2018311 17856 AULA+PRÁTICA+membro+torácico ossos
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FACULDADE MAX PLANCK 
DEPARTAMENTO DE MEDICINA VETERINÁRIA 
Disciplina de Anatomia Geral dos Animais Domésticos 
 
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AULA PRÁTICA \u2013 ESTUDO DOS OSSOS DO MEMBRO TORÁCICO 
 
Base da descrição - Bovino 
 
1 OSSO ESCÁPULA 
\uf0fc osso plano de contorno triangular que compõem a cintura do membro torácico 
\uf0fc apresenta duas faces: lateral (voltada para o plano de delimitação lateral); e medial (voltada para o 
plano sagital mediano) 
\uf0fc apresenta três bordas: cranial (A) \u2013 limite do osso voltado para o pescoço; caudal (B) \u2013 limite do 
osso voltado para o abdome; e dorsal (C) \u2013 limite do osso voltado para a coluna vertebral 
\uf0fc apresenta três ângulos: cranial (D) \u2013 ponto de encontro das bordas cranial e dorsal, caudal (E) \u2013 
ponto encontro das bordas caudal e dorsal; e ventral (F) \u2013 corresponde a extremidade distal do 
osso 
\uf0fc a face lateral apresenta uma elevação óssea alongada longitudinal, a espinha da escápula (1) 
\uf0fc a espinha da escapula divide a face lateral da escápula em duas fossas: fossa supra-espinhal (2) 
\u2013 situada cranialmente à espinha (aloja o M. supra espinhal); e fossa infra-espinhal (3) \u2013 situada 
caudalmente à espinha (aloja o M. infra-espinhal) 
\uf0fc ao nível do terço médio da espinha da escápula encontra-se uma área rugosa, o túber da espinha 
da escápula (4) 
\uf0fc a extremidade distal da espinha da escápula é saliente e ponteaguda, e corresponde ao acrômio 
(5) \u2013 local de origem da parte acromial do M. deltoide. 
OBSERVAÇÃO: a numeração adotada acima está conforme apresentado nas FIGURAS 1 e 2 
 
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\uf0fc o ângulo ventral da escápula apresenta um escavação, a cavidade glenóide (8) 
\uf0fc na borda cranial, ao nível do ângulo ventral e dorsalmente à cavidade glenóide, encontra-se uma 
eminência óssea, o tubérculo supra-glenoidal (9) \u2013 local de origem do M. bíceps braquial. 
\uf0fc medialmente, no tubérculo supra-glenoidal destaca-se uma pequena eminência óssea, o processo 
coracóide (10) \u2013 local de origem do M. coracobraquial 
\uf0fc colo da escápula (12) porção estreitada da escápula (no sentido craniocaudal) dorsal ao ângulo 
ventral 
\uf0fc a borda dorsal da escápula é ocupada por lâmina de cartilagem, a cartilagem da escápula (13) 
\uf0fc em geral, na face medial em sua porção distal próximo a borda caudal encontra-se um orifício, o 
forame nutrício 
\uf0fc pode ser subdividido em: terço proximal, terço médio e terço distal 
 
 
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ESTUDO COMPARATIVO DOS OSSOS DO MEMBRO TORÁCICO 
(estudo comparativo em relação ao ruminante) 
1 OSSO ESCÁPULA 
1.1 Equino 
\uf0fc ausência do acrômio da espinha da escápula 
\uf0fc o tubérculo supraglenoidal é bem evidente 
\uf0fc a fossa subescapular é mais ampla e mais profunda 
 
 
 
1.2 Suíno 
\uf0fc as fossas supra e infraespinhais são proporcionais 
\uf0fc a espinha da escápula é alta e apresenta no seu terço médio, terminando próximo ao colo, sem 
apresentar um acrômio característico 
\uf0fc o túber da espinha é proeminente e direcionado para a fossa infraespinhal 
 
1.3 Canino 
\uf0fc a espinha da escápula estende-se quase que por toda extensão do osso, sendo que sua altura se 
acentua no sentido próximo-distalmente 
\uf0fc fossas supra e infra-espinhais profundas e proporcionais 
\uf0fc não apresenta um túber da espinha característico 
\uf0fc o acrômio é bastante largo e se projeta em um processos hamato (1) 
\uf0fc presença do tubérculo infra-glenoidal (2) \u2013 elevação rugosa presente na borda caudal dorsal ao 
ângulo ventral (corresponde ao local para origem do M. tríceps braquial) 
 
 
 
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Base da Foto \u2013 Equinos 
 
 
 
 
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2 OSSO ÚMERO 
\uf0fc osso longo que compõem o esqueleto do braço 
\uf0fc apresenta quatro faces: cranial, caudal, lateral (A), e medial (B) 
\uf0fc pode ser subdividido em: terço proximal (C), terço médio (D), e terço distal (E) 
\uf0fc a extremidade proximal inclui a: cabeça do úmero (1) \u2013 elevação esférica achatada situada 
caudomedialmente, colo do úmero (2) \u2013 visível caudalmente, apresentando-se como uma linha 
que marca a transição da cabeça e tubérculos com o corpo, tubérculo maior (3) \u2013 elevação 
(massa) óssea proeminente disposta lateralmente, e tubérculo menor (4) \u2013 elevação óssea menor 
disposta medialmente na extremidade proximal e situado cranialmente à cabeça. 
\uf0fc entre os dois tubérculos existe uma escavação, denominada de sulco intertubercular (5) \u2013 aloja o 
tendão do M. bíceps braquial 
\uf0fc a parte média do úmero corresponde ao corpo do úmero (8). 
\uf0fc a extremidade distal do úmero, recebe denominação de côndilo (13) 
\uf0fc o côndilo do úmero é composto pelo: capítulo (14) \u2013 superfície articular lateral estreita; tróclea (15) 
\u2013 superfície articular medial e mais larga que o capítulo; fossa radial (16) escavação situada na 
face cranial; e fossa do olecrano (17) \u2013 escavação situada na face caudal mais profunda que a 
radial que aloja o olécrano 
\uf0fc ao nível do côndilo (extremidade distal), em suas faces lateral e medial, verifica-se a presença de 
duas eminências não articulares, o epicôndilo lateral (18) \u2013 lateral e mais proeminente que o 
medial (local de origem dos Mm. extensores do carpo e dos dedos); e o epicôndilo medial (19) \u2013 
medial e menor que o lateral (local de origem dos Mm. flexores do carpo e dos dedos) 
\uf0fc ao nível do terço médio encontra-se o forame nutrício 
OBSERVAÇÃO: a numeração adotada acima está conforme apresentado nas FIGURAS 3 e 4 
 
 
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ESTUDO COMPARATIVO DOS OSSOS DO MEMBRO TORÁCICO 
(estudo comparativo em relação ao ruminante) 
2 OSSO ÚMERO 
2.1 Equino 
\uf0fc presença de 2 (dois) sulcos intertuberculares, em consequência nota-se um tubérculo 
intermédio (1) 
 
2.2 Suíno 
\uf0fc o sulco intertubercular é mais profundo 
\uf0fc a fossa do ólecrano é mais profunda, estando separada da fossa radial por um delgada lâmina 
óssea 
 
2.3 Canino 
\uf0fc o tubérculo maior é proporcionalmente menos desenvolvido e com superfície mais lisa 
\uf0fc o tubérculo menor é muito discreto 
\uf0fc a extremidade distal mostra um capítulo pouco evidente e uma tróclea profunda para articulação 
com a ulna 
 
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