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CA de mama

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para indicar a posição neutra da rotação.
Resistência: Contra a superfície dorsal da extremidade distal do úmero com o cotovelo flexionado.
(KENDALL et al., 2007)
Peitoral Maior Superior
	
Fonte: Kendall et al., 2007
	Teste: Iniciando com o cotovelo estendido e com o ombro em flexão de 90º e discreta rotação medial, o úmero é aduzido horizontalmente em direção a extremidade esternal da clavícula.
Resistência: Contra o antebraço, na direção da abdução horizontal.
(KENDALL et al., 2007)
Peitoral Maior Inferior
	
Fonte: Kendall et al., 2007
	Teste: Iniciando com o cotovelo estendido e com o ombro flexionado e em discreta rotação medial, adução do membro superior obliquamente em direção à crista ilíaca oposta.
Resistência: Obriquamente contra o antebraço, nas direções lateral e cefálica.
(KENDALL et al., 2007)
Peitoral Menor
	
Fonte: Kendall et al., 2007
	Teste: Impulso para frente do ombro, com o membro superior na lateral do corpo. O indivíduo não deve exercer pressão sobre a mão para forçar o ombro pra frente.
Resistência: Contra a face anterior do ombro, para baixo, em direção à mesa.
(KENDALL et al., 2007)
Infra-espinal
	
Fonte: Kendall et al., 2007
	Teste: Rotação lateral do úmero com o cotovelo mantido em ângulo reto.
Resistência: Usando o antebraço como alavanca, a pressão é aplicada na direção da rotação medial do úmero.
(KENDALL et al., 2007)
Grande Dorsal
	
Fonte: Kendall et al., 2007
	Teste: Adução do membro superior, com extensão na posição de rotação medial.
Resistência: Contra o antebraço, na direção da abdução, e discreta flexão do membro superior.
(KENDALL et al., 2007)
Serrátil Anterior
	
Fonte: Kendall et al., 2007
	Teste: Abdução da escápula, projetando o membro superior anteriormente (para cima).
Resistência: Contra o punho cerrado do indivíduo, transmitindo a pressão para baixo pela extremidade até a escápula na direção de sua adução.
(KENDALL et al., 2007)
Sensibilidade
A alteração de sensibilidade pode levar desde a pequenos desconfortos até a influência nas atividades de vida diária. A avaliação com o uso do estesiômetro ( material composto por seis monofilamentos coloridos, em que cada cor corresponde a um limiar de sensibilidade) deve ser feita no membro homolateral à cirurgia, comparada ao membro contralateral. Orienta-se que o paciente mantenha os olhos fechados para evitar auxílio visual. 
Os monofilamentos são posicionados de forma perpendicular ao tecido cutâneo superficial dos sujeitos, pressionando suavemente até a curvatura inicial do filamento, retirando na seqüência, tendo o cuidado de não deslizar os monofilamentos. O teste deve ser iniciado com o monofilamento de menor pressão (0,05g). Na ausência de percepção, é utilizado o próximo, seguindo seus respectivos pesos de forma crescente. (ORNELAS et al, 2010)
Posicionamento do monofilamento durante a avaliação
Fonte: Ornelas et al, 2010
Condutas terapêuticas
A fisioterapia deve abordar exercícios:
 ativo-assistidos;
 ativos livres;
 Pendulares (de Codman); e 
terapia manual.
Exercícios para trabalho da amplitude articular do ombro
 
Fonte: Borges, 2010 
Exercícios Pendulares. Para separação suave, não se usa peso. 
Fonte: Kisner e Colby, 2009
ESCÁPULA ALADA
Causa
A cirurgia para o tratamento do câncer de mama pode ocasionar lesão total ou parcial do nervo torácico longo, podendo debilitar o músculo serrátil anterior, provocando alteração na estabilização e na rotação da escápula para cima. (BORGES, 2010)
Quadro clínico 
Segundo Bergmann (2009), o quadro clínico é caracterizado pela limitação do ombro na elevação do braço entre 80º e 120º, principalmente na flexão, já que, quando o enfoque ocorre na abdução, a lesão é do nervo espinhal, mais conhecido como nervo acessório (inervação do músculo do trapézio). Além disso, o paciente pode se queixar também de fraqueza no movimento e presença ou não de dor, porém a característica principal é a proeminência da borda medial da escápula e a rotação do ângulo inferior na linha média. 
 
