Trabalho História da Enfermagem   Florence
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Trabalho História da Enfermagem Florence


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CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIPLAN
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TEORIA AMBIENTALISTA
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BRASÍLIA \u2013 DF
2018
 
 
Akemi Vidigal Carvalho - 
UL18103260
Ana Lúcia da Silva Gomes - UL18102615
Helloan Ferreira Sales \u2013 UL18103045
Jessica Ribeiro da Silva \u2013 
UL18102799
Jéssica Roberta Rodrigues Morais \u2013 UL18102908
Josiane Cerqueira Fonseca \u2013 UL18103405
Wellison Thiago Oliveira \u2013 UL18103409
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ENFERMAGEM
1o Semestre
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução:
 
 O estudo sobre as teorias da enfermagem é de grande importância para fundamentar a prática do enfermeiro. Ao longo do tempo diversas teorias foram surgindo em detrimento dos mais variados contextos histórico-sociais, mas sempre com o foco de promover a saúde e bem estar do ser humano.
A teoria ambientalista foi desenvolvida por Florence Nightingale na Inglaterra após seu trabalho com enfermagem durante a Guerra da Criméia (1853 a 1856). O foco principal desta teoria é como diversos parâmetros ambientais podem afetar a saúde do enfermo. Nightingale acreditava que um ambiente adequado era fator primordial e culminante para que a natureza agisse e fizesse seu papel na recuperação do indivíduo.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Desenvolvimento:
 
