Trypanosoma cruzi 2016.2
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Trypanosoma cruzi 2016.2


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Trypanosoma cruzi 
Doença de Chagas
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Protozoa 
 Filo: Sarcomastigophora
 
 Subfilo: Mastigophora 	
 
	Classe: Zoomastigophora 
		
		Ordem:
		Kinetoplastida
		 
		 Família: 
		 Trypanosomatidae
			Gênero: 								Trypanosoma
			Leishmania
		
Protozoários que se locomovem por meio de flagelos, cílios ou paseudópodos
Organismos unicelulares, eucariotos, que pertencem ao reino protista
Heterótrofos, desprovidos de cloroplastos, dotados de um ou mais flagelos, ou com forma amebóide
Um ou mais flagelos, que saem do bolso flagelar. Uma só mitocôndria que se diferencia no cinetoplasto 
Um só flagelo, livre ou ondulante
Protozoários que apresentam um ou mais flagelos
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O parasita
Parasita heteroxeno, eurixeno
Desenvolve-se no tubo digestivo de triatomíneos (hemípteros hematófagos), no sangue e nos tecidos de diferentes mamíferos (marsupiais \u2013 gambá, desdentados \u2013 tatu, quirópteros \u2013 morcego, roedores \u2013 rato, primatas \u2013 macaco, logomofos \u2013 coelho, carnívoros \u2013 cão e gato)
Não infecta aves nem répteis
Multiplica-se por divisão binária (assexuada)
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Descoberta do parasita
1909 por Carlos Ribeiro Justiniano das Chagas, denominando-o Schizotrypanum cruzi
Nos anos seguintes descreveu o quadro clínico da doença e aspectos patológicos
Em seguida identificou o inseto transmissor documentando a presença de Trypanosoma nos triatomíneos
(Chagas, C. 1909. Nova Trypanosomíase humana. Estudos, morfologia e o ciclo evolutivo do Schizotrypanum cruzi, n. gen. n. sp. Agente etiológico de nova entidade morbida do homem. Memórias do Instituto Oswaldo Cruz 1: 159-218) 
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Carlos Chagas com sua primeira paciente Berenice.
O primeiro caso
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Entre nós, a iniciativa de medidas sanitárias justifica-se, sem duvida, em considerações bem mais elevadas: é o futuro de um grande povo que se deverá zelar; são deveres de humanidade e de patriotismo que devem actuar no espirito progressista dos homens de estado; é a vida humana, é progresso material, o aperfeiçoamento de uma raça que degenera, o obstaculo ao trabalho productivo, é á grandeza economica de vastas zonas do paiz; é, finalmente, o alto problema do povoamento do sólo por individuos fortes, tudo indicando a urgencia de medidas sanitarias (Chagas, 1911, p. 27-28). 
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WHO, Weekly Epidemiological Record, Genova, 2: 10-12, 2002.
A tripanossomíase americana ou doença de Chagas que afeta cerca de 16 a 18 milhões de indivíduos na América Latina, sendo que outras 100 milhões de pessoas se encontram sob risco de infecção
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Epidemiologia
No Brasil atinge populações pobres das áreas endêmicas
Ocorre nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Maranhão, Alagoas, Sergipe; na Amazônia há poucos casos no Pará e Amapá
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Doença silvestre relacionada com desmatamento 
1975-1980-Inquérito Sorológico Nacional: 4,2%prevalência em áreas
 rurais; 2,7% na pop. geral do Brasil e 3,1% incluindo SP
Após programas de eliminação do vetor - redução para 0,14% de 
crianças e adolescentes infectados no Br
OMS - principal causa de morte súbita - problema social
MG, BA, RS 
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Ciclos de transmissão do Trypanosoma cruzi.
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Animais reservatórios
Tatus \u2013 Dasypus sp. \u2013 da Argentina aos EUA
Gambás \u2013 Didelphis marsupialis \u2013 o mais importante das Américas. Apresenta dois ciclos vitais distintos do parasita (sangue / tecidos e glândula de cheiro)
Rato \u2013 Rattus sp. \u2013 importante reservatório sinantrópico
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Mecanismos de transmissão
Vetorial \u2013 de maior importância epidemiológica. Forma infectiva: tripomastigota metacíclico
Transfusional \u2013 importante nas áreas urbanas. Forma infectiva: tripomastigota sangüícola
Congênita \u2013 importância relativa. Forma infectiva: tripomastigotas diferenciados a partir de ninhos de amastigotas na placenta
Acidental \u2013 inoculação por agulha ou contato com mucosa de material contendo tripomastigotas
Ingestão \u2013 leite materno, alimentos contaminados com fezes de triatomíneos, canibalismo. Forma infectiva: tripomastigotas
Transplante de órgãos \u2013 pode resultar em doença aguda grave. Forma infectiva: amastigotas
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Vetores
Triatoma infestans \u2013 amplamente distribuído, estritamente domiciliar, atualmente \u201celiminado\u201d
Panstrogylus megistus \u2013 ocorre nas áreas mais montanhosas e frias
T. brasiliensis \u2013 ocorre nas áreas mais quentes, importante no Nordeste
T.sordida, T.rubrofasciata,T.pseudomaculata, R. pictipes, P. geniculatus \u2013 importância secundária 
Rhodnius prolixus \u2013 principal vetor na América Central
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Todos os estágios são hematófagos e transmissores
Panstrongilus sp.
Rhodnius sp.
Triatoma infestans
Ninfas do 1o. ao 5o. estágio
Principais vetores
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	-tripomastigotas sanguíneas - forma alongada, cinetoplasto posterior ao núcleo, flagelo forma membrana ondulante
	-tripomastigotas metacíclicas - fezes e urina de triatomíneo
	-epimastigotas - triatomíneo, meios de cultura -forma alongada com cinetoplasto justanuclear a anterior ao núcleo
	-amastigotas - intracelular (SMF, células musculares), arredondado ou oval, com flagelo que não se exterioriza
Morfologia
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Morfologia do Trypanosoma cruzi
-tripomastigotas sanguíneas - forma alongada, cinetoplasto posterior ao núcleo, flagelo forma membrana ondulante
-tripomastigotas metacíclicas - fezes e urina de triatomíneo
-epimastigotas - triatomíneo, meios de cultura -forma alongada com cinetoplasto justanuclear a anterior ao núcleo
-amastigotas - intracelular (SMF, células musculares), arredondado ou oval, com flagelo que não se exterioriza
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10 a 20 \uf06d
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10 a 20 \uf06d
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Amastigota
1.5 a 5 \uf06d
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Formas clínicas da doença de Chagas
Forma Aguda
Forma Indeterminada
Parasitas no sangue
Parasitemia e infiltrado
 inflamatório em diversos órgãos
 INFECÇÃO
*Sintomática/Assintomática
Sinais clínicos ausentes
parasitemia
Discretas alterações 
histopatológicas
Forma Crônica
Ausência de parasitas no sangue
 Sinais Clínicos:
Cardite Progressiva
(30% casos)
Megacólon
(10% casos)
Megaesôfago
(10% casos)
Rossi & Ramos, 1996; Miles et al., 2003
 
