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por que uns terminam bem e outros desistem

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POR QUE UNS TERMINAM BEM E OUTROS DESISTEM? IPA 260212 / CP 291213 
Introdução 
Eliana Tranchesi: "Pela primeira vez na minha vida, não vi luz no meu presente, 
nem alegrias no meu passado e nem esperanças no futuro", trecho da carta antes 
de morrer em 24/02/12. Triste retrato de alguém que joga a toalha; desiste. 
Por outro lado, veja o testemunho de Paulo, assentado e encarcerado em uma 
prisão em Roma, aguardando a sua execução iminente, ao escrever a Timóteo: 
Eu já estou sendo derramado como uma oferta sobre o altar. Está próximo o tempo 
da minha partida. Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me 
está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e 
não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda (2Tm 4.6-8) 
Apesar da circunstância ele tem uma certeza: está terminando bem a jornada. 
Dois versos adiante (v.10), outro testemunho: 
“... pois Demas, amando este mundo, abandonou-me e foi para Tessalônica” 
Dois homens que serviram juntos – Paulo e Demas – mestre e discípulo (Fm 24). 
Um persistiu e completou a carreira; o outro desistiu, abandonou seu mestre, e não 
ouvimos mais falar dele. Aparentemente, um jovem promissor com um futuro 
esperançoso. Contudo, pelo que sabemos, ele não prosseguiu até o final. 
Na jornada da vida, muitos irão até ao fim, outros, porém, vão abandonar. 
Paulo sabia que terminava bem por conta da graça. Em 1 Co 15:10 ele afirma: “mas, 
pela graça de Deus, sou o que sou”. O que nos leva a prosseguir até ao fim é a graça. 
Só que a graça de Deus, frequentemente, é mal compreendida. Alguns entendem a 
graça como “Deus facilitando as coisas pra gente, ou a graça nos fazendo escapar 
de algumas coisas”. Isso está bem distante da graça de Deus. 
A graça de Deus nos sobrevém por meio de Jesus Cristo como resultado de 
sua vida pura e de sua morte, que levou o pecado por nós. A graça de Deus é 
uma capacitação do Espírito Santo que Deus dá a cada um de nós, enquanto 
procuramos viver para Ele. 
Por isso que necessitamos de algumas práticas ou de alguns hábitos que nos 
auxiliam a irmos até ao fim. 
Por que? Porque é possível você viver a vida espiritual com Deus sem a comunhão, 
sem a oração, sem a devida atenção à Palavra ou uma vida santa. Sim, é possível! 
Mas, nesse caso, a experiência com a graça de Deus também não existirá. 
Você terminará bem se buscar 
Um tempo diário de comunhão com Deus 
Esse tempo diário deve ser um hábito. 
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Demas não acordou de repente e se afastou de imediato. Não é assim que 
acontece. Ele se desviou aos poucos em direção do mundo. O texto diz que ele 
amou esse mundo. Cada um de nós amamos algo. Demas amava o mundo. 1 João 
2:15: “Não amem o mundo e nem o que nele há”. Para não amarmos o mundo, temos 
de amar a Deus. E o nosso tempo de comunhão consagrada com Deus é um tempo 
em que o amor dele em nós e por nós é renovado no coração. 
Grande parte dos salmos expressam encontros de comunhão com Deus: 
“Ó Deus, tu és o meu Deus, eu te busco intensamente; a minha alma tem sede de ti! Todo o 
meu ser anseia por ti, numa terra seca, exausta e sem água” (Sl 63.1). 
Isso é mais do que uma simples leitura diária da Bíblia. É muito mais do que se 
apresentar a Deus em oração. Muito mais do que nossa hora devocional ou algo 
semelhante. Isso é um encontro, um tempo de comunhão pessoal com Deus. 
Por acaso você abre a sua Bíblia, coloca o dedo em uma passagem, e diz: “Esta é a 
minha passagem para hoje”. A comunhão com Deus é mais do que isso... É 
encontrar-se com ele. É pedir para ele falar conosco. É falar com Ele enquanto 
lemos sua Palavra, enquanto interagimos com sua Palavra em oração, enquanto 
oramos sobre aquilo que ele nos diz em Sua palavra. 
