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Aula 5 Saúde da Criança

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saúde da criança
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS
CURSO DE MEDICINA
SAÚDE DA FAMÍLIA – VIVÊNCIA EM ATENÇÃO BÁSICA I 
Professora: Jaqueline Mendes Costa Ribeiro
2014.1
saúde da criança
A trajetória das mortes infantis
A taxa de mortalidade infantil é considerada um dos indicadores sensíveis do grau de desenvolvimento de uma sociedade.
No Brasil esse indicador até a década de 90 era muito elevado, com desigualdades regionais.
As pressões para reduzir essa taxa fez o Brasil promover políticas e estratégias que obtiveram resultado positivo.
saúde da criança
A trajetória das mortes infantis
Na década de 70 a TMI era de 115 óbitos por mil nascidos vivos e, em 1980 reduziu para 83 óbitos, em 1990 a taxa foi 47 e em 2000 foi de 27 óbitos por mil nascidos vivos.
A redução da mortalidade infantil foi mais acentuada nos óbitos pós-neonatais,
A participação dos óbitos neonatais cresceu representando atualmente 68 por cento da mortalidade infantil.
saúde da criança
A trajetória das mortes infantis
Gestantes de risco e cesáreas programadas,
A prematuridade é a principal causa de mortes infantis no Brasil.
saúde da criança
O panorama atual da saúde da criança no Brasil
As modificações socioeconômicas e demográficas foram determinantes para o atual perfil de saúde da criança brasileira.
Crescimento econômico,
Redução das desigualdades de renda,
Urbanização,
Melhor grau de instrução das mulheres,
Diminuição da fecundidade,
Aumento da rede de saneamento básico,
Criação do SUS e ESF.
saúde da criança
O panorama atual da saúde da criança no Brasil
Redução das doenças infecciosas e surgimento de novas morbidades,
Atualmente a maior preocupação é a obesidade que atinge de 6 a 7 crianças em cem,
O Brasil vive hoje uma situação de transição epidemiológica,
saúde da criança
O panorama atual da saúde da criança no Brasil
Crianças com problemas que antes eram exclusivos dos adultos,
A violência urbana já faz vítima também entre as crianças
A violência doméstica tem aumento sobretudo nas periferias das grandes cidades,
Acidentes, atropelamentos e homicídios são novos problemas de saúde da criança.
saúde da criança
O panorama atual da saúde da criança no Brasil
Essas demandas exigem ações bem diferentes daquelas tradicionalmente propostas nos programas de atenção a criança e para as quais, muitas vezes, os profissionais de saúde não receberam formação adequada.
saúde da criança
Puericultura e propostas de atenção a saúde da criança
Nos anos 1970 surge o Programa Materno-Infantil (PMI), numa resposta aos movimentos populares por saúde,
Uma das propostas era alternar consultas mensais entre médicos e enfermeiros para aumentar a cobertura diante da grande demanda,
O PMI tinha propostas padronizadas para os problemas mais freqüentes, sem levar em conta as especificidades locais. Os pontos fortes eram as orientações alimentares e a terapia de reidratarão oral.
saúde da criança
Puericultura e propostas de atenção a saúde da criança
No início dos anos 1980 surge o Programa de Assistência Integral a Saúde da Criança (PAISC),
Propunha 5 ações básicas de saúde
Acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento,
Promoção do aleitamento materno,
Controle das doenças diarréicas,
Controle das doenças respiratórias, e
Controle das doenças imuno-preveníveis.
saúde da criança
Puericultura e propostas de atenção a saúde da criança
As propostas de atenção a criança caracterizavam-se por uma padronização que não considerava a diversidade e a especificidade da população infantil e, principalmente, as relações da criança com sua família e seu meio social.
Realizar ações que garantissem a sobrevivência das crianças era o objetivo maior, atualmente não basta sobreviver, é preciso dar condições para a criança viver com qualidade. 
saúde da criança
Um novo olhar
