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Introdução a Farmacologia

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reativo. Em condições normais, as enzimas trabalham em uma velocidade normal, mas quando influenciadas por outros fármacos essa velocidade aumenta, gerando muito mais metabolitos em curto espaço de tempo. E o problema maior é não ter glutationa o suficiente para fazer a eliminação do metabolito. 
** Se a enzima esta sendo estimulada: as enzimas estarão trabalhando aceleradamente (resultando em toxicidade ou baixa eficácia do fármaco – No caso do paciente B).
GLUTATIONA (GSH): produzida no nosso fígado e é a união de 3 peptideos;
CISTEINA, aminoácido limitado na nossa dieta, por isso não temos um estoque muito grande.
Uma defesa antioxidante natural do nosso corpo – o que a gente come, o que a gente bebe, medicamentos usados, quem é atleta, quem faz atividade física muito intensa (tem aumento do stress oxidativo, portanto tem um consumo muito alto de glutationa) ... tudo influencia.
** Ela é uma reação de fase 2, é ela quem inativa boa parte das substancias reativas do nosso corpo, inclusive no nosso metabolismo normal. 
OUTROS EXEMPLOS:
1) Carmabenzapina associada com Anticoncepcional Oral Combinado
- A mulher usa estrógeno + progestina, o estrógeno é metabolizado por enzimas de fase 1, então se a mulher estiver usando carmabenzapina e o anticoncepcional com certeza ela irá engravidar. Porque a carmabenzapina ativa as enzimas, fazendo elas trabalharem aceleradamente. Então rapidamente o estrógeno é metabolizado, saindo da sua janela terapêutica rapidamente e a mulher passa a maior parte do dia sem fazer resposta ao estrógeno. O feedback para a adeno hipófise é de que baixou esse hormônio então FSH e LH podem ser liberados, assim ocorrendo a ovulação. 
2) Alguns anticonvulsionantes combinados com pílulas conceptivas orais combinadas NÃO FUNCIONAM. 
3) O anticoncepcional com a pessoa utilizando fluoconazol, metronidazol – os medicamentos inibem o metabolismo, então o estrógeno vai ficar até por mais tempo concentrado. Quem sabe causando mais retenção líquida.
4) Glibenclamida (estimula a liberação de insulina) e o uso de fluoconazol – a glibenclamida não está sendo metabolizada e eliminada e está agindo por mais tempo no organismo, o que causará aumento da insulina e consequente HIPOGLICEMIA. 
AS SUBSTÂNCIAS QUE SABIDAMENTE INDUZEM A ENZIMA CITOCROMO P450 – a substância será metabolizada rapidamente ou perderá a sua eficácia, ou pode gerar muito metabolito reativo que causará toxicidade (exemplo do paracetamol). 
AS SUBSTÂNCIAS QUE SABIDAMENTE INIBEM A ENZIMA CITOCROMO P450 – a substância não vai ser metabolizada pelo sistema e vai acabar se acumulando e sua resposta vai ficar aumentada, tanto a resposta farmacológica quanto seus efeitos adversos. 
- O álcool não corta o efeito de medicamentos – não induz as enzimas hepáticas. Ele só terá influência no efeito do fármaco caso o seu uso seja exacerbado, feito todos os dias e por um longo período te tempo (ETILISTA CRÔNICO). Porque assim as enzimas P450 serão induzidas. 
- A molécula de álcool é altamente higroscópica, ela desnatura nossas células. Ela se encontra no sangue, e se ela puxa para si a água dos vasos, causa hipovolemia e aumenta a pressão. 
O processo de destilação das bebidas produz um metabolito chamado Tiramina, essa substância estimula a liberação de adrenalina. E a adrenalina causa vasoconstricção nos vasos sanguíneos. Um volume maior para um calibre menor.
ÁLCOOL E HAS
- O processo de destilação das bebidas produz um metabolito chamado Tiramina, essa substância estimula a liberação de adrenalina. E a adrenalina causa vasoconstricção nos vasos sanguíneos. Um volume maior para um calibre menor.
- Não se recomenda a ingesta de álcool para pacientes com HAS porque ocorrerá aumento da pressão. 
- Vinho e queijo = bomba hipertensiva (porque ambos são compostos por Tiramina). 
- É uma combinação que diminui a eficácia do anti-hipertensivo. 
