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Resumo por capítulo Dos Delitos e Das Penas   Cesare Beccaria

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12 de Dezembro de 2017
Resumo por capítulo: Dos Delitos e Das Penas - Cesare Beccaria
Anotações sobre o livro: Dos Delitos e das 
Penas de Cesare Beccaria
Contexto histórico
• Iluminismo, segunda metade do século XVIII
• Contra a prática vigente da época em que as penas serviam como um dispositivo 
de vingança social, consistindo em torturas, prisões arbitrárias e mortes dos mais 
diversos tipos
Prefácio
• Os princípios de moral e política derivam de três fontes: a revelação, a lei natural 
e as convenções sociais.
• A virtude é os vícios são variáveis de acordo com as suas fontes
• A justiça política e uma relação entre uma ação e o estado variável da sociedade e 
está também é variável de acordo com a avaliação de vantagem ou necessidade ao 
estado o social
• Separação das ideia prática da virtude religiosa e o seu certo e errado, com a ideia 
estabelecida pela política (aqui no sentido de governo e estado)
Introdução
• Demonstra conhecimento e percepção das leis como um instrumento muitas 
vezes manipulado pela maioria
• Inspira se em Montesquieu.
II. Origem das penas e o direito de punir
• Dissertação a respeito do motivo da criação das leis (Homens livres e individuais 
que receavam não poder aproveitar então tal liberdade irrestrita frente aos riscos, 
portanto através das sociedades foram criadas leis que que sacrificaram parte da 
liberdade, mas que permitam gozar da restante com maior segurança)*Precisa de Orientação Jurídica?
PUBLICAR CADASTRE-SE ENTRARPESQUISAR
• A partir daí, houve a instituição de penas sensíveis para aqueles que permaneciam 
com a natureza do espírito despótico e tentavam burlar as leis
• Concluí que só a necessidade e capaz de fazer com que os homens entreguem 
parte das suas liberdades a outrem e do “depósito” das liberdades de uma 
sociedade, e que nasce o direito de punir. Também atesta que as penas, que 
ultrapassam a necessidade de conservar esse depósito de salvação pública, são 
injustas 
III. Consequência desses princípios
• Somente a lei pode fixar pena
• Somente o legislador, que representa a sociedade unidade por meio do contrato 
social, pode fazer tais leis
• O soberano só pode fazer leis gerais, ou seja, que competem a todos. Entretanto 
ele não possui o direito de julgar se essa lei foi cumprida ou não por um indivíduo
• Se a crueldade de uma pena for inútil, isso já deveria ser o bastante para ela se 
tornar obsoleta por ferir a natureza do contrato social
IV. Da interpretação das leis
• Os juízes não devem interpretar as leis penais, esse papel caberia ao soberano (?). 
Aos juízes é entregue a responsabilidade de verificar se o acusado infringiu ou não 
a lei 
• Comenta sobre os possíveis desvios que ocorrem numa interpretação da lei (As 
paixões e convicções dos magistrados, o espírito social da época, o apelo popular 
ou as possíveis relações com o acusado)
• Tais desvios poderiam levar à tirania
• Ele também argumenta que leis claras e não interpretativas falo poder do cidadão 
de conhecê-las tornando o menos dependente ou subjugado ao magistrado
V. Da obscuridade das leis 
• Ele argumenta a respeito das línguas das leis. A língua comum e acessível facilita 
a aplicação e o conhecimento não só do direito, mas do que não deveria ser feito. 
Ele inclusive afirma que diminuiria o número de delitos ( em latim, a tradução 
não é precisa e implica em interpretação, o que retoma o item anterior)
• Ele inclusive cita o poderoso papel da imprensa
VI. Da prisão 
• Explica que aos magistrados é dado o direito de segurança pessoal que acaba 
sendo utilizado para prender arbitrariamente cidadãos por motivos frívolos
• Argumenta que a lei deve esclarecer quais indícios de delitos podem configurar a 
prisão preventiva de alguém. Exemplo: clamor público, confissão, fuga, ameaças 
do acusado, ódio e risco ao ofendido e um corpo de delito. Ainda assim, tudo isso 
deverá explícito em leiPrecisa de Orientação Jurídica?
