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Direito Administrativo   - Agências reguladoras

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próprias de poder concedente, as
inerentes à implementação de políticas e diretrizes
do governo federal, fixação de preços de transporte
e de controle do equilíbrio econômico-financeiro do
contrato (art. 3º da Lei nº 9.427/96 alterado pela
Lei nº 9.648, de 27/5/98); para a Agência
Regulatória de Serviços Públicos Concedidos do
Estado do Rio de Janeiro, são previstas basicamente
as funções inerentes às atribuições do poder
concedente, além das relacionadas à decisão
administrativa de conflitos entre este e as
concessionárias permissionárias e usuários.
54 As Comissões de Utilidades Públicas
estaduais dividem com as agências federais a
regulação dos monopólios naturais nos EUA. Na
Carolina do Norte, por exemplo, a Comissão
monitora mais de 1.000 companhias: muitas firmas
pequenas de abastecimento de água e transporte
rodoviário de carga, 3 companhias de energia
elétrica, 3 distribuidoras de gás e 2 companhias
telefônicas. Na telefonia de longa distância, as
Comissões controlam as tarifas interestaduais e
locais, ao passo que a FCC regula as interestaduais.
Na energia elétrica, a Federal Energy Regulatory
Commission (FERC) regula as transações interes-
taduais e fixa as tarifas de transporte, enquanto as
Comissões são responsáveis pela determinação das
tarifas ao consumidor.
55 A Agência Reguladora Especializada
encarregada do setor de energia elétrica é a Agência
Nacional de Energia Elétrica – ANEEL; no setor de
telecomunicações é a ANATEL, e no setor de
petróleo e gás é a ANP – Agência Nacional de
Petróleo. Para o setor de transportes ferroviários,
está sendo objeto de estudos a modelagem de um
ente regulador especializado e independente, e, no
campo de administração de portos, há previsão
regulamentar de agência reguladora especializada.
56 Lei nº 2.686, de 12/2/97.
57 Observando esse princípio, ao qual está
adstrita a Administração Pública, a Lei nº 9.427/
96 prevê que deverá ser objeto de projeto de lei todo
processo decisório da ANEEL que implicar afetação
de direitos dos agentes econômicos do setor elétrico
ou dos consumidores, conforme determinação
constitucional (art. 5º, inciso II da CF e art. 4º, § 3º
da Lei nº 9.427/96).
58 Assim, no passado, em determinados casos,
a fiscalização das tarifas era feita pelo Ministério
da Fazenda com a finalidade de combater a inflação,
mesmo em detrimento da manutenção do equilíbrio
Revista de Informação Legislativa170
econômico-financeiro do concessionário, ensejando
a manifestação do Poder Judiciário que mandou
indenizar os titulares da concessão, como se verifica
em alguns acórdãos recentes do STF e do STJ (RE nº
18.318-4 e RESP nº 32.534-5/DF).
59 O § 3º, do art. 4º, da Lei nº 9.427/96, criadora
da Agência Nacional de Energia Elétrica, contempla
essa premissa ao estabelecer que “o processo
decisório que implicar afetação de direitos dos
agentes econômicos do setor elétrico ou de seus con-
sumidores, mediante iniciativa de lei, ou, quando
possível, por via administrativa, será precedido de
audiência pública convocada pela ANEEL”.
60 Augustin A. Gordillo, Tratado de Derecho
Administrativo, t. I, cap. V, p. 47, Bs. As., 1974.
61 No art. 20 da Lei nº 9.427/96, está prevista a
descentralização das atividades relativas aos
serviços de energia elétrica, mediante execução de
atividades delegadas aos Estados e ao Distrito
Federal, mediante convênio, que serão avaliadas e
acompanhadas pela ANEEL.
62 Art. 65, § 6º, da Lei nº 8.666/93; Capítulo
IV da Lei nº 8.987/95.
63 Gaston Jèze, Derecho Administrativo, trad.,
Buenos Aires, Depalma, 1950, vol. IV, p. 235.
64 Art. 2º da Lei nº 9.472/97.
65 Art. 3º da Lei nº 9.472/97, com a redação
dada pela Lei nº 9.648, de 27/5/98.
66 Art. 19 da Lei nº 9.472/97.
67 Serviços em regime público são aqueles
prestados pela Administração Pública, essenciais
ou necessários à sobrevivência da coletividade e a
ela prestados diretamente. Os serviços de regime
privado preferem os interesses individuais,
assegurando a fruição de seus bens, seja nas relações
entre indivíduos, como nas relações do indivíduo
com o Estado.
