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Aula 01 dietoterapia

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ACOMPANHAMENTO 
NUTRICIONAL DO PACIENTE 
HOSPITALIZADO
Profª Me. Mariana Carrapeiro
AVALIAÇÃO NUTRICIONAL
ANÁLISE DOS DADOS
DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL
PLANEJAMENTO
Conduta Nutricional
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INTERVENÇÃO 
NUTRICIONAL
MONITORIZAÇÃO E 
AVALIAÇÃO DA CONDUTA 
ORIENTAÇÃO 
NUTRICIONAL
Conduta Nutricional
1. Conhecer o paciente
 Caracterização do Paciente:
 Identificação (Informações pessoais e sociais)
 Histórico da doença atual 
 História patológica pregressa 
 Evolução clínica: da admissão ao primeiro dia de 
acompanhamento
 Fisiopatologia
Onde?
Prontuário!
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2. Estabelecer os objetivos terapêutico-nutricionais
 Avaliação nutricional  Diagnóstico nutricional
 Dados Antropométricos
 Dados bioquímicos
 Exame físico
 Dados dietéticos
 Medicamentos prescritos
 Interação droga-nutriente
 Sintomas relacionados à ingestão alimentar
Como?
Quais parâmetros?
2. Estabelecer os objetivos terapêutico-nutricionais
 Determinação das necessidades (Calorias, macro e 
micronutrientes)
 Cálculo da ingestão atual (prévia à sua conduta)
 Recomendações nutricionais para o motivo que 
impede a alta hospitalar (doença) 
 Diversas recomendações diferentes para cada 
patologia: Livros, Guidelines/Consensos e Artigos 
Científicos...
 Compare pelo menos três recomendações de autores 
diferentes
Como?
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Estudo
Pesquisa
Atualização
3. Implementar a conduta
 Tipo de dieta
 Via de administração (Oral, Enteral ou Parenteral)
 Consistência
 Modificações específicas para a patologia
 Cardápio
 Alimentos e preparações
 Suplementos
 Quantidades
 Distribuição
 Tabela de composição da dieta
 Cálculos comprovando a 
adequação
Justificada de acordo 
com as recomendações
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4. Acompanhamento da evolução
 Evolução clínica e nutricional
 Dados do prontuário
 Exames
 “Re-avaliação” nutricional periódica
 Evolução bioquímica (exames)
 Orientação de alta
 Desfecho e conclusão (metas terapêuticas-
nutricionais atingidas?)
Quanto tempo?
4. Acompanhamento da evolução
 Nível primário: Patologia não exige mudança na dieta 
e sem risco nutricional.
 Nível secundário: Patologia não exige mudança na 
dieta mas apresentam risco nutricional.
 Nível terciário: Patologia exige cuidados dietoterápicos 
e apresentam fatores de risco nutricional.
Quando reavaliar?
1x/semana
2x/semana
Diária
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Avaliação antropométrica
Peso Corporal
 É a soma de todos os componentes corporais e
reflete o equilíbrio protéico-energético do indivíduo
 É uma medida simples que representa a soma de
todos os compartimentos corporais
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Peso Corporal
 Não discrimina: massa adiposa, muscular, óssea e
fluidos extracelulares
 É limitado valor, por si só, na avaliação nutricional
do adulto
 Deve ser comparado à altura, peso habitual ou
peso ideal para:
 Índices importantes na
avaliação nutricional (IMC)
 Identificação de desnutrição
e obesidade
Peso Corporal
 Seu uso deve ser feito com atenção
 Mudanças agudas refletem variações no estado de
hidratação (edema, ascite, hiper-hidratação,
tratamento com diuréticos e desidratação)
 Variação de peso em adultos sadios: < 0,1 Kg/dia
(100g/dia)
 Alterações de peso > 0,5 Kg/dia (perda ou ganho
de fluidos)
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Peso habitual ou usual
 É o peso considerado como normal quando o
indivíduo está hígido, exercendo suas atividades
usuais
 É o auto-referido pelo indivíduo avaliado
 É utilizado como referência
 Na avaliação das mudanças recentes de peso
 Em casos de impossibilidade de medir o peso atual
Peso ideal ou desejável
É o peso calculado de acordo com o 
sexo, a idade, a altura, o biótipo e a 
estrutura óssea do indivíduo, podendo 
ser obtido por meio de tabelas
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Peso ideal ou desejável
 Pode ser calculado a partir do IMC mínimo, máximo ou médio,
proposto pela Food and Agriculture Organization (FAO, 1985)
utilizando-se a fórmula:
PI = (Altura em metros)2 x IMC (Kg/m2)
 Eutrofia (adultos): 18,5 – 24,9 Kg/m2
 IMC médio (adultos) = (18,5 + 24,9)/2 = 21,7  22
 Eutrofia (idosos): 22 – 27 Kg/m2
 IMC médio (idosos) = (22 + 27)/2 = 24,5
Peso ideal ou desejável
 Pode ser calculado de acordo com a estrutura óssea ou
corporal (compleição), pela fórmula:
r = E / PP
 r – estrutura ou compleição
 E – estatura (cm)
 PP – perímetro do pulso (cm)
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Circunferência ou Perímetro do punho
 A medida deve ser feita 
aplicando firmemente a 
fita ao redor do pulso, a 
nível dos processos 
estilóides do rádio e da 
ulna.
