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benfeitoria em prorpiedade de terceitro fiscosoft

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irrelevantes do ponto de vista contábil, cujos controles podem ser mais onerosos que os próprios valores a serem registrados.
A legislação do imposto de renda autoriza que o custo de aquisição de bens destinados ao ativo não circulante, inclusive
imobilizado, seja deduzido diretamente como despesa operacional, quando o bem satisfizer uma das seguintes condições:
que o valor unitário não seja superior a R$ 326,61 ou que seu prazo de vida útil não seja superior a um ano.
2º Exemplo: A empresa locatária gasta determinado valor na recuperação da fachada de um edifício tomado em locação. Os
gastos podem ser considerados despesas operacionais ou custos da empresa locatária no momento de sua ocorrência, por se
tratar de meros dispêndios de conservação ou reparos correntes, necessários em função do desgaste natural.
Assim, o tratamento a ser adotado pelo custo da pintura de um edifício será, para aquele que a realiza, como despesa se a
utilização for administrativa ou comercial, ou como custo de produção, se para este o edifício tiver utilização industrial pela
empresa locatária, comodatária ou por arrendatária. Portanto, deve ser assim tratado qualquer serviço que não altere a
utilidade econômica do bem, seja decorrente da substituição de partes ou peças, ou de qualquer outro gasto. 
Como exemplo, sugerimos o seguinte lançamento que deverá ser feito na oportunidade de realização do gasto:
Reconhecimento pela empresa locatária de despesas realizadas com pintura da fachada do edifício sede, paga à vista.
D Contas de Resultados - Outras Despesas
Despesas com benfeitorias R$ 5.500,00
C Ativo Circulante
Caixa ou Bancos c/Movimento R$ 5.500,00
Portanto, se as benfeitorias efetuadas pela empresa locatária em propriedade de terceiros, locadores sejam de pequena
monta, ou ainda, se não forem indenizáveis pela locadora, caso de benfeitorias úteis não autorizadas pela locadora, poderão
ter o respectivo valor deduzido diretamente como custo ou despesa operacional.
Porém, se forem de valor mais elevado, podendo afetar indevidamente o resultado dos exercícios em que são feitos esses
serviços ou realizadas essas substituições, e puder vir a beneficiar períodos posteriores, esses efeitos devem ser
reconhecidos nos períodos da vigência do contrato, devendo ser tratados como ativo da empresa locatária.
Anteriormente a conta devedora acima seria classificada como não operacional, porém esse grupo também foi eliminado em
razão da MP nº 449/08 que acatou mais essa regra existente nas normas internacionais: a não segregação dos resultados em
operacionais e não operacionais. 
Assim, no âmbito do processo de convergência com as normas internacionais, leitura sistemática das normas e orientações,
as entidades devem apresentar as "outras receitas/despesas" no grupo operacional e não após a linha do "resultado
operacional".
Fundamentação: itens 52 a 54 da Resolução CFC nº 1.304/2010; art. 301 do RIR/1999 (Decreto nº 3.000/99); Parecer
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Normativo CST nº 104/1975; Parecer Normativo CST nº 210/1973.
III.2 - Tratamento como ativo pela empresa locatária
São denominadas simplesmente por benfeitorias quando executadas em bens próprios e quando executadas em imóveis de
terceiros sem que haja previsão de ressarcimento dos gastos incorridos ao locatário, arrendatário, ou comodatário pelo
proprietário do bem, "Benfeitorias em Propriedade de Terceiros", considerado o desinteresse do proprietário na utilização
posterior das benfeitorias realizadas.
Devem ser registrados no Imobilizado, subgrupo do Ativo Não Circulante, os direitos que tenham por objeto bens corpóreos
destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os
decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens, no ampliado conceito de
imobilizado, em que foi determinada a inclusão de bens pertencentes a terceiros que são utilizados nas atividades daquele
que não tem a propriedade plena, mas detém sua posse e assume os benefícios, riscos e controle deles.