Avaliação
Para se confirmar a escápula alada, pode ser realizado o teste de Hoppenfeld, onde é necessário pedir ao paciente que siga os seguintes passos: posição ortostática; fletir o braço a 90º colocando as mãos na parede, com os cotovelos flexionados (ombros próximos às mãos.); estender os cotovelos empurrando as mãos contra a parede. O exame será positivo se, durante a execução desse movimento, a metade medial da escápula ficar evidente. Assim sendo, o fisioterapeuta deverá se posicionar do lado do paciente de forma a observar tanto o posicionamento correto do braço quanto a escápula. A observação deverá ser feita de forma comparativa com o lado não afetado.
O segundo teste consiste em estabilizar a escápula do paciente manualmente, exercendo uma compressão contra a parede do tórax durante a elevação do braço. Se o paciente relatar alívio na região do ombro e mostrar a capacidade de elevar o ombro acima de 150º, o teste será positivo. (BERGMANN, 2009)
Escápula Alada
Fonte: Bergmann, 2009
Condutas terapêuticas
exercício em posição supina para estabilização da escápula;
exercícios passivos, ativo-assistidos e ativos da cintura escapular com ou sem estabilização da escápula com bandagens ou órteses;
eletroestimulação; 
relaxamento cervical; e
mobilização escapular. (BERGMANN, 2006)
 De acordo com Bergmann (2009), a cinesioterapia ativa deve começar de forma suave e progressiva. Alongamentos devem ser realizados, principalmente nos músculos antagonistas (peitorais e romboides) para que se evite contraturas dolorosas. O fortalecimento do trapézio e do músculo deltoide ajuda a substituir a fraqueza do serrátil anterior.
A aplicação das fitas adesivas deve ser realizada no início do tratamento em pacientes com escápula alada, para que a propriocepção e a estabilização exercida sobre a escápula colabore em sua recuperação o mais rápido, além de permitir a realização de exercícios acima de 120° flexão, abdução e rotação externa. A mesma proporciona uma harmonização de ambas as escápulas, nivelando-as. Para a sua aplicação, é necessário que a paciente apresente uma derme íntegra e com boa hidratação, do contrário estará contraindicada. Se também tiver alergia à mesma, deverá removê-la imediatamente sendo suspenso seu uso.
Os exercícios deverão ser suaves e se intensificar com o ganho gradativo do arco de movimento (ADM) e força muscular (FM) pela paciente. Exercícios com peso ou com sobrecarga dos membros superiores (MMSS) na posição de quatro apoios estão contraindicados, podendo causar linfedema. Entretanto, os exercícios contrarresistidos manualmente ou com faixa elástica de baixa tensão poderão ser realizados, respeitando sempre a tolerância de cada paciente, para que esta não entre em fadiga.
 A Eletroestimulação Nervosa Transcutânea (TENS) é favorável para o alívio da dor. Embora o nervo torácico longo seja puramente motor, o acometimento de outros nervos sensitivos pode estar presente, sendo necessário promover a analgesia para que se prossiga o tratamento da escápula alada sem maiores complicações. Entretanto, a explicação da dor crônica com a lesão do nervo torácico longo está associada a pontos dolorosos e pontos-gatilho devido à sobrecarga que sofre a musculatura periescapular, na tentativa de manter a escápula junto à parede do tórax. Para essa situação, também se faz o uso da TENS e limitam-se movimentos ativos a favor da gravidade e contra a gravidade até a amplitude máxima da paciente, sem que esta apresente dor. (BERGMANN, 2009)
Posicionamento dos eletrodos para a eletroestimulação
Do músculo serrátil anterior
Fonte: Borges, 2010.
SÍNDROME AXILAR 
A síndrome da rede axilar ( AWS, axillary web syndrome) foi descrita pela primeira vez por Alexander H. Moskovitz et al., em 2001, sendo conceituada como uma rede de cordões visíveis e palpáveis sob a pele axilar, que se estende para região medial do