Estrutura Corporal de homens e mulheres 
baseada nos valores r
Estrutura Corporal Homens (r) Mulheres (r)
Pequena > 10,4 > 11,0
Média 9,6 – 10,4 10,1 – 11,0
Grande < 9,6 < 10,1
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Peso Ajustado
 É o peso ideal usado para determinação das
necessidades energéticas quando:
 Pacientes com IMC > 27 Kg/m2 (ASPEN)
 Pacientes com obesidade mórbida ou quando o PA for
superior a 100% do PI (Lameu, 2005)
 A adequação do peso for superior a 115% ou inferior a
95% do peso ideal (Cuppari, 2002)
Peso Ajustado
Peso Ajustado = (PA - PI) x 0,25 + PI
 Onde: PI = Peso Ideal
PA = Peso Atual
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Cálculo de Peso em Situações Especiais
Acamados e Idosos
 Estimativa do Peso Atual:
 Homem Branco
19 – 59 anos Peso (Kg) = (AJ x 1,19) + (CB x 3,14) – 86,82
60 – 80 anos Peso (Kg) = (AJ x 1,10) + (CB x 3,07) – 75,81
 Homem Negro
19 – 59 anos: Peso (Kg) = (AJ x 1,09) + (CB x 3,14) – 83,72
60 – 80 anos: Peso (Kg) = (AJ x 0,44) + (CB x 2,86) – 39,21
Onde CB – circunferência do braço (cm)
AJ – altura do joelho
Fonte: Chumlea et al., 1988
Cálculo de Peso em Situações Especiais
Acamados e Idosos
 Estimativa do Peso Atual:
 Mulher Branca
19 – 59 anos Peso (Kg) = (AJ x 1,01) + (CB x 2,81) – 66,04
60 – 80 anos Peso (Kg) = (AJ x 1,09) + (CB x 2,68) – 65,51
 Mulher Negra
19 – 59 anos: Peso (Kg) = (AJ x 1,24) + (CB x 2,97) – 82,48
60 – 80 anos: Peso (Kg) = (AJ x 1,50) + (CB x 2,58) – 84,22
Onde CB – circunferência do braço (cm)
AJ – altura do joelho
Fonte: Chumlea et al., 1988
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Cálculo de Peso em Situações Especiais
Acamados e Idosos
 Estimativa do Peso Atual:
 Homens:
Peso (Kg) = (1,73 x CB) + (0,98 x CP) + (0,37 x DSE) + (1,16 x AJ) –
81,69
 Mulheres
Peso (Kg) = (0,98 x CB) + (1,27 x CP) + (0,4 x DSE) + (0,87 x AJ) – 62,35
Onde CB – circunferência do braço (cm)
AJ – altura do joelho
DSE – dobra subescapular (mm)
CP – circunferência do punho (cm)
Cálculo de Peso em Situações Especiais
Amputados 
 A ausência total ou parcial do membro pode ocorrer
devido a vários motivos ou situações como:
 Problemas congênitos, trauma, cirurgia, queimaduras,
infecções, tumores, etc.
 Os indivíduos amputados necessitam de avaliação
antropométrica específica:
 Deve-se considerar a perda das partes corporais;
 É importante manter um peso corporal saudável, evitando-
se excesso de peso, principalmente em indivíduos com
amputações em MMII
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Cálculo de Peso em Situações Especiais
Pode ser calculado através das fórmulas:
PAC = Peso medido x 100
100% - % amputação
PIC = (100% - % amputação) x PI
100
Onde: PAC – Peso Atual Corrigido (peso corpóreo do 
indivíduo)
PIC – Peso Ideal Corrigido
PI – Peso ideal para estatura original (IMC)
Cálculo de Peso em Situações Especiais
PAC 
 É realizado para determinar o IMC baseado nas tabelas
existentes para indivíduos