Vetores Biologicos I e II   Protozoologia
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Vetores Biologicos I e II Protozoologia

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Vetores biológicos I

Esta aula está dividida em:
Artropodologia Médica
Insetos como vetores de patógenos ao homem
Anatomia interna
Anatomia externa
Tipos de vetores
Vetores contaminativos
Vetores biológicos
Adaptações
Características importantes para a veiculação de agente etiológico

 Hábito alimentar
 Órgãos sensoriais
 Saliva
 Microbiota
 Imunidade do vetor

Anatomia interna
Vetores importantes

 Hemípteros (Cimicídeos, Barbeiros)
 Dípteros (Flebótomos, Mosquitos, Simulídeos, Mosca Tse-Tse)
 Sifonápteros

Artropodologia Médica
É a parte da Parasitologia que estuda a morfologia e a
biologia de artrópodes parasitos e daqueles que estejam
relacionados com a transmissão e veiculção de doenças
do homem ou produção de acidentes devido à sua
peçonha.
Entomologia Médica

Anatomia externa

Anatomia interna

Anatomia interna

Gusmão et al. 2007

Vetores
Diptera
Anoplura
Hemiptera
Siphonaptera
Acari

Hospedeiros
vertebrados

Patógenos
Nematódeo
Protozoários
Rickettsia
Bactérias
Vírus

Mamíferos (homem)
Aves
Répteis
Anfíbios

14.000 espécies de
artrópodes hematófagos

Interação entre patógenos, hospedeiros e vetores

 

Tipos de vetores

1.  MECÂNICO ou CONTAMINATIVO: são geralmente insetos que
funcionam como transportadores de agentes patogênicos em
seus apêndices locomotores, probóscide, asas ou trato
gastrointestinal contaminados, sem que haja multiplicação ou
modificação desses agentes. Ex: moscas, baratas, formigas e
outros.

2. BIOLÓGICO ou PROPAGATIVO: funcionam tanto como abrigo

 biológico onde ocorre o ciclo propagativo e ou evolutivo do
agente patogênico como também veículo para circular a
forma infectante entre os hospedeiros e reservatórios.

Vetores: são seres vivos que veiculam o agente patogênico
desde o reservatório até o hospedeiro potencial.

Vetor Mecânico: é um vetor que carrega o patógeno,
o qual não se modifica enquanto no vetor.

Moscas, baratas e formigas

Atuam como vetores contaminativos de agentes
patogênicos [Vírus, bactérias, protozoários (coccídios) e
ovos de helmintos].

- ingestão de patogênos e eliminação nas fezes Mecanismos		
									de	
contaminação	

- regurgitação

- dispersão com auxílio de patas e labela

Mecanismos de contaminação
1. Ingestão de patogênos e eliminação na fezes

2. Regurgitação

Glandula	salivar	

substrato	

Mosca

3. dispersão com auxílio das patas ou pernas

Quais são os requisitos essenciais dos insetos que atuam como
VETORES BIOLÓGICOS?

Hematofagia

Transmissor essencial entre
o portador e receptor

Evolução e multiplicação
do agente etiológico

Hematofagia	

Hematofagia sob o ponto de vista parasitológico

•  Transmissão de inúmeros microrganismos patogênicos que utilizam
os insetos hematófagos para a continuidade de seu ciclo de vida.
Circulam de um hospedeiro para outro através:
 a) do fluxo salivar
 b) da excreção de fezes
 c) do bloqueio mecânico do canal alimentar
 d) do rompimento do aparelho bucal

•  O local da hematofagia é um ponto de entrada de patógenos no
hospedeiro.

Reação do hospedeiro

defesa

Processo hemostático

Tipo de Aparelho bucal
 Picador -sugador

Hematofagia
Comportamento
(hematofágico)

Antropofílico ou zoofílico

Endofílico ou exofílico

Comportamento hematofágico

•  Espécies hematófagas

Antropofílico ou zoofílico

Endofílico ou exofílico

•  Na busca pelo alimento assumem dois modos

Solenófagos

Telmófagos
“pool	feeders”

•  A hematofagia supre necessidades nutricionais
dos insetos

crescimento

reprodução

Tipos de adaptações reflete o grau de parasitismo

•  Morfológicas – aparelho bucal do tipo picador

•  Comportamentais - modo de alimentação (Hematofagismo)

•  Fisiológicas - secreção de substâncias pela glândula salivar e a
compartimentação do sistema digestivo que oferece sítios fisiológicos
favoráveis a evolução e multiplicação do agente patogênico.

