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O ATO CONJUGAL   Tim e Beverly Lahye

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autoconfiança." Aliás, antes mesmo de vir falar comigo, ela 
já havia lhe expressado sua confiança em termos tais como: 
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"Não permita que isso derrote você; pode recomeçar tudo de 
novo." Mas foi somente depois que tomou a iniciativa do ato 
sexual, que ela conseguiu convencê-lo plenamente de sua 
confiança nele, em termos que ele entendeu perfeitamente. 
Bem mais tarde, ela fez um interessante comentário: não se 
lembrava de ele havê-la abraçado com tanta força durante o 
ato sexual como naquele dia. Mas isso é fácil de entender. Os 
homens não passam de garotos crescidos, e o fracasso daquele 
homem havia abalado seu senso de masculinidade e trazido à 
tona o menino que há no coração de todos eles. Mas o amor 
triunfou mais uma vez, depois que tudo mais havia falhado. 
Algumas mulheres provavelmente irão objetar a este re-
curso, tachando-o de "exploração do sexo". Preferimos pen-
sar nisso como uma demonstração de amor altruístico. Por 
afeto pelo marido, esta esposa criou no lar uma atmosfera de 
amor com base nas necessidades, e não nos sentimentos dele 
— nem nos dela, para ser franco. Isso constitui um belo 
cumprimento da descrição bíblica de amor: "Não tenha cada 
um em vista o (problema) que é propriamente seu, senão 
também o (problema) que é dos outros." (Fp 2.4.) 
Uma mulher relatou-nos o seguinte: "Não importa como 
esteja nosso relacionamento sexual, se há uma ocasião em que 
procuro fazer com que meu marido tenha relação comigo é no 
dia em que ele paga as contas da família. Parece que é a única 
coisa que o faz sentir-se reanimado." O marido dela ganha 
um zero por não saber confiar seus problemas a Deus e não 
saber regozijar-se pela fé (1 Ts 5.18), mas ela tira 10 como 
esposa sábia e amorosa. 
Tais exemplos constituem um franco contraste com o que 
normalmente acontece nos lares, quando o moral do marido 
está abatido por um fracasso, dívidas ou problemas. A 
maioria das esposas egoístas fica tão abalada à vista de um 
marido fracassado e inseguro durante um período de prova-
ção, que se mostra totalmente despreparada para ser a "au-
xiliadora" dele nessa fase de tristeza. Não se deixe enganar 
por aquele verniz de forte masculinidade que a maioria dos 
homens exibe; debaixo dele acham-se inúmeras necessidades 
emocionais que somente uma esposa amorosa por satisfazer. 
A velha tolice puritanística de que "uma dama nunca dá 
a entender que aprecia o sexo" está em franco conflito com a 
necessidade do cavalheiro de saber que sua esposa aprecia 
totalmente seus carinhos. Os conceitos da era vitoriana não 
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parecem fazer distinção entre as proibições pré-conjugais e os 
tabus que cercavam o sexo no casamento. Naturalmente, uma 
mulher cristã equilibrada não fará alarde de sua apreciação 
do sexo; isso é um assunto inteiramente pessoal. Há muitas 
mulheres inseguras, que parecem acreditar que devem parecer 
"sexy" em público. Isso é uma distorção do instinto sexual. 
Uma mulher verdadeiramente segura de si deve reservar seus 
atrativos sexuais e satisfação apenas para o marido. Isso lhe 
proporciona grande satisfação. Aliás, quando ele sabe que a 
união foi apreciada por ambos, isso torna seu prazer sexual 
mais pleno. Uma mulher inteligente e atenciosa fará todo o 
possível para demonstrar ao marido que ele é um grande 
parceiro no amor e que ela aprecia suas relações sexuais. Isso 
é bom para o moral dele e promove um senso de comunicação 
sincera entre ambos. Somente um falso e insincero pudor faria 
com que ela ocultasse do marido uma informação tão impor-
tante. O amor genuíno se desenvolve com o dar. É por isso que 
o marido devotado sente grande satisfação ao saber que a 
esposa também aprecia a vida sexual. 
Essa atitude por parte dela não somente solidifica o rela-
cionamento do casal, mas também reflete em bênçãos para os 
filhos. Um homem seguro é um pai melhor, tem melhor senso 
de julgamento e maior capacidade de amar a família toda. 
