A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
49 pág.
MÓDULO  DE FUNDAMENTOS DE ADMINISTRAÇÃO

Pré-visualização | Página 4 de 12

de um único objetivo.
6. Subordinação de interesses individuais aos interesses gerais: os interesses gerais devem sobrepor-se aos interesses particulares. É preciso haver uma conciliação entre ambas as partes. Porém, os interesses dos funcionários nunca podem estar acima do interesse maior da empresa.
7. Remuneração do pessoal: deve haver justa e garantida satisfação para os empregados e para a organização em termos de retribuição. Deve satisfazer tanto empregados quanto empregadores. Procura-se estabelecer remuneração equitativa, encorajando e recompensando o esforço útil.
8. Centralização: refere-se à concentração da autoridade no topo da hierarquia da organização. 
9. Cadeia escalar: é a linha de autoridade que vai do escalão mais alto ao mais baixo. Defesa incondicional da estrutura hierárquica, respeitando à risca uma linha de autoridade fixa. É o princípio de comando.
10. Ordem: um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar. É a ordem material e humana. Um lugar para cada pessoa e cada pessoa em seu lugar. Este princípio visa garantir que as coisas estejam nos melhores locais possíveis, de acordo com sua utilização e que sejam sempre devolvidas aos mesmos lugares, para garantir a ordem e evitar o desperdício de tempo.
11. Equidade: amabilidade e justiça para alcançar a lealdade do pessoal. Em suma, a justiça deve prevalecer em toda a organização, justificando a lealdade e a devoção de cada funcionário à empresa. Direitos iguais.
12. Estabilidade e duração (num cargo) do pessoal: a rotação tem um impacto negativo sobre a eficiência da organização. Quanto mais tempo uma pessoa permanecer num cargo tanto melhor. Demitir o funcionário ou trocá-lo de posição acarretaria prejuízos, uma vez que levaria tempo e recursos para se treinar outro funcionário para a mesma função.
13. Iniciativa: a capacidade de visualizar um plano e assegurar seu sucesso. Todos os funcionários devem ser incentivados a demonstrar iniciativa em resolver problemas. Entretanto, é preciso ter um certo equilíbrio para que a iniciativa não desconfigure a ordem e a hierarquia.
14. Espírito de equipe: harmonia e união entre as pessoas são grandes forças para a organização. Para Fayol, a empresa é analisada em uma estrutura de cima para baixo. Sua visão é mais gerencial com resultados finais na produção enquanto que a visão de Taylor é na produção e no operário para resultados na quantidade produtiva. Fayol complementa a Administração Científica e a Teoria Clássica. 
Para Fayol, à medida que se desce na escala hierárquica, mais aumenta a proporção de outras funções da empresa e, à medida que se sobe na escala hierárquica, mais aumenta a extensão e o volume das funções administrativas. 
Fayol distinguiu seis funções empresariais como o conjunto de operações que toda empresa possui: 
1. Função Técnica - é a função relacionada com a produção de bens ou serviços da empresa (atividade fim). Fayol não considerava a capacidade técnica como a função primordial de uma empresa. 
2. Função Comercial - é relacionada com a compra, venda e permuta de matéria-prima e produtos. A habilidade comercial, unida à sagacidade e à decisão, implica profundo conhecimento do mercado e da força dos concorrentes, grande previsão e, nas empresas importantes, aplicação cada vez mais frequente de combinações. 
3. Função Financeira - é a função que trata da procura e gerência de capitais. Para Fayol, o capital é necessário para toda e qualquer atividade da empresa, pois, sem capital, não é possível pagar os funcionários, adquirir matéria-prima, etc., sendo condição essencial de êxito acompanhar constantemente a situação financeira da empresa. Nenhuma reforma, nenhuma melhoria é possível sem disponibilidade ou sem crédito.
4. Função de Segurança - visa proteger os bens e as pessoas de problemas como roubo, inundações e obstáculos de ordem social como greves e atentados. "É o olho do patrão, o cão de guarda, numa empresa rudimentar; é a polícia e o exército, num Estado." 