Adaptações dos Insetos vetores

Tipo de Aparelho bucal
 Picador -sugador

probóscide

mandíbula
hipofarine

labro

maxilas
lábio= labela

Adaptação morfológica ao Hematofagia

LOCALIZAÇÃO DO HOSPEDEIRO E SISTEMA VASCULAR

ANTENAS

Fonte:  http://www.fiocruz.br/chagas/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=87

Sensilas	-	Quimio,	termo,	higro	e	mecanoreceptora,	e	gusta=va.	
	

	 	 	Amônia,	CO2,	ácido	lá=co	e	octenol.	

salivação

Reação do hospedeiro

defesa

Processo hemostático

Anti-plaquetas
anti-coagulantes
vasodilatadores

Mecanismos de hematofagia

Glândula salivar dos insetos

Antiplaquetas: apirase, anofelina,
RPAI (Rodnius prolixus aggregation inhibitor)

Anticoagulantes: antitrombina, proxilina

Vasodiladores: ON, taquiquininas,
 peroxidases e maxalidan

500 µm

apirase
AMP e P

anofelina
RPAI Neutrófilos

Ao nível de endotélio ou musculatura lisa

ON e nitroforinas
Maxalidan (eritema)

peroxidases

0,8mm

Fatores determinantes para incidência de doenças
transmitidas por vetores
1) Fatores do Hospedeiro – imunidade, idade, genética, ...
2) Fatores do Agente Etiológico – patogenicidade, genética, ...
3)  Fatores do Vetor – competência, idade, comportamento, taxa de sobrevivência, ...
4)  Fatores ambientais – temperatura, umidade, pluviosidade, ....

Capacidade Vetorial

Ronald Ross (1952)
Garret-Jones (1964)

 Fatores do Vetor

Competência Vetorial

•  Competência vetorial é a habilidade do vetor suportar o
desenvolvimento e a propagação do patógeno.

X

•  Capacidade vetorial é o conjunto de características
fisiológicas e comportamentais intraespecíficas que, associadas às
condições ambientais, favorecem a transmissão natural de
determinada doença.

Mecanismos de defesa do inseto

• Barreiras e órgãos imunes – tecidos e matriz peritrófica

Mecanismos de defesa em insetos: barreiras e órgãos imunes

Compartimentos e evolução ou multiplicação do agente
patogênico no inseto vetor

Glândula salivar

Hemocele

Adesão à células do epitélio

matriz
 peritrófica

Ampola retal

Matriz Peritrófica
Fibrilas de quitina mergulhadas em uma matriz glico-proteíca
Amadurecimento : ~ 4-12h
Desintegração : ~ 36h
Invasão dos oocinetos : ~ 22-30h

Funções:
- Evitar a abrasão do epitélio durante a passagem
do bolo alimentar
- Compartimentalização do processo digestivo
- Proteção contra os parasitos – barreira mecânica

•  o parasita se liga e/ou atravessa o intestino
em direção a hemolinfa, antes da sua
formação
•  o parasita se desenvolve primeiro na luz
intestinal e atravessa a MP madura para
então, atingir o epitélio intestinal
•  o parasita se dirige para o epitélio intestinal
após a MP se desintegrar

Oocinetos	de	Plasmodium	secretam	qui=nase	para	penetrar	na	matriz	peritrofica	

Langer	and	Vinetz	2001	

Valanne et al. (Dev Comp Immunol., 2012)

•  Sistema imune – celular e humoral

Midgut	
Epithelial	
Immunity	

Hemocytes	
Cellular	
Immunity	

Fat	body	
Systemic	
Immunity	

Immune		
elicita=on	

Immune	response:		
an=-pathogenic	

effectors	

•  Microbiota

Dong et al. (PLoS Pathogens, 2006)

Cirimotchi et al. (Trends in Parasitology 2011)

Vetores biológicos – Hematófagos

1) Hemíptera
Cimex sp.
Triatomíneos (Doença De Chagas)

2) Díptera
a) Flebotomíneos (Leishmanioses)
b) Culicíneos – anofelinos (Malária), Aedes aegypti (Dengue, Chinkungunya, Zika,

Febre Amarela) e Culex sp. (Filarioses)
c) Simulídeos (oncocercoses)

3) Outros insetos
a) Pulga (Peste bubônica, Ricketisioses)

4) Outros artrópodes
a) Carrapatos (Ricketisioses,