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26/01/2017 1 CONTABILIDADE DE CUSTOS - PARTE III - Profª Msc Janayna Freire janayna.freire@ufjf.edu.br PRODUÇÃO CONJUNTA PRODUÇÃO CONJUNTA E PROBLEMAS FISCAIS NA AVALIAÇÃO DE ESTOQUES INDUSTRIAIS � Em muitas empresas de Produção Contínua existe o fenômeno da Produção Conjunta, que é o aparecimento de diversos produtos a partir, normalmente, da mesma matéria-prima, como é o caso do tratamento industrial da quase totalidade dos produtos naturais na agroindústria: aparecimento de óleo, farelos (a partir da soja); ossos, diferentes tipos de carnes (a partir do boi); gasolina, querosene, emulsão asfáltica (a partir do petróleo) � Decorrem de um mesmo material diversos produtos conjuntos normalmente classificados em co-produtos e subprodutos. PRODUÇÃO CONJUNTA � A Produção Conjunta não é uma característica própria somente da Produção Contínua; é apenas muito mais comum nesse tipo de empresa; pode também ocorrer na Produção por Ordem em alguns tipos de indústrias, como a de móveis de madeira por encomenda, onde, a partir de uma única tora, podem sair peças de diferentes qualidades, que são também co-produtos ou subprodutos. PRODUÇÃO CONJUNTA � CO-PRODUTO: são os próprios produtos principais, só que assim chamados porque nascidos de uma mesma matéria-prima. São os que substancialmente respondem pelo faturamento da empresa. � SUBPRODUTOS: tem valor de venda e condições de comercialização normais, relativamente tão assegurados quanto os produtos principais da empresa; surgem como decorrência normal do processo produtivo, só que possuem pouquíssima relevância dentro do faturamento global da firma. � SUCATAS: que podem ou não ser decorrência normal do processo de produção, não têm valor de venda ou condições de negociabilidade boas. DISTINÇÃO: CO-PRODUTOS, SUBPRODUTOS E SUCATAS � SUBPRODUTOS: devido ao grau de segurança da sua venda, à medida que são produzidos, têm seu Valor Líquido de Realização considerado como redução do custo de elaboração dos produtos principais. D – Estoques C – Custos de Produção Valor Líquido de Realização: valor de venda menos as despesas de venda, os custos eventualmente necessários ao término e preparação para sua venda e ainda, eventualmente, uma margem normal de lucro bruto. TRATAMENTO CONTÁBIL 26/01/2017 2 � SUCATAS: não recebem atribuição de nenhum custo, mesmo que elas sejam inerentes ao processo e surjam como itens normais em uma produção contínua, exatamente pelos problemas relativos a sua potencialidade de obtenção de receita. Quando são vendidas, têm suas receitas registradas como Rendas Eventuais em Outras Receitas Operacionais. Até que sejam negociadas, permanecem fora da Contabilidade. D – Disponibilidades C – Outras Receitas Operacionais � CO-PRODUTOS: Apropriação tradicional TRATAMENTO CONTÁBIL � MÉTODO DO VALOR DE MERCADO � MÉTODO DOS VOLUMES PRODUZIDOS � MÉTODO DA IGUALDADE DO LUCRO BRUTO � MÉTODO DAS PONDERAÇÕES CRITÉRIOS DE APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS � MÉTODO DO VALOR DE MERCADO: mais utilizado na prática, mais em função da inexistência de outros melhores do que de méritos próprios, já que a alegação de que produtos de maior valor são os que recebem ou têm condições de receber maior custo carece de maior racionalidade. Talvez seu grande mérito esteja no fato de distribuir o resultado de forma homogênea aos Co-produtos. CRITÉRIOS DE APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS � MÉTODO DO VALOR DE MERCADO - Exemplo: Matéria-Prima Processada R$ 30.000.000 Mão-de-obra E Custos Industriais R$ 15.000.000 Custos Conjuntos Totais R$ 45.000.000 CRITÉRIOS DE APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS Valor de Venda Quantidade Produzida Valor de Venda Total Co-Produto A R$ 400 / kg 55.000 kg R$ 22.000.000 Co-Produto B R$ 200 / kg 100.000 kg R$ 20.000.000 Co-Produto C R$ 300 / kg 60.000 kg R$ 18.000.000 R$ 60.000.000 � A distribuição dos $45.000.000 de Custo Conjunto feita proporcionalmente à participação do Co-produto na receita fica: CRITÉRIOS DE APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS Valor de Venda Total % Valor Total Custo Apropriado Custo Unitário Co-Produto A R$ 22.000.000 36,67% R$ 16.500.000 R$ 300,00 / kg Co-Produto B R$ 20.000.000 33,33% R$ 15.000.000 R$ 150,00 / kg Co-Produto C R$ 18.000.000 30% R$ 13.500.000 R$ 225,00 / kg R$ 60.000.000 R$ 45.000.000 � Em caso de processamentos adicionais a um ou vários dos Co- produtos; esses custos, agora específicos e identificáveis a cada um deles, não são mais parte dos Custos Conjuntos, e por isso não entram mais no nosso tipo de problema, sendo debitados a cada Co-produto especificamente. � O valor de mercado, existente para cada Co-produto, pode ser possível apenas para ele na forma de totalmente acabado ou pode ser encontrado para a fase de semiprocessamento em que se acha. CRITÉRIOS DE APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS 26/01/2017 3 � Se existir preço de venda no mercado para a fase em que surgem os Co-produtos, basta fazer como já calculado para obter o custo de cada um; após isso, os custos adicionais lhes serão apropriados individual e especificamente. � Se não existir preço de mercado na fase em que aparecem, precisamos de um valor suposto de mercado calculado como sendo o preço de venda menos os custos específicos de término de produção. Se, no exemplo anterior, os dados fossem: CRITÉRIOS DE APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS CRITÉRIOS DE APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS Aplicação dos Custos adicionais: Produto A: $16.200.000 + $4.000.000 = $20.200.000 $20.200.000/55.000 = $367,27 Produto C: $10.800.000 + $6.000.000 = $16.800.000 $16.800.000/60.000 = $280,00 Valor de Venda Qtd Produzida Valor de Venda Total Custos Adicionais Co-Produto A R$ 400 / kg 55.000 kg R$ 22.000.000 R$ 4.000.000 Co-Produto B R$ 200 / kg 100.000 kg R$ 20.000.000 - Co-Produto C R$ 300 / kg 60.000 kg R$ 18.000.000 R$ 6.000.000 Receita Total (-) Custos Adic % Total Custo Apropriado Custo Unitário Co-Produto A R$ 18.000.000 36% R$ 16.200.000 R$ 294,55 / kg Co-Produto B R$ 20.000.000 40% R$ 18.000.000 R$ 180,00 / kg Co-Produto C R$ 12.000.000 24% R$ 10.800.000 R$ 180,00 / kg R$ 50.000.000 R$ 45.000.000 � MÉTODO DOS VOLUMES PRODUZIDOS - Exemplo: Matéria-Prima Processada R$ 30.000.000 Mão-de-obra E Custos Industriais R$ 15.000.000 Custos Conjuntos Totais R$ 45.000.000 CRITÉRIOS DE APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS Valor de Venda Quantidade Produzida Valor de Venda Total Co-Produto A R$ 400 / kg 55.000 kg R$ 22.000.000 Co-Produto B R$ 200 / kg 100.000 kg R$ 20.000.000 Co-Produto C R$ 300 / kg 60.000 kg R$ 18.000.000 R$ 60.000.000 � MÉTODO DOS VOLUMES PRODUZIDOS: Esse critério acaba por apropriar custos iguais por unidade de volume elaborado. � Tal método poderia ser válido se os produtos tivessem características muito semelhantes entre si, inclusive não muita divergência em seus preços de mercado. CRITÉRIOS DE APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS Quantidade Produzida % Valor Total Custo Apropriado Custo Unitário Co-Produto A 55.000 kg 25,58% R$ 11.511.628 R$ 209,30/ kg Co-Produto B 100.000 kg 46,51% R$ 20.930.232 R$ 209,30 / kg Co-Produto C 60.000 kg 27,91% R$ 12.558.140 R$ 209,30/ kg 215.000 kg R$ 45.000.000 � MÉTODO DA IGUALDADE DO LUCRO BRUTO: Já que qualquer critério é arbitrário, poder-se-ia distribuir o Custo Conjunto de tal forma que cada produto tivesse o mesmo lucro bruto por unidade. CRITÉRIOS DE APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS a) Se não existissem os custos adicionais dos Co-produtos A e C: Receita Total R$ 60.000.000(-) Custo Total Conjunto (R$ 45.000.000) Lucro Bruto Total R$ 15.000.000 Lucro Bruto por kg = R$ 15.000.000 = R$ 69,77 / kg 215.000 kg CRITÉRIOS DE APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS Preço de Venda (A) Lucro Bruto (B) Custo (A – B) Co-Produto A R$ 400 / kg R$ 69,77 / kg R$ 330,23 / kg Co-Produto B R$ 200 / kg R$ 69,77 / kg R$ 130,23 / kg Co-Produto C R$ 300 / kg R$ 69,77 / kg R$ 230,23 / kg 26/01/2017 4 