ANALISE URBANA - PHILIPPE PANERAI
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ANALISE URBANA - PHILIPPE PANERAI


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, 
RnRUSE URBRnR 
Equipe editorial: Rejane de \1ene<;es (Supervisão editorial); 
Rejane de Meneses e Sonja Cavalclbu (Preparação de originais e revisão); 
Raimunda Dias (Bütoração eletrônica); 
Grupo Holo !Capa); 
E! mano Rodrigues Pinheiro e LuizAntôruo R<Nl Ribeiro (Acompanhamento gráfico) 
Título original: Analyse urbaine 
Copyright © 1999 by Edition<; Parenthe~s 
Copyright © 2006 by Editora Universidooe de BrasOia, pela tradução 
Impresso no Brasil 
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Ficha catai o gráfica elaborada pela 
Biblioteca Central da Universidade de Brasília 
Panerai, Philippe 
P 191 Análise urbana I Philippe Panerai; tradução de Francisco Leitão; revi-
são técnica de Syl via Ficher -Brasília: Editora Univer.idade de Brasília. 2006. 
198 p.- (Coleção arqunetura e urbanismo) 
ISBN 85-230-0923-X 
I. Urbanização. 2. Urbamsmo. 3. Análise urbana. 4. História urbana. I. 
Leitão, Francisco. U. Ficher, Sylvia. m. Título. 
CDU 711.4 
APRESENTAÇÃO, 7 
Sylvia Ficher 
OOROOUÇÃO, 11 
Ph i li ppe Panerai 
CAPfnLO 1 
Sumário 
ÜS TERRIT~RIOS DA CIDADE CO'\TEMPORÃNEA, l3 
A crdade européia e a pe A \u2022 d 
O . . nnanencra o modelo radioconcêntrico 14 canunho e a colma, 17 ' 
A malha, a extensão e a urgência 19 
~ velocidade e a fluidez, uma no~a relação com o espaço 20 
a Broadacre city à città diffusa, 22 · 
CAPfTULo 2 
PAISAGENS URBANAS, 25 
Anál~se visual: os elementos da paisagem urbana 30 
Anáhse seqüencial, 36 ' 
Do tecido urbano pitoresco à e cala metropolitana, 42 
CAPiTULO 3 
CRESCIMENTOS, 51 
Crescimento e desenvolvimento, 51 
Ferramentas de análise, 52 
Modo de crescimento, 55 
Elementos reguladores, 59 
A transposição de limites, 68 
Mudança de estrutura e modificação da barreira 69 
Ob ervações sobre o adensamento, 75 ' 
Sumário 
6 
CAPtruLO 4 
Os TECIDOS URBANOS, 77 . 
Os elementos constitutivos do tecidO urbano, 77 
Vias e espaços públicos, 79 
Recortes fundiários e parcelares, 86 . 
Agrupamento/homogeneidadelheterogeneldade, 88 
Traçados, perímetros, limites, fechamentos, 89 
Esquinas e fundos de lote, ~O 
O tecido urbano como arqwtetura, 90 
A terceira dimensão, 94 
A Carta de Atenas e o tecido urbano, 97 
CAPíTULO 5 
TlPOLOGIAS, 109 
Problemas de classificação, 109 . 11 Tipologia analítica e tipologia .generatlva: o exemplo de Durand, 1 
Do tipo consagrado à planta-tipo, 113 . . - . . 22 
Tipologia do construído/m~rfologia urbana: a contnbwçao ltabana, 1 
Método da análise tipológ1ca, 127 
CAPíTULO 6 
0 ESPAÇO DA CIDADE: TRAÇADOS E HIERARQUIAS, 139 
A questão do centro, 139 
Redes e pólos, 145 
A cidade como estrutura estável, 158 
CAPÍTULO 7 
BRASÍLIA, CIDADE MODERNISTA, CIDADE CONCRETA, 165 
A questão do tecido, 166 
0 metrô e a nova escala da cidade, 170 
A longa história de uma cidade nova, 184 
SELEÇÃO BffiLIOGRÁFICA, 189 
Apresentação 
Conheci Philippe Panerai aqui mesmo em Brasília, há quase vinte anos. 
Desde então, muito de minhas pesquisas foi influenciado pela perspectiva inte-
lectual que seus estudos me proporcionaram. Em especial, a história das cida-
des, até aquele momento para mim com foco restrito em seus atores profissio-
nais - arquitetos, urbanistas, engenheiros, médicos sanitaristas -, geralmente 
mais presentes nas atividades de regulamentação e planejamento ou nos em-
preendimentos imobiliários de prestígio. No mais, algo fora do meu interesse e 
até do meu entendimento. 