5. Função de Contabilidade - é relacionada com os registros contábeis. Revela a situação econômica da empresa, sendo um poderoso instrumento de direção. 
6. Função Administrativa - coordena e sincroniza as demais funções. É distribuída dentro dos níveis hierárquicos. O ritmo da administração é assegurado pela direção, com o fim de conduzir a empresa. Desta forma, Fayol definiu as Funções da Administração.
3.3 FORDISMO
O norte-americano Henry Ford foi o primeiro a pôr em prática, na sua empresa “Ford Motor Company”, o taylorismo. Posteriormente, ele inovou com o processo do Fordismo, que, absorveu aspectos do taylorismo. Consistia em organizar a linha de montagem de cada fábrica para produzir mais, controlando melhor as fontes de matérias-primas e de energia, os transportes, a formação da mão-de-obra. Ele adotou três princípios básicos: 
1) Princípio de Intensificação: diminuir o tempo de duração com o emprego imediato dos equipamentos e da matéria-prima e a rápida colocação do produto no mercado. 
2) Princípio de Economia: consiste em reduzir ao mínimo o volume do estoque da matéria-prima em transformação.
3) Princípio de Produtividade: aumentar a capacidade de produção do homem no mesmo período (produtividade) por meio da especialização e da linha de montagem. O operário ganha mais e o empresário tem maior produção.
ATENÇÃO: Chão de fábrica é a nomenclatura usada por engenheiros, arquitetos e designers para designar conhecimento das técnicas e materiais de produção de uma fábrica.
O fordismo teve como consequências, diríamos positivas, a racionalização das tarefas e o aumento do controle da qualidade dos produtos, o aumento da produtividade, o surgimento de um novo conceito de fábrica, espaço mais amplo capaz de permitir a linha de montagem onde se opera o trabalho em cadeia; e, ao mesmo tempo, consequências, diríamos negativas, a interdependência entre tarefas que, na circunstância de uma falhar, faziam depender toda a produção final e o fato de ter maximizado a produção humana como produção mecanizada, isto é, de ter feito dos operários "objetos" de produção capazes de repetirem incessantemente e, por suposição, sempre ao mesmo ritmo enfadonhas tarefas meramente mecanizadas.
EM SÍNTESE:
Fordismo é um sistema de produção, criado pelo empresário norte-americano Henry Ford, cuja principal característica é a fabricação em massa. Henry Ford criou este sistema em 1914 para a sua indústria de automóveis, projetando um sistema baseado numa linha de montagem.
Objetivo do sistema
O objetivo principal deste sistema era reduzir ao máximo os custos de produção e assim baratear o produto, podendo vender para o maior número possível de consumidores. Desta forma, dentro deste sistema de produção, uma esteira rolante conduzia a produto, no caso da Ford os automóveis, e cada funcionário executava uma pequena etapa. Logo, os funcionários não precisavam sair do seu local de trabalho, resultando numa maior velocidade de produção. Também não era necessária utilização de mão-de-obra muito capacitada, pois cada trabalhador executava apenas uma pequena tarefa dentro de sua etapa de produção.
O fordismo foi o sistema de produção que mais se desenvolveu no século XX, sendo responsável pela produção em massa de mercadorias das mais diversas espécies. 
Declínio do Fordismo 
Na década de 1980, o fordismo entrou em declínio com o surgimento de um novo sistema de produção mais eficiente. O Toyotismo, surgido no Japão, seguia um sistema enxuto de produção, aumentando a produção, reduzindo custos e garantindo melhor qualidade e eficiência no sistema produtivo.
Fordismo para os trabalhadores 
Enquanto para os empresários o fordismo foi muito positivo, para os trabalhadores ele gerou alguns problemas como, por exemplo, trabalho repetitivo e desgastante, além da falta de visão geral sobre todas as etapas de produção e baixa qualificação profissional. O sistema também se baseava no pagamento de baixos salários como forma de reduzir custos de produção.
3.4 ESCOLA