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ED THAU III 5º SEMESTRE UNIP TODOS OS MÓDULOS

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autor).
Atuação de arquitetos como Michelangelo, Andrea Palladio e Giulio Romano.
A superação do Classicismo: Andrea Palladio e as Villas Palladianas.
Clássico e Anticlássico: Michelangelo e Palladio. 
Características formas do Barroco segundo Wölfflin: Pictórico, Massa, Movimento, Luz
e Sombra 
O Espaço Barroco 
Organização do território e cidades capitais. 
A cidade complexa e a divisão das funções. 
O espetáculo: Domínio e exibição Barroca. 
 
Base bibliográfica: 
MUMFORD, Lewis. A cidade na história. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
WÖLFFLIN, Henrich. Renascença e Barroco. São Paulo: Perspectiva, 2010, p.25-70.
 
O processo de dissolução da Renascença. Massa e movimento. Luz e sombra, mais um
passo na história da subjetivação analisada pela ótica da produção de imagens.
Conceito de pictórico.
 
Recorte Cronológico:
 
 
 
A palavra barroco tem inicialmente um sentido pejorativo, uma pérola dita barroca era
irregular e defeituosa. A etimologia da língua portuguesa ainda guarda esse sentido
negativo quando o confere a este o sentido do que é extravagante, imprevisto, que
causa estranheza pela irregularidade, pelo carácter inesperado e, num último
momento, um sentido depreciativo, a saber, que é demasiado exuberante e tem
excesso de ornamentos; que evidencia o mau gosto por ser demasiado rebuscado.
 
 
 
 
 Wölfflin define três tipos de Barroco:
· Primeiro: Severo e maciço
 
· Segundo: Leve e cheio de alegria.
 
· Terceiro: Se dissolve nas formas construtivas clássicas
 
Neste sentido é interessante notar como os autores (em nosso caso Wölfflin e
Mumford) se antepõem e apresentam visões e organizações de idéias próximas e ao
mesmo tempo diferentes do mesmo momento estilístico. 
 
Mumford (2004, p.382) entende que o conceito de barroco, tal como tomou forma no
século XVII, abrange em si elementos contraditórios a sua época. Primeiro, o aspecto
matemático e abstrato, expresso com perfeição no seu rigoroso plano de ruas, nos
seus traçados urbanos formais e nos seus desenhos geometricamente ordenados de
jardins e paisagens. Simultaneamente, a pintura e escultura do período expressam
uma vertente sensual, rebelde extravagante, o anticlássico, o antimecânico, expresso
nas suas roupas e na sua vida sexual, bem como no seu fanatismo religioso e no seu
desvairado estadismo. Entre os séculos, XV e XIX, esses dois elementos existiram
juntos, às vezes, agindo separadamente, às vezes mantidos em tensão dentro de um
tom maior. Sua análise coloca o Barroco no centro da história formas quando
considera que as antigas formas renascentistas, na sua pureza são protobarrocas, e
as formas neoclássicas, de Versailhes a São Petersburgo, como baixo-barrocas:
enquanto que até mesmo o romantismo descuidado e descontrolado dos renovadores
góticos do século XVIII poderia ser paradoxalmente como uma fase do capricho
barroco como um momento único do desenvolvimento arquitetônico.
 
Temos então a articulação de contradições do próprio barroco:
 
· Sinuosidade das formas x Rigidez urbana
 
· Coerção religiosa x Lascividade
 
· Disciplina militar x Luxo
 
· Arte para as massas x Estreita ligação com o poder religioso, a autoridade do
Estado e o luxo da nobreza.
 
Wölfflin (2010, p.16) estabelece dois pólos: o Renascimento e o Barroco, que se
sucedem sempre na mesma ordem, tendo na seqüência um caráter evolutivo. O
Renascimento é identificado como imitativo, com as formas construídas e fechadas,
próprios dos países mediterrâneos; o barroco é decorativo, de formas livres,
característicos dos países do norte da Europa. Essas duas características não têm
necessariamente uma referência temporal, reaparecem ciclicamente ao longo da
história da arte.
 
