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A influência genética na performance esportiva

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Fefid – Faculdade de educação física e ciências do desporto da pucrs
Fabricio de Lima Monteiro
 Turma 270 - 2018/1 
 Prof. Adriano Detoni Filho
RESENHA 2 – A influência genética na performance esportiva
Sempre se acreditou que fatores favoráveis como status nutricional, composição corporal e circunstâncias psicológicas e sociais deveriam estar presentes e, quando em equilíbrio com uma variedade de propriedades biológicas e mecânicas, estariam, portanto, determinando características específicas de performance física. No entanto, a otimização de todos esses fatores não seria suficiente, levando em consideração a variabilidade e, consequentemente, as diferenças interindividuais nas adaptações anatômicas, fisiológicas e bioquímicas, dependentes da constituição genética de cada indivíduo, e fatores como a interação do gene com o exercício físico, além da influência genética na regulação hormonal.
Os fatores genéticos influenciam diversas características relacionadas a performance esportiva isso pode ser explicado por fatores genéticos aditivos, ou seja, uma ampla combinação de diferentes genes envolvidos com o metabolismo utilizando os seguintes descritores: alfa actina-3, ACTN3, enzima conservadora da angiotensina, ECA e todas as vias relacionadas ao exercício. Já o restante dessa variação é explicado por fatores ambientais. Variações na sequência de DNA em genes relevantes têm sido associadas com fenótipos específicos envolvidos no desempenho atlético, incluindo: capacidade de resistência, o desempenho muscular, susceptibilidade a lesões, composição de massa de um organismo, e de aptidão psicológica. A excelência no esporte de alto rendimento, dependente em parte da máxima performance física, está sob o controle de genes. Embora o rastreamento dos genes moduladores dos complexos fenótipos de performance física esteja em andamento, já é possível compreender como variantes em genes específicos modulam as adaptações ao treinamento físico, sustentando as hipóteses do porquê aqueles indivíduos mais responsivos se tornam os "fenômenos" do esporte.
As evidências da influência genética nos diversos sistemas do organismo humano, já não podem ser desconsideradas. Os estudos têm demostrado sua importância frente as mais diversas alterações fisiológicas que ocorrem no corpo e como diferentes genes podem estar presentes e serem determinantes em diferentes funções. No tocante ao desempenho para as mais diversas atividades físicas, as especulações quantitativas e qualitativas a respeito do mecanismo da atuação genética, necessitam de estudos com maior abrangência. O mapeamento desses genes relacionados ao maior desenvolvimento muscular e correlacionados ao gasto energético exercido durante a atividade física objetiva entender sua atuação e o quanto eles podem influenciar no fenótipo de cada indivíduo. 
Teoricamente, os genes determinantes das características estruturais e funcionais intrínsecas da nossa espécie deveriam apresentar exatamente o mesmo código genético, o que deixa de ser verdade a partir do momento em que temos conhecimento das pequenas variações na sequência de bases do DNA, descritas como polimorfismos ou variantes genéticas. Tal diversidade genética em interação com condições ambientais específicas determina um fenótipo, o que explica muitas das variações observadas na performance física humana.