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Introdução a Farmacologia

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já se preveniu com isso. Temos que cuidar apenas com as interações medicamentosas e com alimentos.
PRÓ- FARMACO: Aciclovir - ele precisa ser bioativado pela própria enzima do vírus para poder iniciar o seu efeito farmacológico. Eles precisam de metabolização, pode ser variada, no fígado ou perdendo parte do fármaco. 
** Diclofenaco, inflamatório, a dose do injetável é a mesma dose do oral porque o fármaco não sofre efeito de primeira passagem. Essa metabolização pré-sistemica acontece só para alguns (minoria) dos fármacos. A maioria dos fármacos que tomamos possuem ALTA biodisponibilidade. 
Eliminação: pode ser por varias vias, mas a mais usada é a via renal. Essa excreção via renal pode ser feita de duas formas: (1) forma passiva: filtração glomerular; (2) forma ativa: secreção tubular.
- O que muda entre um e outro: na filtração glomerular serão eliminados fármacos hidrossolúveis e moléculas menores. 
(1) Filtração glomerular – forma passiva: para que haja reabsorção tubular, além de ter afinidade pela proteína, a molécula precisa ser lipossolúvel. Agora para ser reabsorvida além de interagir com a proteína transportadora precisa ter características lipossolúveis. Porque as hidrossolúveis serão eliminadas. 
(2) Secreção tubular – forma ativa: o parâmetro que define é a afinidade pelas proteínas transportadoras. No túbulo contorcido distal nós temos uma grande quantidade de proteínas de PGPs, proteínas de transporte, proteínas que secretam e promovem reabsorção. Ou seja, temos tanto a secreção tubular quanto a reabsorção tubular. 
Só que a secreção tubular é dependente apenas da afinidade da molécula com a proteína. Se a molécula é lipo ou hidrossolúvel ela pode interagir com as PGPs e ser secretada e depois ser eliminada. 
Na hora de secretar basta apenas de afinidade que ela será secretada, então secreta tanto moléculas hidro quanto lipossolúveis. 
RESUMINDO: PARA SER REABSORVIDA A MOLECULA PRECISA SER LIPOSSOLUVEL, PARA SER ELIMINADA PODE SER HIDROSSOLUVEL OU LIPOSSOLUVEL.
Esse mecanismo é importante porque nos casos de intoxicação por medicamentos, uma das condutas de tratamento muitas vezes é tentar diminuir a reabsorção tubular. E dai é comum que a gente use o principio (principalmente para fármacos de caráter ácido) de alcalinização urinária. Realizaremos uma infusão intravenosa de bicarbonato de sódio, sendo que o pH plasmático chegara no máximo de 7,55 e isso vai fazer com que haja um acumulo de bicarbonato no glomérulo renal, e moléculas acidas que forem secretadas quando encontrarem um ambiente básico, no filtrado renal, vão ionizar moléculas hidrossolúveis e depois, vão ser eliminadas. 
** Importante saber: é um fármaco de caráter acido ou básico? É um fármaco secretado por via tubular? Se sim, posso impedir a reabsorção dele se o paciente estiver intoxicado. Eu posso alterar o pH do glomérulo renal por meio do bicarbonato de sódio e a molécula ioniza e é eliminada. Então por isso que precisamos conhecer esses fenômenos. 
**Outras vias: via biliar, leite materno, suor – vias não relevantes de excreção para nós. 
Eliminação: via renal, biliar, pelo leite, suor... A via renal é a mais importante pq várias condições clínicas, nas quais o rim não funciona adequadamente, irão interferir na eliminação. Um fármaco excretado inalterado é um fármaco que depende somente da filtração renal para ser eliminado, na filtração glomerular (depende da perfusão renal, tamanho e hidrossolubilidade da molécula). Se o medicamento não for excretado inalterado, mas for metabolizado no fígado, via fase I e fase II, e aquele conjugado de ácido glicurônico está escrito lá na bula que é 85% eliminado via renal, então agora quer dizer que o metabolito também depende da filtração glomerular, então o rim também precisa estar funcionando. Entre as duas opções apresentadas, a menos perigosa é quando o medicamento é eliminado como metabolito, pois já está inativado. Já o fármaco excretado inalterado é aquele que ainda ta ativo, então se não ta sendo excretado ele ta fazendo efeito também e essa acumulação é mais perigosa.
