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CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

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CENTRO DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL “DIOMÍCIO FREITAS”
CURSO: TÉCNICO EM GESTÃO COM HAB. EM ADMINISTRAÇÃO
CONTABILIDADE DE CUSTOS
PROFESSOR: WAGNER MACHADO DOS SANTOS
Fevereiro de 2010.�
SUMÁRIO
41.	Introdução à Contabilidade de Custos �
41.1.	Da Contabilidade Financeira a de Custos �
61.2.	Objetivos da Contabilidade de Custos �
72.	Terminologia Contábil �
72.1.	Conceitos �
82.2.	Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) �
123.	Classificação dos Custos �
123.1.	Quanto à identificação �
123.1.1.	Custos diretos �
123.1.2. Custos indiretos �
123.2.	Quanto ao volume produzido �
133.2.1	Custos Variáveis �
133.2.2. Custos Fixos �
164.	Os três ingredientes dos custos �
164.1.	Matéria prima �
174.1.1. Perdas de matéria-prima �
184.1.2. Composição do custo da matéria-prima �
184.1.2.1 O IPI e o ICMS incidentes nas compras �
224.2.	Mão-de-Obra Direta �
224.2.1. Exemplos de separação de mão-de-obra direta e indireta �
234.3.	O que integra o custo da mão-de-obra direta? �
265.	Alocação dos custos indireto de fabricação �
264.3.1 Dificuldades para estabelecer as bases de rateios �
284.3.2. Algumas bases de rateio mais comuns �
306.	Analise do Custo Volume e Lucro �
317.	Margem de contribuição �
327.1.	O uso da Margem de Contribuição para tomada de decisões �
327.1.1 Quando a empresa estiver operando abaixo do limite da capacidade instalada ou não existirem fatores limitantes �
337.1.2 Quando a empresa estiver operando no limite da capacidade instalada ou existirem fatores limitantes �
347.2.	Vantagens e limitações da Margem de Contribuição �
378.	Ponto de Equilíbrio �
388.1.	Formulas para o calculo do Ponto de Equilíbrio �
398.2.	Ponto de Equilíbrio Contábil, Econômico e Financeiro �
398.1.1 Ponto de Equilíbrio Contábil �
398.1.2 Ponto de Equilíbrio Econômico �
408.1.3 Ponto de Equilíbrio Financeiro �
418.3.	Deficiências e limitações do Ponto de Equilíbrio �
428.4.	Margem de Segurança �
428.5.	Grau de Alavancagem Operacional (GAO) �
469.	Determinação do preço de venda �
469.1.	Método de Precificação �
479.2.	Cálculo do custo da compra �
489.3.	Taxa de marcação (MARK-UP) �
495.3.1 Mark-up divisor �
495.3.2 Mark-up multiplicador �
499.4.	Levantamento dos custos indiretos mensais �
52REFERÊNCIAS �
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Introdução à Contabilidade de Custos
Hoje, mais do que nunca, conhecer contabilidade de custos ajuda a adicionar valor às organizações. Utilizando a cadeia de valor e as informações a respeito de custos de atividade, as empresas podem identificar vantagens estratégicas no mercado em que atuam. Se uma empresa puder eliminar atividades que não agregam valor, poderá reduzir custos sem ter de reduzir sua margem de lucratividade. Ao reduzir custos, ela pode baixar o preço que cobra dos consumidores, passando a ter uma vantagem sobre seus concorrentes. Ou, ainda, pode utilizar recursos economizados eliminando atividades que não adicionam valor para aprimorar o serviço prestado à clientela.
Os custos devem refletir a empresa. São reflexos de atitudes, comportamentos, estruturas e modos de operar. Quanto mais estruturada a empresa for, melhores serão os resultados encontrados. Quanto menos informações estiverem disponíveis, ou se a qualidade dessas informações não for das melhores, os resultados encontrados por certo serão deficientes.
Por se tratar de um assunto que ministra complexidade no tratamento de dados, é necessário definir os objetivos que se pretende atingir ao estruturar um sistema de custo.