• Ele também comenta da estigmatização pós-prisão ainda que a inocência do 
acusado seja privada, comparando como em Roma havia uma espécie de 
compensação por parte do governo, e na sociedade que ele vivia o ex réu ficava 
“marcado” pelo povo, perpassando ainda a visão dá pouparão sobre o ato da 
prisão (como um suplício e não o modo de deter um cidadão, além do sentimento 
de satisfação e poder sobre aquele e não de justiça) 
VII. Dos indícios do delito e das formas de julgamento
• Sobre as provas
◦ Caso hajam várias provas que são dependentes entre si e principalmente, da 
veracidade de uma delas, estas não podem ser conclusivas ao caso
◦ Porém, se houver várias provas que são independentes entre si que levem a um 
mesmo julgamento, a probabilidade o delito existir é maior
• “ Toda certeza moral é uma probabilidade”
• Sobre a natureza das provas
◦ Imperfeitas: não excluem a possibilidade de inocência do acusado
◦ Perfeitas: demonstram que é impossível que o acusado seja inocente
• Algo similar a: Uma prova perfeita = condenação. Precisa-se de muitas provas 
imperfeitas para equivalerem a uma perfeita, e por fim, numa condenação.
• Ele sugere que em casos difíceis, metade dos julgadores devem ser magistrados e 
outra metade das classes do cidadão* para equilibrar o julgamento e afastar os 
ruídos provenientes das disputas de classes sociais.
• Tanto o julgamento quanto as provas deveriam ser públicos.
VII. Das Testemunhas 
• Características importantes para ser uma testemunha: Razoabilidade e vontade de 
falar a verdade (Ele inclusive é contra o fato de mulheres e os condenados não 
poderem falar)
• Entretanto, ele argumenta que aos testemunhos devem ser atribuídos diferentes 
pesos de acordo com a relação que ela possui com o culpado ou a natureza do 
crime julgado, já que certos crimes atacam diretamente as paixões morais da 
sociedade, o que resultaria num testemunho duvidoso. Também deveria se ter 
cuidado com testemunhos de não integrantes daquela sociedade, já que eles 
partilham de outras crenças e que deve ser levado os sentimentos seja a crueldade 
ou não do que testemunha frente ao acusado
• Alerta sobre o cuidado de formar calúnias baseando se apenas em testemunhos
IX. Das acusações secretas
• Ele argumenta contra o sigilo de acusação de diversas formas. Primeiro porque 
isso poderia levar a um estado constante de vigilância e perseguição
Precisa de Orientação Jurídica?
• Continua explanando que não faz sentido. Primeiro porque é dever do estado 
proteger todos, então o risco do informante não deveria existir. Segundo, um 
delito afeta o sistema inteiro, logo sua punição deve ser pública 
• Somente acusações públicas garante o selo com o bem estar geral 
X. Dos interrogatórios sugestivos
• Na jurisprudência local, o autor afirma que os interrogatórios nunca abordam o 
crime diretamente e sim perguntam das circunstâncias e o espaço amostral que o 
delito estaria envolvido. 
• Sugere um estabelecimento de pena aqueles que se negam a falar em 
interrogatórios, mas também diz que o mesmo e desnecessário caso haja provas 
que já sejam bastantes para declarar culpado o acusado.
XI. Dos juramentos
• Inutilidade dos juramentos já que os mesmos são, em sua maioria, não 
cumpridos. Novamente, ele ressalta a necessidade de separar as chamadas leis 
divinas das leis dos homens, pois são extremamente diversas entre si e resultam 
em inutilidades como a prática do juramento 
XII. Da questão ou tortura
• Declara se contra os castigos, já que caso o acusado seja declarado culpado, ele só 
pode ser punido com a pena pré estabelecida em lei. E se for um acusado cujo 
delito ‘e incerto, há de se considerar a possibilidade dele ser inocente, o que 
tornaria a torturas completamente hedionda
• Argumenta que a tortura não traz a verdades, mas força confissões visando aliviar 
a dor

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