Módulo 4   Federalismo Fiscal Brasileiro
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Módulo 4 Federalismo Fiscal Brasileiro


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Módulo
Federalismo Fiscal Brasileiro4
Brasília - 2017
Curso Federalismo Fiscal no Brasil
Informações:
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Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
Ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão
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Marcos de Oliveira Ferreira 
Zarak de Oliveira Ferreira
Coordenador-Geral de Inovação e Assuntos Orçamentários e Federativos
Girley Vieira Damasceno
Coordenadora de Educação e Difusão Orçamentária
Rosana Lôrdelo de Santana Siqueira
Organização do Conteúdo
Munique Barros Carvalho
Revisão do Conteúdo
Karina Rocha Martins Volpe
Revisão Pedagógica
Janiele Cardoso Godinho
Revisão Gramatical e Ortográfica
Renata Carlos da Silva
Colaboração
Bruno Rodolfo Cupertino
Karen Evelyn Scaff
Nayara Gomes Lim
SUMÁRIO
Objetivo do Módulo .......................................................................................5
1. Federalismo Fiscal ....................................................................................... 5
2. Entendendo os Tributos ..............................................................................7
3. Competência Tributária ............................................................................ 11
Revisão do Módulo ....................................................................................... 14
Referências ................................................................................................... 15
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Objetivo do Módulo
Apresentar os aspectos relacionados ao federalismo no âmbito fiscal, buscando analisar a sua 
relação com os tributos e as competências tributárias de cada ente federado..
1. Federalismo Fiscal
Você aprendeu no módulo anterior que os entes federados são unidos pela Constituição, que 
atribui competências e confere autonomia suficiente para o exercício dos poderes e deveres 
de cada um. Assim, é a Carta Magna que estabelece a repartição de competências tributárias 
entre os entes federados.
Mas, em que a repartição de competências se relaciona com o federalismo fiscal? Bem, 
podemos dizer que o federalismo fiscal está relacionado à arrecadação de recursos para 
custear as políticas públicas de cada ente da federação. Todavia, para que você entenda como 
ocorre a repartição de recursos, estudemos primeiro o que é federalismo fiscal.
O federalismo fiscal é o conjunto de providências constitucionais, legais e administrativas 
orientadas ao financiamento dos diversos entes federados, seus órgãos, serviços e políticas 
públicas com objetivo de atender às necessidades públicas nas respectivas esferas de 
competência.
No federalismo fiscal existe uma descentralização fiscal, caracterizada pela participação mais 
acentuada dos entes subnacionais de governo, tanto no financiamento como nos gastos 
governamentais. Isso implica alguma autonomia dos governos regionais e locais nas decisões 
de gasto e de arrecadação, de modo a conferir-lhes responsabilidades perante os cidadãos 
daquelas regiões.
Desse modo, o federalismo fiscal está relacionado à distribuição do poder de tributar, sempre 
considerando a otimização da distribuição de recursos, para que a arrecadação de cada ente 
seja compatível com as suas responsabilidades. Portanto, o Federalismo Fiscal pode ser 
entendido como o conjunto de questões relacionadas à repartição de receitas para financiar 
os encargos públicos (deveres).
Por um lado está a divisão de competências sobre as políticas públicas (quem executa o quê) 
que caracteriza o federalismo; por outro, como é feita a repartição da receita pública entre os 
entes federados para o pagamento de suas respectivas despesas.
Assim, o federalismo fiscal busca ordenar as finanças públicas para concretizar o federalismo 
político, conferindo autonomia financeira aos entes federados. Essa autonomia financeira, 
que é a capacidade dos estados-membros e Municípios arrecadarem seus próprios recursos 
e aplicarem em políticas públicas que considerem mais convenientes para a população, evita 
que os entes federados se tornem subordinados ao ente central, condição indispensável para 
garantir a harmonia numa federação.
Módulo
Federalismo Fiscal Brasileiro4
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O Federalismo trouxe a ideia de regionalização, ou seja, a separação do País em regiões. 
Assim, a União fica com ações macro e os Municípios com as políticas públicas locais, pois eles 
conhecem melhor as demandas de sua população. Para ajudar você a compreender melhor 
essa afirmativa analise o quadro abaixo.
Numa situação centralizada com políticas públicas uniformes em que o ente central decide 
onde e como aplicar os recursos, provavelmente algum Município sairia prejudicado.
Percebemos então a importância do Federalismo Fiscal: a competência para alocar as receitas 
recebidas fica a cargo de cada ente federativo, ou seja, cada Município pode alocar seus 
recursos onde entende ser mais adequado, o que facilita o desenvolvimento eficiente dos 
pontos deficitários de cada região.
Numa Federação, a autonomia dos entes federados é preservada e fortalecida, ao mesmo 
tempo em que se busca compatibilizar alguma centralidade normativa, exigida para assegurar 
a indispensável harmonia entre eles. Portanto, a autonomia financeira é um dos pilares do 
sistema federalista, conforme já vimos no módulo 2. Relembremos a partir de agora o que 
estabelece cada um dos tipos de autonomias. Acompanhe!
Autonomia Política: compreende a competência para legislar, criando normas para 
determinados assuntos previamente delimitados pela Constituição; a competência para 
participar das decisões do poder central, ou seja, participação dos entes-federados nas 
decisões do Estado; e a delimitação de competências privativas relativamente à função de 
fornecimento de bens e serviços públicos.
Autonomia Administrativa: manifesta-se pela capacidade que a Constituição confere às 
entidades descentralizadas de se auto-organizarem, ou seja, de estabelecerem os órgãos, 
meios e formas pelas quais se encarregarão de cumprir as tarefas que lhes foram atribuídas 
pela Constituição.
Autonomia Financeira: compreende o poder de arrecadar, gerir e ter orçamento próprio, 
despendendo dinheiro e valores públicos de modo independente das demais esferas de 
governo.
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Enfim, numa federação é fundamental que os entes possam arrecadar tributos para custear 
suas despesas.
No Estado Federal o setor público é operado por múltiplos centros decisórios, onde o 
governo central e os governos subnacionais (Estados, Distrito Federal e Municípios) 
possuem responsabilidades. O Federalismo Fiscal implica na distribuição de 
competências constitucionais fiscais entre os diferentes níveis de governo, para que 
cada um, de modo autônomo, possa arcar com suas despesas.
2. Entendendo os Tributos
Os tributos são a principal fonte de arrecadação de receitas pelo Estado, sendo fundamentais 
para os governos financiarem suas políticas públicas.
O Estado, em virtude de seu poder soberano, pode retirar de seus cidadãos parcelas de suas 
riquezas para a consecução de seus fins, visando ao bem-estar geral. É o Poder de Império do 
Estado, que está acima das relações econômicas praticadas pelos particulares, assim como 
sobre seus bens.
 O Código Tributário Nacional (CTN) é um código 
brasileiro que institui as normas gerais de direito 
tributário. É uma lei brasileira que norteia a aplicabilidade 
dos tributos, extensão, alcance, limites, direitos e 
deveres dos contribuintes,