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4 resumo HIV completo

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(HIV-1	e	HIV-2)	
• Quarta	geração:	detecção	de	anticorpos	anti-H	IV	+	detecção	do	antígeno	p24	do	HIV.	
	
	
• RESULTADOS	ELISA:	
o Positivo:	altamente	reatores	→	repetir	o	teste:	
§ Resultados	forem	negativos	em	duas	ocasiões	→	erro	técnico	na	
execução	do	ensaio	→	paciente	é	negativo.	
§ Se	o	repetido	for	positivo	ou	indeterminado:	confirmar	com	exame	
Western	Blot:	
ü Western	blot	positivo:	diagnóstico	de	infecção	pelo	HIV-1	
estará	confirmado;		
	
9	
	
ü Western	blot	negativo:	pode-se	supor	que	o	IEE	era	falso	
positivo	para	o	HIV-1	e	a	infecção	pode	ser	descartada.	
ü Western	blot	indeterminado:	deverá	ser	repetido	em	4	a	6	
semanas	→		pode-se	proceder	a	um	ensaio	de	captura	do	
antígeno	p24,	ensaio	do	RNA	do	HIV-1	ou	PCR	do	DNA	do	HIV-
1.	
o Negativo:	não	reatores	→	a	menos	que	haja	algum	a	forte	razão	para	suspeitar	
de	infecção	inicial	pelo	HIV	(como	em	um	paciente	exposto	nos	últimos	3	
meses),	exclui-se	o	diagnóstico	→		o	teste	deve	ser	repetido	apenas	quando	há	
indicação	clínica.	
o Indeterminado:	parcialmente	reatores	→	repetir	o	teste	
§ fazer	exame	Western	Blot	para	definir	resultado	
• Exame	Confirmatório	→	Western	Blot	→	pesquisa	de	anticorpos	contra	os	produtos	
dos	três	principais	genes	do	HIV	→	p24,	gp41	e	gp	120/160	
	
• RESULTADOS	WESTERN	BLOT:	
o Positivo:	quando	existem	anticorpos	contra	duas	das	três	proteínas	do	HIV:	
p24,	gp41	e	gp	120/160.	
o Negativo:	não	há	qualquer	faixa	nos	pesos	moleculares	que	correspondem	aos	
produtos	gênicos	do	HIV	→	pode-se	concluir	com	certeza	que	a	reatividade	no	
IEE	foi	falsa	positiva	
ü Indeterminado:	repetir	o	Western	blot	dentro	um	mês	para	
definir	se	o	padrão	indeterminado	representa	ou	não	um	
padrão	em	evolução	ou	fazer	exame	de	captura	do	antígeno	
p24,	ensaio	do	RNA	do	HIV-1	ou	PCR	do	DNA	do	HIV-1.	
o Exame	de	captura	do	antígeno	p24,	ensaio	do	RNA	do	HIV-1	ou	PCR	do	DNA	
do	HIV-1:	quando	Western	blot	der	indeterminado,	para	avaliar	o	prognóstico	
e	a	resposta	aos	tratamentos	antirretrovirais.	
	
• OBS.:	PADRÃO	DE	REFERÊNCIA	PARA	O	DIAGNÓSTICO	DA	INFECÇÃO	PELO	HIV	→	IEE	
POSITIVO	E	CONFIRM	ADO	PELO	WESTERN	BLOT.	
	
 MANIFESTAÇÕES	CLÍNICAS	
	
SÍNDROME	AGUDA	DO	HIV	
• De	3	a	6	semanas	após	a	infecção	primária.	
• A	síndrome	é	típica	de	uma	infecção	viral	aguda	→comparada	à	Mononucleose	
infecciosa	aguda.	
• Sinais	e	sintomas	persistem	por	uma	a	várias	semanas	e	regridem	gradativamente	à	
medida	que	a	resposta	imune	ao	HIV	se	desenvolve	e	os	níveis	de	viremia	plasmática	
diminuem.	
• Latência	Clínica	→	A	infecção	primária	com	ou	sem	uma	síndrome	aguda	é	seguida	de	
um	intervalo	longo	de	latência	clínica	ou	níveis	baixos	de	atividade	da	doença.	
	
