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HOMICÍDIO

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maior covardia e perversidade por parte do delinquente. Dissimulação significa fingimento da sua intenção hostil, apanhando a vítima desatenta e indefesa. Outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido deve ser condizente com a noção de traição, emboscada ou dissimulação).
V - Para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime. Trata-se de qualificação pela conexão (ligação) com outro crime. O homicídio, nesse caso, aparece em um plano secundário, pois somente é levado a efeito em razão de outro delito. Ex. homicídio praticado contra pessoa que impede o agente de sair para assaltar um banco, ou contra uma testemunha presencial de crime, ou contra coautor para que o agente fique sozinho com o produto do furto. 
Pluralidade de circunstâncias qualificadoras : apenas uma será utilizada para qualificar o delito e as demais devem ser utilizadas na dosimetria da pena.
 
Coexistência da forma “qualificada-privilegiada” de homicídio: Admite-se a ocorrência de homicídio privilegiado-qualificado desde que as qualificadoras sejam objetivas. Ex. matar estuprador da filha, por comoção, valendo-se de meio insidioso ou cruel.
- Comunicabilidade das circunstâncias qualificadoras entre os agentes
A comunicabilidade diz respeito aos casos de concurso de agentes - ver art. 30 do CP - “Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando elementares do crime”. 
Qualificadoras, que são dados acessórios agregados ao crime para tornar a sanção penal mais grave. Quando tiverem caráter subjetivo (motivos determinantes do crime, p. ex., motivo fútil, homicídio praticado mediante paga ou promessa de recompensa) não se comunicam. 
No entanto, se tiverem caráter objetivo, por exemplo, homicídio cometido mediante emboscada, haverá a comunicação se for do conhecimento do concorrente, ou seja, se com relação a ele tiver agido com dolo ou culpa. Se desconhecida a presença da mesma, não poderá responder pela figura qualificada do homicídio.
Homicídio culposo
        § 3º Se o homicídio é culposo: 
        Pena - detenção, de um a três anos.
       
        § 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a pena, se as consequências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. 
	O perdão judicial é direito subjetivo do réu e não mera faculdade do juiz.
	A sentença que o reconhece é declaratória de extinção da punibilidade – Sumula 18 STJ
 Aumento de pena
        § 4o No homicídio culposo, a pena é aumentada de 1/3 (um terço), se o crime resulta de inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício, ou se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante. Sendo doloso o homicídio, a pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (quatorze) ou maior de 60 (sessenta) anos. (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)
Homicídio praticado na condução de veículo automotor – Lei 9.503/97 – artigo 302