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Avaliação de Estética do mobiliário urbano e do uso de abrigos de ônibus por cadeirantes - Naiana John

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL 
FACULDADE DE ARQUITETURA 
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL 
PROPUR 
 
 
 
DISSERTAÇÃO DE MESTRADO 
 
 
 
AVALIAÇÃO ESTÉTICA DO MOBILIÁRIO URBANO E DO 
USO DE ABRIGOS DE ÔNIBUS POR CADEIRANTES 
 
 
 
NAIANA MAURA JOHN 
 
 
 
 
 
Porto Alegre 
 2012 
 
NAIANA MAURA JOHN 
 
 
AVALIAÇÃO ESTÉTICA DO MOBILIÁRIO URBANO E DO 
USO DE ABRIGOS DE ÔNIBUS POR CADEIRANTES 
 
 
 
 
Dissertação apresentada ao Programa de 
Pós-graduação em Planejamento Urbano e 
Regional da Universidade Federal do Rio 
Grande do Sul como requisito parcial à 
obtenção do título de mestre em 
Planejamento Urbano e Regional. 
 
 
 
 
Orientador 
Antônio Tarcísio da Luz Reis, PhD 
 
 
Porto Alegre 
 2012 
AVALIAÇÃO ESTÉTICA DO MOBILIÁRIO URBANO E DO 
USO DE ABRIGOS DE ÔNIBUS POR CADEIRANTES 
 
NAIANA MAURA JOHN 
 
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Planejamento Urbano 
e Regional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul como requisito parcial à 
obtenção do título de mestre em Planejamento Urbano e Regional 
 
Banca examinadora: 
 
Prof. Dr. Paulo Edison Belo Reyes 
(Examinador Externo – Programa de Pós-graduação em Design, UNISINOS) 
 
Prof. Dr. Júlio Carlos de Souza Van Der Linden 
(Examinador Externo – Programa de Pós-graduação em Design, UFRGS) 
 
Profª. Drª. Maria Cristina Dias Lay 
(Examinador Interno – PROPUR/UFRGS) 
 
Orientador e Presidente da Banca: 
 
Prof. Dr. Antônio Tarcísio da Luz Reis 
 
 
 
Porto Alegre, 08 de fevereiro de 2012
 
AGRADECIMENTOS 
 
Ao meu orientador, Antônio Tarcísio da Luz Reis, pela 
dedicação, criteriosa orientação, ensinamentos e apoio em 
todos os momentos. 
Ao Émerson, meu amor, pela compreensão, paciência, apoio, 
carinho e ajuda imprescindível, especialmente nos 
questionários e na revisão dos textos. 
Aos meus pais e irmãs pelo exemplo, incentivo, ajuda, 
confiança e amizade. 
Aos sogros, cunhadas e familiares, pela compreensão e apoio. 
À Magali, pelo apoio imprescindível nesta caminhada. 
À querida amiga Ingrid, pela ajuda técnica e pela amizade 
sempre presente. Às amigas Albanisa e Mariana pelo apoio e 
disponibilidade em ajudar. À amiga Doris, incentivadora da 
minha trajetória na pesquisa acadêmica. 
Aos meus chefes Debora e Custódio, pela compreensão em 
relação às ausências e solicitações. 
Aos colegas da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, 
especialmente aos da Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural 
(EPAHC), da Secretaria Municipal de Gestão (SMGAE), da 
Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), da 
Secretaria do Planejamento (SPM) e da Secretaria de 
Acessibilidade (SEACIS), pela contribuição e prontidão em 
ajudar sempre que solicitado. 
Aos respondentes dos questionários e àqueles que 
contribuíram na sua divulgação, especialmente: às arquitetas 
Flávia e Regina; ao conselheiro do COMDEPA e colega da 
SEACIS William; ao organizador da ONG Caminhadores, 
Rotechild; ao Sr. Guacir, da ASASEPODE; ao Marcelo da 
Egalitê; ao Sr. Roberto, do COEPEDE. 
Ao PROPUR, especialmente à Mariluz, pela solicitude e apoio. 
Aos colegas do PROPUR pela troca de experiências e pela 
amizade, em especial às queridas Márcia, Patrícia e Elenice. 
À UFRGS pela oportunidade. 
RESUMO 
 
