A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
42 pág.
Introdução a Farmacologia

Pré-visualização | Página 15 de 18

mas que atuam em alvos alostéricos, ao lado do sitio ativo. E isso já promove a resposta. – ativadores E bloqueadores
- EXEMPLO: O sitio ativo é o GABA que se liga no receptor Gabaergico e abre os canais de sódio. Os benzodiazepínicos (que são calmantes), não entram no canal do GABA, eles se ligam em canais alostéricos ao GABA e promovem uma alteração nesse canal, favorecem o gaba e fazem a ação acontecer. 
- Isso potencializa a ação do GABA. 
Ativadores: favorecem a ação. 
Inativadores: se ligam do receptor, mudam a conformação, e favorecem o antagonista. 
Todos os medicamentos que estão no mercado são eficazes, porem, com potencias diferentes. 
- Um fármaco X e um fármaco Y, se os dois forem analgésicos, poderíamos dizer que os dois são bons analgésicos porque os dois produziram a resposta de 100%. Eixo Y e X resposta máxima. No entanto, o que difere, é que para atingir a ação máxima, o fármaco X precisou de uma quantidade MENOR que o Y. Então o fármaco X é mais potente que o fármaco Y para produzir a mesma resposta. 
- Potencia (relação com a dose): eixo X
- Resposta/Eficacia: eixo Y
Diazepan de 10mg = Clonazepam de 0,5mg
** A maioria das pessoas com uma única dose, igual para todos, tiveram a mesma resposta, infelizmente tem aqueles que não foi efetivo e tem aqueles que foram sensíveis ao medicamento. 
** O paciente ou pode ser muito resistente ou muito sensível. 
** A mínima efetiva: testes feitos em pessoas, dose mínima para o fármaco fazer efeito
** Quantidade para ser toxico: feito em ratos – não existe testes de toxicidade em humanos 
Interações medicamentosas que são de origem farmacocinética ou farmacodinâmica
Farmacocinética: utilizar o paracetamol com a carmabenzapina (acelera o metabolismo) que diminui o efeito do paracetamol e aumenta a toxicidade;
Farmacodinâmicas: disputa de receptores (um agonista e outro antagonista, ou dois medicamentos diferentes produzindo o mesmo efeito).
Interação Sinérgica: quando a resposta final no paciente for um aumento na resposta.
Interação Antagônica: quando a resposta terapêutica final foi reduzida.
Carmabenzapina + paracetamol: interação farmacocinética (metabolismo envolvido) e antagônica (porque o paracetamol estará sendo metabolizado/excretado mais rápido – diminui a acao terapêutica + toxicidade).
Carmabenzapina + anticoncepcional: o estrógeno é metabolizado pelas enzimas citocromo P450, metabolização e eliminação MUITO rápida. Eficacia diminuída. Interação farmacocinética e resposta antagônica (terapêutica diminuiu).
Uso de propranolol (falta de ar) – beta bloqueador não seletivo + Fenoterol (bombinha) – agonista de receptores BETA adrenérgicos. Dois medicamentos com ações diferentes disputando os mesmos receptores. NÃO FAZ SENTIDO. 
Benzodiazepinico (depressor do SNC) + tramatol (derivado opioide, também depressor do SNC) – por mecanismos de acao diferentes, porem os dois fármacos produzem depressão do SNC -> interação FARMACODINAMICA, porque tem a ver com receptores e SINERGICA porque a depressão do SNC foi induzida por duas vias simultaneamente. 
** Predominam as interações farmacocinéticas (metabolismo e absorção). 
Preocupação grande com interações medicamentosas: pacientes na UTI, crianças... A maior preocupação: se o fármaco tiver baixa margem de segurança. Se houver uma interação medicamentosa, com um medicamento de margem de segurança ampla, não haverá muitos problemas. Porem, se houver interação com medicamento de margem de segurança mínima, ai complica. Porque a dose terapêutica e toxica estão muito próximas. Se essa interação for do tipo sinérgica, ele entrará na janela tóxica, e teremos muitos problemas. 
Exemplos: antibióticos da classe dos aminoglicosideos – nefrotoxicidade e ototoxicidade (paciente pode ficar surdo e é irreversível).
	Anticoagulantes: risco de hemorragia (varfarina e heparina).