Oposição esquemática
Renascimento Barroco
Clássico Anticlássico
Plano Superposição de planos
Arte severa Liberdade formal
Ordem e disciplina Poder do inconsciente
Linha Massa
Ângulo reto Sinuosidade ou Ângulos quebrados
Perspectiva Luz e Sombra
Experiência contida Poder da emoção
Expressão formalista Expressão pictórica
Beleza tranqüila Inquietação
Técnica Movimento
Animação regular Êxtase
Desenvolvimento de vasta base teórica Despreocupação conceitual, inexistência de modelos
 
Aproximação como “Estilo Tardio” de Adorno -
Spätstil
 
Segundo Wölfflin (2010, p.28), a alta Renascença
não se transforma numa arte decadente,
especificamente diversa, mas do ponto
culminante o caminho conduz diretamente ao
Barroco. Toda inovação é um sintoma do
emergente estilo Barroco.
 
Nesse sentido, entendemos que é possível
aproximá-lo ao estilo tardio teorizado por
Theodor Adorno. Adorno cunhou o termo Spätstil
(estilo tardio) não exatamente para tratar de
manifestações estéticas agonizantes, mas para se
referir às últimas obras de criadores que
poderiam constituir uma espécie de testamento
artístico ou um acerto de contas com o
conhecimento acumulado durante toda uma vida.
 
 
 
Válvula de escape de uma sociedade que num determinado momento não pode/não
consegue/não possui o instrumental para inovação.
 
· Anteposição ao estilo anterior
 
· Monumentalidade
 
· Complexidade
 
· Visibilidade
 
· Luxo
 
ANÁLISES TEÓRICAS POSTERIORES SOBRE O BARROCO
Teoria do embotamento: Defendida por Göller e contestada por Wölfflin, entende o
estilo como expressão de uma época, ele muda quando muda a sensibilidade. Nesse
sentido a Renascença deveria morrer, porque já não produzia a pulsão da época, já
não exprimia aquilo que a preocupava, o que era sentido como essencial (WÖLFFLIN,
2010, p.88).
Vontade artística: A contrapartida de Wölfflin (2001, p.87-102) é o que ele chama de
sentimento da forma, sensibilidade que surge em primeiro na expressão dar artes
decorativas menores o sentimento popular tem espaço. Assim, explicar um estilo é
integrá-lo na história da época, segundo seu modo de expressão, é mostrar que em
sua linguagem ele apenas expressa o mesmo que as outras manifestações da época.
Aplicando esse método ao Barroco, Wölfflin enxerga a transformação de um ideal
corporal que passa do apaziguamento do ser, Renascentista, para um estado de
excitação, esforço apaixonado e vigoroso característicos do Barroco.
 
Para facilitar essa percepção propomos um rápido esquema da “Partilha do sensível”
de Jacques Rancière:
 
· Pressupõe uma existência comum, um corpo social devidamente localizado no
espaço e no tempo.
 
· Quando a subjetividade deixa de ser capital individual e torna-se a
sensibilidade comum de uma sociedade.
 
· Práticas artísticas = Visibilidade. Como uma sociedade se auto-representa?
 
· Essas práticas artísticas são modelares, implicam a produção de modelos que
são visuais, estéticos, culturais, éticos, políticos, comportamentais etc.
 
· São um “modo comum” de partilhar a experiência.
 
Esse universo “comum” significa concordâncias, dissonâncias, portanto, analisaremos
posteriormente as contradições do próprio Barroco, no momento, interessa-nos
apresentar visualmente essa partilha do sensível.
 
Exemplos da sensibilidade Renascentista.
 
Expressão selecionada a partir de um tema único, “A anunciação” para facilitar a
compreensão:
 
Quattrocento:
Anunciação (1410-1415)
Lorenzo Monaco (1370-1425)
 
Quattrocento:
Anunciação (1437-1446)
Fra Angelico (1395-1455)
 
 
Cinquecento: Anunciação (1472-1475) - Da Vinci (1452-1519)
 
Cinquecento: Anunciação - Rafael Sanzio (1483-1520)
Exemplos da sensibilidade Barroca.
Expressão selecionada a partir de um tema único, “A anunciação” para facilitar a
compreensão:
 
 
 
Anunciação (1608-1610)
Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571-
1610)
Anunciação(1506-1600)
El Greco (1541-1614)
Anunciação(1583-1587) - Tintoretto (Jacopo Comin) - (1518-1594)
Caravaggio: a grande

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