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FANEROZOICO
Evolução e extinção no Mesozoico e Cenozoico
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FAUNAS EVOLUTIVAS
Sepkoski, 1981
FAUNAS EVOLUTIVAS
CAMBRIANA: Trilobitas, archeociatideos, braquiópodes Lingulata, crinóides.
Bentônicos.
PALEOZOICA: braquiópodes Calciata, corais, crinóides, outros grupos.
MODERNA: moluscos, artrópodes, equinóides, peixes, mamíferos e “répteis”
marinhos, tubarões e outros grupos.
FAUNAS EVOLUTIVAS
- 510 a 250 Ma
- 540 a 510 Ma
Fauna Cambriana
Fauna Paleozoica
- 250 Ma até o presente
Fauna Moderna
FAUNAS EVOLUTIVAS
Características ecológicas
Fauna Cambriana Fauna Paleozoica
Fauna Moderna
- Principalmente
detritívoros e
alguns carnívoros
- Epifauna baixa e
infauna rasa
- Comunidades
dominadas por
epifauna suspensívora
- Cadeia trófica de
complexidade
- Grande número de
predadores
durofagos
- Epifauna (declínio
da epifauna alta) e
infauna mais
profundainfauna rasa
- Cadeia trófica
simples
complexidade
intermediária
- Utilização maior de
“eco-espaços”
profunda
- Cadeia trófica de
alta complexidade
FAUNAS EVOLUTIVAS
“hierarquia”
Vida no Vida no PaleozoicoPaleozoico
Vida no Vida no MesozoicoMesozoico
Revolução Revolução MesozoicaMesozoica MarinhaMarinha
- Aumento na diversidade
durante o Mesozoico
- A vida passa a apresentar um - A vida passa a apresentar um
custo energético maior: estilos
de vida mais ativos
(escavadores, natantes);
- Aumento no número de
predadores!!!
REVOLUÇÃO MESOZÓICA MARINHA
REVOLUÇÃO MESOZÓICA MARINHA
REVOLUÇÃO MESOZÓICA MARINHA
Predação
Novas
estratégias de Predação estratégias de
defesa
REVOLUÇÃO MESOZÓICA MARINHA
Tendência dominante: Infaunalização
Infaunalização-BIVALVES
Infaunalização- EQUINODERMOS
ELEUTEROZOA
PELMATOZOA
Infaunalização- EQUINODERMOS
PELMATOZOA ELEUTEROZOA
Fixos no substrato (epifauna) Livres (vágeis)
ou escavadores (infauna)
Infaunalização- EQUINODERMOS
Classe Crinoidea
Infaunalização- EQUINODERMOS
E
L
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T
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R
O
ZZ
O
A
Simetria radial para bilateral;
Definição região anterior e posterior;
Deslocamento ânus para região posterior;
Deslocamento boca para região anterior;
Desaparecimento da lanterna de aristóteles.
Infaunalização- EQUINODERMOS
Canal respiratório
Canal sanitário
Pés ambulacrais
ESCAVADORES-INFAUNA
Espinhos
Infaunalização- EQUINODERMOS
INFAUNA RASA
MESOZÓICO- DECLÍNIO DOS BRAQUIÓPODES
- Dominavam as comunidades de águas rasas durante o Paleozóico
DECLÍNIO DOS BRAQUIÓPODES
- Porque os braquiópodes não conseguiram reestabelecer
sua supremacia em comunidades de águas rasa?
Braquiópodes vs Bivalves
Bivalves
Braquiópodes
DECLÍNIO DOS BRAQUIÓPODES
DECLÍNIO DOS BRAQUIÓPODES
DECLÍNIO DOS BRAQUIÓPODES
DECLÍNIO DOS BRAQUIÓPODES
Hipótese da escavadeira
DECLÍNIO DOS BRAQUIÓPODES
Bivalves são filtradores mais eficientes
que os braquiópodes.
Enquanto isso no ambiente continental...
TETRÁPODES
Classificação Tetrápodes
Fundamentada nas características do crânio
ARCHOSAURIA
Origem: início da Era Mesozóica (Triássico Médio, 235 m.a.)
Rápida diversificação nos continentes, tornaram-se os vertebrados dominantes
Atualmente representados por crocodilianos e aves
ARCHOSAURIA
Pterossauros
ARCHOSAURIA
DINOSSAUROS
Termo dinossauro introduzido por Sir Richard Owen.
