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através de projetos autônomos, visando o aumento de indivíduos e famílias que possam ser auxiliados a partir de iniciativas deste tipo;
 b)
restringir a atuação profissional aos atendimentos emergenciais a indivíduos, grupos ou famílias; e estabelecer uma relação entre o público e o privado, em que o poder público transforma-se em mero repassador de recursos a organizações não governamentais, que assumem a execução direta dos serviços socioassistenciais;
 c)
expandir a participação popular através da eleição de líderes comunitários com o objetivo de implementar miniconselhos locais; e limitar o atendimento em equipe multiprofissional ao âmbito da competência de cada profissional, evitando assim superposição de encaminhamentos;
 d)
diversificar a oferta de políticas sociais cujo financiamento é privado, ou seja, cujos recursos emanam de empresas que se localizam no entorno do CRAS; e aumentar o escopo da população beneficiada por essas políticas, ainda que não totalmente públicas;
 e)
buscar parcerias com a iniciativa privada, com o objetivo de estabelecer programas de transferência de renda próprios para as famílias não beneficiadas pelos programas oficiais; e privilegiar o atendimento grupal em detrimento do atendimento individual.
Segundo os Parâmetros para a Atuação de Assistentes Sociais na Política de Assistência Social (Org. CFESS. Brasília/DF, 2011) a intervenção profissional nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), na atualidade, possui dois grandes desafios a enfrentar e superar. O primeiro é a tendência da intervenção do assistente social no âmbito dos CRAS se tornar meramente emergencial, designando a essas instituições e à própria atuação profissional o papel de "plantão de emergências", tornando a intervenção pontual e pragmática, além de passar para os usuários uma imagem de que o CRAS possui somente a função de mapear e fiscalizar o acesso aos benefícios de transferência de renda. A segunda tendência diz respeito ao repasse de recursos do Estado (público) para as instituições e organizações privadas, o que tem sido uma constante após a contrarreforma do aparelho estatal. Assim, tais instituições e organizações passam a executar diretamente os serviços socioassistenciais, implicando no trabalho do assistente social, que muitas vezes é chamado somente para fiscalizar os serviços prestados por aquelas instituições/organizações, esquecendo-se de suas demais competências, como de planejar, organizar e coordenar no âmbito da política de Assistência Social. É importante ressaltar que, tendo em vista que a questão social é o objeto de intervenção do assistente social, a intervenção deste profissional deve ser totalizante, no sentido não somente de responder às demandas mais emergenciais, mas também buscar fortalecer os sujeitos sociais e suas organizações e espaços de lutas; propor em conjunto com os sujeitos alternativas políticas para enfrentamento e modificação da realidade; garantir e ampliar os direitos sociais e o acesso aos serviços públicos, dentre outras competências deste profissional que podem e devem fazer parte do seu exercício profissional na Política de Assistência Social. Em resumo, os CRAS podem ser bem mais do que meros repassadores de benefícios, assim como o trabalho do assistente social, pautado no seu Projeto Ético-Político e no Código de Ética da categoria, pode viabilizar a construção de novas formas de enfrentamento da sociabilidade burguesa e fortalecimento dos sujeitos sociais.
A reconfiguração dos direitos sociais no Brasil, a partir dos anos 1990, tem implicado o apelo ao Terceiro Setor e ao empresariado como substitutivos das políticas públicas. Essa inflexão é denominada:
Parte superior do formulário
 a)
refilantropização das políticas sociais;
 b)
universalização das políticas sociais;
 c)
descentralização das políticas sociais;
 d)
hierarquização das políticas sociais;
 e)
centralização das políticas sociais.
Na década de 1990, com a adoção da agenda neoliberal no país e com o processo de contrarreforma do Estado, visando a minimização e eliminação de coberturas e direitos sociais; a maximização do Estado no que concerne o mercado e o capital; a desconsideração e caracterização da recém promulgada Constituição Federal de 1988 como retrógrada, paternalista e causadora de gastos excessivos pela máquina estatal por prever direitos à população, o Estado passa a se desresponsabilizar de responder às sequelas da questão social. Sendo assim, era disseminada uma ideologia de solidariedade, na qual a sociedade civil deveria se responsabilizar pelos problemas sociais, evocando o passado quando a questão social era alvo de ações filantrópicas, benemerentes e assistencialistas. É da década de 1990 em diante que o chamado Terceiro Setor - aquele distinto do primeiro setor que é o Estado, e do segundo setor, onde se localiza o mercado - multiplica-se pelo país, executando políticas públicas por meio das organizações não governamentais, instituições sociais, entidades sem fins lucrativos, as quais muitas vezes atuam em parceria com o próprio Estado que disponibiliza a elas parcos recursos. Assim, ocorre o que muitos autores denominam de refilantropização da questão social, visto que esta última volta a ser alvo de ações pontuais e filantrópicas. Além disso, é pontuado que há novas formas de refilantropização da questão social, como a responsabilidade social desenvolvida pelas empresas capitalistas. Observa-se que esse tipo de atividade contribui positivamente para a imagem das empresas, o que pode inclusive refletir em seus lucros, além de que o Estado oferece vantagens e incentivos fiscais para aqueles que fornecem esse tipo de serviço, sendo vantajoso para as empresas. É necessário salientar também que quando serviços de caráter público e políticas sociais são oferecidos por instituições privadas, organizações, entidades, o alcance da universalidade do atendimento fica cada vez mais distante. Tais prestadores desses serviços e políticas podem eleger os critérios e regras que julgarem melhores e necessários, tornando-os inacessíveis para alguns grupos da população.
Nos primeiros anos do século XX, a questão social já está definitivamente colocada para a sociedade brasileira. Nesse contexto surgem as primeiras instituições assistenciais subvencionadas pelo Estado. É a partir delas que se criam as bases materiais (organizacionais e humanas) para o surgimento das primeiras escolas de Serviço Social, marcadas por forte influência:
Parte superior do formulário
 a)
fenomenológica;
 b)
marxista;
 c)
progressista;
 d)
positivista;
 e)
dialética.
A primeira escola de Serviço Social no Brasil surge em São Paulo na década de 1930 sob forte influência do Serviço Social europeu, marcado pela presença contundente da Igreja Católica e sua Doutrina Social. Após, na década de 1940, ocorre no Brasil uma interferência também do Serviço Social norte-americano, cujos referenciais orientadores baseavam-se no pensamento conservador da teoria social positivista. O positivismo compreende a sociedade como ahistórica, não sendo passível de transformação e, assim sendo, os sujeitos é que deveriam adaptar-se à ela. Ou seja, este tipo de pensamento era completamente funcional as necessidades do Estado e da burguesia naquele momento, observando que ambos impulsionaram o desenvolvimento da profissão no país, afinal, esse profissional era de extrema importância à eles. Assim, pode-se afirmar que o positivismo esteve presente influenciando as primeiras escolas de Serviço Social no Brasil e a prática dos assistentes sociais naquele período, sendo na atualidade recusado pela profissão, a qual tem se orientado pela teoria social marxista.
De acordo com a Lei 8.662, de 7 de junho de 1993, que dispõe no seu artigo 5.º sobre as atribuições privativas do Assistente Social, estas constituem em: realizar vistorias, perícias técnicas, laudos periciais, informações e pareceres sobre a matéria de Serviço Social. Acerca de alguns dos procedimentos e instrumentos

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