b) Se existissem os custos adicionais dos produtos A e C: Receita Total R$ 60.000.000 (-) Custo Total Conjunto (R$ 45.000.000) (-) Custo Adicional (R$ 10.000.000) Lucro Bruto Total R$ 5.000.000 Lucro Bruto por kg = R$ 5.000.000 = R$ 23,26 / kg 215.000 kg CRITÉRIOS DE APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS Preço de Venda (A) Lucro Bruto (B) Preço – Lucro Bruto (-) Custo Adicional Custo antes dos Custos Adicionais Co-Produto A 400 23,26 376,74 72,73 304,01 Co-Produto B 200 23,26 176,74 - 176,74 Co-Produto C 300 23,26 276,74 100,00 176,74 � MÉTODO DAS PONDERAÇÕES: Uma forma também subjetiva, mas às vezes de bons resultados, é a de se ponderar cada Co- produto em termos de grau de dificuldade, importância, facilidade de venda etc. de cada um. Poderíamos, por exemplo, chegar à conclusão de que, ainda no mesmo exemplo, deveríamos apropriar custos de tal forma que cada unidade de A equivalesse ao número-índice 100, cada unidade de B a 40 e cada uma de C a 65. CRITÉRIOS DE APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS � MÉTODO DAS PONDERAÇÕES: CRITÉRIOS DE APROPRIAÇÃO DOS CUSTOS CONJUNTOS Peso Qtd Produzida Ponderação Total Particip% Custo Total Custo por Unidade Co-Produto A 100 55.000 kg 5.500.000 41,04 % 18.470.149 335,82 / kg Co-Produto B 40 100.000 kg 4.000.000 29,85 % 13.432.836 134,33 / kg Co-Produto C 65 60.000 kg 3.900.000 29,10 % 13.097.015 218,28 / kg 13.400.000 100,0 % 45.000.000 � A Empresa Beneficiadora de Milho São Tomé processou, em determinado período, 50 toneladas de milho, que haviam sido compradas a $3/kg. Para esse mesmo trabalho utilizou mão-de-obra, ao custo conjunto de $25.000, e outros recursos comuns, ao custo de $12.500. Desse processamento resultaram os seguintes co-produtos (em kg): Pede-se para calcular: a) o valor de custo do estoque final de produtos acabados, apropriando os custos conjuntos pelo critério do preço de mercado; b) o Custo dos Produtos Vendidos (CPV); c) o Lucro Bruto (LB) de cada produto; d) a margem bruta, em porcentagem (%), de cada produto; e e) idem, porém agora pelo critério do volume. EXERCÍCIO PROPOSTO Produção Vendas Preços Quirera 30.000 30.000 5,00 Fubá 15.000 15.000 6,80 Germe 5.000 3.800 9,60 a) o valor de custo do estoque final de produtos acabados, apropriando os custos conjuntos pelo critério do preço de mercado; Custo Total da Produção Matéria-Prima 50.000 x 3,00 150.000 Mão-de-Obra 25.000 Outros 12.500 TOTAL 187.500 Preço (R$/kg) Qtd (kg) Receita Potencial % Receita Apropriação do Custo TOTAL UNITÁRIO Quirera 5,00 30.000 150.000 50% 93.750 3,13 Fubá 6,80 15.000 102.000 34% 63.750 4,25 Germe 9,60 5.000 48.000 16% 30.000 6,00 300.000 100% 187.500 b) o Custo dos Produtos Vendidos (CPV); CPV = 187.500 – 7.200 = 180.300 OU Vol Produzido Vol Vendido Estoque Final (kg) Custo Unitário (R$ / kg) Estoque Final (R$) Quirera 30.000 30.000 0 3,13 - Fubá 15.000 15.000 0 4,25 - Germe 5.000 3.800 1.200 6,00 7.200 Vol Vendido Custo Unitário (R$ / kg) Estoque Final (R$) Quirera 30.000 3,13 93.750 Fubá 15.000 4,25 63.750 Germe 3.800 6,00 22.800 TOTAL 180.300 26/01/2017 5 c) o Lucro Bruto (LB) de cada produto; d) a margem bruta, em porcentagem (%), de cada produto; e Vol Vendido Preço (R$/kg) TOTAL Custo Lucro Bruto Margem % Quirera 30.000 5,00 150.000 93.750 56.250 37,5% Fubá 15.000 6,80 102.000 63.750 38.250 37,5% Germe 3.800 9,60 36.480 22.800 13.680 37,5% 288.480 180.300 108.180 37,5% e) idem, porém agora pelo critério do volume. R$ 187.500 / 50.000 KG = R$ 3,75 por kg CPV = R$ 187.500 – R$ 4.500 = R$ 183.000 EXERCÍCIO PROPOSTO Vol Produzido Vol Vendido Estoque Final (kg) Custo Unitário (R$ / kg) Estoque Final (R$) Quirera 30.000 30.000 0 3,75 - Fubá 15.000 15.000 0 3,75 - Germe 5.000 3.800 1.200 3,75 4.500 Vol Vendido Custo Unitário (R$ / kg) Custo Total (R$) Quirera 30.000 3,75 112.500,00 Fubá 15.000 3,75 56.250,00 Germe 3.800 3,75 14.250,00 TOTAL 183.000,00 c) o Lucro Bruto (LB) de cada produto; d) a margem bruta, em porcentagem (%), de cada produto; e Vol Vendido Preço (R$/kg) TOTAL Custo Lucro Bruto Margem % Quirera 30.000 5,00 150.000 112.500 37.500 25% Fubá 15.000 6,80 102.000 56.250 45.750 45% Germe 3.800 9,60 36.480 14.250 22.230 61% 288.480 183.000 105.480 37,5% � Com os dados do Exercício anterior calcular pelo método das ponderações, com base nos seguintes pesos: Quirera 50 Fubá 80 Germe 100 � Com os dados do Exercício anterior calcular pelo método da igualdade do lucro bruto. EXERCÍCIO PROPOSTO 2 CUSTEIO DE ORDEM E ECOMENDAS PROBLEMAS ESPECIAIS DA PRODUÇÃO POR ORDEM � Quando trabalha atendendo encomendas de clientes ou então produz também para venda posterior, mas de acordo com determinações internas especiais, não de forma contínua. PRODUÇÃO POR ORDEM 26/01/2017 6 � Exemplo - Indústria: indústria pesada e de equipamentos especiais, algumas indústrias de móveis, construção civil, confecção de moda por estação climática. � Exemplo - Serviços: escritórios de planejamento, de auditoria, de consultoria, de engenharia. PRODUÇÃO POR ORDEM � Podem existir ainda empresas que trabalham parte de forma contínua, parte por ordem: Ex 1: Indústria automobilística pode produzir o carro de forma contínua até certo ponto e, a partir daí, por ordem, segundo especificações de acabamento, cor, acessórios, etc. Ex 2: Uma indústria de plástico pode produzir as folhas de material em série, mas transformá-las em embalagens por ordem, fabricando cada modelo por vez. PRODUÇÃO POR ORDEM � Pode-se ainda, fazer algumas mudanças em função de conveniência. A empresa tem uma encomenda que leva 5 meses de trabalho, em vez de custear como se fosse uma ordem, faz um custeio como se fosse uma produção contínua durante esse tempo. � Pode também ocorrer de a empresa trabalhar em série durante certo tempo com determinado produto, mas desejar custeá-lo como se fosse uma grande ordem para avaliar seu resultado global. PRODUÇÃO POR ORDEM DIFERENÇAS NO TRATAMENTO CONTÁBIL � POR ORDEM: os custos são acumulados numa conta específica para cada ordem ou encomenda. Essa conta só pára de receber custos quando a ordem estiver encerrada. Se terminar um período contábil e o produto estiver ainda em processamento, não há encerramento, permanecendo os custos até então incorridos na forma de bens em elaboração, no ativo; quando a ordem for encerrada, será transferida para estoque de produtos acabados ou para Custo dos Produtos Vendidos, conforme a situação. TRATAMENTO CONTÁBIL � CONTÍNUA: Os custos são acumulados em contas representativas das diversas linhas de produção; são encerradas essas contas sempre no fim de cada período (mês, semana, trimestre ou ano, conforme o período mínimo contábil de custos da empresa). Não há encerramento das contas à medida que os produtos são elaborados e estocados, mas apenas quando do fim do período; na apuração por Processo não se avaliam custos unidade por unidade, e sim à base do custo médio do período (com a divisão do custo total pela quantidade produzida).TRATAMENTO CONTÁBIL 26/01/2017 7 �Em ambas, os Custos Indiretos são acumulados nos diversos Departamentos para depois serem alocados aos produtos (ordens ou linhas de produção). E em ambas também são utilizáveis os procedimentos relativos às Taxas de Aplicação de CIP. TRATAMENTO CONTÁBIL � Esquema Básico de Custos por Ordem de Produção: 1. Apropriar os Custos Diretos às respectivas Ordens 2. Apropriar os Custos Indiretos via Sistema de Custeio adotado até que recaiam sobre as encomendas ou Ordens de Produção. � Pode ser utilizado ainda um Sistema Gerencial separado do Sistema Contábil/Financeiro PROBLEMAS NA PRODUÇÃO POR ORDEM E DE ENCOMENDAS � Danificações de Materiais (dentro de certa normalidade): Dois procedimentos podem ser utilizados: apropriação à ordem que está sendo elaborada ou concentração dentro dos Custos Indiretos para rateio à produção toda do período. � A alocação direta à ordem é uma forma bastante útil para se conhecer o efetivo resultado de cada uma delas. � Mas se as danificações ocorrem, por exemplo, dentro de seus próprios armazéns de estocagens ou almoxarifados, antes de sua utilização na produção da ordem, torna-se