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O ATO CONJUGAL   Tim e Beverly Lahye

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flertando 
com todas as moças bonitas que lhe aparecem. Nada poderia 
ser mais falso. Bill é um rapaz quieto, calmo, de cerca de 
trinta anos, uma pessoa digna de confiança, trabalhador, mas 
que parece um pouco inseguro. Quando perguntei a ela qual a 
freqüência com que praticavam o ato sexual, ela respondeu: 
"Três ou quatro vezes por semana." (Já descobrimos que as 
mulheres, em geral, dão um número maior que o dos maridos; 
e um marido frustrado tende a diminuir a freqüência de suas 
experiências. Tirando a média, chegamos a um número mais 
acurado de vezes.) Na verdade, Bill não é nenhum anormal; 
aliás, a pesquisa que realizamos, bem como as de outros, dão a 
entender que ele está dentro dos padrões normais para a 
média dos homens de sua idade. 
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Susie tinha três problemas: não apreciava as relações 
sexuais, não compreendia as necessidades de Bill e estava 
mais preocupada consigo própria do que com o marido. 
Quando confessou seu egoísmo e descobriu o que o amor 
realmente significava para ele, sua vida sexual mudou inteira-
mente. Hoje, ela aprecia o sexo, e recentemente escreveu-nos 
uma nota de agradecimento pelo tempo que lhe dispensamos 
em aconselhamento, concluindo: "O senhor acredita que 
outro dia Bill me disse: "Querida, o que aconteceu com você? 
Durante anos, tenho tido que correr atrás de você, e agora é 
você quem corre atrás de mim." Mas, na verdade, ela não teve 
que correr muito. 
O ato conjugai é vitalmente importante para o marido pelo 
menos por cinco razões. 
1. Satisfaz seu instinto sexual. É do conhecimento geral 
que o macho de todas as espécies de criaturas vivas tem o 
impulso sexual mais forte, e o Homo Sapiens não é exceção. 
Isso não quer dizer que a mulher não tenha um forte impulso 
sexual, mas, como veremos no capítulo seguinte, o impulso 
dela é mais esporádico, enquanto que o dele é quase cons-
tante. 
Deus determinou que o homem fosse o agressor, o prove-
dor, e o chefe da família. Por alguma razão, isto está ligado ao 
seu impulso sexual. A mulher que desgosta do impulso sexual 
do marido, embora admire sua liderança agressiva, faria bem 
se encarasse o fato de que não pode haver uma sem o outro. 
Para ilustrar as causas físicas do impulso sexual masculi-
no, deixe-nos apresentar a evidência científica de que "cada 
gota do líquido seminal contém cerca de trezentos milhões de 
espermatozóides". E como é possível a um homem ter de duas 
a cinco ejaculações por dia, dependendo de sua idade, é claro 
que seu aparelho reprodutor produz diariamente boa quanti-
dade de sêmen e milhões de minúsculos espermatozóides. Se 
isso não for liberado através do coito, constitui um fator de 
grande frustração para ele, que afeta seu bem-estar físico e 
mental. Um escritor afirma: "Um homem normal e saudável 
tem aumento do sêmen num período que vai de 42 a 78 horas, 
o que produz uma certa pressão que precisa ser liberada." 
As condições que determinam a freqüência do aumento da 
pressão variam bastante. Por exemplo, se sua mente estiver 
ocupada com problemas psicológicos ou familiares, ele não 
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estará tão cônscio desta pressão, como quando está relaxado. 
Estudos revelam que os homens das zonas rurais consisten-
temente procuram o coito com maior freqüência do que os das 
zonas urbanas, da mesma idade. Pesquisadores explicam que 
isso se dá, porque os moradores das zonas urbanas sofrem 
maiores pressões que os da rural. Outra hipótese, porém, é 
que os homens das zonas rurais, de todas as idades, dedicam-
se mais a trabalhos pesados, e, portanto, acham-se em melho-
res condições físicas que seus correspondentes da cidade, que 
geralmente levam uma vida mais sedentária. 
