Direitos fundamentais   Respostas Seminários
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Direitos fundamentais Respostas Seminários


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REPOSTA-PADRÃO DOS SEMINÁRIOS 
 
1o seminário: conceitos básicos e classificações introdutórias 
O que caracteriza verdadeiros direitos fundamentais? 
Verdadeiros direitos fundamentais são caracterizados por seu caráter absoluto e vinculante, 
uma vez que, positivados no bojo de um ordenamento jurídico, impõem restrições ao poder público, 
de forma a propiciar a concretização de condições de vida digna ao ser humano. 
 Os Direitos Fundamentais são universais? 
Os direitos fundamentais, assim considerados como direitos humanos positivados no bojo de 
uma Constituição, são universais na medida em que seus titulares são seres humanos, sem distinção 
de qualquer ordem. Há que se considerar ainda a universalidade de tais direitos, mesmo no plano 
temporal ou cultural, uma vez que, a despeito de positivados de maneiras diversas nas Constituições 
de cada Estado, é razoável afirmar que conceitos de justiça e Direito, bem como legitimidade de 
governo e dignidade do ser humano, são encontrados em qualquer sociedade. 
 
2o seminário: normas de direitos fundamentais e suas espécies 
Todas as normas constitucionais sobre direitos fundamentais cumprem o §1º do art. 5º da 
CF? 
Formalmente sim, uma vez que todo direito fundamental possui aplicação imediata por 
definição. Todavia, em se tratando de direitos que não necessariamente sejam \u201cliberdades públicas\u201d, 
mas que tenham sido incluídos no rol do art. 5º, podem carecer de regulamentação e não ter 
aplicabilidade imediata, pedindo adequação às condições fáticas e materiais. 
Todo e qualquer direito fundamental é passível de restrição por força de lei? 
Sim, todo e qualquer direito fundamental é passível de restrição, inclusive a vida, uma vez 
que até a pena de morte é admitida pela Constituição em casos de guerra declarada. Todavia, tais 
restrições devem ser feitas em conformidade aos preceitos constitucionais, ou seja, não 
arbitrariamente. 
 
3o seminário: direito à vida 
O direito à vida é absoluto? 
 O próprio direito à vida não é absoluto, uma vez que a nossa Constituição admite, por 
exemplo, pena de morte em casos de guerra. Outro bom exemplo a manejar é, sim, a legítima 
defesa. Mesmo sendo encarado como princípio em um determinado momento, o direito à vida não é 
absoluto, pois todo princípio é relativo, podendo ser mais ou menos conforme a situação; apenas 
regras são absolutas, porque ou elas se aplicam ou não se aplicam a uma dada situação. Assim, 
tomado como princípio \u2013 como habitualmente o é \u2013 o direito à vida, ainda com mais razão, não é 
absoluto. Tomado como regra, aí, sim, seria absoluto. Porém, como a Constituição admite exceção, 
não me parece correto enquadrar o direito à vida como uma regra. Ele configura, isso sim, um 
princípio, o que não implica caráter absoluto. Por outro lado, por exemplo, o direito fundamental à 
integridade física (não ser torturado) configura, de acordo com o professor Levi, uma regra, pois 
não admite nenhuma relativização ou exceção. 
É dado ao Supremo Tribunal Federal agregar condições novas a uma lei? 
 Esta questão poderia ter sido melhor redigida da seguinte maneira: É dado ao Supremo 
Tribunal Federal agregar condições novas àquelas que uma lei já impõe para o exercício de um 
dado direito fundamental? A resposta no caso seria positiva, pois é próprio da lei desenhar o perfil 
do exercício de direitos, mormente para acomodá-los \u2013 de modo compatível \u2013 aos seus inúmeros 
titulares, tendo como critério o bem comum. O papel do STF, como guardião precípuo da 
Constituição, é do de acomodar as leis infraconstitucionais à Constituição. É o que se verifica na 
ADI 3510. 
 
