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AULA 5 LEI ORGANICA DA SAUDE 8080 90

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Itens A, B e C. Corretos. A iniciativa privada poderá participar do SUS, em caráter 
complementar. Mas, quando isso deve ocorrer? Quando o poder público não consegue prestar 
diretamente determinado tipo de assistência à saúde para a população, devido à inexistência ou 
insuficiência do serviço no SUS. Nesses casos, a direção do SUS poderá firmar contrato de direito 
público ou convênio com instituições privadas, tendo preferência as entidades filantrópicas e as 
sem fins lucrativos. 
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Itens D. Incorreto. O art. 26 da Lei nº 8.080/90 estudo preconiza que os critérios e valores 
para a remuneração de serviços e os parâmetros de cobertura assistencial do SUS serão 
estabelecidos pelo Ministério da Saúde, aprovados no Conselho Nacional de Saúde (CNS). 
 
Ora, os critérios e valores para a remuneração de serviços e os parâmetros de cobertura 
assistencial do SUS serão estabelecidos pelo Ministério da Saúde, aprovados no Conselho 
Nacional de Saúde (CNS), e não por cada órgão local de administração da saúde. 
Itens E. Correto. Conforme disposições do art. 26 (§§ 1º e 2º) da Lei nº 8.080/90, na fixação 
dos critérios, valores, formas de reajuste e de pagamento da remuneração aludida neste artigo, a 
direção nacional do SUS deverá fundamentar seu ato em demonstrativo econômico-financeiro que 
garanta a efetiva qualidade de execução dos serviços contratados. 
Ademais, os serviços contratados submeter-se-ão às normas técnicas e administrativas e aos 
princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS), mantido o equilíbrio econômico e 
financeiro do contrato. 
A partir do exposto, verificamos que o gabarito da questão é a letra D. 
 
38. (HU-UFS/EBSERH/AOCP/2014) Considerando o que a Constituição Federal dispõe sobre a 
saúde. Analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas. 
I. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada. 
II. As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema único de saúde, 
segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou convênio, não havendo 
preferências. 
Participação da 
iniciativa privada no SUS 
COMPLEMENTAR, 
com preferência para 
entidades filantrópicas; 
entidades sem fins lucrativos. 
Estabelecidos pelo 
Ministério da Saúde 
Aprovados pelo 
CNS 
critérios e valores para a remuneração 
de serviços do SUS; 
parâmetros de cobertura assistencial 
do SUS 
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III. É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições 
privadas com fins lucrativos. 
IV. Não é permitida, em qualquer hipótese, a participação direta ou indireta de empresas ou 
capitais estrangeiros na assistência à saúde no País. 
(A) Apenas I, III e IV. 
(B) Apenas I e IV. 
(C) Apenas I e III. 
(D) Apenas II e IV. 
(E) I, II, III e IV. 
COMENTÁRIOS: 
Vejamos cada um dos itens: 
Item I. Correto. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada, ou seja, profissionais 
liberais e instituições privadas de saúde são livres para prestarem serviços mediante pagamento. 
Item II. Incorreto. A iniciativa privada poderá participar do SUS, em caráter complementar. 
Mas, quando isso deve ocorrer? Quando o poder público não consegue prestar diretamente 
determinado tipo de assistência à saúde para a população, devido à inexistência ou insuficiência do 
serviço no SUS. Nesses casos, a direção do SUS poderá firmar contrato de direito público ou 
convênio com instituições privadas, TENDO PREFERÊNCIA as entidades filantrópicas e as 
sem fins lucrativos. 
 
Item III. Correto. Segundo o art. 38 da Lei nº 8.080/90, não será permitida a destinação de 
subvenções e auxílios a instituições prestadoras de serviços de saúde com finalidade lucrativa. 
Item IV. Incorreto. Vamos detalhar o tema apresentado no item: 
A CF/88 e a Lei nº 8.080/90 criaram proteções para a assistência à saúde no Brasil em 
relação à intervenção de outros países. 
Primeiramente, foi assegurada pela CF/88 (art. 199, § 3º) que seria vedada a participação 
direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos 
casos previstos em lei. Isso significa que a assistência à saúde no Brasil deve ser prestada apenas 
pelo poder público, empresas e capitais brasileiros, podendo haver alguma exceção determinada 
por lei. 
Participação da 
iniciativa privada no SUS 
COMPLEMENTAR, 
com preferência para 
entidades filantrópicas; 
entidades sem fins lucrativos. 
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Não é permitida, em qualquer hipótese, a participação direta ou indireta de empresas ou 
capitais estrangeiros na assistência à saúde no País. 
Posteriormente, foi determinada pela Lei nº 8.080/90 (art. 23) que é vedada a participação 
direta ou indireta de empresas ou de capitais estrangeiros na assistência à saúde, salvo através de 
doações de organismos internacionais vinculados à Organização das Nações Unidas (ONU), de 
entidades de cooperação técnica e de financiamento e empréstimos. 
 
A Lei nº 8.080/90 (art. 23) determina ainda que a União, os estados, o Distrito Federal e os 
municípios poderão executar, em seu âmbito administrativo, a realização de operações externas 
de natureza financeira de interesse da saúde, desde que autorizadas pelo Senado Federal. Ou 
seja, qualquer empréstimo, convênio ou acordo firmado pelos entes federativos com instituições 
internacionais somente poderá ser feito após aprovação do Senado Federal. 
 
Intervenções de Países Estrangeiros na Saúde Brasileira 
 É vedada a participação direta ou 
indireta de empresas ou capitais estrangeiros na 
assistência à saúde no País, salvo nos casos 
previstos em lei (CF/88, art. 199, §3º). 
 A Lei nº 8.080/90 (art. 23) prevê essa 
participação através de doações de organismos 
internacionais vinculados à ONU, de entidades de 
cooperação técnica e de financiamento e 
empréstimos. 
 A União, os estados, o Distrito Federal e os municípios poderão executar, em seu âmbito 
administrativo, a realização de operações externas de natureza financeira de interesse da saúde, 
desde que autorizadas pelo Senado Federal (Lei nº 8.080/90, art. 15, inciso XII). 
 
O item encontra-se incorreto, pois é permitida, nos casos previstos em Lei, a participação 
direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País. 
Mas, quais são esses casos? 
 doações de organismos internacionais vinculados à Organização das Nações Unidas 
(ONU); 
 entidades de cooperação técnica; 
 financiamento e empréstimos. 
 
Portanto, o gabarito da questão é a letra C. 
É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou de capitais 
estrangeiros na assistência à saúde, salvo através de (art. 23): 
doações de organismos 
internacionais vinculados à 
ONU; 
entidades de cooperação 
técnica; 
financiamento e 
empréstimos. 
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39. (HU-UFGD/EBSERH/AOCP/2014) De acordo com a Lei 8.080/1990, sobre a participação 
complementar,