68 Arts. 8º e 9º da Lei nº 9.478/97.
69 Diogo de Figueiredo Moreira Neto, Adminis-
tração Pública Consensual: Convênios, Consórcios
e Acordos de Programa, tese defendida no XXI
Congresso Nacional de Procuradores do Estado - 5
a 9 de novembro de 1995, Rio de Janeiro.
70 É o caso dos convênios entre a CVM e o Banco
Central, ou entre qualquer um deles e a Receita
Federal, ou entre as duas secretarias no plano
estadual ou municipal.
71 Assim, vários estados ou diversos Municípios
podem firmar convênios de colaboração para
determinado fim.
72 A União Federal realiza convênios entre os
Estados para combater a criminalidade.
73 Tal como o convênio entre a CVM e a SEC
celebrado em 1988 para troca de informação e
colaboração no aprimoramento do mercado.
74 Art. 20 caput e § 3º, da Lei nº 9.427/96.
75 Art. 8º, inciso VII, da Lei nº 9.478/97.
76 Art. 8º, inciso XV, da Lei nº 9.478/97.
77 Lei nº 9.277, de 10/5/96 e Decreto nº 2.184,
de 24/3/97.
78 Art. 3º, inciso V, da Lei nº 9.427/96: entre as
competências atribuídas ao ANEEL está a de
dirimir, no âmbito administrativo, as divergências
entre concessionárias, permissionárias, autorizadas,
produtores independentes e autoprodutores, bem
como entre estes agentes e seus consumidores. Não
obstante, as partes podem submeter os conflitos
diretamente ao Poder Judiciário, valendo-se do
preceito constitucional que preserva a supremacia
do Judiciário para dirimir todos conflitos que impli-
quem lesão de direitos (art. 5, inciso XXXV, CF).
79 No caso da Argentina, as leis instituidoras
dos entes regulatórios da eletricidade (Lei nº 24.065,
art. 66) e do gás (Lei nº 24.076, art. 66) estabelecem
a obrigatoriedade da jurisdição do ente regulador.
No Brasil, à Agência Reguladora de Serviços
Públicos Concedidos do Estado do Rio de Janeiro –
ASEP/RJ – é atribuída competência para dirimir,
em instância administrativa definitiva, conflitos
envolvendo o poder concedente ou permitente, os
concessionários ou permissionários de serviços
públicos e os usuários – art. 4º, inciso II da Lei nº
2.686, de 13 de fevereiro de 1997; e para decidir,
como instância administrativa definitiva, os pedidos
de revisão de tarifas de serviços públicos - art. 4º,
inciso III, da Lei nº 2.686/97.
80 Na regulação do Ente Regulador da Água, na
Argentina, a dita jurisdição é facultativa.
81 Na lei que cria e estrutura a ASEP/RJ, essa
competência é conferida à agência reguladora (art.
4º, inciso II, da Lei nº 2.686/97).
82 Em algumas legislações estrangeiras, o
contrato de concessão é considerado como sendo
de direito privado.
83 Um exemplo, entre vários, é o contrato de
concessão de serviços públicos de tratamento e
destino final de esgotos sanitários de Ribeirão Preto;
há norma expressa instituidora de um tribunal
arbitral para composição de conflitos e regras básicas
previstas no próprio contrato, mediante compro-
misso firmado pelas partes, partilhados os custos
entre as partes.
84 Disposição desse teor consta do art. 5º da Lei
de Arbitragem (Lei nº 9.307/96). No entanto, a Lei
de Arbitragem não se aplica a contratos públicos,
mas apenas a contratos privados.
85 Sustenta esse ponto de vista o ilustre
administrativista Adilson de Abreu Dallari, em
artigo denominado “A Arbitragem na Concessão
de Serviço Público”, publicado na Revista de
Informação Legislativa, ano 32, nº 128, ps. 63/67.
86 Art. 20 da Lei nº 9.478/97.
87 Art. 43, inciso X, da Lei nº 9.478/97.
88 Arts. 17, 18 e 19 da Lei nº 9.478/97.
89 Arnoldo Wald, Luiza Rangel de Moraes e
Alexandre de Mendonça Wald, O Direito de Parceria,
Brasília a. 36 n. 141 jan./mar. 1999 171
Cap. 4, , Ed. Revista dos Tribunais, São Paulo, 1996;
Caio Tácito, O Direito Administrativo, livro partici-
pativo in Revista de Direito Administrativo.

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