necessária a atribuição a todos os produtos do período. DANIFICAÇÕES � Danificações de Ordens Inteiras: Comumente ocorre a danificação de uma ordem inteira ou pelo menos em estado adiantado de produção. Do ponto de vista contábil, o procedimento mais correto é a baixa direta para perdas do período, sem a acumulação aos novos custos de reelaboração da ordem (Conservadorismo, exceto se for imaterial o valor). � Gerencialmente, interessa, um relatório onde seja deduzido esse montante perdido do resultado obtido na ordem (Relatórios internos). DANIFICAÇÕES � A regra geral é a de acumulação dos custos para sua transferência ao resultado apenas por ocasião da entrega (reconhecimento da receita). E esse deve ser o procedimento, sempre que possível. � Pode gerar Distorção no Resultado. Então abre-se mão das regras usuais. � Quando ocorrem esses contratos de longo prazo, deve-se fazer a apropriação do resultado de forma parcelada, durante a produção; reconhece-se uma parte da receita em cada período e apropriam-se os custos transformados em despesas. ENCOMENDAS DE LONGO PRAZO 26/01/2017 8 � Ex: empreiteiras de obras públicas (quando especifica quanto cabe de receita para cada parte do serviço executado). No fim de cada período, a empresa procede à medição do que foi realizado, contabiliza a receita e reconhece o custo correspondente. � Não há “Obras em Andamento” em seus estoques, porque normalmente não é seu o ativo construído (estradas, prédios, etc). � No Brasil, o Fisco admitia a apuração do resultado nessas hipóteses só no final. Atualmente, está obrigando o uso dessa forma, que é tecnicamente a única correta (exceção fiscal é a atividade imobiliária). ENCOMENDAS DE LONGO PRAZO � Difícil se torna a solução do problema quando a empresa que executa o contrato não tem fixados os preços por etapas, mas apenas o valor global do trabalho; às vezes, existem parcelas recebidas em diversas épocas, mas que não correspondem necessariamente ao valor do que tiver sido feito, e muitas vezes são estabelecidas em função de datas, e não de realizações. Quanto apropriar então de receita para cada período? ENCOMENDAS DE LONGO PRAZO �Critério da Proporcionalidade do Custo Total: A empresa verifica quanto foi incorrido em cada período como parte do custo total previsto para o contrato, apropriando também a mesma porcentagem da receita total. ENCOMENDAS DE LONGO PRAZO � Exemplo: A empresa tem uma estimativa de custo total de $10.000 para uma encomenda, e a contrata por $15.000. � No primeiro ano, incorre num custo total de $4.000, o que a faz apropriar $6.000 de receita. � Se tiver recebido $ 7.000 (mais do que os $6.000) de seu cliente: D – Caixa - AC 7.000 C – Receita de Vendas - Res 6.000 C – Adiantamento de Clientes - PC 1.000 � Se tiver recebido $ 5.000 (mais do que os $6.000) de seu cliente: D – Caixa – AC 5.000 D – Contas a Receber – AC 1.000 - Serviço a Faturar C – Receita de Vendas 6.000 ENCOMENDAS DE LONGO PRAZO � No primeiro ano, incorre num custo total de $4.000, o que a faz apropriar $6.000 de receita. � Custo Total Previsto: 10.000 � Receita Total Contratada: 15.000 (150% do Custo) � Recebimentos Contratados: AV 4.000, 1º Per 5.000, 2º Per 6.000 � No Primeiro Período Ocorre: Custos Reais Incorridos 4.000 Mudança na Previsão do Custo: nenhuma Apuração do Resultado: Apropriação da Receita 6.000 (150% do Custo) Apropriação do Custo (4.000) Resultado de 2.000 ENCOMENDAS DE LONGO PRAZO � OBS: Logicamente, existirão divergências quanto ao custo real e ao previsto originariamente, e os ajustes terão de ser feitos paulatinamente, à medida que deles se tomar conhecimento. � No Segundo Período Ocorre: Custos Reais Incorridos 3.600 Mudança na Previsão do Custo: 10.700 Receita sem alteração, igual agora a 140% do Novo Custo Receita à Base de 140% → 5.040 Ajuste da Receita do período anterior: 5.600 – 6.000 = -400 Receita Ajustada: 5.040 – 400 = 4.640 Apuração do Resultado: Apropriação da Receita 4.640 Apropriação do Custo (3.600) Resultado de 1.040 ENCOMENDAS DE LONGO PRAZO 26/01/2017 9 � No Terceiro