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adm estratégica para empresas de pequeno porte

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O Planejamento Estratégico deve ainda focar os recursos e principais ações para a consecução dos objetivos e metas da organização, isto principalmente para as pequenas empresas pode significar o diferencial entre manter-se prosperando ou enfrentar uma série de problemas estruturais.
Figura 3: Evolução do Pensamento Estratégico
 Fonte: (Grant, 1995, p.17, citado por Fontes Filho, 2006, p. 21).
4O USO DA TECNOLOGIA
Existe hoje uma ferramenta chamada Balanced Scorecard, criada por Robert Kaplan, professor de Harvard, e David Norton, consultor de empresas, no início da década de 90 é atualmente, um dos conceitos mais utilizados na gestão estratégica.
De acordo com a 3GEM Gestão Estratégica (2005) o BSC, por obter sua disposição a tradução da estratégia com os grandes objetivos da empresa, apontadores de desempenho, metas de longo prazo e projetos, tem sido implementado por empresas em todo o mundo, apoiando todo esse processo junto aos objetivos organizacionais.
Em resumo, a utilização do BSC na criação de um processo efetivo de gestão estratégica deve considerar levantamentos como:
• Entendimento, por todos, da estratégia e da visão de futuro da organização;
• Definição de responsabilidade pela estratégia, em todos os níveis da organização;
• Acompanhamento da implementação da estratégia;
• Análises sistemáticas acerca da implementação da estratégia e do alcance da visão de futuro;
• Comunicação sistemática da implementação da estratégia e das decisões tomadas;
• Realimentação do processo de concepção da estratégia com o aprendizado adquirido durante as etapas de gerenciamento da implantação da estratégia.
Desse modo, além de garantir análise contínua do desempenho estratégico da organização, a gestão estratégica fecha o ciclo entre o desenvolvimento de uma boa estratégia e sua implementação.
5 PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO NAS PEQUENAS EMPRESAS
As pequenas empresas são extremamente sensíveis a mudanças na economia, além disso, nas pequenas empresas, as decisões são normalmente tomadas pelos proprietários, que nem sempre são pessoas qualificadas no que diz respeito à administração. Isto faz com que as ações tomadas por estas empresas sejam, em grande parte, reações a mudanças no ambiente, ao invés de serem proativas.
Apesar de as mudanças que ocorrem serem imprevisíveis, o empresário que administra sua empresa estrategicamente está sempre atento aos pequenos sinais de mudanças, a novas tendências, o que faz com que possa agir rapidamente aproveitando novas oportunidades e tentando neutralizar ameaças, a essência da estratégia empresarial está na competição, por isso o processo planejamento estratégico deve considerar os concorrentes, além dos fornecedores, clientes e do mercado como um todo.
O problema é que as metodologias para planejamento estratégico existentes foram desenvolvidas para grandes empresas, e não levam em consideração as particularidades das pequenas, isto faz com que o planejamento estratégico praticamente não seja utilizado nestas empresas.
Apesar de a maioria das pequenas empresas possuírem um plano, em alguma extensão, estes planos são, geralmente, insuficientes. Apesar de o grau de formalidade necessária no planejamento variar entre empresas, grande parte dos negócios poderia se tornar mais lucrativo aumentando o planejamento e realizando-o de maneira mais sistemática. 
A escassez de recursos na pequena empresa e a falta de uma equipe gerencial profissional contribui para que a comunicação na empresa seja deficiente. Como normalmente não há um plano formal, nem algo escrito que sirva de orientação, muitas vezes as estratégias não ficam claras para os funcionários, prejudicando a tomada de decisões. Alguns empresários alegam que estas informações são confidenciais, mas o fato é que a não divulgação das estratégias e objetivos tornam difícil o comprometimento dos funcionários com a missão da empresa. Outro ponto importante a ser destacado é a falta de informações internas sobre a empresa. Estas informações poderiam ser conseguidas através do balanço ou mesmo de conversas com os funcionários, mas normalmente não são coletadas e armazenadas, prejudicando os processos de planejamento e de tomada de decisão.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O processo de Administração Estratégica é contínuo, porém, se trabalhado de forma adequada, seguindo as orientações apresentadas desde a escolha da Missão até a Implantação da Estratégia, pode-se conseguir a tão esperada obtenção da Vantagem Competitiva para as empresas.
Mesmo após obtenção da Vantagem Competitiva, faz-se necessário a análise das estratégias implantadas na empresa e constante “manutenção” do processo de Administração Estratégica, a fim de manter sempre atualizada a organização com o objetivo de sucesso em seus projetos. Toda mudança gera conflitos, porém, durante o processo de Implantação da Administração Estratégica em uma empresa, faz-se necessário colocar sempre à frente a importância da execução, mesmo que esta possa modificar coisas que pretendiam não ser modificadas, pois após essas mudanças, se o processo for trabalhado de forma adequada, os resultados serão positivos para a organização.
 Existem diversas formas estratégicas de se obter vantagens competitivas em relação aos concorrentes, por isso faz-se importante esse processo para os gestores, pois de acordo com a realidade de cada empresa, é possível analisar e implantar estratégias que possibilitem sua expansão.
REFERENCIAS
BARNEY, J.B; HESTERLY, W.S. Administração Estratégica e Vantagem Competitiva: casos brasileiros. São Paulo: Pearson, 2007.
CEZARINO, L. O. & CAMPOMAR, M. C. Micro e pequenas empresas: características estruturais e gerenciais. Anais do IV Congresso de Administração, Economia e Contabilidade da Universidade de São Paulo, FEA/USP. São Paulo. 2007. 5p.
Terence, A. C. F., 2002. Planejamento Estratégico como Ferramenta de Competitividade na Pequena Empresa: Desenvolvimento e Avaliação de um Roteiro Prático para o Processo de Elaboração do Planejamento. Tese (mestrado). São Carlos, Escola de Engenharia de São Carlos-USP.
SILVA, M. L. A importância do planejamento estratégico para o desenvolvimento organizacional de pequenas e médias empresas. Dissertação [Mestrado em Comércio Exterior]. FAMES. Santa Maria, RS. 2007. 78p.