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Aula  06 Auditoria

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Auditoria Regular – Teoria e Exercícios 
Professores: Barreto e Fernando Graeff 
Aula 06 
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Introdução . ...................................................................................... 01 
Eventos Subsequentes . ...................................................................... 02 
Utilização do trabalho de outros profissionais: auditor interno, especialistas e 
outros auditores independentes . .......................................................... 13 
Normas específicas de auditoria interna . .............................................. 18 
Lista de questões . ............................................................................. 32 
Bibliografia . ...................................................................................... 38 
Introdução 
Caro Aluno, 
Vamos à nossa sexta aula do Curso Regular de Auditoria Contábil – Teoria e 
Exercícios. 
Seguindo o cronograma inicialmente proposto, veremos hoje os seguintes 
assuntos: 
• Eventos Subsequentes. 
• Utilização do trabalho de outros profissionais: auditor interno, 
especialistas e outros auditores independentes. 
• Normas específicas de auditoria interna. 
Como de costume, colocaremos as questões discutidas durante a aula no final 
do arquivo, caso você queira tentar resolvê-las antes de ver os comentários. 
Não esqueça, participe do Fórum de dúvidas, que é um dos diferenciais do 
Ponto. Lá você poderá tirar suas dúvidas, auxiliar outras pessoas e nos ajudar 
no aprimoramento dos nossos cursos. 
Vamos em frente! 
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Eventos Subsequentes 
A investigação dos eventos ou transações subsequentes à data do 
levantamento do balanço, os quais por sua relevância possam afetar 
substancialmente a situação patrimonial e/ou financeira da empresa, e a sua 
consequente revelação, é atividade típica da auditoria externa independente, 
demonstrando, de forma prática e objetiva, uma das finalidades maiores desta 
atividade profissional. 
A escrituração contábil chega até o encerramento do balanço e demonstra a 
situação patrimonial, financeira e de resultados daquela data. Mas isso já é 
com algum atraso, pois entre a data do encerramento do exercício e o 
momento em que as demonstrações contábeis são divulgadas, decorrem 
muitos dias, às vezes até meses. 
Nesse meio tempo, pela ocorrência de fatos imprevistos, a situação pode ter-
se modificado sensivelmente, tendo deteriorado ou melhorado muito. 
A auditoria investiga essas eventuais ocorrências, procura manter-se 
atualizada, avalia seus efeitos e, se estes forem de natureza tal que devam ser 
conhecidos, pela influencia que possam ter sobre a situação da empresa 
auditada, revela-os e, sempre que possível, quantifica-os. 
Suponhamos uma empresa próspera, que tenha levantado seu balanço no fim 
do seu exercício social, revelando situação satisfatória, mas que, quinze dias 
depois de ter concluído o balanço sofre uma perda irreparável, pela inesperada 
falência de seu principal cliente, devedor de quantia muito significativa em 
relação ao Patrimônio Líquido da empresa. 
Além do prejuízo monetário, com influencia na situação econômica, financeira 
e de resultados, há o desaparecimento do cliente, consumidor de quantidade 
apreciável da produção, forçando a empresa, no mínimo, a mudar a sua 
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política de vendas, ou sujeitar-se a reduzir suas atividades, ou tomar qualquer 
outra atitude que pode, ou não, superar o ocorrido. 
Assim, enquanto as demonstrações contábeis do exercício revelam situação 
satisfatória, a realidade, naquele momento, já e bem outra. 
O auditor externo, tomando conhecimento do evento subsequente depois de 
avaliá-lo friamente, deve revelá-lo, dizendo dos efeitos que produzirá sobre as 
demonstrações contábeis já encerradas e das perspectivas futuras de 
resultado. 
Mas não são apenas os maus eventos que devem ser revelados. Também os 
bons. 
A solução feliz de um processo vultoso, que estava registrado como 
contingências; a aquisição de uma fábrica concorrente, com perspectivas de 
grande aumento das vendas; o fechamento de um negócio excepcional, 
garantindo a produção e os lucros por muito tempo; tudo isso pode ser 
revelado. 
Entretanto, a preocupação maior do auditor é sempre com os eventos que 
possam trazer consequências prejudiciais. Dentro do princípio do 
conservadorismo, é preferível esperar que os bons eventos aconteçam, 
evitando o comprometimento com possibilidades que possam não se 
concretizar. 
O assunto, eventos subsequentes, é disciplinado pelas novas normas, na NBC 
TA 560, que estabelece procedimentos e critérios a serem adotados pelo 
auditor em relação aos eventos ocorridos entre a data do balanço e a 
data do relatório de auditoria, bem como, a fatos que chegaram ao 
conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório que 
possam demandar ajustes nas Demonstrações Contábeis ou a divulgação de 
informações nas notas explicativas. 
Como vimos acima, o auditor deve considerar como parte normal da 
auditoria o período entre a data do término do exercício social e a data 
da emissão do respectivo relatório (=período subsequente). 
Atenção Æ A data do Relatório do Auditor Independente informa ao leitor que 
o auditor considerou o efeito dos eventos e transações que ocorreram até 
aquela data (daqueles que, com o devido cuidado, tomou conhecimento, 
evidentemente). 
O auditor deve considerar três situações de eventos subsequentes: 
• Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e 
a data do relatório do auditor independente; 
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• Eventos que chegaram ao conhecimento do auditor independente 
após a data do seu relatório, mas antes da data de 
divulgação das demonstrações contábeis; e 
• Eventos que chegaram ao conhecimento do auditor independente 
após a divulgação das demonstrações contábeis. 
Vamos entender cada um deles... 
Eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data 
do relatório do auditor independente 
Nesse caso, o auditor deve executar procedimentos de auditoria desenhados 
para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os 
eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do seu 
relatório que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações 
contábeis foram identificados. 
Esses procedimentos devem cobrir desde a data das demonstrações até a data 
do relatório, ou o mais próximo possível desta, a natureza e extensão dos 
procedimentos vão depender da avaliação do risco pelo auditor. 
Entre outros, devem ser realizados os seguintes procedimentos: 
¾ obtenção de entendimento dos procedimentos estabelecidos pela 
administração para assegurar que os eventos subsequentes são 
identificados; 
¾ indagação à administração e, quando apropriado, aos responsáveis 
pela governança sobre a ocorrência de eventos subsequentes que 
poderiam afetar as demonstrações contábeis; 
¾ leitura das atas, se houver, das reuniões dos proprietários (dos 
acionistas em sociedade anônima), da administração e dos 
responsáveis pela governança da entidade, realizadas após a data das 
demonstrações contábeis, e indagação sobre assuntos discutidos nas 
reuniões para as quais as atas ainda não estão disponíveis; e 
¾ leitura das últimas demonstrações contábeis intermediárias da 
entidade, se houver. 
Data encerramento 
do