DESMESTIFICANDO OS DINOSSAUROS
Dinosauria, 1842
DESMESTIFICANDO OS DINOSSAUROS
Nem tudo que é grande e fóssil é dinossauro:
DESMESTIFICANDO OS DINOSSAUROS
Nem todos os dinossauros viveram ao mesmo tempo:
Diferentes grupos de dinossauros viveram em diferentes tempos.
DESMESTIFICANDO OS DINOSSAUROS
Dinossauros não estão extintos:
Evolutivamente estão representados pela aves.
"dinossauros não-avianos” (grupo extinto) e “dinossauros avianos”
(grupo vivente).
DESMESTIFICANDO OS DINOSSAUROS
Homem pré-histórico nunca conviveu com os dinos.
QUEM SÃO OS DINOSSAUROS?
Dinossauros:
(Carniano – 225-231 ma.)
DINOSSAUROS - DIVERSIFICAÇÃO
Período Triássico
- Diversificação e multiplicação da vida após a
extinção do Permiano
- Dispersão e colonização do supercontinente pelos
tetrápodes
- Origem dos dinossauros: aproximadamente 230
m.a.
Período Jurássico
- Inicio da fragmentação do Pangea- Inicio da fragmentação do Pangea
- Grandes florestas de Coníferas
- Multiplicação e dispersão das linhagens dos
dinossauros
Período Cretáceo
- Pangea fragmentado
- Colonização de angiospermas
- Linhagens de dinossauros isoladas: especiação
- Grande diversidade de dinossauros
QUEM SÃO OS DINOSSAUROS? - MORFOLOGIA
sinapomorfias
pés com 3 dedos
principais
QUEM SÃO OS DINOSSAUROS? - MORFOLOGIA
sinapomorfias
4° e 5 ° digitos das
mãos reduzidos
QUEM SÃO OS DINOSSAUROS? - MORFOLOGIA
Pescoço em
forma de S
QUEM SÃO OS DINOSSAUROS? - MORFOLOGIA
sinapomorfias
Acetábulo perfurado
(depressão onde
encaixa a cabeça do
fêmur)
QUEM SÃO OS DINOSSAUROS? - SISTEMÁTICA
QUEM SÃO OS DINOSSAUROS? - SISTEMÁTICA
Ílio Ílio
Ísquio
Púbis
Púbis
Ísquio
Ornitísquios Saurísquios
ORNISTÍSQUIOS
- Púbis voltado para trás
- Herbívoros
- Tanto quadrúpedes quanto bípedes
ORNISTÍSQUIOS
- Enormes placas ósseas nas costas
(defesa/estabilizar a temperatura do corpo)
- Espigões nas caudas (defesa)
STEGOSAURUS
ORNISTÍSQUIOS
ANKYLOSAURUS
- Corpo totalmente protegido por uma
armadura,
- A ponta de sua cauda tinha uma clava
óssea (defesa)
ORNISTÍSQUIOS
IGUANODON
Em cada dedo polegar, o iguanodonte
possuía um esporão afiado (defesa).
ORNISTÍSQUIOS
PARASAUROLOPHUS
- Crista comprida voltada para a
parte de trás da cabeça,
partindo do nariz (emitir sons-
alertar o bando de que havia
predadores por perto).
ORNISTÍSQUIOS
TRICERATOPS
-Presença de dois chifres no crânio e
um pequeno acima do nariz ,
- Escudo ósseo (proteção, atrair as
fêmeas).
SAURÍSQUIOS
SAURÍSQUIOS
- Púbis voltado para frente
- Herbívoros (Sauropodomorpha) e Carnívoros (Theropoda)
- Tanto quadrúpedes quanto bípedes
- Aves descendem dos Terópodes
SAURÍSQUIOS
SAUROPODA
BRACHIOSAURUS
- ”lagarto braço", membros
anteriores ("braços") serem
maiores que os posteriores,
- Seu pescoço tinha 10 metros
de altura.
SAURÍSQUIOS
THEROPODA
- um crânio robusto e eficiente
- braços menores, no intuito de
balancear o peso com a cauda e
atingir velocidades ainda maiores
que os outros carnívoros mais
TYRANNOSAURUS
que os outros carnívoros mais
primitivos.
