A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
145 pág.
Apostila Mercado de Capitais 2018

Pré-visualização | Página 11 de 49

adiantamentos a depositantes; aplicação de recursos no mercado financeiro (Resolução CMN 3.106, de 2003).
OPERAÇÕES ACESSÓRIAS: cobrança de títulos; recebimentos e pagamentos de conveniados; correspondente no País; custódia. 
OPERAÇÕES ESPECIAIS: aplicações financeiras temporárias de recursos ociosos. 
36 - COOPERATIVAS CENTRAIS DE CRÉDITO
As cooperativas centrais de crédito formadas por cooperativas singulares , organizam em maior escala as estruturas de administração e suporte de interesse comum das cooperativas singulares filiadas, exercendo sobre elas, entre outras funções, supervisão de funcionamento, capacitação de administradores, gerentes e associados e auditoria de demonstrações financeiras (resolução CMN 3.106, de 2.003. 
37 – FACTORING
	As operações de factoring tem sua origem tem sua origem no século XIV e XV na Europa. É uma operação comercial, mista e atípica que soma prestação de serviços e compra de ativos financeiros.
As empresas de factoring não são instituições financeiras. São empresas comerciais que operam por meio de aquisições de duplicatas, cheques e etc., de forma similar a uma operação de desconto bancário. A diferença fundamental é que o risco do título negociado passa a ser de exclusiva competência da empresa de factoring, eximindo a empresa-cliente das responsabilidades de recebimento. Para isso, cobram juros, repassando ao cliente os resultados líquidos no ato da operação. Sua principal finalidade é o fomento mercantil. Ajudar o pequeno e médio empresário a solucionar os seus problemas do dia a dia, são as finalidades básicas de uma factoring. O factoring não é considerado uma operação financeira de crédito, e sim uma transferência (cessão) plena dos créditos da empresa produtora para o factor, isto é, uma aquisição definitiva dos valores recebíveis, inclusive do risco inerente ao pagamento desses valores.
As empresas de factoring têm como fonte de recursos, principalmente, os fundos próprios e empréstimos bancários.
38 - FUNDOS DE INVESTIMENTOS
Existem no Brasil desde o final da década de 50. Seu objetivo é a redução do risco inerente às aplicações do mercado financeiro. 
Os fundos mútuos de investimento são instrumentos de captação de pequenas poupanças do público, para investi-las nos mercados de ações e de renda fixa. São condomínios que reúnem os recursos de vários investidores para aplicar em diversos ativos, como títulos públicos/privados, ações CDB’s, etc.
As aplicações feitas em moeda (R$) são convertidas em números de quotas. Os recursos são obtidos mediante a venda de cotas, as quais devem ser re​compradas ou resgatadas quando o solicitarem. O dinheiro é aplicado na formação de uma carteira de títulos. O patrimônio formado tem o seu valor determinado pela cotação dos papéis que o compõem. O valor de cada cota, em cada momen​to (dia), é obtido pela divisão do valor do patrimônio pelo número de cotas. Assim, caso haja valorização dos títulos que constam da carreira, as co​tas se valorizam também.
Todo fundo de investimento apresenta um regulamento próprio. O principal objetivo é obter maior remuneração para os recursos aplicados, que totalizam no chamado patrimônio do Fundo. Dessa forma, os investidores obtêm juntos uma remuneração maior em suas aplicações do que individualmente. Além disso, propicia uma redução do risco inerente às aplicações no mercado financeiro, visto que é raro se ter investimento livre. Considera-se que o risco da carteira é diferenciado do risco do ativo individual, pelo benefício da diversificação no mercado. Quando se forma uma carteira aplicando em diferentes classes de ativos – Títulos de Renda Variável, Títulos de Renda Fixa e Instrumentos de Curto Prazo – minimiza-se o risco de sofrer perdas com investimentos, dada a diversificação da sua carteira.
Essa modalidade de investimento, além de representar mais uma opção no mercado, favorece pequenos e médios investidores, pois possibilita que invistam em ativos aos quais, de outra forma, não teriam acesso, como os títulos públicos que não são vendidos diretamente ao pequeno investidor. 
Atualmente, há no mercado os chamados Fundos de Investimento Financeiro – FIFs; os Fundos de Aplicação em Cotas de Fundos de Investimento Financeiro - FAQs; os Fundos de Investimento no Exterior - FIEX, e os Fundos de Investimento em Títulos e Valores Mobiliários - FITVM. Na verdade quem aplica dinheiro num FAQ, aplica num fundo que irá aplicar seu patrimônio total num FIF. Os que aplicam quantias pequenas aplicam em FAQs e somente quem aplica volumes maiores aplica no FIF. O FAQ paga taxa de administração ao FIF e cobra também do aplicador. Portanto as menores taxas de administração são as dos FIFs.
A legislação que rege os fundos de investimentos estabelece as seguintes espécies de fundos:
Fundos de ações - Aplicam a maior parte de seus recursos em ações e/ou debêntures conversíveis em ações;
Fundos de renda fixa� - Aplicam a maior parte de seus recursos em títulos de renda fixa. Os índices que irão corrigir os investimentos são conhecidos a priori;
Fundos de renda variável – A correção segue os preços do mercado.
38.1 - - Fundos Mútuos de ações:
Que aplicam a maior parte de seus recursos (mínimo 51%) em ações e/ou debêntures conversíveis em ações;
38.2 - - Fundos de renda fixa:
 	Que aplicam a maior parte de seus recursos em títulos de renda fixa. Os índices que irão corrigir os investimentos são conhecidos a priori. Desde janeiro de 2005, a tributação dos fundos de investimento de renda fixa é regulamentada por duas normas:
a) semestralmente, no último dia útil de maio e novembro, o cotista é tributado segundo a natureza da carteira de títulos do fundo, mediante resgate de tantas quotas quantas forem necessárias para satisfazer a taxação, na forma da Tabela de Natureza da Carteira do Fundo, abaixo:
b) no resgate de quotas, o cotista é tributado em função do prazo de aplicação, de acordo com a Tabela Regressiva abaixo.
NOTA: Em caso de resgate em prazos inferiores aos da tabela, será cobrada diferença entre o IR já recolhido e o efetivamente devido.
		