Período Ocorre: Custos Reais Incorridos 3.400 Total Real do Custo: 4.000+3.600+3.400 = 11.000 Total da Receita agora pode ser por diferença: 15.000 – 6.000 – 4.640 = 4.360 Apuração do Resultado: Apropriação da Receita 4.360 Apropriação do Custo (3.400) Resultado de 960 ENCOMENDAS DE LONGO PRAZO 1º Ano 2º Ano 3º Ano Total Receita 6.000 4.640 4.360 15.000 (-) Custo (4.000) (3.600) (3.400) 11.000 Resultado 2.000 1.040 960 4.000 � Exemplo 2 (Quando há correção contratual): No exemplo anterior foi contratado uma correção de inflação de 5% para o primeiro ano e 8% para o segundo ano, e esses valores são aplicados sobre as parcelas não recebidas. � No Primeiro Período Ocorre: Custos Reais Incorridos 4.000 Mudança na Previsão do Custo: nenhuma Apuração do Resultado: Apropriação da Receita 6.000 (150% do Custo) Apropriação do Custo (4.000) Resultado de 2.000 ENCOMENDAS DE LONGO PRAZO � No Segundo Período Ocorre: Nova Receita Total: 15.000 + 5% sobre 5.000 e 6.000 Nova Receita Total: 15.550 Custos Reais Incorridos 3.600 Mudança na Previsão do Custo: 10.700 Receita alterada, igual agora a 145,3% do Novo Custo Receita à Base de 145,3% * 3.600 → 5.230,8 Ajuste da Receita do período anterior: 5.812 – 6.000 = -188 Receita Ajustada: 5.230,8 – 188 = 5.042,8 Apuração do Resultado: Apropriação da Receita 5.042,8 Apropriação do Custo (3.600) Resultado de 1.442,8 ENCOMENDAS DE LONGO PRAZO � No Terceiro Período Ocorre: Nova Receita Total: 15.550 + 8% sobre 6.000 = 16.030 Total Real do Custo: 4.000+3.600+3.400 = 11.000 Total da Receita agora pode ser por diferença: 16.030 – 6000 – 5.042,8 = 4.987,2 Apuração do Resultado: Apropriação da Receita 4.987,2 Apropriação do Custo (3.400) Resultado de 1.587,2 ENCOMENDAS DE LONGO PRAZO 1º Ano 2º Ano 3º Ano Total Receita 6.000 5.042,8 4.987,2 16.030 (-) Custo (4.000) (3.600) (3.400) 11.000 Resultado 2.000 1.442,8 1.587,2 5.030 EXERCÍCIO PROPOSTO � A Empresa ICMEP produtora de bens de capital, aceitou uma encomenda de um cliente para produzir um equipamento, com as seguintes condições: Preço total: $540.000 Prazo de execução: dois períodos Pagamento: 40% na assinatura do contrato, 30% um períodoapós e o saldo na entrega do equipamento. � A ICMEP comprou todo o material necessário a construção do equipamento no início da execução da encomenda, pelo preço total de R$120.000; desse material comprado utilizou 60% no primeiro período. Ela costuma acrescer 10% (dez por cento) sobre o preço de compra como margem de lucro na aplicação de material. � No primeiro período contábil, a ICMEP trabalhou 5.000 h do total previsto de 11.500 horas de Mão de Obra Direta para realizar a ordem toda. Essa mão de obra teve um custo de $10/hora (incluindo os encargos), e estima-se que haverá um reajuste de 12% (doze por cento) para o próximo período. � A taxa de apropriação de custos indiretos é de $20 por hora de MOD no primeiro período e $22,40 no segundo. EXERCÍCIO PROPOSTO 26/01/2017 10 � O critério utilizado pela empresa para reconhecimento da receita é com base no custo incorrido. Os custos incorridos são transferidos para o resultado ao final de cada período. � Pede-se para calcular os valores: a) do custo por período; b) da parcela da receita, também segregada por período; c) do resultado global da encomenda; d) do Lucro Bruto do primeiro período; e e) do Lucro Bruto do segundo período. EXERCÍCIO PROPOSTO CIF REAIS X CIF APLICADOS Até agora estudamos os CIF quando conhecidos os custos e a produção realizada. � Mas e se o período ainda não foi encerrado? � Como acompanhar o custo do produto durante o mês? � Os CIFs ocorrem homogeneamente durante o mês? CIF REAIS X CIF APLICADOS PREVISÃO DA TAXA DE APLICAÇÃO DE CIF Se a Empresa pretende ir apurando (e até contabilizando) o custo de cada produto à medida que vai sendo fabricado → Estimativa Estimativa do Volume de Produção Estimativa do Valor dos CIF Fixação do critério de apropriação de CIF aos Centros de Custos e aos produtos Supondo uma empresa industrial bem simples, que não precisa de Departamentalização, com a seguinte previsão: Custos Fixos (Aluguel) = $3.000.000 por ano Custos Variáveis = $200 por hora-máq Horas-máq de Trabalho: 10.000 (Vol de trab. previsto) CIFs = $3.000.000 + ($200/hm x 10.000 hm) = $5.000.000 Taxa Prevista de CIF Variável= $200,00 Taxa Prevista de CIF Fixa = $3.000.000/10.000 hm = $300,00 Taxa Prevista de CIF = $5.000.000 / 10.000 hm = $ 500 /hm Ao final do período um ajuste terá que ser feito, pois provavelmente os CIF realmente incorridos e as Horas trabalhadas serão diferentes do Previsto. TAXA DE APLICAÇÃO DE CIF: EXEMPLO 1 $ 500 /hm IMPORTANTE: Fazer a divisão em CF e CV (Volume de Produção) Resumindo: 1) Estimar volumes de atividade em Centro de Custo. 2) Estimar os Custos Fixos de cada Centro de Custo. 3) Estimar os Custos Variáveis de Centro de Custo. 4) Definir a forma de distribuição e rateio dos CIF dos diferentes Centro de Custo de serviços. 5) Definir do critério de apropriação dos CIF dos Centro de Custo de produção aos Produtos. PREVISÃO DA TAXA DE APLICAÇÃO DE CIF 26/01/2017 11 Normalmente, os CIF são acumulados numa conta ou grupo de contas e daí transferidos aos produtos (com ou sem passagem por contas departamentais): (*) Contrapartida: Estoque de MP, Salários a Pagar, Contas a Pagar, Disponibilidades, etc → Custos Reais Incorridos CONTABILIZAÇÃO DE CIFS APLICADOS CIF *(a) XXXX XXXX (b) Produtos (b) XXXX Quando trabalhamos com Taxas Predeterminadas ainda não conhecemos os CIF’s Totais do mês e já no primeiro dia ser elaborado um produto que precisa receber sua parcela. D – Produtos Acabados C – CIF Aplicados (Valores predeterminados de CIF) Os CIF Reais vão sendo contabilizados em sua conta normal. No fim do período serão comparados os saldos dos CIF Aplicados e dos CIF Reais, se a previsão estiver correta, ambos serão iguais, e bastará a eliminação dos saldos, com seu cancelamento mútuo. CONTABILIZAÇÃO DE CIFS APLICADOS Costumeiramente, haverá discrepância, tanto por erro de previsão no volume como na dos próprios CIF’s Reais. No primeiro exemplo (Taxa de 500/hmaq). Se em um período o produto gastar 40.000 de Matéria-Prima e 10 horas-máquina: CONTABILIZAÇÃO DE CIFS APLICADOS Produtos (a) CD 40.000 (b) CI 5.000 CIF Aplicados 5.000 (b) Supondo que a empresa tenha de fato trabalhado no período um total de 9.600 HMaq e CIP reais de 4.920 mil. 80% dos produtos foram vendidos e os Custos Diretos foram 10.000 mil. * 9.600 x 500/hm = 4.800 ** 14.800 x 80% CONTABILIZAÇÃO DE CIFS APLICADOS CIF Reais (a) 4.920 Produtos (b) 10.000 (c) 4.800 11.840 (d)** 2.960 CIF Aplicados 4.800 (c) * Custo do Produto Vendido (d) 11.840 120 1. Contabilidade Financeira: O que fazer com esses R$ 120 mil? 2. Contabilidade Gerencial: Quais as razões dessa diferença? CONTABILIZAÇÃO DE CIFS APLICADOS (VARIAÇÃO) 1. Contabilidade Financeira: O que fazer com esses R$ 120 mil? Transferir para uma Conta de Variação de CIF * 120 x 20% ** 120 x 80% CONTABILIZAÇÃO DE CIFS APLICADO (VARIAÇÃO) CIF Reais (a) 4.920 4.920 (e) Produtos (b) 10.000 (c) 4.800 11.840 (d)** 2.960 *(g) 24 CIF Aplicados (f) 4.800 4.800 (c) * Custo do Produto Vendido (d) 11.840 ** (g) 96 Variação de CIF (e) 4.920 4.800 (f) 120 120 (g) 26/01/2017 12 2. Contabilidade Gerencial: Quais as razões dessa diferença? Confrontar os CIFs Aplicados e os CIFs Reais a fim de procurar o porquê das variações para poder tentar corrigir falhas e problemas na produção e ainda melhorar a qualidade da própria previsão para períodos futuros. ANÁLISE: CIFS REAIS X CIFS APLICADOS Voltando ao primeiro exemplo. A Taxa de Aplicação foi: ($3.000.000 + (10.000 hm x $200/hm))/ 10.000 hm = $500/hm No fim do mês foram realizados: Volume de 11.000 horas/máquina no mês CIFs Totais de $ 6.000.000 CIF Total Aplicado: 11.000 hm x $ 500 /hm = $ 5.500.000 Variação entre CIF Reais e CIF Aplicados: $ 6.000.000 - $ 5.500.000 = $ 500.000 (Desfavorável) ANÁLISE: CIFS REAIS X CIFS APLICADOS Comparação Previsto e Realizado: Parte dessa diferença é referente ao “Erro de Volume” de horas de MOD – Variação de Volume Parte dessa diferença é referente aos próprios custos – Variação