	
	
10	
	
• Sintomas	gerais:	
o Febre	
o Faringite	
o Linfadenopatia	→	70%	dos	indivíduos	com	infecção	primária	pelo	HIV	
o Cefaleia/Dor	retro-orbitária	
o Artralgias/Mialgias	
o Letargia/Mal	estar	
o Anorexia/emagrecimento	
o Náuseas/Vômitos/Diarreia	
	
ESTÁGIO	ASSINTOMÁTICO	–	LATÊNCIA	CLÍNICA	
• Intervalo	de	10	anos	→	para	pacientes	não	tratados.	
• Pacientes	com	doença	progressiva	de	longa	duração	→	apresentam	pouco	ou	
nenhum	declínio	nas	contagens	de	TCD4+	por	intervalos	longos	e	níveis	extremamente	
baixos	de	RNA	viral.	
• “Controladores	de	elite”	→	com	níveis	de	RNA	viral	<	50	cópias/µL.	
• Alguns	outros	pacientes	permanecem	totalmente	assintomáticos,	embora	suas	
contagens	de	células	TCD4+	apresentem	declínio	contínuo	e	progressivo	até	chegar	a	
níveis	extremamente	baixos.	
• TCD4+	<	200	→	Risco	alto	de	infecções	oportunistas	e	neoplasias.	
DOENÇA	SINTOMÁTICA	
• Diagnóstico	de	AIDS	→	Qualquer	indivíduo	infectado	pelo	HIV	com	contagens	de	
células	TCD4+	<	200	cópias/µL	OU	qualquer	paciente	HIV-positivo	que	apresente	uma	
das	doenças	associadas	ao	HIV	consideradas	como	distúrbio	grave	da	imunidade	
celular.		
• Tratamento	das	doenças	→	Assegurar	o	controle	adequado	da	replicação	viral	pelo	
uso	do	TARV	(Terapia	Antirretroviral);	e	quando	necessário	→	Esquemas	profiláticos	
primários	e	secundários	para	doenças	oportunistas.	
• Profilaxia	primária	→	evitar	que	a	doença	se	instale.	
• Profilaxia	secundária	→	quando	já	teve	a	doença	e	quer	prevenir	nova	infecção.	
• Paciente	com	TCD4+	100	→	Profilaxia	com	Sulfa	
• Paciente	com	TCD4+	40	→	Profilaxia	com	Sulfa	+	Azitromicina	
	
	
 DOENÇAS	DO	SISTEMA	RESPIRATÓRIO	
BRONQUITE	E	SINUSITE	AGUDA	
• Prevalentes	durante	todos	os	estágios	da	infecção	pelo	HIV.	
• Pacientes	com	contagens	baixas	de	células	TCD4+	→	casos	mais	graves		
• Diagnóstico	→	TC	ou	RM.	
• Tratamento	→	Antimicrobiano.	
	
