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ED THAU III 5º SEMESTRE UNIP TODOS OS MÓDULOS

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Resultado de uma restauração entre os anos de 1477-1480
Afrescos de Michelangelo, Bernini, Rafael e Botticelli – concluídos em 1483
 
Segundo Sevcenko (2001, p.31) o pensamento renascentista assenta-se:
 
 Na difusão do neo-aristotelismo nos meios cultos;
 
 No desenvolvimento de uma espiritualidade mística, porém voltada para realidade
material;
 
 Na extensão da cultura humanista para a arte e cultura clássica
 
 No cultivo da individualidade que passa a ser objeto de representação:
 
– Traços fisionômicos
 
– Vestes
 
– Postura diferenciada
 
– Expressão de estado de espírito
 
Em um contexto que o mesmo Sevcenko (2001, p.32-33) circunscreve:
 
A importância do pensamento aristotélico na produção de uma arte que reverte o homem
ao próprio homem. Ao contrário dos estilos medievais que predispunham as pessoas a
penetrarem nos universos imateriais das hostes celestiais.
 
Um processo de identificação como o meio urbano e natural.
 
Uma consonância com o modo de vida oriundo do desenvolvimento das cidades e
incremento das relações mercantis.
 
Ainda explorando os autores que embasam nossa argumentação temos em Argan (1999,
p.133) o Renascimento associado:
 
 Ao milagre da inteligência humana.
 
 A criação de beleza pela técnica.
 
Nesse sentido, perguntamos então: “O que é técnica?”
 
No campo da representação, seja no que concerne a criação de obras de arte seja na
gênese do que entendemos hoje como projeto arquitetônico a perspectiva é um elemento
técnico a ser discutido.
 
“O novo estilo artístico multiplicava o espaço e com a preocupação de dar às pessoas, aos
objetos e paisagens retratados a aparência mais natural possível, parecia multiplicar a
própria vida” (SEVCENKO, 1999).
 
Esse instrumento de representação espacial introduzido por Giotto e pelos mestres franco-
flamengos necessitava, contudo, de um aprimoramento técnico, que surgiria por volta de
1420, em grande dose, à norma única de projeção desenvolvida por Brunelleschi. O
mestre florentino instituiu a técnica do “olho fixo”, que observa o espaço como que através
de um instrumento ótico e define as proporções dos objetos e dos espaços entre eles em
relação a esse único foco visual.
 
 
Representação esquemática i, Rafael e Botticelli – concluídos em 1483.
 
Criação individualizada e o nascimento da arte mercadoria:
 
A aproximação da arte à categórica de ciência e a emancipação do artista de sua relação
umbilical com o mecenato pode ser analisada por suas contradições:
 
Assim temos de um lado:
 
· Nascimento do orgulho do artista ao desfrutar uma dignidade social e cultural
superior.
 
· A liberdade sobre sua criação artística.
 
· Emancipação.
 
· Personalização de um trabalho que passa ser assinado, o pintor torna-se uma
“marca”.
 
E a de outro lado, a contrapartida que anuncia as angustias do artista moderno:
 
· Divisão social do trabalho, rebatida no universo artístico cria a arte mercadoria.
 
· Essa arte mercadoria emancipada do mecenas é subjugada ao mercado.
 
· O tempo de produção dos trabalhos torna-se crucial na organização dos ganhos e
demanda a contratação de aprendizes e ajudantes, encarregados então de grande parte
do trabalho.
 
· A personalização da obra de arte, marcada pela assinatura do artista, torna-se de
fato uma contradição já que o processo produtivo envolvia outras (e muitas) mãos.
 
Trecento – Século XIV:
 
· Período de aprendizagem da arte renascentista tem unidade própria, valores e
objetivos.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cimabue (1240-1302) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Duccio di Buoninsegna (1255-1318)
Natividade
Ambrogio Lorenzetti
(1280-1348)
 
 
Os efeitos do bom Governo
(1338-1340) 
 
· Mantém atitude cândida para com a natureza e sua religiosidade guarda o frescor
franciscano difundido nas camadas populares
 
· Tensão social: pintor, ainda considerado artesão, geralmente de origem humilde
representa formas populares de expressão que começam a se associar aos desígnios e
desejos da burguesia e da aristocracia.
 