Como componente do Ativo Não Circulante as benfeitorias integram o ativo imobilizado da empresa consignatária. Nesse
caso, durante a construção das benfeitorias, os gastos incorridos serão acumulados em conta de imobilizado em andamento,
que poderá ser denominada "Benfeitorias em Andamento" ou algo semelhante. Concluídas as obras o total gasto deve ser
transferido para conta definitiva de imobilizado em operação e sujeitando-se a partir do início de sua utilização a
amortização dos gastos ou depreciação.
Fundamentação: "caput" e inciso IV do art. 179 da Lei nº 6.404/1976 (Lei das S/A), com a redação dada pela Lei nº
11.638/2007.
IV - Registros contábeis
IV.1 - Pessoa jurídica locatária do Imóvel
Os gastos dispendidos pela locatária em construções e benfeitorias realizadas em bens pertencentes a terceiros são
geralmente contabilizados:
a) no Ativo Circulante ou no Ativo Não Circulante, se a longo prazo, como valores a receber, quando indenizáveis;
b) no Ativo Não Circulante - Imobilizado, à medida que os valores forem dispendidos na benfeitoria e apropriados
posteriormente, como despesa operacional (ou no custo de produção se realizados em bens imóveis ou equipamentos
utilizados no processo produtivo), amortizáveis ou depreciáveis, conforme o caso.
IV.1.1 - Sem previsão de ressarcimento
Se a empresa locatária assume contratualmente o total dos gastos com as benfeitorias realizadas em bem pertencente à
empresa locadora, esta não tem obrigação de indenizá-la.
Registro contábil do total dos gastos pela empresa locatária 
D Ativo Não Circulante - Outras Imobilizações
Benfeitorias em Propriedade de Terceiros R$ 120.000,000
C Ativo Circulante ou Passivo Circulante
Caixa, Bancos c/Movimento ou Fornecedores R$ 120.000,00
IV.1.2 - Com previsão de ressarcimento
IV.1.2.1 - Com previsão de ressarcimento parcial
Neste lançamento, que pode ser efetuado durante o processo de execução das obras, na proporção dos gastos, ou após a
conclusão das obras, é registrada a apropriação dos valores gastos pela empresa locatária endereçando para pagamento ou
provisionamento do valor a ser ressarcido pela empresa locadora, correspondente a 80% do total gasto pela empresa
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locatária, parcela contratualmente aceita pela locadora e o valor da parte que não será indenizada e que deverá ser
amortizada ou depreciada durante a vigência do contrato de locação pela empresa locatária.
Registro da apropriação dos valores gastos a ser parcialmente ressarcido e dos valores que não serão ressarcidos. 
D Ativo Circulante ou Ativo Não Circulante (Longo Prazo)
Benfeitorias a Ressarcir R$ 96.000,000
D Ativo Não Circulante - Outras Imobilizações
Benfeitorias em Propriedade de Terceiros R$ 24.000,00
C Ativo Circulante ou Passivo Circulante
Caixa, Bancos c/Movimento ou Fornecedores R$ 120.000,00
IV.1.2.1.1 - Opção por lançamentos mensais
Opcionalmente, o ressarcimento também poderá ser registrado em parcelas mensais, hipótese mais comum, sob a forma de
desconto de cada parcela do aluguel, durante o prazo acordado, considerando que a empresa locadora assumiu 80% do total
gasto a ser ressarcido. Esta calcula o correspondente a 80% do gasto e lança o valor mensal como obrigação a ser
indenizada. A cada mês a empresa locatária informa a locadora o valor dos gastos, que, em retorno, informa a locatária dos
valores aceitos como indenizáveis, autorizando a diminuição do valor do aluguel. A empresa locatária registra
contabilmente o valor a ser diminuído do aluguel a pagar.
Registro dos valores pagos durante cada mês, passíveis de indenização pela empresa locatária.
D Ativo Circulante
Benfeitorias a Ressarcir R$

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