de Custos ANÁLISE: CIFS REAIS X CIFS APLICADOS Previsto Realizado Diferença Horas de MOD 10.000 11.000 1.000 CIF Totais 5.000.000 6.000.000 1.000.000 Variação de Volume CIF Aplicado (-) CIF Ajustado (CIF que deveria ser considerado caso tivesse acertado a previsão do Volume) Variação de Custos CIF Real (-) CIF Ajustado (CIF que deveria ser considerado caso tivesse acertado a previsão do Volume) Variação TOTAL = Var. de Volume + Var. de Custos Variação TOTAL = CIF Aplicado – CIF Real ANÁLISE: CIFS REAIS X CIFS APLICADOS Variação de Volume A empresa usou uma Taxa de $500/Hm, que só é válida para um volume de 1.000 horas-máquina e aplicou para um volume real de 11.000 horas. A taxa que deveria ter sido utilizada seria: Taxa Ajustada CV = $200,00 Taxa Ajustada CF = 3.000.000 / 11.000 = $272,727272 Taxa Ajustada = $472,727272 Diferença entre Taxas: CIF APLICADO – CIF AJUSTADO Diferença entre Taxas: 500,00 – 472,727272 = 27,272728 Erro Total de: 11.000 hm x $27,272728/hm = $300.000 (Favorável) ANÁLISE: CIFS REAIS X CIFS APLICADOS Variação de Custos: Os CIF previstos originalmente eram de $5.000.000; mas esse montante só é válido para 10.000 hm. Para um total de 11.000 hmod, a previsão correta seria de $5.200.000 = ($3.000.000 + 11.000 hm x $200/hm). Mas os CIF Reais não foram os $5.200.000, e sim $6.000.000, havendo assim uma Variação Desfavorável de $800.000 nos Custos. Outra forma de resolveré: Diferença entre Taxas: CIF REAL – CIF AJUSTADO Diferença entre Taxas: 545,454545 – 472,727272 = 72,727273 Erro Total de: 11.000hm x $72,727273/hm = $800.000 (Desfavorável) ANÁLISE: CIFS REAIS X CIFS APLICADOS 26/01/2017 13 EXEMPLO 2: Uma empresa prevê para o Departamento X: Volume de 400 horas de MOD por mês Custos Indiretos Fixos de $1.000 Custos Indiretos Variáveis de $3/hora de MOD Sua Taxa de Aplicação será: ($1.000 + 400 hmod x $3/hmod)/ 400 hmod = $ 5,5 /hmod No fim do mês foram realizados: Volume de 380 horas de MOD no mês CIFs Totais de $ 2.100 CIF Total Aplicado: 380 hmod x $ 5,5 /hmod = $ 2.090 Variação CIF Reais X CIF Aplicados: $ 2.100 - $ 2.090 = $ 10 (Desf) ANÁLISE: CIFS REAIS X CIFS APLICADOS Comparação Previsto e Realizado: Parte dessa diferença é referente ao “Erro de Volume” de horas de MOD – Variação de Volume Parte dessa diferença é referente aos próprios custos – Variação de Custos Previsto Realizado Diferença Horas de MOD 400 380 -20 CIF Totais 2.200 2.100 -100 ANÁLISE: CIFS REAIS X CIFS APLICADOS Variação de Volume A empresa usou uma Taxa de $5,5/Hmod, que só é válida para um volume de 400 horas de MOD, e aplicou para um volume real de 380 horas. A taxa que deveria ter sido utilizada seria: ($ 1.000 + 380hmod x $3/hmod)/380 = $5,631 Diferença entre Taxas: CIF APLICADO – CIF AJUSTADO Diferença entre Taxas: 5,631 – 5,5 = 0,131 Erro de: 380 hmod x $0,131/hmod = $50 (Desfavorável) ANÁLISE: CIFS REAIS X CIFS APLICADOS Comparação Previsto e Realizado: Variação de Volume: 380 hmod x $0,131/hmod = $50 (Desfavorável) Previsto Realizado Diferença Horas de MOD 400 380 -20 CIF Totais 2.200 2.100 -100 Taxa de Aplicação 5,5 h/mod 5,63 h/mod +0,13 ANÁLISE: CIFS REAIS X CIFS APLICADOS Variação de Custos: Os CIF previstos originalmente eram de $2.200; mas esse montante só é válido para 400 hmod. Para um total de 380 hmod, a previsão correta seria de $2.140 ($1.000 + 380 hmod x $3/hmod). Mas os CIF Reais não foram os $2.140, e sim $2.100, havendo assim uma Variação Favorável de $40 nos Custos. Outra forma de resolver é: Diferença entre Taxas: CIF REAL – CIF AJUSTADO Diferença entre Taxas: 5,52631 – 5,631 = 0,104684 Erro Total de: 380hmod x $ 0,104684/hmod = $39,78 (Favorável) ANÁLISE: CIFS REAIS X CIFS APLICADOS Comparação Previsto e Realizado: Var. de Volume: 380 hmod x $0,131/hmod = $50 (Desf) Var. de Custo: R$ 2.140 – R$ 2.100 = R$ 40 (Fav) Var CIFReais x CIFAplic: R$ 10 (Desfavorável) Previsto Realizado Dif Horas de MOD 400 380 -20 CIF Totais Realiz 2.200 2.100 -100 Taxa de Aplicação 5,5 h/mod 5,63 h/mod +0,13 Previsão de CIF p/ 380h 2.140 2.100 +40 ANÁLISE: CIFS REAIS X CIFS APLICADOS