SAURÍSQUIOS
THEROPODA
VELOCIRAPTORALLOSAURUS
Extinção K/T
Impacto de um asteróide com diâmetro de
10 a 15 quilômetros
Extinção K/T
Luis Alavrez (1981)
Limite entre o Cretáceo e o Terciário:
Anomalia de Iridium
Extinção K/T
Anomalia de Iridium
Comum em asteróides
e no interior da Terra,e no interior da Terra,
mas raro na superfície.
Extinção K/T
Anomalia de Iridium – Evento global
Origem: pulverização de um asteróide que se chocou contra a Terra
Extinção K/T
Cratera (300 km de diâmetro) na Península de
Yucatan, Golfo do México – aproximadamente 65
m.a.
Extinção K/T
Extinção K/T
PoeiraPoeira e e IncêndiosIncêndios FlorestaisFlorestais, , apósapós impactoimpacto emem Yucatan.Yucatan.
Extinção K/T
Desestabilização dos Ecossistemas
Nuvem dedetritos e fumaça de incêndios Bloqueio da luz solar
Falência da produtividade das plantas
Esfriamento do clima
Rochas vaporizadas pelo impacto: nuvem de gases Chuvas ácidas
Contaminação de águas e solos
Extinção Desestabilização dos Ecossistemas
Extinção K/T
DINOSSAUROS ESTÃO EXTINTOS?
Primeira ave ( Archaeopterix)
140 m.a.
EVOLUÇÃO DAS AVES
Aves atuais
140 m.a.
EVOLUÇÃO DAS AVES
EVOLUÇÃO DAS AVES
Estágio 1
Pena cilindro oco
EVOLUÇÃO DAS AVES
Estágio 2Estágio 2
Tufo de barbas sem
ramificação, fundidas ao
cálamo
EVOLUÇÃO DAS AVES
Estágio 3Penas com barbas.
Raque central
EVOLUÇÃO DAS AVES
Estágio 4
EVOLUÇÃO DAS AVES
EVOLUÇÃO DAS AVES
Archaeopteryx lithographyca
Jurássico superior - Alemanha
Penas das asas e caudas assimétricas
(vôo)
MAMÍFEROS
MAMÍFEROS
MAMÍFEROS
MAMÍFEROS
PELICOSSAUROS
The herbivore
Edaphosaurus
The carnivore
Dimetrodon
Predadores dominantes nos ecossistemas terrestres do
Permiano
Therapsídeos
• Extinção dos Pelicossauros no final
do Permiano
– Sucedidos pelos Therapsida
– Evoluiram dos pelicossauros
carnívoros e rapidamente se
diversificaram em duas
linhagens: Herbívoros e
carnivoros.
Therapsídeos
• África do Sul no final do Permiano, mostrando vários Therapsídeos (o mesmo
ocorreu no Brasil, Rio Grande do Sul).
• Pequeno a médio porte;
• Possivelmente endotérmicos
• Conquistaram diversos habitats.
Dicynodon
Moschops
MAMÍFEROS
MAMÍFEROS
• Radiação dos mamíferos, devido:
– Extinção dos dinossauros
– Fragmentação da Pangea
• Tectônica Global promove isolamento geográfico e radiação
dos mamíferos
• Evolução das características dentárias
• Tornam-se os vertebrados dominantes• Tornam-se os vertebrados dominantes
MAMÍFEROS
PRIMATAS: FILOGENIA
~70-65Ma
~40Ma
~34Ma~34Ma
MAMÍFEROS
PRIMATAS: FILOGENIA
EVOLUÇÃO HUMANA
Quais são as sinapormofias dos hominideos?
- Desde 1850 : longo debate na ciência
Prováveis sinapormofias:
Dentição
Bipedismo
Volume cerebral expandido
Aptidão para linguagem e cultura
Sexulialidade
EVOLUÇÃO HUMANA
Dentição
Frugívoros/vegetarianos onívoros
EVOLUÇÃO HUMANA
IMPORTÂNCIA DO BIPEDISMO
EVOLUÇÃO HUMANA
Bipedismo – Vantagens
- Liberação dos membros anteriores: carregar alimentos e objetos
- Diminuição da insolação no dorso: melhor controle da temperatura
corporalcorporal
- Andar mais eficiente e metabolicamente menos custoso:
aumento na eficiência na busca de alimentos, migração,
colonização de novas áreas
EVOLUÇÃO HUMANA
Bipedismo – Quando surgiu?