Prata, 1994
 
Prata, 1994
 
* 1 \u2013 4 meses
* 10 \u2013 30 anos
* 10 \u2013 30% indivíduos infectados
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Fase Aguda
alta parasitemia
alto parasitismo tissular
edema periorbital (1-2%) Sinal de Romaña
-Sintomática ( \uf0ad em crianças), linfadenite, chagoma de inoculação, 
febre, elevada parasitemia, início da produção de Ac específicos
 (2ª semana após a infecção)
miocardites/encefalites agudas
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Sinal de Romaña, 
chagoma de inoculação, 
	
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Forma Indeterminada
-Fase latente: 10-30 anos - ausência de sinais/sintomas, 
exames parasito/sorológicos positivos
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Fase Crônica
baixa parasitemia
baixo parasitismo tissular
nenhum sinal aparente
diferentes formas
Cardio-digestiva
* 10 \u2013 30% indivíduos infectados
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-Fase crônica: cardiopatias, megas (cólon, esôfago), mista
Cardite Progressiva
(30% casos)
Megacólon
(10% casos)
Megaesôfago
(10% casos)
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Fisiopatogenia das formas cardíacas
Substituição do tecido muscular por fibrose \u2013 diminuição da força contrátil do miocárdio \u2013 IC
Formação de trombos intracavitários \u2013 estase sangüínea nas áreas de flacidez muscular \u2013 aneurismas \u2013 fenômenos tromboembólicos
Comprometimento do sistema nervoso autônomo \u2013 feixe de Hiss, nódulo sinusal, nódulo AV \u2013 Bloqueios de condução- bloqueios de ramo, arritmias, BAV, morte súbita
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Cursam com disfagia, refluxo gastro-esofágico
Constipação intestinal
Forma digestiva 
\u2013 megaesôfago, megacólon
Dilatação de alça intestinal
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Fisiopatogenia das formas digestivas
Destruição do plexo mioentérico pelo infiltrado inflamatório
Alterações da peristalse
Estase do conteúdo do