Portfólio notícia 08

Portfólio notícia 08


DisciplinaProdução da Notícia2 materiais26 seguidores
Pré-visualização1 página
ESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO | NÚCLEO DE PRÁTICAS | PORTFÓLIO 
PROFESSORA INOVA A ALFABETIZAÇÃO DE AUTISTAS EM SALA DE AULA
Aplicativos como ABC mudam a forma de ensino-aprendizagem dos alunos autistas
Por Kátia Medeiros Corrêa Gastaldi, RU 1178778
Polo \u2013 Cevisat/Brusque SC
Data 14/08/2017
 
ABC
Fonte: http://espacoaeeufc2013.blogspot.com.br
A professora de alfabetização, Joana Gastaldi, 37 anos, da escola de educação básica Professor João Boos da cidade de Guabiruba Santa Catarina, ensina aluno autista de 8 anos a ler e escrever de forma inovadora. Com o auxílio de um aplicativo chamado ABC, transforma a alfabetização que muitas vezes é metódica em uma aula participativa e prazerosa, diz a professora Joana Gastaldi.
 A professora afirma que durante as aulas formou-se uma ponte entre o estudante e a educadora que antes era vista como uma dificuldade no aprendizado. \u201cA cada palavra escrita percebia o quanto é importante o uso de novas tecnologias para o ensino-aprendizagem, cada palavra aprendida às vezes parecia desabafo, ou até mesmo uma palavra de agradecimento\u201d, conta Joana, que completa: \u201cSer professor não é apenas uma profissão, para mim é uma missão. Sou apaixonada pelo que faço, e todos os dias tento ensinar de uma forma prática e eficaz\u201d.
Habilidades como transposição e discriminação fazem parte dos benefícios trazido por esse aplicativo. O autista deve estar inserido no contexto integral da escola e a instituição, por sua vez, deve respeitar suas particularidades, completa Joana. Com esse olhar pedagógico e com a busca constante de inovações os professores de alunos autistas buscam na tecnologia um aprimoramento para suas aulas, buscando assim incorporar os aplicativos no contexto pedagógico.
O aplicativo ABC, tem regras bem simples e de fácil manuseio, diz Joana que explica que qualquer professor consegue utilizar, pois tem uma linguagem simples e não é necessário ter um conhecimento técnico para utilização do aplicativo. Dividido em quatro níveis, o primeiro e o segundo é a apresentação das regras por imagens de assimilação, com áudio de instrução o que facilita o aprendizado do aluno. A partir do terceiro nível, as atividades ficam mais complexas, exigindo um maior raciocínio por parte do aluno. O último nível do aplicativo, o quarto nível, aborda a questão do letramento, no qual é ensinado a repartição de sílabas, e a alfabetização se faz por meio do conhecimento de vogais, números e formação de palavras, possibilitando a construção de orações e em alguns casos a construção de pequenos textos. Todo o aplicativo possui imagens coloridas que chama a atenção do aluno, pois as cores são vibrantes e se diferenciam quando mudamos as palavras. Joana fala que trabalha com um ensino estruturado, com aprendizagem mediante sinalização visual.
 O educando olha para a tarefa e a própria atividade já indica o que precisa ser feito. Portanto, isso traz uma autonomia e uma independência para o aluno, porque ele não precisa de ajuda para entender a proposta da tarefa, evitando as distrações. O aprendizado para o autista se faz pelo ato visual, por isso o aluno acaba aprendendo de forma lúdica, contudo, isso deve ser levado em conta quando planejamos uma aula diferenciada pensando na inclusão, fala Joana. ABC Autismo, aplicativo desenvolvido especialmente para autistas, registra mais de 40 mil downloads e é totalmente gratuito. Pesquisadores do Instituto Federal de Alagoas são os responsáveis pelo desenvolvimento do aplicativo e o mesmo adota as regras do programa \u201cTratamento e Educação para Autistas e Crianças com Déficits relacionados com a Comunicação, de 1964, criado pela Universidade da Carolina do Norte (EUA).
O autismo dá a pessoa uma característica singular e isso significa que cada aluno tem um jeito de ser e uma forma de entender. O não aprender não pode ser encarado como uma situação definitiva e sim com um sintoma. Os alunos autistas possuem uma variação alta do gosto cognitivo, dos níveis intelectuais, porém por outro lado há aqueles que não demostram tendência pelo gosto escolar. \u201d É dever de toda a equipe pedagógica fazer uma sondagem das principais características positivas e negativas com o intuito de trabalhar sobre tais pontos e buscar artefatos para o melhoramento da aprendizagem\u201d, ressaltou Joana.
As ferramentas tecnológicas fazem parte dos artefatos que contribuem para o desenvolvimento cognitivo do aluno, por isso, aliar a tecnologia ao cotidiano dos profissionais da educação é algo que deve ser pensado e implantado na rede pública de ensino. A secretaria do estado de Santa Catarina apoia projetos que possuam finalidade inclusiva, diz Darli Zunino, coordenadora de educação inclusiva da décima sétima gerência. O estado juntamente com os professores discute novas diretrizes e planejam a compra de ipad/tablet para cada escola que possuir alunos com alguma dificuldade de aprendizado. \u201cO próximo passo é dar qualificação aos nossos professores para manusearem os equipamentos assim como o aplicativo ABC\u201d, complementa Darli.
O aplicativo ABC veio para transformar a vida não somente dos alunos autistas, mas também de todos aqueles que possuem alguma dificuldade no aprendizado e para Joana o apoio da gerência de educação do estado de Santa Catarina é fundamental para concretizar não somente a inclusão, mas a integração do aluno ao meio escolar e social.