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243 QUESTOES COMENTADAS DE SERVIÇO SOCIAL PELOS PROFESSORES DO QC
Os pressupostos estruturantes do projeto ético-político do serviço social começaram a ser questionados, no plano do conhecimento, a partir do fortalecimento da razão instrumental e do pensamento conservador em detrimento das concepções da teoria marxista e da razão dialética.
CERTA
O projeto ético-político hegemônico do Serviço Social na atualidade é pautado na perspectiva marxista e na razão dialética, comprometido com a construção de uma nova sociedade, justa e igualitária, com as lutas dos trabalhadores e sua emancipação. No entanto, isso não significa que não exista outros projetos em disputas no interior da própria categoria profissional, sobretudo, em tempos de reacionarismo burguês, de uma forte onda conservadora e neoliberal, que atinge também os assistentes sociais. Desse modo, o projeto ético-político dos assistentes sociais vem sendo desafiado, ainda mais numa conjuntura tão adversa, sendo questionado  por outros pressupostos advindos de perspectivas neoliberais, da razão instrumental, do conservadorismo.
No contexto da visita domiciliar, é recomendável o uso da entrevista diretiva para coletar informações que auxiliem na confirmação de uma realidade particular.
CERTA
O assistente social ao realizar uma visita domiciliar deve ter claro a finalidade da mesma, a qual visa complementar e conhecer, no próprio ambiente em que vive, os sujeitos sobre os quais está se elaborando determinado conhecimento. A ida aos domicílios dos sujeitos envolvidos em algum estudo ou em casos que necessitem de maiores informações e esclarecimentos pode trazer importantes contribuições acerca das condições de vida, de trabalho, de moradia, de lazer, de acesso ou não a serviços e direitos, questões essas que perpassam e condicionam a vida dessas pessoas. Assim, a visita domiciliar não deve ser utilizada com a intenção de identificar supostas "verdades" ou "mentiras" declaradas pelas pessoas envolvidas, ela não deve ter um caráter policialesco e muito menos invadir a privacidade dos moradores. Ela envolve o bom senso do profissional, o sigilo profissional bem como a dimensão ética da profissão. Os instrumentos utilizados, normalmente a observação e a entrevista quando se trata de visita domiciliar, são escolhidos pelo profissional e podem variar de acordo com a finalidade que se almeja.
Sobre a relação entre o Estado e a chamada Sociedade Civil na Constituição da Política Social Brasileira nas últimas décadas, assinale a alternativa correta. 
Parte superior do formulário
 a)
Os chamados movimentos sociais da década de 1980 caracterizam-se pelo seu caráter meramente sugestivo, sem intenção de efetiva reivindicação. 
 b)
Somente na década de 1990 que os chamados movimentos sociais passam a deter caráter reivindicatório, podendo-se destacar o movimento de impeachment do então Presidente da República. 
 c)
Na década de 1990, a ideia de participação social passa a ser vista como sendo “solidária” por meio de trabalho de voluntariado e concepção de responsabilidade social de indivíduos e empresas. 
 d)
Com a politização da participação da sociedade civil na década de 1990, focada em valores morais e conectada com o coletivo, constatam-se um desenvolvimento e amadurecimento na ocupação de espaços públicos participativos. 
 e)
Na década de 1980, por opressão do regime da época, há uma clara despolitização do significado de participação social, havendo uma ênfase à participação individualista, ligada a valores morais por meio de ações de responsabilidade social de indivíduos, empresas e movimentos ligados a instituições religiosas
 Empresa-cidadã: uma estratégia de hegemonia. A RSE, para a autora, resulta de um momento de maior organização do empresariado, que busca intervir na sociedade. Indaga-se se está em curso no país, desde os anos 1990, uma nova “cultura empresarial”, pautada na concepção de cidadania: Parece haver, princípio, uma “concordância geral”, no meio empresarial, de que o exercício da cidadania alavanca um processo histórico de mudanças rumo a uma sociedade com igualdade e justiça social, pois cada cidadão indiferenciado abandona a postura passiva de “ficar esperando por uma ação do Estado” e toma para si, por meio da solidariedade e da ajuda mútua, a responsabilidade de zelar pelo bem comum, semeando um futuro melhor para a coletividade, num presente sem conflitos e lutas de classe (César, 2005, p. 217-18).
Na década de 1990, apesar da recente promulgação da Constituição Federal de 1988 cunhada por muitos como "Constituição cidadã" por representar uma marco naquela conjuntura, e que trazia inclusive aspectos da social-democracia para o Brasil, ocorreu a adoção do país aos preceitos neoliberais. Deste modo, aspectos da Constituição foram desconsiderados e desconfigurados, implicando num chamamento a sociedade civil para responder as sequelas da questão social, desonerando o Estado desta incumbência. Assim, diversos serviços de caráter público, acusados de sobrecarregarem o Estado conforme os ideais neoliberais, são repassados a sociedade civil e a inciativa privada, como se estes dois fossem capazes de executá-los melhor. O que ocorre, de fato, é a abertura para a privatização de diversos serviços e direitos sociais, como saúde e educação, que deveriam ser prestados unicamente pelo Estado. A questão social volta a ser alvo de ações filantrópicas, benemerentes, de ajuda alheia e solidariedade, bem como das ações de responsabilidade social de empresas, que mais que preocupadas com a desigualdade social do país, visam também melhorar sua imagem, o que lhe traz inclusive mais lucro, além de receber incentivos e isenções fiscais do Estado por prestar este tipo de serviço. Assim, a ideia de participação social foi completamente distorcida. Em vez de se pensar esse tipo de participação enquanto um elemento necessário a democratização do Estado, como inclusão da população nas instâncias de decisão e poder, caracterizou-se a participação social como ideia de envolvimento da população nas causas "sociais", despolitizando a questão social e ausentando o Estado de suas responsabilidades.
Acerca do modelo de proteção social não contributivo, assinale a alternativa correta.  
Parte superior do formulário
 a)
O sentido de não contributivo é estritamente social, não podendo ser confundido com o conceito econômico de acesso a algo fora das relações de mercado.  
 b)
A assistência social somente se transferiu para a prática estatal com o advento dos regimes socialistas na Europa. 
 c)O sentido de proteção social não contributivo é destinado apenas aos filiados da previdência social. 
 d)
O sentido de proteção social não contributivo se distingue de proteção social contributivo porque está fundada em um modelo pré-pago enquanto que o contributivo é pós-pago.  
 e)
A proteção não contributiva não se restringe ao combate à pobreza, sendo o direito à inclusão social um direito humano inalienável e protegido pela Constituição Federal de 1988.
Conforma Aldaíza Sposati (Modelo brasileiro de proteção social não contributiva: concepções fundantes. In: Concepção e gestão da proteção social não contributiva no Brasil. MDS, Brasília, 2009), a proteção social não contributiva se refere àquela em que não é necessária uma contrapartida monetária para o cidadão ter acesso, ou seja, o seu conceito é referente a universalidade, já que todos possuem direito de acessá-la. Restringir a proteção social não contributiva a segmentos da população ou ao combate específico da pobreza, por exemplo, significa reduzir os direitos de toda a população. A partir da promulgação da Constituição Federal (CF) de 1988 e da aprovação da Assistência Social enquanto política pública não contributiva aponta-se que os usuários são sujeitos de direito, e que essa proteção é destinada à toda a população (ou deveria ser, mas infelizmente muitas vezes ela é excludente). Busca-se ultrapassar a noção de uma proteção social voltada ao atendimento dos mais pobres, já que