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Atividade de Direito Administrativo II

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Atividade de Direito Administrativo II
Pedro Henrique Guerreiro
1º) 	 Diante da obrigação legal do contratado em manter-se, durante toda a execução do contrato, no regular cumprimento das obrigações por ele assumidas, inclusive no tocante às condições de habilitação e qualificação exigidas no edital, com espeque no art. 55, XIII da Lei 8.666/93, indaga-se: A ausência de apresentação de certidões de regularidade fiscal no curso do contrato autoriza a retenção do pagamento por parte da Administração?
É necessária a comprovação de regularidade fiscal do licitante como requisito para sua habilitação, conforme preconizam os arts. 27 e 29 da Lei n. 8.666/93, exigência que encontra respaldo no art. 195, § 3º, da CF.
 A exigência de regularidade fiscal deve permanecer durante toda a execução do contrato, a teor do art. 55, XIII, da Lei n. 8.666/93, que dispõe ser ‘obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do contrato, em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas, todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação’. 
 Desde que haja justa causa e oportunidade de defesa, pode a Administração rescindir contrato firmado, ante o descumprimento de cláusula contratual.
 Todavia a retenção do pagamento devido, por não constar do rol do art. 87 da Lei n. 8.666/93, ofende o princípio da legalidade, insculpido na Carta Magna.
A quais penalidades se sujeitam o contratado nesta hipótese?
Desde que haja justa causa e oportunidade de defesa, pode a Administração rescindir contrato firmado, ante o descumprimento de cláusula contratual. 
Pode a Administração rescindir o contrato em razão de descumprimento de uma de suas cláusulas e ainda imputar penalidade ao contratado descumpridor. 
(Após debate em grupo, elabore a resposta em forma individualmente em forma de parecer).·.
Diante o exposto, caso haja a ausência de apresentação de certidões de regularidade fiscal no curso do contrato, a retenção do pagamento pelos serviços regularmente contratados e efetivamente prestados, reforçaria a tese que a empresa contratada não comprovou sua regularidade fiscal. Portanto tal conduta além de não encontrar amparo legal, configura enriquecimento ilícito da administração pública e uma vez fornecido o objeto do contrato pela contratada, não pode o poder público se enriquecer indevidamente, sob pena de violar o princípio da moralidade administrativa.
 NESTES TERMOS, DAR-SE O PARECER.