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Trabalho de PARASITOLOGIA OFICIAL

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O desenvolvimento dentro do eritrocítico do parasito se dá por esquizogônica com a formação de merozoítos que vão invadir novos eritrócitos após algumas gerações de merozoítos ocorre sua diferenciação em estágios sexuados os gametócitos que não mais se dividem em que seguiram seu desenvolvimento do mosquito vetor dando origem aos esporozoítos.
HOSPEDEIRO INVERTEBRADO-INSETO
Durante o repasto sanguíneo, a fêmea do anofelino ingere as formas sanguíneas do parasito, mas somente os gametófitos serão capazes de evoluir um inseto, dando origem ao ciclo sexuado ou esporogônico.
Pelo processo de gametogênese o gametócito feminino se transforma em macrogameta, e o masculino pela exflagelação da origem a oito microgametas, estes se fecundarão formando um ovo ou zigoto, que passará a ser denominado oocineto , em que atinge a parede do intestino médio passando a ser chamado oocisto, após um período de nove a quatorze dias são liberados os esporozoítos, que ingressaram no ducto salivar e que no repasto sanguíneo sairá junto com a saliva.
HABITAT 
O habitat varia para cada fase do ciclo dos plasmódios humanos no homem as formas infectantes, os esporozoítos, circulam brevemente na corrente sanguínea , na etapa seguinte o parasita se desenvolve no interior do hepatócito e posteriormente nos eritrócitos. No inseto vetor as diferentes formas evolutivas desenvolvem-se sucessivamente no interior da Matriz peritrófica, no epitélio médio, na hemolinfa e nas glândulas salivares.
TRANSMISSÃO
A transmissão natural da malária ao homem se dá pela fêmea do mosquito anofelinos, e quanto às fontes de infecção humana para como mosquitos, são pessoas doentes ou mesmo indivíduos assintomáticos, como também formas infectantes de transmissão ao homem podem ser pela forma acidental transmitida por uma transfusão sanguínea, seringas contaminadas compartilhadas, acidentes em laboratórios e raramente infecção congênita.
MORFOLOGIA
O esporozoíto tem formato alongado, após a penetração deste no hepatócito, ocorre a perda de organelas do complexo apical e o parasito se torna arredondado sendo chamado trofozoíto, assim com sucessivas divisões celulares dará origem ao equizonte tissular.
O merozoíto independentemente de sua origem, são células similares e capazes de invadir somente hemácias, se assemelham aos esporozoítos, sendo, porém, menores e arredondados, já as formas eritrocíticas compreendem os estágios de trofozoítos jovem e maduro, esquizonte e gametócitos, os microgametas são células flageladas originárias do processo de flagelação, a macrogameta são células que apresentam estrutura proeminente na superfície por onde se a penetração do microgameta, o oocineto tem forma alongada de aspecto vermiforme, móvel e por fim o oocisto apresenta grânulos pigmentados em seu interior sendo envolto por uma cápsula. 
 Esporozoítos Esquizontes Tissular
 
 Tropozoíto
IMUNIDADE
Os mecanismos imunes envolvidos na proteção contra a malária podem ser divididos em resistência inata e imunidade adquirida.
Resistência Inata: É uma propriedade inerente do hospedeiro e independente de qualquer contato prévio com o parasito. Pode ser absoluta, quando protege completamente o indivíduo da doença, ou relativa nos casos em que, mesmo havendo o desenvolvimento do parasito, o processo infeccioso é autolimitado. Um exemplo de resistência absoluta é o fato de o homem não ser suscetível à infecção por plasmódios aviários ou roedores. Resistência relativa pode ser comprovada em algumas infecções humanas com plasmódios simianos, as quais são controladas pelo hospedeiro antes de apresentar manifestações clínicas definida.