3. Aumenta seu amor pela esposa. Estamos familiarizados 
com o vocábulo sindrome, que sempre associamos a conceitos 
negativos como depressão, ira ou temor. Entretanto, ele pode 
ser empregado positivamente em conexão com o amor. Uma 
sindrome de amor nunca magoaria ninguém; e essa sindrome 
é criada entre os casais cuja atividade sexual é mutuamente 
satisfatória. 
E como o homem foi dotado por Deus com uma consciên-
cia, além de um forte impulso sexual, a satisfação desse 
impulso aliado ao fato de não ferir essa consciência, aumen-
tará seu amor pela pessoa que possibilita isso. Mas somente 
uma mulher pode ser essa pessoa — sua esposa. 
Siga o nosso raciocínio. O impulso sexual do homem só 
pode ser satisfeito pela ejaculação. Isso só é conseguido por 
quatro meios: (1) relação sexual; (2) masturbação; (3) polu-
ção noturna; (4) homossexualismo. O ato sexual é, sem 
comparação, o mais satisfatório, mas esse, por sua vez, pode 
ser realizado na união conjugai, prostituição ou adultério. 
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Somente um desses tipos, porém, é acompanhado de uma 
consciência limpa — o amor conjugai. O capítulo 14, onde 
apresentamos perguntas e respostas, abordará a questão das 
experiências sexuais ilícitas, mas aqui devemos mencionar que 
todas elas possuem um ponto em comum. Embora propor-
cionem ao homem uma satisfação biológica, não contêm em si 
a garantia de uma apreciação duradoura, pois a consciência 
que Deus deu a todo homem o "acusa", quando ele transgride 
os padrões divinos de moralidade. (Leia Romanos 1.) Quando 
o sexo serve apenas para a auto-satisfação, é seguido de forte 
senso de culpa, e transforma em farsa uma experiência que 
Deus determinou fosse muito gratíficante. Em contraste, o ato 
conjugai, quando executado de maneira correta, é seguido de 
agradável relaxamento físico, o qual se fundamenta no fato de 
ser lícito. E como o sexo é um importante aspecto da existên-
cia humana, e o amor conjugai preserva imaculada a sua 
inocência, a mulher que oferece tais coisas ao marido se 
tornará cada vez mais o objeto de sua afeição. 
Bobbie era uma típica "beleza sulina", que nos procurou 
para aconselhamento, por sentir que seu marido, Joe, não a 
amava mais. Embora não pudesse prová-lo, ela dizia: "Tenho 
certeza de que ele está-se encontrando com outra mulher." 
Parecia incrível que um homem pudesse olhar para outra 
mulher, tendo ao lado uma esposa tão linda e com um sotaque 
tão encantador. No entanto, com algumas indagações, desco-
brimos que ela estava utilizando o sexo como forma de 
chantagem, isto é, negando um pouco, e permitindo-o apenas 
para premiar o bom comportamento do marido. Como qual-
quer homem normal, Joe achava aquilo intolerável. Talvez 
nunca fiquemos sabendo se ele realmente foi infiel, porque 
depois de uma boa conversa no gabinete pastoral, ela foi para 
casa disposta a amar o marido incondicionalmente. A princí-
pio, ele se espantou ao ver a esposa tomando a iniciativa, mas, 
numa atitude caracteristicamente masculina, logo fez os 
ajustamentos emocionais necessários. Passou a achar o lícito 
ato sexual com a esposa tão satisfatório, que não mais se 
sentiu tentado a olhar para outro lado. 
Perguntaram a um marido realizado, se já se sentira 
tentado a experiências extraconjugais, ao que ele respondeu 
resumidamente, mas de maneira muito clara: "Quando se 
tem um Cadillac na garagem, quem iria tentar roubar um 
'fusca' na rua?" 
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Nos últimos anos, a atitude das mulheres tem melhorado 
muito nesta área. Antigamente era comum as esposas consi-
derarem o ato sexual apenas como uma "parte necessária do 
casamento", ou então "um dever de esposa". Agora, um 
número sempre crescente de mulheres o vêem como um meio, 
dado por Deus, para enriquecer-se o relacionamento dos dois, 
para toda a vida. 
4. Reduz as tensões no lar. Outro benefício de uma 
relação satisfatória entre o casal é que isso tende a diminuir 
as