38.3 - - Fundos de Renda Variável;
A correção segue os preços do mercado. 
Para a pessoa física, os rendimentos auferidos em operações realizadas em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros, e assemelhada, ão tributados à alíquota de 15% sobre os ganhos líquidos apurados no mês.
O imposto de renda deve ser pago até o último dia útil do mês subseqüente àquele em que os ganhos houverem sido apurados.
O imposto de renda atinge ainda o investidor que vender mais de R$ 20 mil em ações ao longo do mês.
Neste caso ele paga 0,005% de imposto de renda na fonte sobre o valor da alienação, isto é, o valor total da venda. O imposto equivale a R$ 1,00 para cada R$ 20.000,00 alienados.
Se tiver lucro, o investidor deve pagar também 15% de imposto na fonte sobre o lucro, e deve preencher um demonstrativo, encontrado no site da Receita, com o nome "Resumo de Declaração de Ganhos ou Perdas de Renda".
O valor pago na fonte deve ser deduzido do imposto a pagar. 
Se o investidor comprou uma ação por R$ 1 mil e vendeu por R$ 900,00, em determinado mês, pode compensar a perda de R$ 100,00 mais adiante.
A perda tem de ser registrada no Resumo de Declaração de Ganhos ou Perdas de Renda. 
No próprio mês ou nos próximos - não há prazo determinado - a perda poderá ser compensada com outros ganhos líquidos resultantes de compra e venda de ações. 
Podem ser compensadas as perdas ocorridas nas operações de renda variável nos mercados à vista, de opções, futuros e a termo. A exceção ocorre em caso de perdas em operações de day trade (compra e venda no mesmo dia), que somente serão compensadas com ganhos da mesma espécie.
A base de cálculo remete aos resultados positivos entre o valor de alienação do ativo e o seu custo de aquisição, calculado pela média ponderada dos custos unitários, auferidos nas operações realizadas em cada mês.
38.4 - Fundos mútuos de investimento: