MATERIAIS DENTÁRIOS   RESUMO COMPLETO AULAS
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MATERIAIS DENTÁRIOS RESUMO COMPLETO AULAS


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Materiais Dentários - UPC II
São materiais usados para substituir parte dos dentes perdidos. São utilizados para manter a saúde bucal, prevenção de cáries, para confecção de restaurações de longa e curta duração... Podem ser de:
Metais
Cerâmica
Polímeros (várias partes unidas que vão formar um composto)
Compósitos (composição de 2 ou mais materiais diferentes. Ex: fibra de vidro incorporada no interior de um material polimérico)
Propriedades: é definida como a intensidade de resposta a um determinado estimulo.
Propriedades Físicas
Reologia- tensão de escoamento do material durante ou após a sua manipulação.
Viscosidade-medida de resistência ao escoamento. Quanto maior forem as moléculas de um constituinte e mais forte forem as ligações entre elas, menor será o escoamento e portanto maior a viscosidade.
Tixotropismo- quando m material está num estado estático muito viscoso e incapaz de escoar. Com a pressão as moléculas se reorganizam em uma única direção e aumenta sua capacidade de escoamento. Por exemplo, o ketchup.
Propriedades térmicas
Alterações térmicas no meio bucal fazem com que o calor se transmita a todos os substratos dentais, podendo chegar á polpa e causar sensibilidade ou danos irreversíveis.
Calor especifico- calor necessário para aumentar em 1grau Celsius uma grama de substancia;
Condutividade térmica \u2013 medida de transferência de calor por meio de um material através da condução;
Difusividade térmica- medida de velocidade pelo qual um corpo de temperatura não uniforme atinge um estado de equilíbrio térmico;
Materiais restauradores devem possuir baixa difusiblidade térmica a fim de evitar lesões na polpa.
Coeficiente de expansão térmica linear é a alteração de comprimento quando a sua temperatura é aumentada ou reduzida a 1 grau Celsius.
Materiais odontológicos devem possuir coeficiente de expansão térmica linear semelhante a estruturas dentais.
Propriedades mecânicas
Corpo de prova- amostra padronizada da substancia a ser testada;
Carga- força externa aplicada sobre o corpo;
Tensão- reação desenvolvida internamente com a mesma magnitude, direção, mas sentido contraria a força aplicada:
Tensão à tração- corpo resiste ao alongamento;
Tensão à compressão- corpo resiste ao encurtamento;
Tensão de cisalhamento- corpo resiste ao deslizamento de planos;
Deformação elástica- com a remoção da força o corpo volta a apresentar suas dimensões originais;
Deformação plástica- após a remoção da força o corpo continua se deformando permanentemente;
Deseja-se que os materiais dentários sejam capazes de resistir a todas as trações que sejam sujeitas.
Resiliência - quantidade de energia armazenada por um corpo quando ele é tensionado até seu limite de proporcionalidade;
Tenacidade - capacidade de um material absorver energia até sua fratura;
Agentes para a proteção do complexo Dentinopulpar: Cimentos odontológicos
Embora os conceitos de materiais protetores sejam usados desde os primórdios na odontologia, apenas há pouco tempo o seu uso foi embasado em conhecimentos científicos. Até pouco tempo as injurias pulpares eram atribuídas ao baixo ph de alguns materiais restauradores, mas recentemente existe uma serie de fatores responsáveis pelos efeitos adversos à polpa, não apenas a acidez do material, mas também fatores relacionados á biocompatibilidade com o complexo dentinopulpar.
Requesitos dos agentes de proteção pulpar
Ser bom isolante térmico e elétrico;
Ter propriedades bactericidas e bacteriostáticas;
Apresentar adesão às estruturas dentais;
Estimular a recuperação das funções biológicas da polpa, favorecendo formação de barreira mineralizada;
Favorecer a formação de dentina terciaria ou esclerosada;
Ser inócuo à polpa;
Ser biologicamente compatível ao complexo dentinopulpar;
Apresentar resistência mecânica suficiente aos esforços de condensação dos materiais restauradores
Evitar ou diminuir a penetração de bactérias na dentina e na polpa.
