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aula 8 pratica I

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AO D OU T O J U IZO D O JU IZADO ES P EC IAL CÍVE L P E RT ENCE NTE À V AR A Nº __D A C OMARC A D E J OÃO PESSOA/PB 
 
 
 
 
 
 
O Condomínio Spartacus , representado judicialmente pelo seu síndico 
regularmente eleito, conforme comprovação de assemblei a acostada a os 
autos , situado na Rua Rubi , nº 300, no município d e João Pessoa/PB , vem, mui respeitosamente , através de seu advoga do devidamente qualificado em 
procuração manda mental específica j untada a o seguinte feito , PROPOR , 
PELO RITO COMUM, AÇÃO D E CONH EC IMENTO, CUMULADO COM 
REQUERIMENTO DE FORMA ANTECEDENTE , A CONCESSÃO DE 
LIMINAR PAR A T UTE LA ANTECIPADA DE URGÊ NCIA, EM FACE DE 
FE LIZB E RT O, condômino no edifício , brasileiro, residente na uni d ade 501 do 
referido prédio , que se si tua no endereço supra aludido , os cadastros no s 
registros gerais de pessoas físicas é ignorado, P E L OS S E GU INT E S FATOS E FUNDAMENTOS JURÍD ICOS QUE SE PASSA A EXPOR: 
I . DAS PR ELIM INAR E S 
 
I.I I. D A CO MPE T Ê N C IA D O J U ÍZO 
É competente o presente foro para a propositura da ação em tela, tendo 
em vista as circunstâncias originárias da ação, sendo que o domicílio do réu no 
caso em tela é exatamente no foro de situação do imóvel, conforme disposição 
nítida na lei nº 9.099/95, em seu artigo 4 º, que assim estabelece: 
 Art. 4º É competente, para as causas previstas nesta Lei, 
o Juizado do f oro: 
 I - do domicílio do réu ou, a critério do autor, do local 
onde aquele exerça atividades profissionais ou econômicas ou mantenha estabelecimento, filial, agência, 
sucursal ou escritório; 
 II - do lugar onde a obrigação deva ser satis feita; 
 III - do domicílio do autor ou do local do ato ou fato, nas 
ações para reparação de dano de qualquer natureza. 
 Parágrafo único. Em qualquer hipótese, poderá a ação ser 
proposta no foro previsto no inciso I deste artigo. (L ei 909 9/95) 
 
I.I II DO P R OCE D IME N T O DA T U T E LA C AUT E LAR AN T E CE DEN TE 
 Como bem está nítido no novo código de processo civil de 2015 , nas 
ações de conhecimento, pode -se restringir as peças iniciais a tão somente o 
pedido de concessão antecipada de tutela. Devendo o autor , assim é b em 
esclarecedor o código , relata r a lide e o s fundamentos d e fatos e direitos que o caso reclama , e que visa proteger. Sendo, cabe mencionar, tudo sumariamente 
exposto , ou seja , de forma breve , de forma mais objetiva possível , com o fito de assegurar a transparência do perigo de dano ou o risco ao resultado útil do 
processo. N esse mesmo sentido : 
 
 
Art. 3 05. A petição inicial da ação que visa à prestação de 
tutela cautelar e m caráter antecedente indicará a lide e seu 
fundamento, a exposição sumária do direito que se 
objetiva assegurar e o perigo de dano ou o r isco ao 
resultado útil do processo. (CPC/15) 
 
 Pelo exposto , Excelência, percebe -se que assim se dará o segui mento 
desta peça inicial, sob o s lídimos ditames estritos do código de processo civil 
pátrio. 
 
