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O ATO CONJUGAL   Tim e Beverly Lahye

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mais capaci-
tado e mais experiente no trabalho, passa a operar mais com a 
mente do que com o físico. Conseqüentemente, o suor já não é 
tão comum, e as pessoas não se exercitam fisicamente tanto 
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quanto precisam. Quando um indivíduo vai perdendo o tônus 
muscular, vai também minando suas energias vitais e seu 
sentimento de autoconfiança. Já vimos como isto implica em 
redução do desejo sexual. Todo homem saudável deve manter 
a forma física, mas isso exige autodisciplina, que, por sua vez, 
exige uma forte motivação. Muitas pessoas já relataram que 
fazer ginástica, teste de "Cooper", ou qualquer outra forma 
de exercitamento físico causa uma intensificação do impulso 
sexual. Só essa possibilidade já deve servir para incentivar 
qualquer um. 
9. Cigarro. Um dos últimos números de Seleções do 
Reader's Digest trouxe um artigo com o seguinte título: "Sua 
energia sexual está-se evolando na fumaça do cigarro?" 
Citando o Dr. Alton Ochsner, um dos diretores da fundação 
Hospitalar Ochsner, de Nova Orleans, o autor afirma: "Calcu-
la-se que o vício de fumar mata cerca de 360 mil pessoas por 
ano, nos Estados Unidos." Alguns médicos alemães descobri-
ram que o fumo abaixa o nível de produção de testosterona, 
dificultando a fertilização. Aliás, alguns homens que pararam 
de fumar, e que não tinham filhos, depois vieram a gerar. O 
artigo diz ainda o seguinte, citando o Dr. Ochsner: 
"Dezenas de pacientes meus já me contaram que quando 
pararam de fumar sua vida sexual melhorou consideravelmen-
te." Ele gosta de narrar o caso de um senhor de setenta e três 
anos, que fumara muito durante quarenta e cinco anos, e que 
tivera de operar do pulmão para extrair um tumor. "Eu lhe 
disse que teria que deixar de fumar, e ele deixou. Dois meses 
depois, seu pulmão estava totalmente curado. Antes de parar 
de fumar, ele me havia dito que tinha relações sexuais de 
quatro em quatro ou de seis em seis meses. Agora, ele as 
realiza três ou quatro vezes por semana." 
O Dr. Joel Fort, diretor de um centro de saúde de San 
Francisco, que auxilia os pacientes a superar o hábito de 
fumar e a resolver problemas de desajustes sexuais, automati-
camente já aconselha os pacientes fumantes, que se queixam 
de crises de impotência, a que se inscrevam na clínica de 
supressão do vício, mantido pelo centro de saúde. A grande 
maioria dos homens que o fazem, diz o Dr. Fort, relata, mais 
tarde, que sua vida sexual melhorou sensivelmente. Ele dá o 
mesmo conselho a mulheres que se queixam de falta de 
interesse pelo sexo. 
O Dr. Fort defende a tese de que fumar prejudica o 
desempenho sexual das pessoas de duas maneiras básicas: o 
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monóxido de carbono inalado reduz o nível de oxigênio do 
sangue e prejudica a produção hormonal; a nicotina constrin-
ge os vasos sangüíneos, de cuja dilatação depende o mecanis-
mo básico do excitamento sexual e da erecão. Ele cita também 
efeitos secundários do fumo excessivo: redução da capacidade 
pulmonar, o que diminui a resistência e a possibilidade de 
"agüentar" o ato sexual; a nicotina afeta os dentes, descolo-
rindo-os, e causa mau hálito, restringindo bastante a atração 
sexual do fumante. ' 
Em conclusão, o artigo apresenta outra afirmação do Dr. 
Ochsner: 
"E o mais triste é que muitos homens só percebem que têm 
um problema de natureza sexual quando param de fumar e 
vêem o que estavam perdendo. Ê uma pena que alguém espere 
chegar aos setenta e três anos para descobrir isso."2 
10. Tensão mental. Muitos homens só conseguem pensar 
numa coisa de cada vez. Seu cérebro só se concentra em um 
trabalho ou um assunto por vez. Por isso, se pensarem nas 
tensões do trabalho, interrompendo assim a concentração 
num momento crucial, o pênis se afrouxa. Se se pudesse fazer 
uma verificação, é bem provável que descobriríamos que essa 
quebra de concentração, num momento de fadiga, é a princi-
pal causa daquela primeira crise de impotência. Daí por 
diante, bastara que o indivíduo tenha medo de que ela se 
repita, para que se torne um derrotado. 