Assim uma empresa apura seus custos para:
Atendimento de exigências legais quanto à apuração de resultados de sua atividade e avaliação de estoques; e
Conhecimento dos seus custos para a tomada correta de decisões e o exercício de controles.
Para atender as exigências legais, a empresa precisa adequar seus métodos de apuração de custos aos princípios contábeis em conformidades com as normas e legislações vigentes.
Para a tomada de decisões, podem até certo ponto, ser empregados métodos de apuração derivados daquela anterior, capaz de fornecer as informações que atendam às necessidades gerenciais da empresa. Porém se faz necessário, efetuar alguns ajustes para que as informações possam ser úteis a tomada de decisão.
Os conteúdos trabalhados nessa disciplina, aplicam-se a empresas de qualquer porte, tanto comercial quanto industrial, como prestação de serviços, porém o enfoque será dado às empresas industriais por se tratar de empresas que necessitam de uma atenção maior em relação ao custo do processo produtivo. Nas empresas comerciais os custos referem-se à obtenção de mercadorias para revenda, já nas empresas industriais, a obtenção dos custos se tornam um pouco mais complexo, pois se referem ao custo da transformação da matéria prima em produto final.
Da Contabilidade Financeira a de Custos
A contabilidade ainda preserva as características oriundas do século XVI, expressas pelo conceito das partidas dobradas, que surgiu na Itália por volta de 1300 d.C., mas, apenas no ano 1494, Luca Pacioli, um frade italiano, escreveu e publicou, pela primeira vez, a descrição desse sistema. Nessa época, o objetivo do método era registrar os volumes de transações que eram realizadas, facilitar as transações de créditos e facilitar a vida dos gestores. As companhias que o utilizavam eram empresas comerciais e instituições financeiras. Porém, registraram-se evoluções, que vêm ocorrendo a um ritmo cada vez mais acelerado.
A contabilidade de custos surgiu com o advento do sistema produtivo, ou seja, com a Revolução Industrial, na Inglaterra, no final do século XVIII. As empresas que surgiram em decorrência dessa profunda modificação do sistema produtivo necessitavam de informações contábeis diferentes daquelas desenvolvidas pelas empresas comerciais da era mercantilista, porque passaram a transformar insumos, que antes eram comprados. Assim, surge a demanda por indicadores, para determinar o preço do produto que era obtido nas operações internas. 
O sistema desenvolvido nessa época visava avaliar os custos de transformação de cada processo e da mão-de-obra empregada, com o objetivo de fornecer referência para medir a eficiência do processo de produção. Até essa época, quase só existia a contabilidade financeira (ou Geral), que desenvolvida na Era Mercantilista, estava bem estruturada para servir as empresas comerciais.
	Para a apuração do resultado de cada período, bem como para o levantamento de balanço em seu final, bastava o levantamento dos estoques em termos físicos, já que sua medida em valores monetários era extremamente simples: o Contador verificava o montante pago por item estocado, e dessa maneira valorava as mercadorias. Fazendo o cálculo basicamente por diferença, computando o quanto possuía em estoques iniciais, adicionando as compras do período e comparando com o que ainda restava, apurava o valor de aquisição das mercadorias vendidas, na clássica disposição:
Estoques Iniciais
(+) Compras
(-) Estoques Finais
(=) Custo das Mercadorias Vendidas
	Confrontando esse montante com as receitas obtidas na venda desses bens, chegava-se ao lucro bruto. Do qual bastava deduzir as despesas necessárias à manutenção da entidade durante o período, à venda dos bens e ao financiamento de suas atividades. Daí o aparecimento da também clássica Demonstração de Resultados da empresa comercial:
Vendas
(-) Custo da Mercadoria Vendida
 Estoques Iniciais
 (+) Compras
 (-) Estoques Finais
 (=) Custo das Mercadorias Vendidas 
(-) Despesas
 Comerciais (Vendas)
 Administrativas
 Financeiras
 (=) Resultado Líquido
	Os bens eram quase todos produzidos por pessoas ou grupo de pessoas que poucas vezes constituíam entidades jurídicas. As empresas propriamente ditas viviam basicamente do comércio,

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