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Apostila Mercado de Capitais 2018

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repassá-las para o público
Residual ou com garantias de sobras (stand-by): o intermediário financeiro compromete-se a colocar as sobras de ações para o público por um determinado período de tempo e, após, subscrever
 Melhores esforços (best-efforts): o intermediário financeiro compromete-se em colocar as ações por um período de tempo, sem a obrigação de comprá-las
As ações podem ser negociadas como:
Ordinárias ou comuns: direito de participação na administração da sociedade, direito de voto 
Preferenciais: não têm direito a voto, mas gozam de privilégios na distribuição de dividendos.
De acordo com a lei das S/A, uma empresa deve obrigatoriamente emitir um mínimo de 1/3 do capital em ações ordinárias e no máximo 2/3 de ações preferenciais.
Os resultados financeiros do investimento em ações são os seguintes:
Dividendos: distribuição do lucro líquido – pela lei, no mínimo 25%
Bonificações: capitalização de reservas e/ou resultados, com distribuição de novas ações
Alterações no valor nominal/substituições: aumento do valor nominal, com capitalização de reservas e/ou resultados; aumento do capital com subscrição em valores inferiores ao de mercado
Lucro (ganho de capital) na venda
A Mudança no número de ações representativo do capital ocorre de duas formas:
Split (desdobramento): distribuição de novas ações aos acionistas pela distribuição do capital por um número maior de ações. Objetiva dar maior liquidez aos títulos no mercado
Inplit (agrupamento): diminuição do número de ações – aumento do valor patrimonial da ação. Objetiva ajustar o valor nominal da ação 
Os valores das ações considerados pelos investidores são:
Valor de Mercado: valor aceito pelos vendedores e compradores nos negócios realizados
Valor Nominal: estabelecido pelo estatuto da companhia (capital dividido pelo número de ações)
Valor Patrimonial: valor global do patrimônio líquido dividido pelo número de ações
Valor contábil: valor lançado no estatuto e livros da companhia: pode ser explícito ou discriminado (sem valor)
Valor intrínseco: calculado na análise fundamentalista, com base no fluxo de caixa esperado
Valor de liquidação: valor avaliado em caso de encerramento das atividades da companhia
Valor de subscrição: preço de emissão
59.19 - Mercado Secundário de Títulos
Aqueles títulos já lançados no mercado primário se transferem entre os investidores através de negociação na Bolsa de Valores ou no mercado de Balcão. Os valores transacionados nesse mercado não são canalizados para o caixa da companhia, são valores que pertencem aos respectivos proprietários dos títulos e esse mercado é que faz a empresa ter mais ou menos negociações na Bolsa de Valores. É através do mercado secundário que as ações têm liquidez.
A função do mercado secundário é dar liquidez ao investidor. Os mercados onde ocorrem as negociações são:
Mercado de balcão: não tem local determinado, negociação feita principalmente por telefone; as ações ficam fora da garantia e do controle da bolsa de valores
Mercado de bolsa: a decisão de ter ações negociadas em bolsa é da empresa e depende de apresentação de projeto à CVM
Encontramos, nesse mercado, os seguintes tipos de atuação nas bolsas de valores:
Especuladores: procuram obter lucros a curto prazo, nas negociações de compra e venda.
Investidores: procuram rendimento a longo prazo, esperam os lucros das empresas, tornando-se sócios delas.