Pode sofrer também a secreção tubular, no túbulo contorcido distal (depende de um transporte ativo, feito por proteínas presentes no túbulo). Isso quer dizer que para o fármaco sofrer secreção tubular ele precisa ter afinidade por essas proteínas para ser secretado. Se o fármaco ainda não estiver hidrossolúvel e interagir com a proteína, ele pode ser secretado, sofrendo o processo de reabsorção renal. Ai volta para a circulação, faz efeito, vai ser novamente metabolizado e conjugado com o ácido glicurônico e em algum momento quando estiver hidrossolúvel e passar novamente pela circulação renal, vai interagir com as proteínas, não sendo reabsorvido e agora sim excretado. Só será efetivamente eliminado se tiver a condição de hidrossolubilidade. O único processo realmente importante na secreção tubular é que pode ocorrer a reabsorção caso o fármaco não esteja hidrossolúvel o suficiente. 
Vânia: é o que acontece com o fármaco AAS, o metabólito (ácido salicílico) sofre secreção tubular, mas não está hidrossolúvel ainda, sendo reabsorvido, circula, continua o efeito, até sofrer conjugação de fase II e na próxima vez que for secretado via tubular ele não consegue voltar, pq agora está hidrossolúvel, que não são moléculas bem absorvidas, tão pouco serão bem reabsorvidas. Boa parte da dose da penicilina é excretada inalterada via secreção tubular, a hora em que ela passa pelo rim e já tem a hidrossolubilidade suficiente ela não é filtrada, mas possui uma grande interação com a Pgp, ai é jogada pra fora e vai embora. Tratamento com bicarbonato de sódio. 
Como regra geral, ácidos fracos podem ser eliminados alcalinizando a urina, enquanto a eliminação de bases fracas pode ser aumentada por acidificação da urina. Esse processo é denominado "prisão iônica". Por exemplo, um paciente apresentando dose excessiva de fenobarbital (um ácido fraco) pode receber bicarbonato, que alcaliniza a urina e mantém o fármaco ionizado, diminuindo, assim, a reabsorção. Se a dosagem excessiva é com uma base fraca, como a anfetamina, a acidificação da urina com NH4CI leva à protonação do fármaco (i.e, se torna ionizado) e aumenta a sua excreção renal.
Falando das proteínas que participam da secreção tubular, Pgps, se são proteínas transportadoras elas podem ser moduladas, significa que essa atividade de transporte pode ficar bloqueada por um tempo, dependendo do fármaco utilizado.
Vânia: por exemplo, um paciente que tem arritmia cardíaca e está fazendo o uso de verapamil (agente antiarrítmico), esse medicamento inibe as Pgps. Então, se eu estiver tomando um fármaco, como por exemplo a penicilina, que a princípio é pra ser administrado IV de 4h-4h ou 6h-6h pq eu sei que o medicamento ta sendo secretado e eliminado. Mas se eu não prestar atenção que o verapamil ta inibindo essas proteínas que fariam a excreção, quando chegar o momento de fazer a próxima dose, o paciente ainda vai ter na circulação quase que a mesma quantidade que foi administrada na primeira dose. 
É necessário cuidar se é excretado tubularmente o fármaco ou o metabólito, pq se for o metabólico não tem problema, não é bom mas não é tóxico. Agora, se for o fármaco ativo, esse fármaco continua fazendo o seu efeito e podemos ter um efeito adverso significativo.
FARMACODINÂMICA: estaremos estudando o mecanismo de ação do fármaco. Em qual alvo farmacológico esse fármaco atua. Vamos esperar os efeitos terapêuticos e os efeitos indesejáveis dos fármacos. 
Os indesejáveis: nós vamos chamar de efeitos adversos ou efeitos tóxicos. Os tóxicos nunca serão oriundos de doses terapêuticas (dose calculada errada, doses usadas pelo paciente erradas).
Efeitos adversos: normalmente respostas não desejáveis
Efeitos secundários/adversos: secundário ao uso do medicamento, aconteceu isso porque a pessoa utilizou tal medicamento. Efeito adverso é uma resposta não desejada (uma dor de cabeça, uma náusea, um vomito...); Efeitos que podem manifestar em algumas pessoas