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aula de história 3

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DISCIPLINA: História do Brasil 
Módulo: O sistema colonial no Brasil 
 
 
 
 
 
Nome do Professor : Sílvia Cristina da Silva 
Nome da Disciplina: História do Brasil – Faculdade Campos 
Elíseos (FCE) – São Paulo – 2017. 
Guia de Estudos – Módulo 03 
Faculdade Campos Elíseos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO 
2 ESCRAVIDÃO NA COLÔNIA PORTUGUESA 
2.1 Fundação de São Paulo 
2.2 A febre do ouro 
2.3 Estrutura racial 
2.4 Administração Portuguesa 
2.5 Comércio Português 
2.6 A Igreja Portuguesa 
3 FALHA NA COLONIZAÇÃO DOS HUGUENOTES NO RIO DE JANEIRO 
4 OCUPAÇÃO HOLANDESA 
CONSIRAÇÕES FINAIS 
BIBLIOGRAFIA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO 03 – O sistema colonial no Brasil 
Conversa Inicial 
 
 
 
 
Este terceiro módulo é voltado para o aprendizado do sistema colonial no 
Brasil. Nosso objetivo é que você aluda ainda mais conhecimentos e possa aplicá-lo 
de forma sistematizada e descomplicada no seu dia a dia. 
Desse modo, percorreremos nosso estudo a respeito da escravidão na colônia 
portuguesa, além da fundação de São Paulo, a febre do ouro e sua estrutura racial. 
Por outro lado, abordaremos questões como a administração portuguesa, o comércio 
português, a igreja portuguesa bem como a falha na colonização dos huguenotes no 
Rio de Janeiro e a ocupação holandesa 
Diante do proposto, dediquemo-nos com entusiasmo aos estudos! 
 
Sucesso! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 INTRODUÇÃO 
 
 O Rei Manuel o Afortunado não fez nenhum esforço especial para colonizar o 
Brasil. D. João III, antes da possível competição de franceses e holandeses, ordenou 
a colonização sistemática do país no país. Para isso, ele montou uma expedição que, 
sob o comando de Martin Alonso de Sousa, deixou Lisboa em 1530 com quatro navios 
e cerca de quatrocentos homens. AVELLAR (1970) 
Em 1531 foi fundada a primeira cidade do Brasil, São Vicente (atualmente 
Santos), onde foram introduzidos gado, sementes, frutíferas e cereais. O país estava 
dividido em doze capitanias, com trezentos quilômetros de litoral, cada um dos quais 
estava sob a responsabilidade de um donatário, governado pelo rei dos poderes para 
nomear juízes e funcionários, coletar tributos e subjugar os índios para trabalhar na 
terras administradas por ele. AVELLAR (1970) 
A partir dessa experiência, apenas duas capitanias foram consolidadas: a de 
Pernambuco, ao norte, e a de São Vicente, onde a cidade homônima foi fundada, 
muito próxima ao atual Santos, a base da futura penetração portuguesa no interior do 
país. Onde aí deu-se o início da expansão marítima: 
 
Conquanto a primeira vertente respondesse, prioritariamente, aos interesses 
da nobreza, a segunda atendia de forma mais definida os objetivos dos 
comerciantes portugueses. Pode-se ainda apontar uma variante nesta última 
forma de expansão, ou seja, a partir de um determinado momento criou-se a 
necessidade de fomentar a produção de matérias primas nos locais 
conquistados que não possuíssem qualquer tipo de atividade geradora de 
lucros imediatos. A fim de manter a posse das terras e, ao mesmo tempo, 
retirar ganhos das conquistas, a Coroa incentivou a montagem de estruturas 
produtivas nessas regiões, de que foram exemplo as ilhas e o Brasil.” 
(SALGADO, 1985, p. 66). 
 
