LIVRO ENGENHARIA DE  PRODUÇÃO   TÓPICOS E APLICAÇÕES
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LIVRO ENGENHARIA DE PRODUÇÃO TÓPICOS E APLICAÇÕES


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v. 108, p.161-175, 1978.

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Logística

Segundo a Associação Brasileira de Engenharia de Produção define-
se a Logística como a área que desenvolve e aplica técnicas para o
tratamento das principais questões envolvendo o transporte, a
movimentação, o estoque e o armazenamento de insumos e
produtos, visando a redução de custos, a garantia da disponibilidade
do produto, bem como o atendimento dos níveis de exigências dos
clientes.
Nesta seção apresenta-se um texto que traz conceitos atualizados
da logística empresarial e que também discute estudos de casos
relacionados à uma análise logística de dois importantes setores
produtivos.

98| T ó p i c o s e A p l i c a ç õ e s

ANÁLISE DE CADEIAS PRODUTIVAS: UMA
ABORDAGEM ORIENTADA PELA ANÁLISE DE

COMPONENTES DE DESEMPENHO LOGÍSTICO

Sumário do Capítulo

1 Introdução
2 Importância da Logística Empresarial nas Cadeias Produtivas
3 Componentes de Desempenho Logístico
4 Análise Logística da Cadeia Produtiva do Setor de Energia
Elétrica no Brasil
5 Análise Logística da Cadeia Produtiva do Setor de Higiene
Pessoal, Perfumaria e Cosméticos na Região Amazônica

5.1 Transporte.
5.2 Informação: sistemas e tecnologias.
5.3 Instalações.
5.4 Estoques.
6 Considerações Finais

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ANÁLISE DE CADEIAS PRODUTIVAS: UMA
ABORDAGEM ORIENTADA PELA ANÁLISE DE

COMPONENTES DE DESEMPENHO LOGÍSTICO

André Cristiano Silva Melo
Evander Dayan de Mattos Alencar

Resumo

A importância estratégica da logística empresarial torna-se clara
quando se pensa em potenciais ganhos em competitividade, por
meio de redução de custos e riscos assumidos ou pelo aumento de
níveis de serviço gerados nestas operações. Muitos times de
trabalho responsáveis pelo gerenciamento de fluxos logísticos
assumem a existência de ineficiências associadas a lacunas de
conhecimento nessas operações. Nesse contexto, a análise logística
de cadeias produtivas é considerada uma das atividades cruciais, já
que, por meio de informações sobre os componentes de
desempenho logístico é possível identificar relações e impactos de
decisões envolvidas nas operações e, assim, buscar um arranjo entre
recursos mais adequado ao alcance dos objetivos de um
empreendimento. Neste Texto, primeiramente, são revisados na
literatura especializada os principais avanços relacionados a tópicos
como logística empresarial nas cadeias produtivas e componentes
de desempenho logístico. A seguir, sob aspectos diferentes, é feita a
análise logística da cadeia produtiva do setor de energia elétrica no
Brasil e da cadeia produtiva do setor de higiene pessoal, perfumaria
e cosméticos na região Amazônica, a partir dos quais são descritos
os componentes de desempenho logístico que caracterizam
subsistemas e fluxos logísticos relacionados. Finalmente, destacam-
se potenciais contribuições da abordagem de análise apresentada
para melhorias no desempenho logístico dos setores destacados.

Palavras-chave: Logística Empresarial; Componentes de desem-
penho logístico; Cadeias produtivas

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1. Introdução

De uma forma geral, o mercado mundial atual tem sido
marcado por intensa competitividade. A demanda por serviços tem
representado significativas parcelas da economia de países
industrializados, a escassez de recursos tem tornado mais
complexos os processos de suprimento, a globalização, a mudança
no comportamento dos consumidores, o surgimento de novos
segmentos de mercado (solteiros, idosos ativos, internautas etc.), a
redução do ciclo de vida dos produtos, o enfraquecimento das
marcas e, finalmente, questões relacionadas à responsabilidade
social (meio-ambiente, segurança e saúde) vem, progressivamente,
exigindo que as organizações adquiram e desenvolvam novas
competências para conquistar e manter clientes (BALLOU, 2001;
FERRAES NETO, 2001). Ampliam-se, assim, as dimensões da
competitividade, a qual deixa de ser regional para ser global. A
concorrência passa, então, a acontecer entre cadeias produtivas e
não mais entre empresas isoladas.

Neste contexto, as vantagens e diferenciais competitivos são
cada vez mais efêmeros. Aliado a isso, as mudanças ocorridas no
ambiente de negócios brasileiros na década de 90, impuseram
novos paradigmas para o gerenciamento empresarial. A abertura da
economia, a sua estabilização e a presença cada vez mais marcante
de negócios com abrangência global exigiram a substituição do
antigo modelo de gerenciamento empresarial, baseado em
produtividade, por um novo modelo, baseado em competitividade
(RODRIGUEZ, 2002).

Assim, por uma simples questão de sobrevivência, cada vez
mais as organizações vem buscando a diferenciação e o
estabelecimento de vantagens competitivas em relação à
concorrência. Para isso, cada empreendimento tem procurado
encontrar o seu próprio caminho. Porém, entre muitos casos, um
ponto comum tem sido observado: a opção pela Logística
Empresarial como área de conhecimento capaz de gerar diferenciais
competitivos e sustentabilidade empresarial (FERRAES NETO, 2001).
O grande desafio tem sido propor estratégias logísticas capazes