ÁLCOOL E MEDICAMENTOS PARA DORMIR
- Medicamentos para dormir deprimem o SNC – Zoopidem, Clonazepan... 
- O álcool é uma substância que deprime o SNC – tem efeito duplo: os primeiros 20 à 30min tem efeito euforizante (liberação de dopamina) e depois um período de depressão muito maior, pois ele potencializada a resposta gabaérgica. 
- O Clonazepan potencializa o Gaba (depressor) -> sedação tóxica, depressão de sistema nervoso central (ex: respiratório)
- Se for beber, não toma o medicamento para dormir, o álcool fara o papel dele.
ÁLCOOL E ANTIDEPRESSIVOS
- Ambas as substâncias são euforizantes. 
- A pessoa pode ter um surto psicótico.
- Beber devagar, se alimentar – para que o álcool chegue aos poucos no SNC, evitando picos de euforia.
- Fluoxetina: aumenta os níveis de serotonina na fenda sináptica. Nas primeiras semanas o paciente piora depois de umas três semanas melhora. 
ÁLCOOL E CAPSULA DE CAFEÍNA
- A capsula de cafeína é estimuladora do SNC (para a pessoa não dormir);
- Energético com bebida alcóolica – o álcool não atinge algumas partes do SNC, então a pessoa acha que está bem, mas não está, exemplo: visão, força motora...
- A cafeína é a droga que mais induz tolerância no SNC, porque nós temos vários receptores para a cafeína (adenosina).
- Essa tolerância só ocorre no cérebro, mas não no coração – o que pode causar taquicardia.
ÁLCOOL E ANTIBIÓTICOS
- Alguns antibióticos (Metronidazol, Fluoconazol, Ciprofloxacino, Cefalexina...) são inibidores da enzima citocromo P450.
- O antibiótico inibe uma das fazes de metabolização do álcool e vários antibióticos são inibidores da enzima aldeído desidrogenase. Esta enzima é fundamental para transformar acetaldeido (toxico) em uma substancia inerte (acetato). 
- Se você estiver tomando antibiótico e tomar um copo de cerveja, não estará cortando os efeitos do medicamento, apenas atenuando a produção do metabolito inativo que causará a RESSACA. Porque você não consegue se livrar do metabolito rapidamente o que causará “retenção” e maior efeito da ressaca. Se bebermos pouco ou lentamente, dá tempo para que forme metabolito toxico e para que ele seja eliminado. Beber em grande quantidade vai fazer com que a molécula do álcool seja metabolizada rapidamente, porém a liberação do metabolito seja demorada demais – menor número de enzimas (inibição). 
- Não há nada que se possa fazer para aumentar a velocidade do processo de excreção do metabolito: para diminuir a ressaca.
- A molécula de álcool é única, não importa se é no vinho seco ou vinho suave. Outros componentes podem piorar os sintomas posteriores. Por exemplo, o açúcar, no vinho tinto suave, tende levar a uma ressaca mais atenuada. Por tanto, não importa a “qualidade” da bebida que você está tomando, todas contem a molécula de etanol. Misturar bebidas também não influencia na ressaca que você vai ter. O que pode influenciar é a porcentagem de álcool que a bebida tem. 
- Engov: você toma um analgésico antes de começar a beber, apenas diminuirá um pouco dos sintomas (mínima coisa).
- Epocler: contem metionina, uma substancia ativa, que diminui o stress oxidativo e induz a formação de mais glutationa para proteger o fígado. Mas não impede o processo de formação do metabolito. Há ainda muita produção de radicais livres. 
EFEITO DISSULFIRAM: inibição da enzima aldeído desidrogenase. 
- Baseado na ação de um medicamento.
- Antietanol e Sarcotom: principio ativo é dissulfiram – medicamentos usados para pacientes com dependência química (que passaram tempo em clinica de reabilitação). 
- O medicamento faz com que a pessoa passe mal quando bebe. Ou seja, não vai ser mais prazeroso beber, por causa das sintomas que o medicamento causa, induzindo a pessoa a deixar o vício aos poucos. 
** A enzima álcool desidrogenase não metaboliza etanol, ela faz uma reação de oxidação na função orgânica OH (álcool). Se a gente tivesse uma deficiência da enzima álcool desidrogenase, provavelmente a gente estaria morto, porque nós temos inúmeras moléculas com a função orgânica OH, a reação química acontece em qualquer molécula que apresente a função