 
I I . D OS FA TOS 
O presente caso versa sobre a aprovação de assemblei a geral 
extraordinária no Condomínio Spartacus, já devidamente descrito em alhures a 
sua localização na cidade de João Pessoa/PB , para realização de obras de 
recuperação e manutenção . 
Ocorre que no curso d a obra fora constatado o rompi mento de tubulação 
de esgoto (barbará) d a coluna do edifício, no apartamento logo a baixo d a 
uni d ade 501, de propriedade do senhor Felizberto . 
Nesse diapasão , o condomínio fez i números contatos com o S r. 
Felizberto , por meio de notificações, comunicações pessoais, contudo o 
condômino insisti u e m negar o acesso ao aparta mento, de modo que obstou o 
trabalho de manutenção . 
 Os e feitos da conduta estão resvalando nos demais moradores e 
especialmente em um idoso, e em um deficiente que residem na unidade 4 01 , 
logo abaixo do apartamento em questão . Tal ocorrência vem trazendo um 
potencial risco a saúde e a segurança de todos os condôminos . 
É a suma do s fatos, passa -se agora à exposição d os funda mentos do 
direito material. 
se de vazamento de esgoto, não por ser 
todo exclusivo o e feito do mau cheiro que exala por todo o edifício , mas por ser 
uma considerável infiltração na estrutura do edifício , podendo compro meter 
toda a segurança de quem ali mora. 
Verifica-se, de plano , que a manutenção do prédio é de ver de todos os 
condôminos , e que não se pode permitir que um só prejudique , e, em contínuo, 
ponha em risco de tal maneira toda uma coletividade. Assim é o sentido do 
artigo 1 .336 , IV d o C C . Quando aduz sobre vedação de se utilizar o bem em prejudicial sossego , salubridade e segurança do s de mais possuidores. Veja -se: 
 
Art. 1.336. São deveres do condômino: 
 
I - contribuir para as despesas do condomínio na proporção 
das suas frações ideais , salvo disposição em contrário na 
convenção; (Redação dada pela L ei nº 10.931, de 200 4) 
II - Não realizar obras que comprometam a segurança da 
edificação; 
III - não alterar a forma e a cor da fachada, das p artes e 
esquadrias externas; 
IV - Dar às suas partes a mesma destinação que tem a 
edificação, e não as utilizar de maneira prejudicial ao 
sossego, salubridade e segurança dos possuidores, ou 
aos bons costumes. (CC) 
 Portanto, a vista do exposto, nota -se a premente necessidade de se 
estancar o vazamento, e ainda pela gravida de dos efeitos nocivos que tal 
ocorrência vem a carretando no s moradores, tendo inclusive um idoso e um 
portador de deficiência sendo diretamente afetados por morarem uma unidade 
abaixo do bem em questão . 
Deste modo, se faz necessário a concessão de forma antecedente d a 
tutela judicial antecipada de urgência , para que se dê, a gora de forma 
impositiva, o estabeleci mento da obrigação de fazer para o Sr. Felizberto, ora 
réu , isto é, para que este permita a efetiva manutenção que o condomínio 
requer , e com isso sane as agruras que os morado res estão so fre ndo. 
Cumpre a i nd a reafi rmar a ni ti d e z da ameaça de dano i nsa ná ve l no 
i móvel , vi sto a i nfilt raçã o que progressi vame nte es tá mi na ndo a es tr ut ura de 
todo o préd i o, a ssi m di spõe o artigo 300 do C P C : 
Art. 300. A tutela de urgência ser á conc edida quando 
houver elem entos que evidenciem a probabilidade do 
direito e o perigo de dano ou o r isco ao resultado útil do 
processo. (CPC ) 
 
I V . D OS P E D IDOS 
 Po r todo o exp osto, j unta me nte com a efeti va conde nação do réu, de sde 
logo, o Autor req uer : 
 
I. A con ces são anteci pa da da tutela 
cau tela r de urgên cia , em forma de 
estabeleci mento de o briga ção de fa ze r 
ao réu, pa ra qu e este per mita que se 
ade ntre n o s eu apartamento af im de que 
se re ali ze a premente manu ten ção e 
reparos na s co lu nas de es goto que o 
edif í cio e o imóv el re querem ; 
II. Protestar