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Manual Cherokee

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e completar toda a potência 
 ‐ Tirar a aeronave do solo a 75 MPH e subir com 85 MPH (140)  
 ‐ Tirar a aeronave do solo a 80 MPH e subir com 90 MPH (180)  
 ‐ Ao cruzar a cabeceira oposta em altitude segura e livre de 
obstáculos, reduzir para o regime de subida  
 
Caso  durante  a  realização  da  decolagem,  o  piloto/aluno  receba  o 
comando “ESTÁ COMIGO”, o mesmo deverá recolher os pés para longe 
dos  pedais, mantendo  as mãos  sobre  as  pernas,  aguardando  que  o 
instrutor devolva o comando dizendo “ESTÁ CONTIGO”. 
 
Erros comuns 
 
‐ Não realizar o briefing de decolagem com o instrutor 
 
 
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‐ Ingressar na pista sem observar o circuito de tráfego e outras 
aeronaves  
‐ Não realizar os procedimentos corretos e compulsórios previstos 
no manual de operações 
‐ Aplicar potência total de forma brusca ou com a aeronave 
desalinhada com o eixo da pista 
‐ Manter a ponta dos pés na parte superior dos pedais, causando a 
frenagem da aeronave 
‐ Não observar o indicador de direção do vento (biruta) 
‐ Travar os comandos em uma posição tal que se mantida, irá 
prejudicar a segurança, levando a decolagem a uma situação crítica 
e perigosa 
‐ Utilizar correções demasiadas e sem suavidade nos comandos 
‐ Continuar o procedimento de decolagem, mesmo com algum 
problema a bordo detectado ou tentando corrigir uma perda de 
eixo de forma brusca e manete de potência a pleno, sem analisar a 
possibilidade de abortar tal decolagem 
 
 
11 ‐ TIPOS FUNDAMENTAIS DE VOO 
 
 
11.1 ‐ Voo ascendente  
 
Nessa manobra o instrutor demonstrará ao aluno a atitude (PIT) correta 
do avião, bem como sua configuração para a subida normal. 
No  voo  em  subida,  o  nariz  estará  acima  da  atitude  de  voo  reto 
horizontal. A  velocidade  vertical de uma  aeronave,  isto é,  a  razão de 
subida,  dependerá  de  muitos  fatores.  É  importante  lembrar  que  a 
performance  de  um  avião  depende  do  peso,  estado  do  motor, 
temperatura do ar, altitude, entre outros fatores. 
 
 
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Referência do voo ascendente = Nariz na linha do horizonte 
Regime de subida (140) = 85 MPH / 2500 RPM 
Regime de subida (180) = 90 MPH / 2450 RPM 
 
Objetivo 
 
Obter  proficiência  técnica  necessária  para  a  realização  da  manobra 
dentro  dos  parâmetros  de  configuração  e  segurança  esperados, 
efetuando  as  devidas  correções,  demonstrando  a  prática  de  voo  por 
atitude. 
 
11.2 ‐ Voo reto horizontal 
  
Nessa manobra o instrutor demonstrará ao aluno a atitude (PIT) correta 
do avião, bem como sua configuração para voo reto horizontal.  
Voar em  linha  reta horizontal  significa que o avião estará voando em 
posição  horizontal  com  as  asas  niveladas,  mantendo  a  altitude 
constante. 
Para  voar  em  linha  reta  horizontal,  deve‐se  ajustar  a  velocidade, 
potência  e  compensador  de  modo  que  o  avião  voe  em  linha  reta 
horizontal sem que seja necessário exercer pressão sobre o manche. 
 
Referência do voo reto horizontal = Nariz abaixo da linha do horizonte  
Regime de cruzeiro (140) = 100 MPH / 2400 RPM 
Regime de cruzeiro (180) = 115 MPH / 2350 RPM 
 
Objetivo 
 
Obter  proficiência  técnica  necessária  para  a  realização  da  manobra 
dentro  dos  parâmetros  de  configuração  e  segurança  esperados, 
efetuando  as  devidas  correções,  demonstrando  a  prática  de  voo  por 
atitude. 
 
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11.3 ‐ Voo descendente 
 
Nessa manobra o instrutor demonstrará ao aluno a atitude (PIT) correta 
do avião bem como sua configuração para o voo em descida. 
No  vôo  descendente,  atentar‐se  em  segurar  levemente  o  nariz  do 
avião, para que, velocidade e razão de descida não disparem. 
 