EVOLUÇÃO HUMANA
Ardipithecus ramidus
4.4. M.a.
Dentes com características
dos hominídeos
Bipedismo – Quando surgiu?
dos hominídeos
Dieta composta
principalmente por frutas e
folhas
Forâmen magnum em uma
posição embaixo do crânio:
prova de que era bípede
EVOLUÇÃO HUMANA
Bipedismo – Quando surgiu?
EVOLUÇÃO HUMANA
Bipedismo – Quando surgiu?
Laetoli - Tanzânia
3.75 M.a.
Australopithecus
afarensis
EVOLUÇÃO HUMANA
EVOLUÇÃO HUMANA
A. afarensis
EVOLUÇÃO HUMANA
Australopithecus (4.4. milhões de anos)
- Tipicamente bípede;
- Diversas espécies.
A. afarensisA. africanus
EVOLUÇÃO HUMANA
Volume cerebral expandido
Homo erectus
Homo abilis
Peso 35 a 40 kg
Cérebro de 450 cm3
11% da energia em repouso para o
cérebro= 150 kcal
Peso 55 a 60 kg
Cérebro de 850 cm3
16% da energia em repouso para o
cérebro = 250 kcal
Peso 55 a 60 kg
Cérebro de 1500 cm3
25% da energia em repouso para o
cérebro = 375 kcal
Homo sapiens
Cérebro Cérebro FamintoFaminto
EVOLUÇÃO HUMANA
Adquirir mais matéria cinzenta significou
procurar alimentos energeticamente mais
densos:
William Leonard – 2003 – Scientific American
100 g de carne = 200 kcal
100 g de frutas = 50 kcal
100 g de verduras = 10 a 20 kcal
EVOLUÇÃO HUMANA
EVOLUÇÃO HUMANA
EVOLUÇÃO HUMANA
EVOLUÇÃO HUMANA
EVOLUÇÃO HUMANA
EVOLUÇÃO HUMANA
EVOLUÇÃO HUMANA
Homo abilis
Idade entre 2.4-1.5 M.a.
Volume cerebral entre 630-700 cm³
Mãos apresentavam habilidade de Mãos apresentavam habilidade de
fabricar ferramentas
Conviviam com espécies de
Australopithecus
EVOLUÇÃO HUMANA
Homo erectus
Idade entre 1.25-0.5 M.a.
Volume cerebral 850 cm³
Fabricavam ferrramentas avançadas
Provavelmente coletavam e caçavam alimento Provavelmente coletavam e caçavam alimento
de maneira cooperativa
EVOLUÇÃO HUMANA
Homo neanderthalensis
Surgiu há ~ 150 mil anos, originário possivelmente
dos Homo erectus que se adaptaram ao clima frio da
Europa;
Garganta projetada para a fala;
Possuíam linguagem própria;Possuíam linguagem própria;
Viviam em grupos familiares formados de 8 à 25 pessoas no máximo;
Corpo mais baixo, mais forte e mais atarracado que o nosso ( bem
adaptado ao clima frio em que viviam);
Inteligentes, população ~100 mil pessoas;
Alimentação constituída 85% de carne.
EVOLUÇÃO HUMANA
EVOLUÇÃO HUMANA
Enterravam seus mortos.
EVOLUÇÃO HUMANA
Por que os neandertais desapareceram?
- Mudanças climáticas (vegetação quase desértica na
Europa no auge da glaciação);
- Introdução de novas doenças pelo H. sapiens;- Introdução de novas doenças pelo H. sapiens;
- Genocídio (competição com H. sapiens).
EVOLUÇÃO HUMANA
Homo sapiens
Idade entre 160.000 -Presente
EVOLUÇÃO HUMANA
Tese central: “Sucesso” do Homo sapiens: inteligência, linguagem e
comportamento. H. sapiens, entre 80 mil anos e 100 mil anos atrás, já tinha
capacidade de produzir arte abstrata, objetos decorativos e ferramentas com
ossos bastante elaboradas.
EVOLUÇÃO HUMANA
Pintura rupestre realista encontrada na
caverna de Chauvet (França), datada do
Paleolítico Superior (entre 32,5 e 30,5 mil
anos).
Pintura realista em Lascaux (França), 17
mil anos
EVOLUÇÃO HUMANA
Qual o Futuro do Homem?