Graças a nossas discussões e, bem mais divertido, nossas inúmeras via-
gens, vi-me adentrando uma disciplina de cuja existência mal desconfiava. Ter 
assistido às três séries de conferências que realizou em Montevidéu, Buenos 
Aires e Santiago, em 1987, serviu de iniciação àquela terra ignota. Ao trabalho 
de campo, fui apresentada em Salvador, Recife, Manaus, Goiás Velho, Rio de 
Janeiro, Paraty e, por que não confessá-lo, em Brasília e em São Paulo. Uma 
contribuição ínfima para os métodos da análise urbana talvez tenha sido dada 
com minha insistência no uso do automóvel e na observação das diferentes 
maneiras de conduzir, das formas de sinalização, das relações entre pedestres, 
ciclistas, motociclistas e motoristas: todas essas indicações tão válidas para o 
reconhecimento de uma cidade quanto as intermináveis caminhadas ao gosto 
de Monsieur Panerai. Sem contar o prazer de explorar as estradas, de que 
nascem as cidades - como quer Henri Lefebvre -, mas que delas, por sua vez, 
também nascem e partem. 
Como se vê, a análise urbana é uma atividade peripatética por excelência. 
Requer disposição para andar e observar, ou para se sentar em algum barzinho 
bebendo uma caipirinha, ir a alguma festa local, botar o carro na estrada e 
procurar os limites da mancha urbana, esmiuçar tanto o seu centro como os 
seus confins. O que se pretende conhecer melhor não é somente o mais com-
plexo produto da civilização- à qual emprestou seu nome, civitas, e quiçá sua 
civilidade-, é também o mais popular e corriqueiro dos espaços humanos, lugar 
8 Análise urbana 
por excelência não só da urbanidade e da criatividade, como também do confli-
to e da violência. Uma possibilidade de estudos das mais instigantes, porque, à 
medida que nela nos enfronhamos, a cidade começa a se deslindar, a se tomar 
inteligível, as ações de seus moradores ganham sentido e, com alguma sorte, o 
inexplicado se explica, o intrincado se esclarece. E a história ganha uma dimen-
são a mais, fica ainda mais rica, incrustada em uma materialidade que documen-
to convencional algum supera. 
Ler este livro- o primeiro de seu autor traduzido para a língua portuguesa 
- permite mais uma vez apreciar a qualidade e a importância da contribuição 
de Philippe Panerai para os estudos urbanos. Além de um precioso manual de 
iniciação ao fenômeno &quot;cidade&quot;, trata-se de uma fonte de inspiração para no-
vas pesquisas, para a ampliação do campo de investigação daqueles que acre-
ditam que a arquitetura e o urbanismo, quando entendidos como o vasto domí-
nio do urbano e do edificado, podem ser estudados de inúmeras maneiras, por 
infindáveis métodos e enfoques. 
Uma apresentação, para se completar, exige o registro mais formal da 
trajetória de nosso autor. Arquiteto e urbanista, Philippe Panerai iniciou sua 
carreira acadêmica na Escola de Arquitetura de Versalhes, onde lecionou de 
1975 a 1989. Lá foi um dos fundadores, e depois diretor cientifico, do Labora-
tório História Arquitetônica e Urbana/Sociedades, LADRHAUS, centro de 
pesquisas cuja produção original e relevante garantiu à França uma posição de 
destaque nos estudos urbanos. Como parte de suas pesquisas no LADRHAUS, 
por quase dez anos realizou levantamentos sobre o centro histórico do Cairo, 
tendo inclusive deslindado a planta de seu suk. Atualmente, é professor do curso 
de graduação da Escola de Arquitetura Paris-Malaquais, da qual foi diretor de 
2000 a 2003, e do curso de doutorado Cidade e Meio Ambiente, oferecido pela 
Escola Nacional de Pontes e Estradas e pelo Instituto Francês de Urbanismo. 
Em sua atividade como urbanista, tem trabalhado em diferentes locais e 
escalas, indo do projeto de edifícios habitacionais (Paris, Cbartres, Grenoble), 
passando pela concepção de espaços públicos e a requalificação de bairros 
degradados (Teisseire, em Grenoble) e de zonas industriais (a quase-ilha P?rtu-
ária, em Caen) e por planos de extensão urbana (RodezJBourran), até proJetos 
territoriais de ajuste de grandes infra-estruturas de transporte (Plaine de France, 
RN 103 entre Mame Ia Vallée e Rosny) e mesmo propostas de
Paulo
Paulo fez um comentário
Obrigado :D
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Thatiane
Thatiane fez um comentário
Esse livro realmente muito bom! Nos permite abrir mais a mente e desenvolver um olhar mais crítico sobre a cidade
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