No entanto, a riqueza do pau brasil foi logo substituída por outra que 
transformaria a estrutura tradicional e feudal da nova colônia portuguesa. Em 1532, 
nas áreas que cercam os fundamentos de Santos e Pernambuco, os portugueses 
 
introduziram cana-de-açúcar, da ilha da Madeira, cujo cultivo se espalhou em pouco 
tempo e substituiu completamente a madeira do Brasil como a primeira fonte de 
riqueza do país. Esta foi uma das primeiras culturas da verdadeira economia 
capitalista. COSTA (1984) 
Além disso, foi feita na maior parte para o consumo europeu e foi baseada em 
mão-de-obra barata graças à introdução de escravos da África que transformariam a 
economia da colônia e da sociedade brasileira, gerando assim uma nova economia 
capitalista no trabalho escravo. COSTA (1984) 
 
 
2 ESCRAVIDÃO NA COLÔNIA PORTUGUESA 
 
 Os portugueses, os primeiros escravos, movimentaram milhões de negros do 
Golfo da Guiné para atender um crescente mercado mundial de açúcar, tornando a 
base de colonização da cidade de Salvador (Bahia de todos os santos), capital para 
1763. ADORNO (2002) 
Os contingentes de escravos transformariam a composição étnica do futuro 
Brasil. A nova riqueza também traria a semente de disputas futuras com outras 
potências europeias, confrontadas no continente por razões aparentemente religiosas 
que, na realidade, dissimulavam questões de hegemonia política. ADORNO (2002) 
 
2.1 Fundação de São Paulo 
 
A missão evangelizadora correspondeu a ordem dos jesuítas que, perto 
Pernambuco, elevou o Colégio de São Pablo, que eventualmente levaria à próspera 
cidade de São Paulo. O governador Português Mendes Sá para comemorar a 
expulsão dos calvinistas franceses da Baía de Guanabara, fundada em março de 
1565, no sopé do Pão de Açúcar nesta baía, a cidade de São Sebastião do Rio de 
 
Janeiro, a capital do sul, deixou a Bahia como a sede da capital do norte. Além disso, 
em Portugal, o rei D. Sebastião morreu sem filhos e oposição pela aristocracia e do 
povo português, Filipe II torna-se rei de Portugal (herdeiro por seu ramo mãe da família 
real Português). Mantém o país e as suas colônias sob o domínio dos austríacos até 
que, em 1640, a Espanha perdeu Portugal para sempre. DIAS (1922) 
Desse modo, conforme Dias, este estágio mostrou-se desastroso para o país 
nascente desde que a Espanha trouxe muitos inimigos para o Brasil, incluindo os 
franceses e holandeses, que assediaram a colônia durante grande parte do século 
XVII. 
 
 
 
 
 
2.2 A febre do ouro 
 
Para a exploração do território, organizaram-se grupos de homens que 
exploraram o interior e os leitos dos rios em busca de ouro. Era sobre os bandeirantes 
(grupos de bandas), que viajavam pelo Mato Grosso e Minas Gerais, onde o ouro 
havia sido encontrado em abundância. A economia brasileira passou de ser 
dependente da madeira brasileira, na primeira metade do século XVI, para a cana-de-
açúcar (em declínio após o desaparecimento do último membro dos Austrias na 
Espanha), que deu lugar à corrida do ouro, até meados do século XVIII, 
aproximadamente. DIAS (1921) 
 
2.3 Estrutura racial 
 
A composição racial do Brasil primitivo era muito complexa porque, desde o 
início, os portugueses se casaram ou se uniram com mulheres indianas. Para a 
Os contingentes de escravos transformariam a composição 
étnica do futuro Brasil. 
 
miscigenação, devemos adicionar o contingente de escravos negros, que chega para 
remediar a falta de armas nas explorações comerciais da colônia. 
Assim, surge no século XVIII um país triádico onde predominam índios, negros 
e mestiços sobre europeus de origem lusitana que se concentraram na costa atlântica, 
em torno da Baía, Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo. DIAS (1921) 
 
2.4 Administração Portuguesa 
 
De acordo com DIAS (1921): 
 
“Para a administração das novas terras, existia na metrópole lusitana uma 
Casa das Índias, substituída em 1532 pela Mesa da Consciência e Ordems, 
Manuelinas, datado de 1521. No entanto, a união das Coroas de Espanha e 
Portugal na cabeça de Felipe II causou a importação da estrutura 
administrativa espanhola para a colônia brasileira. No início do século XVII, 
um órgão financeiro, o Conselho da Fazenda e o Conselho da Índia, 
substituíram as ordenanças manuelinas