O Salmo 42.1-2 nos diz algo semelhante: “Como a corça anseia por águas correntes, a 
minha alma anseia por ti, ó Deus. A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando 
poderei entrar para apresentar-me a Deus?” 
Salmo 27.4: “Uma coisa pedi ao Senhor; é o que procuro; que eu possa viver na casa do 
Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a bondade do Senhor e buscar sua 
orientação no seu templo”. A beleza do Senhor é a beleza dos seus atributos. É a 
beleza da sua obra, da cruz, do que ele fez por nós. 
REFLEXÃO: Você gasta tempo na presença de Deus? Você fala com Deus e deixa 
Deus falar com você? IMPORTANTE SABER: Deus não nos abençoa porque 
gastamos tempo com Ele; mas ele abençoa frequentemente por meio desse tempo. 
Mas você terminará bem se buscar 
Uma apropriação diária do evangelho 
O evangelho é as boas novas de salvação. Ele deveria ser, a princípio, apenas para 
pecadores. Por que então eu deveria me apropriar dele diariamente? Simplesmente 
porque ainda pecamos e precisamos diariamente das misericórdias do Senhor. 
A nossa oração, portanto, deve ser igual ao do publicano que esteve no templo e 
clamava: “Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador” (Lc 18.13). “Preciso da tua 
misericórdia. Ainda peco. Mesmo as minhas melhores obras são pecaminosas aos 
teus olhos, e sou, assim, objeto de tua misericórdia e graça”. 
Hebreus 10:19-20 nos ensina que não podemos ir diretamente a Deus. Fazemos 
isso por meio do sangue de Jesus Cristo. “Portanto, irmãos, temos plena confiança 
para entrar no Santo dos Santos pelo sangue de Jesus, por um novo e vivo caminho que ele 
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nos abriu por meio do véu, isto é, do seu corpo”. À medida que nos apropriamos do 
evangelho ele nos dá a confiança de entrarmos na presença de Deus. 
Se você não se apropriar diariamente do evangelho, cairá em um relacionamento 
farisaico com Deus. Você ficará orgulhoso do que é, do que faz e do ministério que 
ocupa na igreja. Mas quando você entende que o evangelho é somente para 
pecadores, e você é um deles, você dará muito mais valor àquilo que Jesus fez na 
cruz por você, ao derramar o seu precioso sangue em seu lugar. 
Demas foi vencido pelo mundo porque deixou de lado a lembrança da cruz e do 
cordeiro que foi morto em seu lugar. Quando fazemos isso, pouco a pouco o nosso 
interior se esfriará e a nossa vida entrará numa religiosidade sem objetivo. 
REFLEXÃO: A única maneira de se vencer o mundo e terminar bem é lembrar-se 
diariamente da cruz. 
Quero estar ao pé da cruz, 
Que tão rica fonte 
Corre franca, salutar, 
De Sião no Monte. 
Sim na cruz, sim na cruz, 
Sempre me glorio! 
E por fim, descansarei, 
Salvo, além do rio. 
 Você terminará bem se tiver 
Um compromisso diário com Deus como um sacrifício vivo 
O que significa isso? Rm 12.1 responde: 
“Portanto, irmãos, rogo-lhes pelas misericórdias de Deus que se ofereçam em sacrifício 
vivo, santo e agradável a Deus; este é o culto racional de vocês”. 
É o sacrifício de Cristo que nos deve levar a apresentarmos a nós mesmos todos os 
dias como sacrifício vivo. “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome 
diariamente a sua cruz e siga-me” (Lc 9.23). 
Mas em Rm 12.1 a mente de Paulo está voltada para os sacrifícios do AT. Havia 
vários tipos de sacrifícios, e todos eles apontavam para o grande e único sacrifício 
de Jesus. E o sacrifício aqui certamente é o holocausto. 
O holocausto tinha uma singularidade. De todas as ofertas de animais, o holocausto 
era a única em que todo o animal era consumido no altar. Nas outras ofertas, 
somente certas partes eram queimadas no altar, e as partes restantes eram 
reservadas para os sacerdotes ou, em alguns casos, para o ofertante e sua família. 
O holocausto significava não somente a expiação do pecado, mas também a 
consagração ou dedicação do ofertante a Deus. 
Os sacerdotes apresentavam o holocausto duas vezes ao dia, pela manhã e à 
noitinha, para que

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