11	
	
PNEUMONIA	BACTERIANA	
• Principais	agentes	etiológicos	→		S.	pneumoniae	e	H.	influenzae.	
• Medida	profilática	→	Imunização	com	polissacarídeo	pneumocócico	→	É	mais	eficaz	
em	pacientes	com	contagens	>	ou	iguais	a	200	cópias/µL.	
PNEUMONIA	POR	PNEUMOCYSTIS	(PPC)	
• Maior	risco	→	Pacientes	que	já	tiveram	outros	episódios	no	passado,	com	história	de	
Candidíase	orofaríngea,	indivíduos	com	contagens	de	TCD4+	<	200	cópias/µL.	
• Imuossuprimido	→	Reativação	
• Contagem	média	de	TCD4+	→	<	200	cópias/µL.	
• Recomendação	→	Pacientes	com	<	200/µL	→	Fazer	algum	tipo	de	profilaxia.	
• Quadro	clínico	insidioso	
• Sintomas	gerais:		
o Dispneia	progressiva;	
o Febre;		
o Tosse	→	Seca	ou	com	expectoração;		
o Dor	torácica	retroesternal	típica	→	Piora	ao	inspirar,	em	ponta	ou	ardência.	
• Manifestações	extra	pulmonares	→	Hepatomegalia,	lesões	cutâneas,	medula	óssea	e	
retinopatia,	emagrecimento.	
• Diagnóstico	→		
o Raio	X	tórax	→		Infiltrados	intersticiais	bilaterais	tênues,	denso	nos	hilos,	
podendo	ocorrer	condensações,	derrames	e	cavitações.	
o TC	→	Aspecto	em	vidro	fosco,	presença	de	cistos	com	cavidades	de	tamanhos	
e	formas	variados.	
• Achado	importante	→	Elevação	dos	níveis	de	desdrogenase	lática	(DHL)	
• Diagnóstico	definitivo	→	Demonstração	do	microorganismo	nas	amostras	obtidas	
(escarro	induzido,	lavado	broncoalveolar,	biópsia	transbrônquica	ou	biópsia	pulmonar	
aberta).	
• Outros	exames	→	Hemograma,	função	renal	e	hepática,	gasometria	arterial	(devido	à	
hipoxemia	ser	fator	determinante),	LDH	>	500.	
• Diagnóstico	diferencial	→	TB	miliar,	histoplasmose,	sarcoma	de	Kaposi	visceralizado,	
linfoma,	pneumonias	intersticiais	por	Clamídia	e	micoplasma.	
• Tratamento	→	Sulfametoxazol	+	Trimetropima	(SMX/TMP)	→	Por	21	dias.	
• Profilaxia	secundária	→	SMX/TMP.	
	
TUBERCULOSE	
• Agente	etiológico	→	M.	Tuberculosis.	
• Quando	não	tratada	pode	acelerar	a	evolução	da	infecção	pelo	HIV.	
• Contagem	média	de	TCD4+	→	326/µL.	
• PPD	→	Fazer	para	ver	se	paciente	já	teve	contato	com	o	bacilo	da	TB	(Ver	áudio	→	
Prova)	
• ADA	→	Enzima	que	fica	aumentada	em	casos	de	TB.	
	
12	
	
• Sinais	e	sintomas:	
o Febre;	
o Tosse;	
o Dispneia	aos	esforços;	
o Perda	de	peso;	
o Sudorese	noturna;	
o Raio	X	tórax	→	Doença	cavitária	apical	dos	lobos	superiores.	
• Triagem	para	TB	→	Deve	fazer	parte	da	avaliação	inicial	de	qualquer	paciente	HIV-
positivo.	
• Diagnóstico	definitivo	→	Cultura	do	microorganismo.	
• OBS	1.:	Os	pacientes	sob	suspeita	de	TB	pulmonar	devem	ser	colocados	em	
isolamento	respiratório	em	um	quarto	com	pressão	negativa	→	evitar	disseminação	
hospitalar	e	comunitária	da	infecção.	
• OBS	2.:	O	PPD	no	paciente	com	HIV	é	considerado	positivo	quando	>	ou	igual	5mm	→	
Cuidado!!!!	
• Tratamento	→	Pacientes	com	reação	cutânea	>	5mm	ou	indivíduos	que	vivem	em	
contato	direto	com	pacientes	portadores	de	TB	em	atividade	→	Isoniazida	+	Piridoxina	
por	9	meses.	
• Tratamento	→		
o HIV	positivo	com	PPD	reator	→	afastar	doença	e	se	ausência	de	doença	→	
quimioprofilaxia	para	TB	→	Isoniazida	300mg	por	6	meses.	
o HIV	positivo	com	PPD	não	reator	e	assintomático	→	acompanhamento	
HISTOPLASMOSE	
• Contagem	de	células	TCD4+	→	33/µL.	
• Doença	disseminada	devido	à	reativação.