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O ATO CONJUGAL   Tim e Beverly Lahye

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supõem, erroneamente, que a edu-
cação sexual resultará, naturalmente, em felicidade sexual. 
Tal suposição emana do conceito humanístico de que o 
homem é um animal e deve viver como tal. Essa ideologia 
promove a promiscuidade antes e depois do casamento, o que, 
por seu turno, resulta em doenças venéreas que constituem 
atualmente um dos maiores problemas de saúde pública em 
menores, e acarretaram o aumento de neurose de culpa após o 
casamento. Estamos sentindo que a próxima geração sofrerá 
terríveis angústias e mágoas por causa desta desregrada 
destruição mental de nossa juventude. 
Contudo, o desconhecimento total dos fatos relativos ao 
sexo não é a alternativa certa. Os jovens precisam ser informa-
dos de que o sexo é sagrado, e que é uma experiência que Deus 
reservou para o casamento. Certamente, precisam aprender 
acerca do alto preço da promiscuidade e dos perigos da 
doença venérea, e quando namoram devem estar sempre 
cientes de que o corpo de ambos é o templo do Espírito Santo. 
A maioria das igrejas que pregam a Bíblia, naturalmente, 
ensinam estes conceitos claramente em acampamentos de 
jovens e em muitas das reuniões de mocidades. 
APRENDENDO PELA PRÁTICA 
A melhor ocasião de se efetuar um estudo profundo sobre 
sexo é pouco antes do casamento. A verdade é que o assunto 
não é tão complicado assim. Deus não deu a Adão e Eva um 
manual acerca da vida sexual; eles aprenderam na prática. 
Estamos convencidos de que os modernos Adãos e Evas 
podem fazer o mesmo, desde que não sejam egoístas e possam 
pensar mais na satisfação do cônjuge do que na sua própria. 
Um estudo cuidadoso de alguns livros bons acerca disso, feito 
duas ou três semanas antes do casamento, uma conversa 
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franca e aberta com o médico da família e uma boa sessão de 
aconselhamento pastoral geralmente constituem uma prepa-
ração adequada. 
Outra fonte de auxílio seria uma conversa com o pai, para 
o rapaz, e com a mãe, para a moça. Nós, particularmente, 
apreciamos muito as conversas que tivemos com nossos dois 
filhos, pelas lições que aprendemos. Com essas palestras e as 
leituras sugeridas, eles parecem ter feito um ajustamento 
perfeito. A matéria que apresentamos a seguir contém alguns 
dos pontos que abordamos com eles, a respeito deles próprios 
e de seus cônjuges. Se for estudada por pessoas casadas ou por 
aquelas que estão para se casar, aparece como um tema 
fascinante. Quando estas informações são analisadas pelo 
prisma dos objetivos do casamento — concepção, prazer e 
comunicação — o leitor fatalmente irá concluir que Deus 
formou o homem de modo maravilhoso. Não é de admirar que 
o salmista tenha exclamado: "Por modo assombrosamente 
maravilhoso me formaste." (SI 139.14.) Seria bom que o leitor 
estudasse cuidadosamente as páginas que se seguem. Cada 
órgão é mencionado pela ordem de sua função no aparelho 
reprodutor, com o nome indicado na gravura abaixo: 
Fig. 1 —Órgãos reprodutivos masculinos 
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É importante conhecer os órgãos mais importantes do seu 
aparelho reprodutor, bem como os do seu cônjuge. Devemos 
compreender também suas finalidades e função básica. 
Escroto ou bolsa escrotal — uma pequena bolsa que 
contém os testículos, e que se encontra no meio das pernas. 
Testículos — órgãos sensíveis, em forma oval, que produ-
zem os espermatozóides, e que se encontram na bolsa escrotal. 
São do tamanho e formato de uma noz graúda, aproximada-
mente 3,5 cm; possuem um longo conduto cujo diâmetro mede 
frações de milímetro, e 300 m de comprimento. São capazes 
de produzir quinhentos milhões de espermatozóides diaria-
mente. Geralmente o testículo esquerdo pende um pouco mais 
para baixo que o direito, o que não deve alarmar ninguém — é 
bastante natural. Por vezes, apenas um testículo desce, mesmo 
depois da puberdade. Isso não precisa causar preocupações 
quanto à sexualidade, pois um homem viril e saudável pode 
sair-se bem com apenas um funcionando. Uma cirurgia ou 
tratamento com certos hormônios corrigirá o problema. Con-
tudo, a incidência de tumores é mais elevada em homens com 
os testículos suspensos, e é aconselhável que o garoto que 
apresentar esta condição seja examinado por um médico, 
antes de completar dez anos, para se verificar, ainda cedo, se 
há algum problema. 