Imunidade Adquirida: É desenvolvida ao longo dos anos de exposição e permanência do paciente em zona endêmica A história natural da malária em regiões de alta transmissão, como na África e em algumas regiões da Ásia, ilustra bem a complexidade da resposta imunológica adquirida pelo homem contra o plasmódio e a dinâmica relação parasita-hospedeiro que se desenvolve nos indivíduos constante e cronicamente expostos à doença. Nessas áreas, onde o P. Falciparum é predominante, os recém-nascidos são protegidos de malária grave durante os três primeiros meses de vida. Isso ocorre devido a transferência passiva de anticorpo igG da mãe imune para o filho é considerada um dos principais fatores responsáveis pela resistência do recém nascido. Porém após este período, as crianças são altamente susceptíveis à malária grave, sendo frequentemente as infecções fatais durante os dois a três primeiros anos de vida. Com o aumento da idade, as crianças sofrem progressivamente menos episódios de malária grave, embora possam apresentar altas parasitemias, na ausência de sintomas. Atingindo a idade adulta, os sintomas clínicos das doenças são menos pronunciados e os níveis de parasitos sanguíneos muito baixos refletindo uma imunidade “antiparasito” ou premunição.
PATOGENIA
Apenas o ciclo eritrocítico assexuado é responsável pelas manifestações clínicas e patológicas da malária. A passagem do parasito pelo fígado (ciclo exo-eritrocítico) não é patogênica e não determina sintomas a destruição dos eritrócitos e a consequente liberação dos parasitos e de seus metabólicos na circulação provocam uma resposta do hospedeiro, determinando alterações morfológicas e funcionais observados no indivíduo com malária. As formas clínicas das doenças se baseiam na interação desses fenômenos patogênicos: 
Destruição dos eritrócitos parasitados; 
Toxicidade resultante da liberação de citocinas; 
Seqüestro dos eritrócitos parasitados na rede capilar, no caso específico do P. falciparum; 
Lesão capilar por deposição de imunocomplexos, no caso do P. malariae.
QUADRO CLÍNICO
O período de incubação da malária varia de acordo com a espécie de plasmódio, sendo de 9-14 dias para o P. falciparum, 12-17 dias para o P.Vivax, 18-40 para o P.malarie e 16-18 dias para o P. Ovale. Uma fase sintomática inicialmente caracteriza-se por mal-estar, cefaleia, cansaço, mialgia, geralmente precede a clássica febre da malária. Estes sintomas são comuns a muitas outras infecções, não permitindo um diagnóstico clínico seguro. Porém o ataque paroxístico agudo (acesso malárico), coincidente com a ruptura das hemácias ao final da esquizogonia, é geralmente acompanhado de calafrio e sudores, seguido de elevação rápida da temperatura corpórea podendo atingir 41ºc. Após um período de duas horas a seis horas, ocorre efervescência da febre e o paciente apresenta sudorese profunsa e fraqueza intensa. Depois de algumas horas, os sintomas desaparecem e o paciente sente-se melhor.
O quadro clínico da malária pode ser: malária não complicada e malária grave e complicada, na dependência da espécie do parasito, da quantidade de parasitos circulantes, do tempo de doença e do nível de imunidade adquirida pelo paciente. O diagnóstico precoce e o tratamento correto e oportuno são os meios mais adequados para reduzir a gravidade e a letalidade por malária.
A Malária não complicada as manifestações clínicas mais frequentes são comuns ás quatro espécies que parasitam os humanos. Em geral, os acessos maláricos são acompanhados de intensa debilidade física, náuseas e vômitos.
 A malária grave e complicada os adultos não imunes, bem como crianças e gestantes, podem apresentar manifestações mais graves da infecção podendo ser fatal no caso de P. Falciparum. A hipoglicemia, o aparecimento de convulsões, vômitos repetidos, hiperpirexia, icterícia e distúrbio da consciência são indicadores de pior prognóstico e podem preceder as seguintes formas clínicas da malária grave e complicada: Malária cerebral, insuficiência renal, Edema pulmonar agudo, Hipoglicemia, Icterícia e Hemoglobinúria.
EPIDEMIOLOGIA 
A malária permanece como uma das mais importantes causas de morbidade e mortalidade nas regiões tropicais do mundo, com estimativa de 2,4 bilhões de pessoas expostas ao risco de infecção pelo Plasmodium falciparum e 2,9 bilhões