	Ciclosporina: imunossupressor – hepatotoxico
Digoxina: cardiotônico – para ICC (baixa margem de segurança) com 2 comprimidos já tem arritmia, com 5 ele morre. 
Fenitoina: anticonvulsivante, bloqueia canais de Ca. Altas doses podem paralisar varias células. 
Litio: utilizado no transtorno de humor, transtorno de bipolaridade. Facilmente se acumula no nosso corpo e causa surtos psicóticos graves. 
Hipoglicemiantes: para diabetes, o acumulo aumenta a insulina circulante, causa hipoglicemia severa e morte. 
Carmabenzapina: anticonvulsivamtes que bloquea canal de Ca. Altas doses toxicidade significativa. 
FARMACODINÂMICA
Estuda os mecanismos bioquímicos e fisiológicos que normalmente são desencadeados pela ação do fármaco quando ele interage com o seu receptor, com canais iônicos, atuando sobre enzimas ou moléculas transportadoras. 
Dos receptores, estudaremos os ionotrópicos, metabotrópicos e os nucleares.
Espectro dos efeitos dos fármacos: desejáveis (terapêuticos) e indesejáveis (adversos, tóxicos) 
Tolerância: ocorre quando há uso repetitivo de um mesmo fármaco (classe). É a redução gradual da resposta ao fármaco
Dessensibilização: também conhecido como adaptação, ou hiporregulação, resulta em perda ou diminuição de efeito do fármaco. A estimulação continuada das células geralmente leva a um estado de dessensibilização, de tal forma que o efeito gerado pela exposição contínua ou subsequente à mesma concentração do fármaco fica reduzido. 
** uma exposição continuada a um mesmo fármaco pode fazer com que o corpo deixe de responder ao fármaco. Mais comum em medicamentos que atuam no SNC. Algumas classes de medicamentos realizam adaptações para que o corpo viva na presença deles, causando uma tolerância. 
Refratariedade: refere-se às falhas terapêuticas. 
Eventos adversos: qualquer ocorrência medica desfavorável que pode ocorrer durante o tratamento com um medicamento, mas que, não necessariamente tem relação causal com esse tratamento. 
Efeito colateral: são inerentes a ação farmacológica do medicamento, porém seu aparecimento é indesejável, por se expressarem em outro órgão que não o desejado para a ação terapêutica. 
Efeitos secundários (efeitos adversos): são devidos a uma característica de ação não relacionada à ação farmacológica principal do medicamento. 
Idiossincrasia: reações nocivas por sensibilidade peculiar a um fármaco, em geral devido a polimorfismo genético. 
Intolerância ou sensibilidade: doses menores do que as usuais produzem as respostas antecipadas. 
Receptores ionotrópicos: proteína ligada diretamente a um canal iônico. Isso significa que quando alguma substância se liga a essa proteína, ela sofre uma modificação conformacional e normalmente abre-se um canal iônico. Ai entra um determinado íon e o efeito desejado acontece. Exemplo disso são os benzodiazepínicos (diazepam, bromazepam). É um dos receptores mais simples.
Receptores metabotrópicos: são mais complexos. São proteínas transmembrana grandes, com vários domínios, e estão acopladas a uma segunda proteína, a proteína G. Quando o fármaco se liga ao receptor metabotrópico, essa proteína sofre uma mudança conformacional de tal forma que vai ativa a proteína G, que por sua vez tem três subunidades (α, β e γ) que vão se separar. Então, a subunidade α vai continuar enquanto as outras duas ficam paradas. A α vai ativar uma outra proteína, normalmente enzimas, que vai ativar outra proteína que vai dar o efeito na célula. Ou seja, quando o receptor é do tipo metabotropico, existe a ativação de uma cascata de eventos intracelulares até que a resposta efetivamente aconteça. Sua ativação leva mais tempo que a ativação dos receptores ionotrópicos (questão de segundos) devido a ativação da cascata, mostra também que os eventos intermediários são importantes e que se sofrerem a intervenção de outros medicamentos a ativação não continua.
Toda proteína G libera a subunidade α, que irá ativar outra proteína. Isso quer dizer que a subunidade α leva energia a uma proteína (adenilato ciclase), que uma vez ativada vai gerar um produto (AMPc/GMPc), que ativará a proteína quinase, que é uma proteína efetora.