Referência do voo descendente = Nariz da aeronave um pouco abaixo 
da atitude de voo reto horizontal 
 
Regime de descida (140) = 100 MPH / 2000 RPM 
Regime de descida (180) = 115 MPH / 2000 RPM 
 
Objetivo 
 
Obter  proficiência  técnica  necessária  para  a  realização  da  manobra 
dentro  dos  parâmetros  de  configuração  e  segurança  esperados, 
efetuando  as  devidas  correções,  demonstrando  a  prática  de  voo  por 
atitude. 
 
11.4 ‐ Voo planado 
Nessa manobra o instrutor demonstrara ao aluno a atitude (PIT) correta 
do avião bem como sua configuração para voo planado. 
O voo planado é executado para se obter o maior  tempo possível em 
voo e assim percorrer uma distância ainda maior, deve‐se ligar a bomba 
de combustível antes da redução de motor. 
 
Referência do voo planado = Nariz da aeronave um pouco abaixo da 
atitude de voo reto horizontal 
 
Regime de voo planado (140) = 85 MPH / Potência toda reduzida 
Regime de voo planado (180) = 90 MPH / Potência toda reduzida 
 
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Objetivo 
  
Obter  proficiência  técnica  necessária  para  a  realização  da  manobra 
dentro  dos  parâmetros  de  configuração  e  segurança  esperados, 
efetuando  as  devidas  correções,  demonstrando  a  prática  de  voo  por 
atitude. 
 
11.5 ‐ Passagem dos tipos fundamentais de vôo 
 
Sequência  utilizada  na  passagem  do  voo  reto  horizontal  para  voo 
ascendente 
 
1° ‐ Aumentar a potência para 2500 RPM (140) / 2450 RPM (180) 
2° ‐ Colocar o nariz da aeronave em atitude de subida 
4° ‐ Aguardar a velocidade de 85 MPH (140) / 90 MPH (180) 
5° ‐ Reajustar a potência 
6° ‐ Compensar 
 
Sequência  utilizada  na  passagem  do  voo  ascendente  para  voo  reto 
horizontal 
 
1° ‐ Ceder o manche suavemente para frente, colocando o nariz da 
aeronave na atitude de voo reto horizontal  
2° ‐ Aguardar velocidade de 100 MPH (140) / 115 MPH (180) 
3° ‐ Reduzir a potência para 2400 RPM (140) / 2350 RPM (180) 
4° ‐ Compensar  
 
Sequência  utilizada  na  passagem  do  voo  reto  horizontal  para  voo 
descendente 
 
1° ‐ Reduzir a potência para 2000 RPM 
 
 
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2° ‐ Exercer uma leve pressão para trás no manche para que o nariz 
da aeronave não ultrapasse a atitude de vôo descendente 
3° ‐ Manter a velocidade de 100 MPH (140) / 115 MPH (180) 
4° ‐ Compensar 
 
Sequência utilizada na passagem de voo descendente para voo  reto 
horizontal 
 
1° ‐ Aumentar a potência para 2400 RPM (140) / 2350 RPM (180) 
2° ‐ Colocar o nariz da aeronave na atitude de voo reto horizontal 
3° ‐ Manter a velocidade de 100 MPH (140) / 115 MPH (180) 
5° ‐ Compensar 
 
Sequência  utilizada  na  passagem  do  voo  reto  horizontal  para  voo 
planado 
 
1° ‐ Ligar bomba de combustível 
2° ‐ Reduzir toda a potência 
3° ‐ Colocar o nariz da aeronave na atitude de voo planado 
4° ‐ Aguardar velocidade de 85 MPH (140) / 90 MPH (180) 
5° ‐ Compensar  
 
Sequência  utilizada  na  passagem  do  voo  planado  para  voo  reto 
horizontal 
 
1° ‐ Desligar a bomba de combustível 
2° ‐ Aumentar a potência para 2400 RPM (140) / 2350 RPM (180) 
3° ‐ Colocar o nariz da aeronave na atitude de voo reto horizontal 
4° ‐ Aguardar velocidade de 100 MPH (140) / 115 MPH (180) 
5° ‐ Compensar 
 
 
 
 
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Sequência utilizada na passagem do voo planado para voo ascendente 
 
1° ‐ Desligar bomba de combustível 
2° ‐ Ajustar a potência para 2500 RPM (140) / 2450 RPM (180) 
3° ‐ Colocar o nariz da aeronave na atitude de voo ascendente 
4° ‐ Aguardar velocidade de 85 MPH (140) / 90 MPH (180) 
5° ‐ Reajustar a potência 
6° ‐ Compensar