do Código 
Penal, representa o comportamento do agente no meio familiar, no 
ambiente de trabalho e no relacionamento com outros indivíduos. 
 
Os antecedentes sociais do réu não se confundem com os seus 
antecedentes criminais. São circunstâncias distintas, com regramentos 
próprios. Assim, não se mostra correto o magistrado utilizar as 
condenações anteriores transitadas em julgado como "conduta social 
desfavorável". STF. 2ª Turma. RHC 130132, Rel. Min. Teori Zavascki, 
julgado em 10/5/2016 (Info 825). 
Condenações anteriores transitadas em julgado não podem ser 
utilizadas como conduta social desfavorável. 
 
Dica 09 
 
O fato de o agente ter se aproveitado, para a prática do crime, da 
situação de vulnerabilidade emocional e psicológica da vítima 
decorrente da morte de seu filho em razão de erro médico pode 
constituir motivo idôneo para a valoração negativa de sua 
culpabilidade. STJ. 5ª Turma. HC 264.459-SP, Rel. Min. Reynaldo 
Soares da Fonseca, julgado em 10/3/2016 (Info 579). 
 
 
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Dica 10 
 
Os elevados custos da atuação estatal para apuração da conduta 
criminosa e o enriquecimento ilícito obtido pelo agente não constituem 
motivação idônea para a valoração negativa do vetor "consequências 
do crime" na 1ª fase da dosimetria da pena. 
 
Em outras palavras, o fato de o Estado ter gasto muitos recursos para 
investigar os crimes (no caso, era uma grande operação policial) e de 
o réu ter obtido enriquecimento ilícito com as práticas delituosas não 
servem como motivo para aumentar a pena-base. STF. 2ª Turma. HC 
134193/GO, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 26/10/2016 (Info 845). 
 
Dica 11 
 
Valor máximo considerado insignificante no caso de crimes tributários 
Para o STJ: 10 mil reais (art. 20 da Lei 10.522/2002). 
Para o STF: 20 mil reais (art. 1º, II, da Portaria MF 75/2012). 
 
Dica 12 
 
A reiteração criminosa inviabiliza a aplicação do princípio da 
insignificância nos crimes de descaminho, ressalvada a possibilidade 
de, no caso concreto, as instâncias ordinárias verificarem que a medida 
é socialmente recomendável. STJ. 3ª Seção. EREsp 1.217.514-RS, Rel. 
Min. Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 9/12/2015 (Info 575). 
 
 
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Dica 13 
 
Como regra, a aplicação do princípio da insignificância tem sido 
rechaçada nas hipóteses de furto qualificado, tendo em vista que tal 
circunstância denota, em tese, maior ofensividade e reprovabilidade da 
conduta. 
 
Deve-se, todavia, considerar as circunstâncias peculiares de cada caso 
concreto, de maneira a verificar se, diante do quadro completo do 
delito, a conduta do agente representa maior reprovabilidade a 
desautorizar a aplicação do princípio da insignificância. STJ. 5ª Turma. 
AgRg no AREsp 785.755/MT, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, 
julgado em 22/11/2016. 
 
Dica 14 
 
Não se aplica o princípio da insignificância no caso de contrabando, 
tendo em vista o desvalor da conduta do agente (HC
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