 
 
 
 
 
Tadeo Gaddi (1300-1366)
A vida da Virgem Maria (1328-1330)
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quattrocento – Século XV:
ARTES PLÁSTICAS
 
· Ascensão das artes plástica ao círculo de cultura superior: Poesia, filosofia, teologia,
matemática e astronomia.
 
· Aproximação entre Arte e Ciência
 
· Refinamento técnico: Sfumato
 
· Criação de volume pictórico.
 
· Superação da técnica de afresco pelo quadro em cavalete.
 
· Figuração densa e maciça: qualidade de escultura
 
· Afirmação de sua vocação antropocêntrica.
 
· Desenvolvimento do retrato profano como símbolo de poder.
Botticelli e sua musa: Exemplo de subjetivação - expressão do universo sensível do artista
 
Sandro Botticelli (1444-1510)
O nascimento da Vênus
 
ARQUITETURA
· Desenvolvimento de tecnologias construtivas inovadoras
 
· Nascimento do projeto: Relação entre representação e ação no espaço
tridimensional.
 
· Cúpula: Objeto de arte e estrutura
 
BRUNELLESCHI - DUOMO DE FLORENÇA – SANTA MARIA DEL FIORE
 
Arquitetura como um conjunto de relações
espaciais que transcendem o edifício.
Note-se a reminiscência estética e estrutural
gótica da nave central.
Relevância das relações dos edifícios no horizonte urbano, denota a
transformação nas relações de poder.
Cinquecento – Século XVI:
· Último período do Renascimento Italiano.
 
· Momento de dificuldades econômicas para as cidades italianas.
 
· Obras atingem grau de elaboração máximo, representada então pelos grandes
mestres Da Vinci, Michelangelo e Rafael.
 
· Início da utilização das técnicas de luz e sombra.
Moises
Michelangelo (1475-1564)
 
 
Escola de Atenas
Rafael (1483-1520)
 
A Santa Ceia
Leonardo Da Vinci (1452-1519)
Ficha de leitura:
SEVCENKO, Nicolau. Renascimento. São Paulo: Editora Atual, 2001, p.30-38; p. 52-66.
 
Assistir o documentário BBC – Construindo um Império – O mundo de Da Vinci.
 
Disponibilizado em:
http://www.youtube.com/watch?
v=PNfQLLBExAY&list=FLTV8W4yImXNctEP38Gatr1g&index=5&feature=plpp_video
 
Obra de Brunelleschi, com ênfase para o papel da construção da cúpula de Santa Maria
da Flor.
 
Leitura: SEVCENKO, Nicolau.Renascimento. São Paulo: Editora Atual, 26 Ed. 2001.
 
Elaborar análise de edifícios dos arquitetos identificando as modulações, proporções,
ordens, etc. [exercícios gráficos]
 
Responda às reflexões, como forma de estudar o conteúdo:
1.Segundo Summerson (2006, p. 3-12):
Pode um edifício moderno ser considerado “clássico”? Em que circunstâncias?
2.Descreva o concurso, o contexto e os eventos que permearam a elaboração do projeto e
a efetiva construção do Duomo da cidade de Florença.
Exercício 1:
Qual edifício disposto abaixo não pode ser associado ao classicismo (justifique): 
A - Panteão: Inicialmente construído e 27 a.C. foi totalmente reconstruído em 125 d.C
durante o reinado do Imperador Adriano. 
B - Abadia de Westminster. Construída entre 1045 e 1050. Adição das torres: 1722 e
1745 sob a supervisão do arquiteto Nicholas Hawksmoor. 
C - Palácio Imperial e atual Museu Imperial, construindo em Petrópolis nos anos de
1845- 1862. 
D - St. Paul Cathedral – Londres. Última grande reforma estilística administrada por
Christopher Wren em 1870. O edifício em sua forma final foi entregue em 1877. 
E - Conselho Econômico, Social e Ambienteal: Auguste Perret – França 1936-1946 
O aluno respondeu e acertou. Alternativa(B)
Comentários:
A - Esta é a correta. 
B

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