Não existe nenhum material com todos os requisitos descritos, dependendo da situação clínica e contrariando a tendência atual de simplificação técnica, mais de um material é necessário para garantir uma restauração duradoura, funcional e estética.
A indicação do material restaurador deve ser baseada na profundidade da cavidade, nas características pulpares e no material restaurador definitivo.
Tradicionalmente os materiais protetores podem ser classificados em: agentes de selamento, para forramento e para base cavitária.
Agentes para selamento
Esses agentes são líquidos, produzem uma película protetora extremamente fina e reveste a estrutura dentaria recém-cortada ou desgastada durante o processo cavitário.
Objetivo da utilização de agentes de selamento:
- Vedamento da embocadura dos túbulos dentinarios e os micrósporos que se formam entre o material restaurador e as paredes da cavidade.
Esses materiais podem ser utilizados em todas as cavidades, independentemente da profundidade. Seu uso é dependente apenas do material restaurador definitivo a ser utilizado.
Exemplo: vernizes cavitarios e sistemas adesivos
Agentes para forramento:
São em geral materiais, que se apresentam na forma de pó e liquido, ou pastas, que depois de misturados e inseridos no dente formam uma película fina. Sua função é basicamente proteger a polpa das agressões externas ou estimular a formação de barreira de dentina mineralizada quando a polpa foi exposta.
Devido ás suas baixas propriedades mecânicas seu uso deve ser restrito a cavidades profundas.
Exemplo: hidróxido de cálcio, agregado trioxido mineral (MTA)
Agentes para base:
São geralmente comercializados na forma de pó e liquido. As suas funções são: proteger o material de forramento, reconstruir parte de dentina perdida, e adequar o preparo cavitário para inserção do material restaurador.
Devem ser utilizadas em cavidades com media ou grande profundidade.
Exemplo: cimento de policarboxilato de zinco, de ionômero de zinco, de oxido de zinco e eugenol, de fosfato de zinco, entre outros.
 
Lembrete
	Função do material
	Espessura formada
	Função
	Selamento
	1-50 um
	Selar a embocadura dos túbulos para reduzir a sensibilidade, penetração de fluidos e metabolitos bacterianos.
	Forramento
	200- 1000 um
	Estimular formação de ponte de dentina
Proteger a região mais profunda da dentina.
	Base
	>1000 um
	Proteger o material forrador
Reduzir espessura do material restaurador
Proteger contra estímulos termoelétricos.
Associação de materiais e sequencia de aplicação
Observe que uma cavidade profunda com ou sem exposição pulpar, é necessário aplicar um material para forramento. Para proteger o material de forramento é necessário o uso de outro material para base. Nos locais aonde os materiais que foram primeiramente indicados não entram em contato com as paredes cavitárias, é necessário utilizar um agente para selamento.
	Dentina remanescente (mm)
	Associação de materiais
	< 0.5
	Forrador+ base+ selador
	0.5 \u2013 1.5
	Base+ selador
	>1.5
	Selador
Em cavidades rasas apenas é necessário uso de selantes. Assim o critério para escolha de material para proteção do complexo dentino pulpar depende de:
Profundidade da cavidade;
Quantidade de dentina remanescente.
Há situações em que procedimento restaurador definitivo não é realizado por falta de tempo, pode empregar um material restaurador temporário em cavidades rasas, e nas médias e profundas, utiliza-se um material de forramento seguido de restaurador provisório.
Agentes para forramento
Cimento de hidróxido de cálcio
Composição e reação
Como é um pó, ele pode ser encontrado na forma pura (pró-análise-PA) ou misturado a soro fisiológico, pelo profissional no momento de seu uso, em proporções iguais para formar uma pasta.
Contem na sua composição quando em pasta, componentes como: metilcelulose, cloreto de cálcio, sulfato de bário, entre outros.
O hidróxido de cálcio deve ser utilizado
eliani
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Ola
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