 
Florence Nightingale foi uma mulher à frente de seu tempo e revolucionou a prática de enfermagem. Foi a partir de sua astúcia e capacidade vanguardista que a teoria ambientalista foi criada, sendo impossível dissociar tal fundamento teórico da história de sua criadora. 
Nightingale nasceu em 12 de maio de 1820 e faleceu no ano de 1910, sendo o seu nascimento comemorado como o Dia Internacional da Enfermagem e Enfermeiro. Nasceu em Florença na Itália, pertencia à uma família abastada e religiosa que pode lhe proporcionar uma boa educação.
Sua família bastante tradicional e conservadora, planejava para Florence um futuro comum às moças da época que consistia basicamente em ser uma boa esposa e dona de casa e claro, ter filhos. Mas a moça tinha outros planos.
À frente de seu tempo, a jovem que gostava de matemática e falava várias línguas, aos 16 anos relatou que recebeu um chamado de Deus para que cuidasse dos enfermos. Naquela época as condições dos hospitais eram tão ruins que os que tinham melhores condições se tratavam em casa, ficando hospitalizados somente os mais pobres.
Florence cuidou primeiramente dos indigentes que ficavam próximos à sua casa, posteriormente viajou para vários lugares da Europa visitando e prestando seus cuidados em hospitais. A característica observadora e analítica de Nightingale durante estas vivências culminou posteriormente em grande impacto na enfermagem. Mesmo com todo esse protagonismo da jovem, seus pais não viam seu caminhada com bons olhos. Naquela época as enfermeiras não dispunham de boa reputação.
A jovem era determinada e fazia já um trabalho diferenciado. Então, logo surgiu a oportunidade de servir e colocar em prática tudo o que aprendera na Guerra da Criméia. Um amigo pessoal e membro do governo inglês pediu que ela chefiasse um grupo de enfermeiras que deveria atuar num front turco.
A Guerra da Crimeia (1853 a 1856) foi um conflito extremamente sangrento que se desdobrou na Península da Criméia, atual Ucrânia, sul da Rússia e Balcãs. Envolveu a Rússia e do outro lado a coligação Reino Unido, França, atual Itália e o antigo império Turco-Otomano, atual Turquia. O objetivo era conter a expansão russa. Este conflito ganhou uma visibilidade muito grande, dada pela imprensa que noticiava ao mundo os horrores da guerra principalmente através do telégrafo.
Essa visibilidade da guerra dada pela imprensa fez com que o mundo conhecesse através de imagens e reportagens, as condições que os enfermos se encontravam.
Chegando ao front, Florence se deparou com uma verdadeira cena de horror que ela fez questão que a imprensa divulgasse ao mundo. A área de cuidados dos soldados feridos apresentavam superlotação, esgoto, falta de alimentos, ausência de higiene pessoal e infestações dos mais diversos tipos como pulgas e ratos.
Como enfermeira chefe do hospital do exército, Nightingale constatou que a falta de higiene as doenças matavam mais que até mesmo a própria guerra. Dona de uma personalidade marcante e com uma visão vanguardista, Florence reorganizou o ambiente dos enfermos. Sua visão em como o ambiente insalubre piora a capacidade do corpo responder o tratamento revolucionou os hospitais, reduzindo a mortandade em sua unidade de saúde de 42,7% em 2,2%.
A visão astuta de Florence observou que o trabalho da enfermagem não se limita somente na administração de medicamentos ao enfermo, ela vai desde a organização na lavanderia, cozinha, almoxarifado e limpeza. Todos estes setores devem funcionar organizadamente, pois todos implicam simultaneamente no bem estar e melhora do paciente.
A face psicossocial do enfermo também esteve sob a lanterna de cuidados de Florence. Ela ajudava os feridos escrevendo cartas para seus familiares. Acreditava que um ambiente negativo e estressante poderia piorar a saúde de um paciente. 
A capacidade de Florence Nightingale em anotar e tratar dados estatisticamente de tudo que ela observava e concluía após suas intervenções geraram a Teoria Ambientalista da enfermagem, que foi documentada \u2018Notas sobre Enfermagem de 1859 \u2018. 
A teoria ambientalista tem o foco de que deve ser feita uma intervenção no ambiente, minimizando os ruídos, nutrição adequada, cuidados com higiene, iluminação solar direta e indireta, conforto, socialização e esperança. Ela pode ser dividida em três tipos de ambientes: físico, psicológico e social.
Ambiente Físico:
A higiene constitui uma noção inclusa, relacionada com todos os aspectos do ambiente físico em que se encontra o paciente.
\u2022 Ventilação: provisão de ar fresco, sem correntes de ar. Florence dizia que \u201cconservar o ar que o paciente respira tão puro quanto o ar exterior, sem deixá-lo sentir frio é o primeiro e último princípio sobre o qual a atenção da enfermeira deve fixar-se, sem o que todo o restante que possa fazer por ele não terá nenhum valor...\u201d
\u2022 Iluminação: os doentes têm, depois do ar puro, a necessidade de iluminação, \u201ce não é apenas a claridade que desejam, mas a luz solar direta\u201d.
\u2022 Calor: a enfermeira deve observar atentamente o paciente a fim de evitar que ele se resfrie, prevenindo a perda de calor vital, essencial à recuperação.
\u2022 Limpeza: refere-se ao ambiente, pois, um quarto sujo é fonte certa de infecções, ao paciente, de quem a higiene cuidadosa \u201cremove matérias nocivas do sistema\u201d. Além de proporcionar alívio e conforto, à enfermeira, que \u201cdeve estar sempre limpa\u201d e deve \u201cter o cuidado de lavar as mãos frequentemente durante o dia\u201d.
\u2022 Ruídos: elemento ambiental para o qual a enfermeira deve estar atenta e qualquer sacrifício é válido para assegurar o silêncio, pois nem um bom arejamento, nem uma boa assistência serão benéficos para o doente, sem o necessário silêncio.
\u2022 Odores: o odor resultante da doença deve ser removido do corpo. Ao ventilar-se o quarto do doente, deve-se evitar o ar proveniente de esgoto; os utensílios de quarto devem ser mantidos limpos, livres de odores e guardados em local apropriado.
\u2022 Alimentação: essencial ao processo de cura deve ser minuciosamente observada pela enfermeira.
Ambiente psicológico:
\u2022 No que se refere ao ambiente psicológico, Florence reconhece que um ambiente negativo pode resultar em estresse físico, afetando emocionalmente o paciente. Para evitá-lo, recomenda que se ofereça ao paciente uma variedade de atividades para manter sua mente estimulada, enfatizando à necessidade de comunicar-se com ele, dispensando-lhe atenção, evitando interrupções e tratando de assuntos agradáveis, evitando encorajar falsas esperanças.
Ambiente social:
\u2022 O ambiente social é visto como