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Resumo por capítulo Dos Delitos e Das Penas   Cesare Beccaria

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física 
• Além que as incoerências de um depoimento não são justificativas para uso da 
tortura, pois elas podem ser provocadas por medo da figura judicial, ignorância e 
o temor pela solenidade dos processos.
• Considera que a tortura não “limpa” a infâmia, e sim aumenta a mesma na figura 
do acusado
• Por fim, ele usa exemplos de experiências tanto anteriores quanto 
contemporâneas para se embasar. Roma só usava da tortura em escravos, ou seja, 
não cidadãos, por acreditar que seus homens não mereciam tamanho vilipêndio. 
Suécia havia abolido essa prática nos julgamentos.
XIII. Da duração do processo e da prescrição 
• Explica que o acusado tem o direito de se justificar, porém em um curto prazo. O 
processo não deve se estender demasiadamente e apenas a lei pode fixar o tempo 
máximo de investigação e o de resposta do acusado *
• Abre se aqui uma ressalva importante para entender os conceitos seguintes. Em 
determinado momento do texto ele faz uma divisão dos crimes para explicar o 
melhor método relacionado a tempo do processo e prescrição. Essa divisão é a 
seguinte:Precisa de Orientação Jurídica?
◦ Crimes atrozes: crimes como o homicídio, pois ameaçam a segurança individual 
que é um direito natural
◦ Outros crimes: roubo, furto e etc, pois ameaçam a segurança dos bens que é um 
direito da sociedade 
• Ele diz que caso o crime seja atroz e que fique na memória da população, se os 
mesmos já foram culpados na investigação, não deve haver espécie de prescrição 
ao criminoso
• Princípios gerais:
◦ Para os grandes crimes é melhor diminuir o tempo do processo, pois a inocência 
do acusado é mais provável que o crime. Entretanto, aumenta se ao prazo para 
prescrição para não dar a ideia de impunibilidade 
◦ Para os crimes menores e comuns, prolonga se o tempo de processo, visto a 
probabilidade maior de culpabilidade e diminui se o tempo de prescrição, já que a 
impunidade do mesmo é menos perigosa
◦ Para casos hediondos, porém verossímeis, que poderiam se beneficiar com a 
diferença de processos, é importante salientar que acusado solto por falta de 
provas não tem qualquer declaração definitiva, podendo o caso ser reaberto 
posteriormente caso surjam novos indícios 
◦ Crimes comuns e difíceis de se provar como o adultério, devem valer a presunção 
da probabilidade da inocência. Portanto, diminui se o tempo de processo e da 
prescrição *
XIV. Dos crimes começados; dos cúmplices; da impunidade 
• Defende uma punição diferente para crimes não terminados, já que não se pode 
punir o que não foi feito, mas ao mesmo tempo se houve tentativa é porque havia 
a intenção e isso não poderia passar despercebido, além de funcionar como 
prevenção também 
• Para os cúmplices, deve se seguir a mesma gradação de pena, entretanto é óbvio 
que as penas devem ser mais severas aos executáveis que aos cúmplices, salvo se 
os cúmplices recompensarei particularmente o executante. Como a diferença do 
risco foi compensada, deve haver mesma punição 
• Apresenta a ideia de impunidade ao cúmplice que delate o crime e seus 
participantes (Princípio da delação premiada?), deixando explícito seus contras e 
prós. Reformula uma proposta mais justa em que o cúmplice torne se impune, 
porém o delator deve ser banido (Black mirror?)
XV. Da moderação das penas
• Primeiramente, qual o objetivo de uma pena?
◦ Impedir o culpado de ser nocivo futuramente à sociedade e desviar seus 
concidadãos da senda do crime
• Partindo daí, ele condena novamente as punições cruéis e bárbaras como o 
suplício, escravidão eterna e tudo o que pode estar a favor de tiranos
Precisa de Orientação Jurídica?