Gestores financeiros: procuram captar recursos a custo baixo e investir disponibilidades sem risco e com prazos adequados
Participam do Sistema de Distribuição e Intermediação do mercado de capitais brasileiro as seguintes instituições:
Sociedades Corretoras de Valores Mobiliários
Sociedades Distribuidoras de Valores Mobiliários
Bancos de Investimento
Bancos de Desenvolvimento
Empresas de Liquidação e Custódia
59.20 - Investidores
Os investidores nas bolsas de valores são classificados como:
Individuais: pessoas físicas ou jurídicas que participam diretamente do mercado
Institucionais: são pessoas jurídicas que constituem carteiras e movimentam muitos recursos de terceiros:
Sociedades seguradoras;
Entidades de previdência privada – fundos de pensão;
Clubes de investimento;
Sociedades de capitalização;
Fundos externos de investimento;
Fundos mútuos de investimento
59.21 – Aluguel (empréstimo) de ações:
 Segundo Fortuna, Eduardo em sua obra Mercado Financeiro Produtos e Serviços, A Instrução CVM 441 de 10/11/2006 e alterações posteriores regulamentou o aluguel(empréstimo) de Valores Mobiliários pelas entidades de compensação e liquidação de operações com valores mobiliários. Para não haver riscos nessa operação de empréstimos de ações, o BACEN exige o depósito e garantias no valor integral do empréstimo (100%) mais um adicional destinado a compensar a variação do preço do ativo.
Consiste na transferência da custódia das ações do doador (proprietário) para o tomador (arrendatário), mediante o pagamento de uma comissão (aluguel) e o depósito de garantia (fiança bancária, títulos públicos federais, certificados de ouro, dinheiro ou ações).
O tomador de empréstimo não sabe quem é o empresador (doador) e vice-versa, a CBLC que sabe quem as partes envolvidas e procura evitar a concentração de ações por pare do tomador. Nesse tipo de operação, existe a transferência de fato das ações do doador para o tomador, porém a valorização e os direitos inerente as ações continuam sendo do doador, à exceção do direito de voto, que é transferido para o tomador durante o período do empréstimo. O tomador poderá utilizar as ações como desejar, dentro do prazo pactuado
A circulação de numerário somente ocorre no início quando do pagamento da comissão do tomador ao doador, referente ao aluguel das ações. No vencimento, a liquidação da operação consiste na transferência da custódia das ações do tomador para o doador e a liberação das garantias pela Bolsa para o tomador.
Para exemplificar o funcionamento desse aluguel (empréstimo) de ações, o livro Mercado Financeiro – Produtos e Serviços – Eduardo Fortuna 19ª.ed.troxe o seguinte resumo:
- O investidor “A” deseja alugar uma determinada ação e procura uma Corretora;
- A sua Corretora vai até a CBLC para verificar a disponibilidade da ação para aluguel;
- Havendo a disponibilidade, por exemplo, junto ao investidor “B”, a CBLC atua como intermediária e são as Corretoras das partes locadora e locatária das ações que se envolvem no processo;
- A operação é fechada e tem a garantia da Bolsa e da CBLC;
- Pelo aluguel das ações, o investidor “A” paga ao investidor “B” uma taxa de aluguel pro rata anual de acordo com o mercado; 
-Após o aluguel, o investidor “A” pode, por exemplo, vender as ações alugadas, para supostamente, recompra-las por um preço menor no futuro, e ganhar e diferença; e
- Ao fim do período de aluguel, o investidor “A” terá de devolver ao investidor “B” as ações alugadas. 
60 - PROCEDIMENTOS BÁSICOS PARA A ABERTURA DO CAPITAL DAS EMPRESAS
Para que uma empresa possa abrir o seu capital, o primeiro passo é estar estabelecida como uma sociedade anônima.
Sociedade anônima é aquela cujo capital social é dividido em ações, e sua regulamentação encontra-se disposta na LEI 10.303, DE 31/10/2001, conhecida como nova Lei das Sociedades Anônimas. A transformação de uma empresa em sociedade anônima deve ser aprovada pelos sócios nos moldes determinados pelo estatuto social, em assembleia geral ou por escritura pública. Será gerada uma ata de transformação, contendo o estatuto social da empresa e a mudança da razão social, que deve incluir uma das duas denominações: “Empresa” ou “Sociedade Anônima – S,A,”
- O valor do capital social, que deverá ser subscrito por um número mínimo de acionistas, assim como disposições para posteriores alterações do mesmo, por subscrição, por capitalização de reservas, ou conversão de debentures.
- O número de ações em que se divide