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Prova Objetiva G1, 2017  sociedade e contemporaneidade

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Prova Objetiva G1 
 
1.É possível utilizar a expressão “sociedade pós -industrial” uma vez que consideremos 
e reconheçamos os conflitos e contradições que o industrialismo estava apresentando por não conseguir responder as demandas e determinantes da sociedade capitalista em seu desenvolvimento no processo de suas relações de produção, diante disso, um grupo de estudiosos da sociologia trouxe novas concepções para que pudéssemos compreender e identificar melhor o que é: 
“sociedade pós-industrial”. Baseado nestas afirmações, podemos dizer que algumas das principais características da sociedade pós-industrial foram: 
 II. A descentralização. A pulverização de centros que estabelece novas formas de Sociabilidade a partir do predomínio da Internet e de novos dispositivos de comunicação móvel. 
IV. Não existe mais a prevalência de um sujeito antagônico privilegiado.
 
. 
 
2.A sociedade contemporânea se caracteriza pela forte individualização, a procura pessoal por soluções aos problemas pessoais e pela privatização do público, onde o que deveria ser usufruído por todos, uma vez que todos fazem parte do processo de construção, é usufruído por um pequeno grupo que se vincula e controla diretamente os processos de produção e de poder. Neste sentido, podemos considerar como outra característica marcante da estrutura da sociedade. 
contemporânea a “deserção social” o que por sua vez se caracteriza por: dos desafios da contemporaneidade. 
A desmobilização e despolitização de indivíduos e grupos, colocando-se como um 
traço característico do “neoindividualismo” contemporâneo, fruto da ausência de uma 
ideologia clara que oriente os rumos de indivíduos e grupos. 
 
3. No contexto da sociedade de consumo, parece que os indivíduos e grupos se situam e 
ganham um espaço no mesmo adquirindo dado produto. Atualmente os grupos e indivíduos 
da sociedade contemporânea passam a se personificar através da aquisição de objetos e 
signos, e neste sentido eles consomem para se situar e se sentir pertencendo coletividade ao mundo e ao sistema cultural. Considerando esta característica da sociedade atual, e especificamente no âmbito dos meios de comunicação de massa e das redes sociais, percebemos que: 
 Existe um processo no qual se estabelecem padrões, se dirigem condutas comportamentos que contribuem inclusive para gerar ações de consumo sem crítica e reflexão, favorecendo desta forma o desenvolvimento do lucro, atinente a uma economia de mercado. 
4. No capítulo 2 “Redes Sociais na Era Digital”, do livro texto da disciplina de Sociedade e Contemporaneidade, são apresentados argumentos acerca das formas de comunicação em tempos digitais através de ambientes virtuais em que “o espaço das 
funções de mediação social – antes exclusivamente exercidas por instituições, organizações e 
leis – está sendo invadido p elas n ovas rela ções de mediação simbólica, geradas a partir do 
sistema de comunicações em redes digitais, que influenciam o comportamento, a percepção 
do mundo e as relações sociais de novo tipo que emergem e se impõem na mesma proporção 
em que cresce o acesso da população mundial aos no vos meios d e comunicação -relação 
rede” (p. 29). Nesse sentido, sobre a chamada era digital é possível afirmar que: 
 a comunicação on-line em tempo real comprime o tempo -espaço, alterando 
a percepção que as pessoas têm da realidade. 
5. O pensador Stuart Hall – teórico cultural jamaicano que tem debruçando-se 
sobre temáticas que envolvem preconceito racial, mídia, identidades, globalização e estudos 
culturais – na obra “A centralidade da cultura: notas sobre a s revoluções culturais do nosso tempo” (1 997) afirma que “a mídia encurta a velocidade com que as imagens viajam, as d istâncias para reunir bens, a taxa de realização de lucros (reduzindo o “tempo de turn-over d o capital”), e até mesmo os intervalos entre os tempos de abertura das diferentes Bolsas de Valores ao redor do mundo — espaços de minutos em que milhões de dólares podem ser ganhos o u perdidos. Para o autor a globalização:
corresponde ao processo de modernização das cidades
tempo” (1997) afirma que “a mídia encurta a velocidade com que as imagens viajam, asdistâncias para reunir bens, a taxa de realização de lucros (reduz indo o “tempo de turn-over 
do capital”), e até mesmo os intervalos entre os tempos de abertura das diferentes Bolsas dValores ao redor do mundo — espaços de mi nutos em que milhões de dólares podem ser ganhos ou perdidos. Para o autor a globaliza envolve a constituição da sociedade da informação e da comunicação 
. 
 
6. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman professor emérito de sociologia da Universidade de Leeds, na Inglaterra, é um dos pensadores que atualmente têm produzido obras refletindosobre os tempos contemporâneos – em sua obra “Vida para Consumo: a 
transformação das pessoas em mercadorias” (2008) propôs -se a analisar como a soci edade 
de produtores da modernidade foi gradualmente se transformando em uma sociedade de 
consumidores. Nessa nova organização social, os indivíduos se tornam ao mesmo tempo 
promotores de mercadorias e também as próprias mercadorias que promovem, e todos 
habitam o espaço social que costumamos descrever como “o mercado”. O mercado é, então, 
uma instância central e as relações de inclusão e exclusão são determinadas pelas suas 
regras. De acordo com as abordagens do autor, ao propor uma análise a partir desse a cultura do consumo corresponde:
conceito, a “cultura do consumo” corresponde: 
 
 a mercadoria como centro das práticas cotidianas; 
7. Sabemos que estamos vivenciando tempos de grandes avanços tecnológicos onde a educação não ficou fora desta realidade. Experimentamos, hoje, um salto qualitativo em relação ao tipo de comunicação de massa que prevaleceu até o final do século XX. Verifica-se um deslocamento da lógica unívoca da mídia de massa, pautada na recepção 
passiva, para o modo de comunicação interativa. Vivemos a cada dia mais intensamente, o 
predomínio da modalidade comunicacional que caracteriza a cibercultura. Nesse contexto, a interatividade manifesta-se em práticas, tais como: 
E-mails, listas, blogs, v ideologs, jornalismo on-line, Wikipédia, Yo uTube, MSN ,Messenger, MP3,Facebook e novos empreendimentos que aglutinam grupos de interesse como cibercidades, games, softwares livres, ciberativismo, webarte, música eletrônica, etc... 
.
8. As velhas identidades, que por tanto tempo estabilizaram o mundo social, estão 
em declínio, fazendo surgir novas identidades nesta tão complexa sociedade contemporânea. Para Hall, este acontecimento tem como causa: 
 As mudanças decorrentes do processo de globalização em curso, que estaria 
“deslocando estruturas e processos centrais das sociedades modernas e 
abalando os quadros de referência que forneciam aos indivíduos uma ancoragem estável no mundo social
ancoragem estável no mundo social”. 
9. Em uma sociedade tão complexa, tão pós, tão atual qual o significado de indivíduo segundo Bauman: 
É ser um personagem que “A livre escolha pode ser uma ficção, mas a presunção do direito de escolher livremente transforma essa ficção numa realidade”. Uma Ficção, no sentido de que somos induzidos a escolher, dentre opções predeterminadas e, não só fogem necessariamente do

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