Um dos erros mais comuns que ocorre na mente das jovens 
esposas é o que diz respeito às necessidades sexuais do 
marido. Por inexperiência, noções preconcebidas e sobretudo 
devido ao temor da gravidez, elas não partilham do entusias-
mo deles pelo sexo. Isto parece inverter-se mais tarde, mas, 
nos primeiros anos, a freqüência com que realizam o ato 
sexual é sempre causa de conflitos e desentendimentos. A 
jovem esposa às vezes tacha de animalidade a paixão do jovem 
marido, esquecendo-se de que aquele impulso não é apenas 
dele, mas uma característica da maioria dos homens normais. 
Estes impulsos são dons de Deus para motivar o homem à 
procriação, que ainda é o objetivo social básico da humanida-
de. Esse dom não apenas influencia seu comportamento 
sexual, mas, também, sua personalidade, trabalho, incentivo e 
quase todos os outros aspectos de sua vida. Sem ele, o marido 
não seria o homem a quem ela ama. A mulher inteligente 
coopera com o marido, ao invés de opor-se a ele. 
2. Satisfaz seu senso de masculinidade. O homem geral-
mente possui um ego mais forte do que a mulher. Se ele não 
se sentir homem aos seus próprios olhos, ele não é nada; e, de 
alguma forma, seu ego parece estar estreitamente associado a 
esse impulso sexual. Nunca conheci um homem impotente ou 
sexualmente frustrado, que também não tivesse uma fraca 
imagem de si mesmo. Um homem sexualmente realizado, 
logo, logo, obtém autoconfiança em outros aspectos de sua 
vida. 
A maioria dos homens não liga sua insegurança à frustra-
ções sexuais, ou porque são orgulhosos demais para fazê-lo, 
ou por não enxergarem a conexão entre as duas coisas; mas já 
vi isso acontecer tantas vezes, que sempre que encontro um 
ego masculino abatido, procuro a causa numa frustração 
sexual. O homem pode suportar bem um fracasso acadêmico, 
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social ou até mesmo no trabalho, desde que ele e a esposa se 
entendam bem no quarto de dormir; mas o sucesso nas outras 
áreas se torna nulo, se ele fracassa no leito. Para um homem, o 
insucesso no leito significa o fracasso total. 
Uma esposa que amava muito o marido, perguntou certa 
vez o que poderia fazer por ele, já que tivera recentemente um 
grande fracasso nos negócios. Ele estava deprimido de uma 
forma que ela nunca vira antes, e ela se sentia incapaz de 
ajudá-lo. "Tenho certeza de que ele vai se recuperar", afirmou 
ela. "É demasiadamente dinâmico, para permitir que um 
fracasso destrua a sua vida." E como dissesse que já havia 
orado por ele e confiado a Deus o problema das finanças do 
casal, sugeri-lhe que utilizasse o recurso do sexo agressivo 
para soerguê-lo; que ela se vestisse provocantemente, e usasse 
seus encantos femininos para atraí-lo. E ela indagou: "Mas o 
senhor nâo acha que ele receberá isso com estranheza? Afinal, 
tem sido sempre ele quem toma a iniciativa." Essa resposta 
dela deu-me a oportunidade de explicar-lhe que o ego abatido 
do marido precisava da segurança que seu amor lhe daria, 
durante esse período de derrota. Muitos maridos temem que a 
esposa esteja apenas suportando o ato sexual por um senso de 
dever, ou por outro motivo qualquer. O que cada homem 
precisa, principalmente durante um período de fracasso, é de 
que sua esposa o convença de que o ama pelo que ele é, e não 
pelo que proporciona a ela. Eu conhecia bem aquele homem, 
colérico e dinâmico, e sabia que não estranharia demasiada-
mente a iniciativa da esposa; a surpresa logo seria substituída 
pelo êxtase. Mais tarde a esposa relatou que ele não apenas 
não estranhou, mas também, cinco minutos depois de encer-
rado o ato, começou a fazer novos planos para os negócios. 
Embora aquela idéia nunca viesse a concretizar-se, serviu 
para iniciar seu soerguimento moral. Pouco depois, ele reen-
controu sua posição, e hoje desfruta de grande sucesso em sua 
carreira. 
Um dos pontos instrutivos desse caso é que ele dá crédito à 
esposa por havê-lo auxiliado a recuperar-se. Naturalmente, ele 
nunca comenta a atividade sexual do casal, mas diz logo mais 
ou menos assim: "Minha esposa é uma mulher notável. 
Quando eu estava completamente derrotado, ela ainda teve fé 
em mim. Foi a confiança dela em mim que reacendeu a minha