A APS precisa mudar o modelo de atendimento da década de 1970, respaldado na puericultura tradicional, restrito a criança menor de 2 anos e limitado as orientações de alimentação, higiene, vacinas e controle do crescimento e desenvolvimento.
A criança adquiriu novos contornos e demanda um olhar mais ampliado,
saúde da criança
Um novo olhar
A puericultura atual precisa incorporar conceitos de risco e vulnerabilidade para intervir nos determinantes da doença,
O enfoque de risco consiste na constatação de que diferentes grupos populacionais apresentam riscos diferentes de danos a saúde, em decorrência de características individuais ou exposições ambientais ou circunstâncias sociais,
Identificar os fatores de risco possibilita o controle ou eliminação dos mesmos e conseqüente redução da probabilidade de ocorrência de agravos,
saúde da criança
Um novo olhar
A incorporação do conceito de vulnerabilidade amplia a compreensão da criança e da família ao considerar a dimensão individual (os aspectos biológicos, comportamentais e afetivos), que implica exposição e suscetibilidade, a social (o contexto e as relações sociais) e a programática (política, serviços e ações).
As características e o comportamento do indivíduo, as condições em que ele vive, as relações que estabelece, as oportunidades de acesso aos serviços que são ofertados o tornam mais ou menos suscetível a determinados agravos.
saúde da criança
A equipe da USF deve definir suas metas em relação a criança para poder analisar seus resultados
Exemplos de objetivos para definição de metas
Garantir atenção integral e de qualidade a criança de 0 a 10 anos
Reduzir os óbitos evitáveis,
Reduzir as internações por doenças diarréicas e respiratórias 
Aumentar o aleitamento materno exclusivo,
Aumentar o número de crianças com vacinação em dia,
saúde da criança
Princípios do atendimento
A criança é um ser que vivencia diferentes riscos de adoecer e morrer, conforme o momento do seu processo de crescimento e desenvolvimento e a sua inserção social.
Ampliar o olhar para além da criança de 0 a 2 anos,
É preciso nortear a atenção a saúde da criança para que o crescimento e o desenvolvimento infantil ocorram adequadamente.
Atendimento à Criança
“Ações e medidas preventivas antes mesmo do nascimento ”
Objetivo: evitar que a criança adoeça e promover um crescimento e desenvolvimento adequado.
Calendário mínimo de avaliações
1º ano de vida: 7 atendimentos (7dias, 1, 2, 4, 6, 9 e 12 meses)
2º ano de vida: 3 atendimentos (15, 18 e 24 meses)
A partir do 3º ano de vida: atendimento anual
*De acordo com o risco, planejar o acompanhamento com maior frequência. 
saúde da criança
O acompanhamento das crianças na USF é um procedimento importante para reduzir a mortalidade infantil e elevar a qualidade de vida das crianças.
SAÚDE DO ADOLESCENTE
 
Adolescência
 
Modificações biológicas, psicológicas, sociais e culturais que ocorrem na segunda década de vida.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS):
Adolescência é o período de vida que se estende de 10 a 19 anos.
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): 
Adolescência é o período de vida que se estende de 12 a 18 anos.
DESENVOLVIMENTO DE ESTRATÉGIAS ESPECÍFICAS
SAÚDE DO ADOLESCENTE
Existem grupos de adolescentes e jovens em situações específicas de agravos, que devem ser priorizados na atenção à saúde. 
Dentre esses grupos, deve-se destacar os seguintes:
• os envolvidos com exploração sexual;
• os envolvidos com violência;
• os profissionais do sexo e de outras formas de trabalho perigoso, penoso, insalubre e noturno;
• os moradores de rua e de áreas de invasão;
• os institucionalizados;
• os que estejam cumprindo medidas socio-educativas;
ABORDAGEM DE ADOLESCENTES 
Médico (Hebiatra) e demais profissionais, pois campos complementares do SABER ampliam a abordagem ao adolescente.
Pré-Requisitos da Equipe de Saúde:
Interesse de todos os profissionais envolvidos,
Não fragmentação do adolescente pelas várias áreas profissionais.

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