Um crente controlado pelo Espírito Santo não deve ter esse 
problema. Ele aprende a lançar "seus cuidados" sobre o 
Senhor, e a não levá-los para o leito conjugai. Deus quer que 
seus filhos se deitem em paz. Uma mente relaxada é bem mais 
predisposta ao ato amoroso, do que uma cabeça cheia das 
preocupações e dos cuidados deste mundo. Isto explica por 
que, em alguns casos, um homem impotente pode levar a 
esposa a um hotel ou sair para um fim-de-semana longe de 
casa, e atuar maravilhosamente. 
11. Depressão. Os conselheiros matrimoniais, em geral, 
estão todos de acordo em que a depressão é a epidemia 
emocional de nossos dias. Certo escritor denominou os anos 70 
de "a década da depressão". Em meu livro Como Vencer a 
Depressão,3 mencionei que um dos sintomas da depressão é a 
perda do impulso sexual. Uma pessoa sujeita a freqüentes 
períodos de depressão deve ler o livro todo, atentamente, pois 
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estou convencido de que ninguém é obrigado a deixar-se 
dominar por ela. Uma vez liberta da depressão, a pessoa 
recupera seu desejo sexual normal. 
12. Drogas e álcool. Da década de 50 para cá, o uso de 
drogas tem aumentado em índices alarmantes. Por alguma 
razão, as pessoas imaginam erroneamente que qualquer pro-
blema pode ser solucionado pela química. O que poucos com-
preendem é que, em muitos casos, enquanto tratam de um 
sintoma, estão adquirindo outros problemas. Não é por acaso 
que o índice de casos de impotência tem crescido simultanea-
mente com o uso de drogas. Só ultimamente é que os pesqui-
sadores estão reconhecendo que as duas coisas estão relacio-
nadas. Tranqüilizantes e excitantes, controladores de apetite, 
maconha e heroína podem levar uma pessoa a sentir-se 
melhor durante algum tempo, ou até ajudá-la num certo 
aspecto de sua vida, mas essas coisas também podem ter um 
efeito negativo sobre o seu impulso sexual. O problema pode 
não se manifestar durante a juventude, mas vários homens de 
meia-idade já deram a entender que seu primeiro fracasso 
sexual ocorreu quando estavam ingerindo drogas. Um proble-
ma qualquer que se repete com freqüência pode estar sendo 
causado pelo abuso de comprimidos para emagrecer ou tran-
qüilizantes receitados por médicos. 
As drogas mais fortes causam efeitos ainda mais graves. 
Já se tem divulgado bastante os casos de impotência entre 
jovens viciados. Alguns veteranos de guerra do Vietnã, que 
haviam sido viciados em heroína, continuaram impotentes por 
longo tempo, mesmo depois de abandonarem a droga. Os 
psiquiatras afirmam que, após um razoável período de tempo, 
o problema é mais de origem psicológica do que física, mas 
ainda há milhares de rapazes, na casa dos vinte anos, que não 
precisavam estar impotentes e estão. A esposa de certo senhor 
crente, de mais ou menos quarenta e cinco anos, que fora 
viciado em drogas durante muito tempo, contou-nos que seu 
marido tivera relações com ela "pouquíssimas vezes nos 
últimos oito anos; e nos últimos cinco anos, nem encostou em 
mim." Uma pessoa que aprecia bastante o ato amoroso terá 
dificuldade em compreender por que alguém sacrifica o êxtase 
proporcionado pela relação sexual, em favor de um "embalo" 
na base da droga. Só isso já deve tornar essa pílula difícil de 
engolir. 
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Existe muita controvérsia acerca dos efeitos do álcool 
sobre o impulso sexual de uma pessoa. Alguns o consideram 
estimulante, pois remove inibições e restrições morais. Pelo 
que já ouvi em meu gabinete de aconselhamento, descobri que 
isso se aplica mais às mulheres do que aos homens. Contudo, 
quimicamente, o álcool é um sedativo, nunca um estimulante. 
Pode intensificar o desejo sexual do homem, mas diminui ou 
destrói sua habilidade para manter a ereção. Há ainda mais 
dois fatores a considerar: a quantidade de álcool ingerida e o 
efeito que ele tem sobre