 
Esta pesquisa aborda, embasada na percepção dos usuários, o mobiliário urbano e 
a sua relação com a estética da paisagem e com o uso dos espaços abertos 
públicos. Com relação à estética, foram investigados diferentes modelos de abrigos 
de transporte, cabines telefônicas e bancas de serviços, considerando os elementos 
individualmente e inseridos em cenas urbanas. As avaliações foram realizadas com 
arquitetos, não-arquitetos com curso superior e pessoas sem formação universitária, 
com o objetivo de verificar as possíveis diferenças nas interpretações desses 
grupos. Com relação ao uso, foi desenvolvida uma análise relativa ao 
posicionamento de abrigos de ônibus em diferentes dimensões de calçadas, 
considerando a percepção de usuários em cadeiras de rodas, pois tais respondentes 
apresentam maior necessidade de espaço para a sua locomoção. 
A coleta dos dados foi realizada por meio de levantamentos de arquivo e 
levantamentos de campo, através da aplicação de questionários pela Internet. A 
análise dos dados utilizou testes estatísticos não-paramétricos e avaliações 
qualitativas. 
Os resultados relativos à estética, de maneira geral, evidenciaram que as 
características formais do mobiliário urbano mais satisfatórias à maioria das pessoas 
relacionam-se à neutralidade, a pouca variação entre elementos compositivos e à 
configuração geométrica simples. Tais constatações foram encontradas na análise 
dos elementos quando considerados isoladamente e quando inseridos na paisagem. 
Em relação aos grupos de respondentes, embora tenham sido verificadas diferenças 
nas avaliações, a pesquisa demonstrou que a formação acadêmica não interfere a 
ponto de apresentar divergências relevantes quanto às preferências estéticas. A 
investigação também constatou que as cenas em que o mobiliário se constitui em 
barreira visual tendem a ser julgadas negativamente. 
Os resultados relativos ao uso, por sua vez, indicaram que o posicionamento dos 
abrigos de ônibus que tende a ser mais satisfatório às pessoas em cadeiras de 
rodas é junto às fachadas das edificações, mantendo uma faixa livre de circulação 
entre o abrigo e o meio-fio. 
Por fim, a pesquisa permitiu enaltecer a importância de considerar as opiniões dos 
usuários no projeto e na implantação do mobiliário urbano para que tais elementos 
sejam satisfatórios quanto à estética e ao uso. 
 
Palavras-chave: mobiliário urbano - estética - uso. 
ABSTRACT 
 
This research investigates, based on people’s perception, street furniture and its 
relationship to the aesthetics of the landscape and the use of public open spaces. 
About the aesthetic, we investigated different models of transport shelters, telephone 
booths and newstands, considering the elements individually and placed in urban 
scenes. The evaluations were conducted with architects, non-architects college 
graduates and people without college graduates, in order to determine possible 
differences in interpretations of these groups. For use, an analysis was developed on 
the placement of bus shelters on sidewalks with different dimensions, considering the 
preferences of users in wheelchairs, as these respondents have greater need for 
space for its locomotion. 
Data collection was conducted through archival records and field work with 
application of questionnaires through the Internet. Data analysis was carried out by 
means of non-parametric statistical tests and qualitative assessments. 
The aesthetics’ results, in general, showed that the formal characteristics of street 
furniture more satisfactory to most people relate to neutrality, little variation between 
compositional elements and simple geometric configuration. These findings were 
found in the analysis of the elements when considered separately and when placed 
in the landscape. Regarding the groups of respondents, although some significant 
differences in the evaluations, the research showed that education does not interfere 
as to present relevant differences regarding the aesthetic preferences. The 
investigation also found that the scenes in which the furniture constitutes visual 
barrier in the landscape tend to be judged negatively. 
The use’s results indicated that the placement of bus shelters that tends to be more 
suitable to people in wheelchairs is along the facades of buildings, keeping free 
range of movement