Espermatozóide — a célula reprodutora masculina, pro-
duzida pelos testículos; é ela que fertiliza o óvulo feminino. 
Esta célula contém os elementos genéticos que irão determi-
nar o sexo da criança. Durante o intercurso sexual, o esper-
matozóide é ejetado através do pênis para a vagina da mulher. 
Esta célula mede um seiscentésimo de polegada. 
Epidídimo — pequeno vaso existente na bolsa escrotal 
onde o espermatozóide permanece durante algum tempo, 
para o processo de maturação. 
Vasos deferentes — condutos que partem do epidídimo e 
conduzem os espermatozóides para a vesícula. No processo de 
esterilização do homem pela vasectomia, remove-se cerca de 
uma polegada dos vasos deferentes. Esta operação pode ser 
feita apenas com anestesia local, no próprio consultório 
médico, e o paciente fica imobilizado apenas um ou dois dias. 
Essa operação não afeta em nada sua atividade sexual — 
apenas impede que os espermatozóides passem para o pênis. 
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Ampolas dos canais deferentes — compartimento onde 
são armazenados os espermatozoides que saíram do epidídi-
mo e atravessaram o canal deferente. 
Vesícula seminal — produzem o líquido seminal no qual 
os espermatozoides são transportados para a próstata. 
Condutos ejaculadores — órgãos que conduzem os esper-
matozoides com o líquido seminal, através do pênis, para os 
órgãos femininos. 
Próstata — uma glândula de função altamente importan-
te. Tem o formato de uma noz graúda, e contrai-se no 
momento da ejaculação. Segrega quantidades adicionais do 
líquido seminal e contém os nervos que controlam a ereção do 
pênis. Localiza-se entre a bexiga urinaria e a base do pênis, a 
qual rodeia o orifício de saída da urina na bexiga. Em homens 
idosos, ela pode aumentar de volume e bloquear a passagem 
da urina. Isso exige a remoção da prótata, chamada prosta-
tectomia. 
Quando essa cirurgia é efetuada, o sêmen, por ocasião da 
ejaculação, é lançado na bexiga, não sendo portanto expelido. 
Todavia, isso em nada altera a sensação de orgasmo; mas se a 
esposa desejar engravidar precisará tomar algumas medidas 
necessárias. 
Glândula de Cowper — a primeira glândula que entra em 
funcionamento, depois que o homem é estimulado sexualmen-
te. Ela produz algumas gotas de um líquido oleoso, que 
penetra na uretra, preparando-a para a passagem dos esper-
matozoides. Esse líquido neutraliza a aridez da urina, pois de 
outra forma eles seriam destruídos. 
Uretra— o conduto que transporta a urina da bexiga para 
fora, através do pênis. Conduz também os espermatozoides 
para o exterior do corpo. 
Pênis — órgão genital masculino, através do qual tanto a 
urina como o esperma são conduzidos para fora do corpo. Ele 
pode distender-se, quando se enche de sangue, em reação a 
um estímulo mental ou físico, de forma que se enrijece ou fica 
ereto. O pênis é formado de três camadas de tecido esponjoso, 
erétil, sendo que a uretra encontra-se na camada do meio. O 
comprimento dele, quando relaxado, varia muito, mas quan-
do ereto é de quinze a dezessete centímetros. Durante a 
ereção, a parte mais larga da ponta fica mais rija que a 
própria ponta, o que ajuda na obtenção do estímulo sexual da 
mulher, pela fricção. A operação de fimose ou circuncisão faz 
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com que esta borda sobressaia um pouco do tecido circun-
dante da ponta do pênis. 
Glande do pênis — nome dado à cabeça do pênis, uma 
área bastante sensível que, quando atritada, produz a ejacu-
lação do líquido seminal com os espermatozóides. 
Prepúcio — pele que recobre a glande do pênis para sua 
proteção. Por vezes, uma