4o seminário: liberdade religiosa 
O que prevalece: o direito à vida ou a liberdade religiosa? 
 No texto lido, o que prevaleceu fortemente foi o direito à liberdade religiosa. Sendo uma 
liberdade fundamental, este direito deve ser encarado como princípio fundamental respeitado por 
todos. Jean Rivero diz que \u201cas grandes religiões ditam seus comportamentos individuais e sociais, 
modelam o seu pensamento e sua ação\u201d. Configurada como \u201cdireito de cada ser humano ter sua 
religião, por escolha livre, segui-la livremente nos seus mandamentos, prestar, segundo estes, o seu 
culto à divindade, sem ingerência, mas com o apoio do Estado\u201d, a liberdade religiosa consiste num 
feixe de direitos subjetivos. De acordo com o texto, num conflito, por exemplo, entre direito à vida 
e o direito à liberdade, o titular de ambos é que há de escolher o que há de prevalecer. O autor 
afirma o direito constitucional de recusa de transfusão de sangue com base nas liberdades religiosa 
e no direito à privacidade. 
 Um indivíduo tem disposição sobre a sua vida (pode sacrificá-la) em função de fé religiosa? 
 Sim. O direito à recusa se reforça quando se considera o aspecto religioso eventualmente 
envolvido. Basta a invocação do direito fundamental à liberdade \u2013 que é o direito à 
autodeterminação pessoal \u2013 para justificar a recusa de qualquer tratamento, inclusive da transfusão 
de sangue. O Código de Ética Médica reconhece que o paciente tem direito a decidir em última 
instância sobre sua própria pessoa (artigo 48), e, inclusive, tem o paciente o direito de recusar 
tratamento para atender às suas convicções. Não haveria omissão de responsabilidade do médico, 
mas recusa de tratamento específico por parte do paciente. Igualmente, não haverá nesse caso 
responsabilidade do médico por falta ética. O questionamento maior seria no caso de criança: não 
tendo a maioridade, a vontade da criança e do adolescente não basta para a determinação de sua 
própria conduta. É preciso verificar se o menor já exprime vontade consciente e/ou se for 
relativamente incapaz. Essa vontade consciente deverá ser respeitada. 
 
5o seminário: irretroatividade da lei 
Como podem ser caracterizados os tipos de irretroatividade à luz da Constituição brasileira? 
Segundo Manoel Gonçalves Ferreira Filho, no caso em que uma norma se torna eficaz, os 
fatos de significação jurídica se apresentam a ela em três níveis: fatos anteriores à ela, fatos que 
ocorreram depois do seu efeito imediato, ou fatos que ocorreram antes dela mas que gerarão 
conseqüências futuras (facta pendentia). A norma não têm irretroatividade nos casos em que a 
situação ocorreu antes de sua vigência. 
Na situação de facta pendentia, por sua vez, deve-se ressaltar que os efeitos já ocorridos 
considerados ato jurídico perfeito, mas as conseqüências futuras do fato (ocorridas apos a entrada 
em vigência da norma) podem sentir os efeitos da norma. 
Por fim, logicamente, nos casos em que os fatos forem posteriores à norma, está gerará 
efeitos, e não há por que falar em irretroatividade. 
 
Há direito adquirido contra a Constituição originária? E contra norma constitucional 
derivada? 
Segundo a opinião de Manoel Gonçalves Ferreira Filho, deve-se analisar a natureza da 
norma constitucional para saber se há direito adquirido ou não contra a constituição originária. No 
caso de normas formalmente constitucionais, não existem direitos adquiridos. Já no caso de normas 
cuja matéria não seja constitucional (mas que esteja, formalmente, na constituição), há 
eventualmente a existência de direito adquirido. Importante ressaltar que tais direitos adquiridos não 
persistirão no caso de extinção expressa deles. 
Quanto à norma constitucional derivada, primeiramente analisemos às características dela: é 
derivada, pois seu poder deriva do poder originário. Alem disso é limitado pela constituição 
anterior; e condicionado, devendo obedecer as normas de procedimento impostas para reger sua 
manifestação. Sendo assim, em decorrência do fato de o poder constituinte derivado dever obedecer 
a constituição feita por poder originário, deve-se analisar a constituição para responder a pergunta. 
Se a constituição realizada por poder originário respeitar o direito adquirido, norma