• Para escolher uma pena e como aplicá- la, é preciso pensar em eficiência, impacto 
na sociedade e ao mesmo tempo o mínimo de sofrimento ao corpo do culpado
• Ele continua a argumentar contra punições cruéis: quanto maior a punição, mais 
o culpado fará para escapar dela, comentando outros crimes; habituar a 
população a punições severas a tornará menos cautelosa por estar acostumada a 
essa realidade; penas fortes para qualquer crime acabam por saturar o sistema. O 
que acontecerá caso haja um crime realmente hediondo que mereça uma punição 
exemplar se todas já são utilizadas em qualquer crime?; além que, penas 
excessivamente rígidas geralmente estão a dispor de um tirano e não são 
sustentados por uma legislação constante. Dessa forma, ou elas serão modificadas 
ou não poderão vigorar, deixando o crime impune
• Portanto, deve haver níveis de crimes e penas adequados. O rigor das mesmas 
devem obedecer ao estado atual da nação. Sociedades jovens aceitam penas mais 
rígidas para começar a abrandar os ânimos em sociedade, porém quanto mais 
essa sociedade evolui, seus conceitos também o fazem, tornando a mais sensível e 
portanto passível de penas menos rigorosas
XVI. Da pena de morte
• Ele inicia sua extensa argumentação posicionando se contra, listando os motivos a 
seguir:
◦ A pena de morte não se baseia em nenhum direito e é contrária a analogia inicial 
que as leis e soberania nascem da cessão de direitos individuais a um bem maior 
(Você daria a liberdade de próximo retirar sua vida? Acho que não )
◦ A pena de morte torna se mero espetáculo e é facilmente esquecível. Ele explica 
que é melhor longas penas que traduzem medo do que vitoriosas penas que 
aplicam toda dor de uma vez só 
◦ Alguns simplesmente não tem medo da morte. Ela será rápida, sem dor e talvez 
até melhor, podendo ser adoçada com o sentido religioso de perdão e bênçãos 
eternas 
• Ele apresenta então como alternativa de pena máxima a escravidão perpétua. Ela 
é constante, dosada, causa constante estado de medo na população e inclusive no 
infrator que terá terror em passar a vida sofrendo, castigado e pertencente a 
outrem. Ele também dá a ideia de que essa escravidão poderia retornar algum 
bem à sociedade, através de seus serviços.
XVII. Do banimento e das confiscações
• O banimento deve ser àqueles que perturbam a tranquilidade pública. De maneira 
prática, isso deveria ocorrer nos casos envolvendo acusados de crimes atrizes em 
culpa com maior verossimilhança, sem plena convicção de culpa
• Seria mister que mesmo assim, o acusado pudesse a todo instante tentar provar 
sua inocência e recuperar seus direitos. Também deveriam haver razões mais 
fortes para banir o acusado de 1º crime do que para os estrangeiros e aos 
reincidentes
Precisa de Orientação Jurídica?
• Agora, o banimento deve vir acompanhado do confisco total de bens? Ele disserta 
que em alguns casos, o próprio confisco total ou parcial de bens já é uma punição 
e que em alguns casos os dois podem vir juntos, já que há uma morte política. 
Entretanto, caso haja o confisco, tais bens deve ir para o herdeiro legítimo e não 
ao Estado. Primeiro para evitar vinganças e segundo para não condenar à miséria, 
uma família que não pode ser punida pelos crimes de um único ente.
XVIII. Da infâmia 
• A Infâmia como instrumento de punição? Utilizar da infâmia para punir ciúmes 
baseados no orgulho e fanatismo, mas somente se a própria opinião pública o 
considera, para que a vergonha se espalhe (É isso mesmo ou eu não entendi porta 
nenhuma?). Ter cuidado para não usar esse instrumento excessivamente
XIX. Da publicidade e da presteza das penas
• A pena deve ser o mais próxima o possível da natureza do delito e isso deve 
ocorrer no menor espaço de tempo possível 
• A prisão só deve ocorrer caso necessário (para que o acusado não fuja ou obstrua 
a justiça) e pelo tempo de julgamento, tendo preferência os detidos há mais tempo
• Novamente, quanto menos tempo decorrer do delito e a pena, melhor para a 
função ‘instrutiva’ da pena para o público em geral. Todo crime leva a um castigo. 
Pequenos Delitos de certa forma devem ser públicos 
XX. Que o castigo deve ser inevitável - Das graças 
• O autor reafirma

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